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	<title>De Olho na Capital &#187; Política</title>
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	<description>O blog do Cesar Valente</description>
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		<title>Na casa do João Raimundo</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 10:02:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo Colombo]]></category>

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		<description><![CDATA[Terça-feira à noite fui jantar na Casa d’Agronômica, também conhecida como casa do governador. Ou, para os íntimos, a casa do João Raimundo Colombo. O motivo era a solenidade de entrega da medalha Jerônimo Coelho a seis personalidades, entre as quais o meu velho amigo Moacir Pereira. Este ano a imprensa catarinense festeja seu 180º [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_10590" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-10590" title="donc1-medalhas1-cor" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/12/donc1-medalhas1-cor.jpg" alt="Grupo homenageados" width="500" height="315" /><p class="wp-caption-text">Governador, vice e homenageados. Foto: Neiva Daltrozo/Secom</p></div>
<p>Terça-feira à noite fui jantar na Casa d’Agronômica, também conhecida como casa do governador. Ou, para os íntimos, a casa do João Raimundo Colombo. O motivo era a solenidade de entrega da medalha Jerônimo Coelho a seis personalidades, entre as quais o meu velho amigo Moacir Pereira. Este ano a imprensa catarinense festeja seu 180º aniversário e a medalha faz parte da programação oficial. Como Jerônimo Coelho era militar, engenheiro e jornalista, os homenageados também são dessas três áreas. A solenidade foi simples, com a presença de poucos convidados, entre os quais vários colunistas.</p>
<div id="attachment_10597" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-10597" title="donc1-jantaragronomica4" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/12/donc1-jantaragronomica4.jpg" alt="Pátio" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">O local do jantar. Estela Benetti à esquerda e Rafael Wiethorn à direita. Fotos: Palhares Press</p></div>
<p>A Casa d’Agronômica tem um imponente pátio interno coberto, com uma fonte no meio e foi ali que os convidados jantaram. Na fonte desativada estava montado um presépio.</p>
<div id="attachment_10598" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-10598" title="donc1-jantaragronomica2" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/12/donc1-jantaragronomica2.jpg" alt="Adriana, Deborah e Cláudia" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Adriana, Deborah e Cláudia</p></div>
<p>Tive sorte de ficar em uma mesa onde além dos colegas Rafael Martini (Visor, DC) e Rafael Wiethorn (Secom), estavam também a Adriana Baldissarelli (Notícias do Dia), a Déborah Almada (All Press), a Cláudia de Conto (diretora de imprensa da Secom) e a Estela Benetti (Economia, DC). Outra mesa, cuja foto está mais abaixo, parecia o “clube do bolinha”, só de rapazes.</p>
<div id="attachment_10589" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-10589" title="donc1-cv-colombo-arnon" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/12/donc1-cv-colombo-arnon.jpg" alt="João Raimundo" width="500" height="329" /><p class="wp-caption-text">Foto: Deborah Almada</p></div>
<p>Déborah Almada capturou, no telefone dela, eu na esquerda (pra variar), o governador João Raimundo no centro e o sempre elegante presidente da Associação Catarinense de Imprensa, Ademir Arnon.</p>
<div id="attachment_10591" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-10591" title="donc1-jantaragronomica3" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/12/donc1-jantaragronomica3.jpg" alt="Moacir Pereira" width="500" height="533" /><p class="wp-caption-text">Moacir em posição de sentido, enquanto a medalha natalina não chega</p></div>
<p>Os homenageados ficavam assim, como está o Moacir Pereira na foto acima, enquanto eram lidos seus longos currículos. Depois o governador lhes entregava a medalha. O Secretário de Comunicação, Derly Anunciação, sentado ao fundo, já está com a dele. O presépio natalino da casa do governador ajudava a compor a moldura para as fotos.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10592" title="donc1-jantaragronomica1" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/12/donc1-jantaragronomica1.jpg" alt="Coleguinhas" width="500" height="320" /><br />
Acima, no sentido anti-horário, a partir da direita: Roger Bittencourt (Fábrica de Comunicação), Paulo Alceu (RIC/Record), Roberto Amaral (SBT-SC), Vânio Bossle (TVBV), Roberto Salum (TVBV), Raul Sartori (O Trentino) e Carlos Damião (Notícias do Dia e Rádio Record-SC).</p>
<p>É isso. Parabéns aos amedalhados e bom Natal para todos. Ho ho ho!</p>
<p><strong>EM TEMPO</strong></p>
<p>A Deborah Almada, que está sempre atenta e não perde tempo, estava sentada à minha frente. Enquanto as autoridades discursavam e a solenidade transcorria, ela publicou, no tuíter, fotos e textos sobre o evento. Como eu estava &#8220;mais à mão&#8221;, acabei sendo a &#8220;vítima&#8221; preferencial. Abaixo, parte do &#8220;material&#8221; distribuído por ela:</p>
<div id="attachment_10590" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-10599" title="donc1-agronomica-tuitedeborah1" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/12/donc1-agronomica-tuitedeborah1.jpg" alt="Cáudia e Cesar" width="300" height="214" /><p class="wp-caption-text">&quot;Na minha mesa, o encontro improvavel de @claudiadeconto e @cvalente!! <img src='http://www.deolhonacapital.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> &quot;</p></div>
<div id="attachment_10594" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-10594" title="donc1-agronomica-tuitedeborah2" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/12/donc1-agronomica-tuitedeborah2.jpg" alt="Damião e Cesar" width="300" height="208" /><p class="wp-caption-text">&quot;Meus queridos ex-chefes, @Damiao_ND e @cvalente!&quot;</p></div>
<div id="attachment_10595" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-10595" title="donc1-agronomica-tuitedeborah3" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/12/donc1-agronomica-tuitedeborah3.jpg" alt="Estela e Cesar" width="300" height="201" /><p class="wp-caption-text">&quot;@EstelaBenetti, no modelito chiquerrimo pre-Costao, com o amigo @cvalente!&quot;</p></div>
<div id="attachment_10593" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-10593" title="donc1-damiao-deborah" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/12/donc1-damiao-deborah.jpg" alt="Cláudia, Damião e Cesar" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Cá entre nós, acho que o Damião ficou meio enciumado <img src='http://www.deolhonacapital.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p></div>
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		<title>Estante natalina</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 08:07:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[O grande sucesso editorial deste final de ano é o livro “A Privataria Tucana”, do Amaury Ribeiro Jr. (Geração Editorial). E é um daqueles livros que tem mais torcedores (pró e contra), do que propriamente leitores atentos. Para alguns grupos, o fundamental é dizer que são “contra o livro”. Para outros, claro, é questão de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_10576" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-10576" title="donc-privataria-cor" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/12/donc-privataria-cor.jpg" alt="Privataria Tucana" width="500" height="616" /><p class="wp-caption-text">Ceninha colhida sábado, no Mercado Público de Florianópolis. Foto: Palhares Press</p></div>
<p>O grande sucesso editorial deste final de ano é o livro “A Privataria Tucana”, do Amaury Ribeiro Jr. (Geração Editorial). E é um daqueles livros que tem mais torcedores (pró e contra), do que propriamente leitores atentos. Para alguns grupos, o fundamental é dizer que são “contra o livro”. Para outros, claro, é questão de honra dizerem-se “a favor”.</p>
<p>Mas o livros, em geral, não são objetos que se prestem a esse tipo de visão maniqueísta e simplória. Mesmo quando tocam em algumas feridas e mesmo quando a biografia de seus autores fornece pano para várias mangas.</p>
<p>Imagino que vocês lembram o fuzuê que aconteceu, aqui em Santa Catarina, quando se começou a falar no livro “A Descentralização no Banco dos Réus”. Os leitores assíduos do Diarinho souberam do caso antes dos leitores dos outros jornais, porque foi aqui, nesta coluna, que o assunto veio a público pela primeira vez.</p>
<p>E o que tem a ver uma coisa com a outra? Ora, podemos começar com esse clima de pró e contra o livro que muita gente assume, mesmo sem ter lido. Além disso, nos dois casos, por causa dos envolvimentos e compromissos de seus autores, o leitor deve munir-se de cautelas extras. E bons filtros para separar a informação nova da requentada e fugir das pontas soltas.</p>
<p>É certo que, num e noutro, há informação a ser avaliada, investigada e levada a sério. E há alguns jogos sendo jogados, certas meias verdades pintadas com cores fortes que a gente, cá de fora, não tem condições de saber como foram parar ali, por que estão ali nem a quem interessa essa coisa dita dessa forma. Pra não entrar de otário, é melhor ficar só olhando de longe.</p>
<p>Mas, assim como o livro-queixa catarinense, esse também deve ser lido. Ah, ia esquecendo: o livro da “Descentralização” foi censurado judicialmente, coisa que embora não impeça a leitura (porque o texto está disponível na internet), sabotou a venda. E jogou, sobre o judiciário, mais uma nuvem de suspeitas. Afinal, a censura prévia é vetada pela Constituição. O que teria levado alguém a assumir o desgaste de uma decisão tão polêmica e impopular como essa?</p>
<p>Bom, embora o título da “Privataria” fale em tucanos, quem também fica mal na foto mostrada no livro é o petismo paulista, com especial destaque para o Rui Falcão, presidente do PT. Que, por falar nisso, vive tentando puxar o tapete do seu companheiro Fernando Pimentel, justamente o ministro da Dilma que esta semana, ora vejam só, está cai-não-cai.</p>
<p><strong>EM TEMPO</strong></p>
<p>Quem não lembra ou nem ouviu falar do &#8220;Descentralização no banco dos réus&#8221;, pode ler o que escrevi em maio e junho de 2008 sobre o livro que tinha acabado de cair nas minhas mãos:</p>
<p><a href="http://deolhonacapital.blogspot.com/2008/05/deciso-difcil.html" target="_blank"> &#8211; Decisão difícil</a><br />
<a href="http://deolhonacapital.blogspot.com/2008/05/retrato-de-uma-chantagem-1.html" target="_blank">- Retrato de uma chantagem 1</a><br />
<a href="http://deolhonacapital.blogspot.com/2008/05/retrato-de-uma-chantagem-2.html" target="_blank">- Retrato de uma chantagem 2</a><br />
<a href="http://deolhonacapital.blogspot.com/2008/05/retrato-de-uma-chantagem-3.html" target="_blank">- Retrato de uma chantagem 3</a><br />
<a href="http://deolhonacapital.blogspot.com/2008/05/retrato-de-uma-chantagem-3b.html" target="_blank">- Retrato de uma chantagem 3b</a><br />
<a href="http://deolhonacapital.blogspot.com/2008/05/retrato-de-uma-chantagem-final.html" target="_blank">- Retrato de uma chantagem (final)</a><br />
E, mais tarde, em julho: <a href="http://deolhonacapital.blogspot.com/2008/07/no-tive-um-caso-com-o-governador.html" target="_blank">&#8220;Não tive um caso com o governador&#8221;</a></p>
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		<title>Oposição, essa desconhecida</title>
		<link>http://www.deolhonacapital.com.br/2011/12/13/oposicao-essa-desconhecida/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 08:07:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Parece que o brasileiro, povo cordato que mata e rouba mas jamais discute política em público e acha os debates “uma baixaria”, não gosta muito de enfrentamentos ideológicos. A maior prova é o que aconteceu com as oposições: foram banidas, dizimadas, eliminadas do cenário político do país. Até o governo FHC, o PT e outros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_10519" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-10519" title="DONC-logo-oposicao" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/12/DONC-logo-oposicao.jpg" alt="Oposição" width="500" height="134" /><p class="wp-caption-text">Logotipo que criei para ilustrar a coluna de hoje no Diarinho</p></div>
<p>Parece que o brasileiro, povo cordato que mata e rouba mas jamais discute política em público e acha os debates “uma baixaria”, não gosta muito de enfrentamentos ideológicos. A maior prova é o que aconteceu com as oposições: foram banidas, dizimadas, eliminadas do cenário político do país.</p>
<p>Até o governo FHC, o PT e outros partidos “de esquerda”, ainda experimentavam exercer a oposição. Aí apareceu um marqueteiro que sussurrou no ouvido do Lula a seguinte verdade bíblica: “o brasileiro não vota em quem está na oposição”.</p>
<p>Pronto, surgiu o “Lulinha paz e amor” que não batia mais em ninguém e fazia alianças com quem quer que fosse, desde que o resultado fosse mais tempo de TV e mais dinheiro em caixa. Tudo muito pragmático.</p>
<p>Lula se elegeu e a turma voltou a fazer uma oposição faz-de-conta: estava no governo, ocupava milhares de cargos de confiança, mas continhava fazendo oposição ao governo anterior, que foi derrotado nas urnas. Volta e meia, lá vem um lulista fazendo um discurso inflamado contra o que aconteceu décadas antes.</p>
<p>E quem perdeu a eleição e deveria fazer, legitimamente, oposição, o que fez? Nada. Quem perde a eleição tem obrigação de fiscalizar quem ganhou, de mostrar os podres, de apontar caminhos melhores, soluções mais duradouras. Tem que bater no governo. Mas, como já disse, o brasileiro não gosta disso.</p>
<p>Ficamos, então, da seguinte forma: o pessoal do governo não se responsabiliza por nada, porque tudo o que de ruim e malfeito está aí é culpa da gestão anterior. E o pessoal que está fora do governo usa luvas de pelica e palavras adocicadas porque um dia, quem sabe, o governo resolve ampliar sua base e pode convidá-los para algum ministério ou para uma diretoria de estatal.</p>
<p>Há também o outro fator importante da vida política brasileira: como os partidos são de brincadeirinha, não é recomendável assumir posições firmes, porque amanhã pode ser que o sujeito tenha que mudar para outro partido. E aí não é legal ter adversários, muito menos inimigos, que possam ameaçar o “espaço” ou mesmo puxar o tapete. Afinal, virar a casaca é mais que uma arte, é um esporte nacional.</p>
<p><strong>PRA QUE SERVE?</strong></p>
<p>Onde ela existe, a oposição presta um serviço tão importante quanto os serviços prestados pelo próprio governo. Levada a sério, a oposição ajuda a governar e oxigena a democracia.</p>
<p>Isso não se faz com “críticas construtivas”. Faz-se com seriedade e uma certa dose de compreensão de como conduzir a vida em sociedade, mas sem panos quentes, sem conchavos e sem canalhices.</p>
<p>Aliás, a condição fundamental para existir oposição digna desse nome é existir, na oposição, gente honrada. E gente honrada, como o nome diz, tem princípios, tem posições, procura ser coerente e não se vende por dois tostões. Nem por trinta dinheiros.</p>
<p>Aí, a crítica ao que considera mal feito do governo, não se baseia na possibilidade de levar alguma vantagem monetária, de empregar a cunhada, de arranjar uma boquinha para a mãe do Badanha ou para finalmente desencalhar a filha do sócio que não concluiu o primeiro grau e já está grávida de novo.</p>
<p>O governante sábio prefere ter opositores inteligentes, corajosos, honestos e murrinhas, do que não ter oposição. Ou ter, fazendo de conta, um bando de imbecis gananciosos que, em privado, elogia e puxa o saco e, na imprensa ou na rua, faz jogo de cena, pra ver se acaba sendo premiado com alguma boquinha, a título de calaboca.</p>
<p>Por isso tudo, basta dar uma olhadinha nos jornais e espiar a programação das televisões que passam sessões das câmaras, assembléias e do congresso, pra ver que não tem oposição. Oposição pra valer, ideológica, programática, firme, com o partido assumindo posições conjuntas, não tem. Uma ou outra exceção. E muito chantagista amoral posando de opositor ferrenho.</p>
<p>O pior de tudo, é que parece que o eleitor não gosta muito de votar em quem tem uma visão mais crítica e defende suas idéias. Prefere, em geral, um fala mansa que até pode roubar, desde que, de tempos em tempos, faça um viaduto, um portal na entrada da cidade, asfalte umas ruas. E em toda campanha venha com aquele rame rame de “propostas”, como se descer o cacete em governo ladrão não fosse uma ótima proposta: faxina ética deveria ser programa de governo. Junto com esgoto sanitário.</p>
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		<title>A municipalização do pepino</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 08:07:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo Colombo]]></category>

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		<description><![CDATA[Na foto acima o secretário de Estado da Educação, Tebaldi de Tal (à direita), repassa a gestão do ensino fundamental para o prefeito de Capinzal, Leonir Boaretto. Por algum motivo, o convênio foi assinado, segundo informa o próprio governo, “na noite desta segunda-feira”. Pois bem, trabalhando à noite o governo Raimundo vai cumprindo sua meta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_10452" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-10452" title="donc-educacao-cor" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/12/donc-educacao-cor.jpg" alt="Tebaldi" width="500" height="328" /><p class="wp-caption-text">Molecagem sobre foto da Mayelle Hall/ SDR Joaçaba/ Secom</p></div>
<p>Na foto acima o secretário de Estado da Educação, Tebaldi de Tal (à direita), repassa a gestão do ensino fundamental para o prefeito de Capinzal, Leonir Boaretto. Por algum motivo, o convênio foi assinado, segundo informa o próprio governo, “na noite desta segunda-feira”. Pois bem, trabalhando à noite o governo Raimundo vai cumprindo sua meta de entregar para as prefeituras parte do pepino educacional.</p>
<p>Claro que o município tem todo interesse em educar bem suas crianças. Mas também é claro que, nessa história, se as continhas não forem muito bem feitas, os prefeitos podem acabar ficando não só com o pepino nas mãos, mas também com o mico.</p>
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		<title>O embaixador chinês</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 08:07:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Deputados]]></category>

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		<description><![CDATA[O deputado Jailson Lima (PT) é sócio da “Asian Trade Link” (asiantradelink.com.br), uma empresa com sede no Rio de Janeiro que, como o nome diz, se dedica a juntar compradores e vendedores. A intermediação é feita, em geral, reunindo vendedores chineses e compradores brasileiros. O deputado Jailson Lima (PT), foi várias vezes à China, país [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_10400" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-10400" title="donc-merisio-jailson-cor" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/11/donc-merisio-jailson-cor.jpg" alt="Merisio e Jailson" width="500" height="261" /><p class="wp-caption-text">Merísio (e), Jailson (de pé) e o dinheiro chinês. Molecagem sobre foto da Alesc/Divulgação</p></div>
<p>O deputado Jailson Lima (PT) é sócio da “Asian Trade Link” (<a href="http://asiantradelink.com.br" target="_blank">asiantradelink.com.br</a>), uma empresa com sede no Rio de Janeiro que, como o nome diz, se dedica a juntar compradores e vendedores. A intermediação é feita, em geral, reunindo vendedores chineses e compradores brasileiros.</p>
<p>O deputado Jailson Lima (PT), foi várias vezes à China, país onde a empresa da qual ele é sócio tem escritório e onde realiza seus principais negócios, em viagens financiadas pelo povo catarinense. Os deputados, sabe-se lá por que, acreditaram nas juras do Jailson, que de uma coisa não tinha nada a ver com a outra e autorizaram as viagens.</p>
<p>Na última viagem para estimular negócios da China, até o presidente da Alesc, deputado Gelson Merísio, foi junto. Todos empenhados em transformar aquela outrora vetusta (ok, nunca foi muito vetusta) casa de Leis, num Itamaraty genérico.</p>
<p>Aliás, a Alesc parece que está se preparando para se transformar no Ministério das Relações Exteriores dos Deputados Negociantes de Santa Catarina.</p>
<p><strong>O CAÇADOR DE CORRUPTOS</strong></p>
<p>Mas voltando ao deputado Jailson: embora tenha interesses declarados no incremento de negócios entre China e Brasil, tenta fazer-nos crer que suas viagens “a serviço” à China são totalmente desprovidas de conflitos de interesse.</p>
<p>Pois muito bem, o deputado, além dessa atividade diplomática e comercial, dedica-se a apontar aberrações nas folhas de pagamento dos Poderes e na forma como foram concedidas aposentadorias. Seus desafetos dizem que ele entrou nessa pra criar uma espécie de cortina de fumaça que nos fizesse esquecer da sua militância chinesa.</p>
<p>Bom, mas aí a coisa fica ainda mais interessante, porque os fatos que ele tem trazido a público, embora não fossem desconhecidos, estavam mesmo precisando ser colocados sob o holofote da opinião pública.</p>
<p>Prestou, com isso, um bom serviço, o deputado caixeiro-viajante? Claro, sem dúvida. A epidemia de aposentadorias por invalidez é um escândalo que a Alesc tenta manter sob o tapete faz tempo. Os salários acima do teto, nos três poderes, também é coisa de arrepiar os cabelos, que precisa ser discutida e esclarecida.</p>
<p>E, pelo jeito, o deputado-comerciante vai tentar faturar uns votinhos em cima do marketing do caçador de corruptos. Aproveitando que algumas entidades marcaram pra fazer manifestações anti-corrupção no dia 15, ele, espertamente, lançou um concurso (veja o texto no quadro abaixo ou <a href="http://www.deputadojailson.com.br/noticias/1029/deputado-jailson-lanca-promocao-contra-a-corrupcao-no-twitter" target="_blank">no site do deputado</a>). E já conseguiu fazer mais um negócio, divulgando uma empresa produtora de tablets.</p>
<div id="attachment_10401" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-10401" title="DONC-concurso-jailson" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/11/DONC-concurso-jailson.jpg" alt="Texto concurso Jailson" width="500" height="285" /><p class="wp-caption-text">Ah, o tablet deve ser fabricado na China...</p></div>
<p><strong>O AMIGO DO INIMIGO</strong></p>
<p>É, sem dúvida, uma postura ambígua, a de fazer discursos contra corrupção num dia e no outro atuar como embaixador da China, utilizando-se do mandato parlamentar.</p>
<p>Os chineses, como vocês talvez saibam, estão entrando com tudo na cadeia produtiva da soja no Brasil. Vão investir bilhões na produção, no beneficiamento e no equipamento de portos (olha São Francisco do Sul aí, gente!), para terem controle sobre o preço e não ficarem sujeitos às oscilações do mercado.</p>
<p>Os produtos chineses são concorrentes diretos e ameaçadores de todas as indústrias catarinenses. Os coitados dos industriais locais até compram máquinas chinesas pra tentar reduzir os preços, mas quando os produtos acabados chineses (trazidos, ora vejam só, em parte graças aos bons serviços do deputado Jailson) chegam, não tem jeito, é aquela água.</p>
<p>Jailson, Merísio e tantos outros deputados estão, ao que parece, fascinados com a montanha de dinheiro que os chineses vão colocar no porto de São Francisco e em outros negócios Brasil afora. Tanto que nem se preocupam com a repercussão de seus gestos de amor incontrolável e profundo pelo comércio internacional. Decerto nem vão lucrar nada com isso. Puro espírito público. Todos candidatos a santos, anjos e querubins.</p>
<p>Ah, um tema legal para as atividades investigativas do deputado Jailson é o exame (e a divulgação, caso encontre algum esqueleto) dos atos de seu presidente, Gelson Merísio (PSD). A recente compra de mobiliário para a Alesc, por exemplo, seria um bom teste da sua seriedade.</p>
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		<title>SC agora tem um Itamaraty estadual</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Oct 2011 08:07:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Deputados]]></category>

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		<description><![CDATA[ALESC CRIA O MINISTÉRIO PARLAMENTAR DAS RELAÇÕES EXTERIORES ESTRANHAS &#62;&#62;&#62; Qual será o primeiro “negócio da China” que a deputadaiada vai armar? &#60;&#60;&#60; Todo mundo sabe que, no Brasil, as relações diplomáticas e comerciais com outros países passam pelo Ministério das&#8230; Relações Exteriores, que é também conhecido pelo nome do palácio que ocupou quando o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ALESC CRIA O MINISTÉRIO PARLAMENTAR DAS RELAÇÕES EXTERIORES ESTRANHAS<br />
<em>&gt;&gt;&gt; Qual será o primeiro “negócio da China” que a deputadaiada vai armar? &lt;&lt;&lt;</em></p>
<p>Todo mundo sabe que, no Brasil, as relações diplomáticas e comerciais com outros países passam pelo Ministério das&#8230; Relações Exteriores, que é também conhecido pelo nome do palácio que ocupou quando o Rio era capital: o Itamaraty.</p>
<p>Para isso, o Brasil mantém, com o dinheiro dos nossos impostos, representações na maioria dos países com que mantemos relações. Em alguns deles, como a Itália, a Argentina e a França, nossas embaixadas ocupam palácios caríssimos, em locais nobres. Para mostrar ao mundo que o governo brasileiro dá importância à sua presenca internacional.</p>
<p>Pois desde terça-feira desta semana, a Assembléia Legislativa de Santa Catarina também tem seu ministério das relações exteriores. Criou, com o devido cabideiro de cargos comissionados, uma <a href="http://www.alesc.sc.gov.br/portal/imprensa/leitor_noticia.php?codigo=28065" target="_blank">“Secretaria Executiva de Relações Institucionais”</a> cuja função é relacionar-se com empresas, parlamentos e governos de outros países.</p>
<p>Pelo que se depreende das palavras do presidente da Alesc ao justificar a criação do cabideiro trilíngue, os deputados estão de olho nas negociações, que normalmente o Executivo conduz, com empresas que querem se instalar em SC.</p>
<p>Segundo Merísio, alguns incentivos oferecidos precisam passar pelo Legislativo. E eu, que sou maldoso, já começo a pensar bobagem: os deputados quererão participar de algo mais, nessa história de dar “incentivos”, para chegar “a bom termo” em negócios trilaterais?</p>
<p>A necessidade de criar tão vistoso cabide poliglota também se assenta nas frequentes viagens de parlamentares à China. Alguém está armando alguma história com os chineses e precisa do “envolvimento” dessa vetusta casa de Leis.</p>
<p>Só que negócios com a China, para um estado industrializado como Santa Catarina, são quase sempre ruinosos: a importação a preço baixo de itens que outrora produziamos em nossas indústrias, ajuda a empregar chineses malpagos e a desempregar catarinenses. A desindustrialização é praga que os deputados deveriam combater. E não estimular.</p>
<p>Claro que nem todos os catarinenses sofrerão com a invasão chinesa: os ocupantes dos bem remunerados cargos recém criados e o(s) deputado(s) que fazem as vezes de cônsules honorários de Bejing, devem estar se sentindo na própria Praça da Paz Celestial.</p>
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		<title>Estatais do barulho!</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Oct 2011 10:09:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo Colombo]]></category>

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		<description><![CDATA[MARACUTAIAS A TODO GÁS A espetacular estatal SC-Gás, que já serviu para empregar políticos lageanos no desvio, agora está para voltar ao noticiário, como o escândalo mais recente do governo Raimundo. Uma manobra engenhosa fez com que o estado de Santa Catarina perdesse o controle da empresa e manobras cabulosas criaram uma dívida astronômica (coisa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_10310" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-10310" title="DONC-escandalosc" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/10/DONC-escandalosc.jpg" alt="" width="500" height="192" /><p class="wp-caption-text">Mande sua cartinha e concorra a várias promessas eleitorais de faxina ética</p></div>
<p><strong>MARACUTAIAS A TODO GÁS</strong></p>
<p>A espetacular estatal SC-Gás, que já serviu para empregar políticos lageanos no desvio, agora está para voltar ao noticiário, como o escândalo mais recente do governo Raimundo. Uma manobra engenhosa fez com que o estado de Santa Catarina perdesse o controle da empresa e manobras cabulosas criaram uma dívida astronômica (coisa de cerca de R$ 600 milhões), que deve ser paga em dinheiro público, aos acionistas minoritários. O resumo da ópera está no <a href="http://cangarubim.blogspot.com" target="_blank">Blog do Canga (cangarubim.blogspot.com)</a>.</p>
<p><strong>IMBROGLIOS ELÉTRICOS</strong></p>
<p>Quando vi essa história da SC-Gás, lembrei que a outra estatal catarinense, a Celesc, também anda às voltas com rolos milionários. “Desapareceram” com uns R$ 50 milhões numa operação pra lá de cabeluda que, imagino, jamais será explicada adequadamente. Fora isso, abundam historinhas sobre feitos e desfeitos da gestão do Dr. Moreira na Celesc, esse mesmo que agora é o governador nº 2.</p>
<p><strong>AQUELA ÁGUA</strong></p>
<p>A Casan, que remunera muito bem seus diretores, mas não consegue resolver se quer ser estatal ou privada, também é fonte inesgotável de denúncias. Que ora nascem de servidores temerosos de perder espaço, ora nascem de interesses políticos contrariados, ora nascem de alguma falha mesmo. E essas redes de esgoto que estão sendo instaladas, com tubos mais finos do que recomenda o bom senso, são bombas de m&#8230; que, mais dia, menos dia, podem acabar estourando como hoje estouram as adutoras de água potável.</p>
<p><strong>TRANSPARÊNCIA OPACA</strong></p>
<p>E como cereja do bolo da falta de vergonha na cara está aí, para constrangimento de todos os eleitores/contribuintes honestos, a novela pornográfica da digitalização do Diário Oficial de Santa Catarina.<br />
Dar publicidade aos atos oficiais é fundamental para a democracia. E o governo Raimundo não só não consegue fazer isso, como dá prosseguimento à comédia de erros (crimes?) de seus antecessores. É mole?</p>
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		<title>DOE-SC, o grande escândalo</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Oct 2011 09:30:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo Colombo]]></category>

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		<description><![CDATA[Falar em “grande escândalo”, no Brasil de hoje, parece piada. O que mais tem é escândalo grandioso. Mas acho que a novela escandalosa do Diário Oficial do Estado de Santa Catarina (DOE-SC) merece um lugar de destaque na vergonhosa sala de troféus da corrupção e da incompetência. Desde o governo Amin que Santa Catarina tenta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Falar em “grande escândalo”, no Brasil de hoje, parece piada. O que mais tem é escândalo grandioso. Mas acho que a novela escandalosa do Diário Oficial do Estado de Santa Catarina (DOE-SC) merece um lugar de destaque na vergonhosa sala de troféus da corrupção e da incompetência.</p>
<p>Desde o governo Amin que Santa Catarina tenta informatizar seu Diário Oficial. Como vocês já estão cansados de saber, a publicidade dos atos oficiais está entre os pilares que sustentam a democracia. E colocar essas informações na internet, permite que um número maior de eleitores/contribuintes tenha acesso à forma como o governo utiliza o dinheiro público e como administra o estado.</p>
<p>O governo grandiloquente do LHS começou garantindo que em pouco tempo SC teria seu diário oficial na internet. O governo chegou a informar à população em 2004, por ocasião dos 70 anos da Imprensa Oficial, que em poucos dias o Diário Oficial estaria “online”. O tempo ajudou a mostrar que era mentira.</p>
<p>Passaram-se dois mandatos do LHS sem que a coisa saísse do papel. E o governo Raimundo começou também dizendo que, em pouco tempo resolveria a engronha. Que nada.</p>
<p><strong>VERGONHA E OBSCURIDADE</strong></p>
<p>Claro que o problema maior  nem é a demora, é o dinheiro público escorrendo sem parar, para bolsos amigos do alheio. Cada nova tentativa, cada nova arremetida, significa mais uma graninha. E para apimentar o escândalo, já se enfileiram várias irregularidades, licitações suspensas, investigações, indícios de maracutaias, sobrepreço, favorecimentos.</p>
<p>E a cereja do bolo do escândalo, que é o fato do estado de Santa Catarina, em outubro de 2011, ainda não contar com uma ferramenta eficiente de divulgação dos atos oficiais. Parece que alguém não quer que a população conheça, rápida e facilmente, o que o governo decide e decreta. E isso é mais do que suspeito.</p>
<p><strong>EM TEMPO</strong></p>
<p>Para conhecer alguns dos &#8220;problemas&#8221; que vivem brotando em torno do Diário Oficial catarinense, <a href="http://www.wikileaksbrasil.net.br/tijoladas/tribunal-de-contas-cancela-pregao-do-diario-oficial-eletronico-governo-insiste-em-dispensa-de-licitacao-e-paga-de-r-1-500-000-crime/" target="_blank">clique aqui</a>. E para ver a notícia em que o governo Raimundo estimava &#8220;para setembro, se tudo correr bem&#8221; a implantação do Diário Oficial na internet, <a href="http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default.jsp?uf=2&amp;local=18&amp;section=Geral&amp;newsID=a3273226.xml" target="_blank">clique aqui</a>.</p>
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		<title>Fica, Bira! Vai ter bolo!</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Oct 2011 06:41:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo Colombo]]></category>

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		<description><![CDATA[O secretário da Fazenda, Ubiratan Rezende, anunciou que vai mesmo deixar o governo Raimundo. Volta para os Estados Unidos. Não o conheci pessoalmente mas, pelo que tem escrito, parece um sujeito que tem a cabeça no lugar. Talvez por isso (ter e utilizar a massa encefálica) e por não ser um político “de carreira” como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O secretário da Fazenda, Ubiratan Rezende, anunciou que vai mesmo deixar o governo Raimundo. Volta para os Estados Unidos. Não o conheci pessoalmente mas, pelo que tem escrito, parece um sujeito que tem a cabeça no lugar.<br />
Talvez por isso (ter e utilizar a massa encefálica) e por não ser um político “de carreira” como vários de seus colegadas de colegiado, tenha se sentido como o estranho no ninho que parecia ser.</p>
<p>Vale a pela reler, aí embaixo, o que ele publicou no DC no último dia 30, para entender o que eu quis dizer, ao afirmar que ele tem a cabeça no lugar. É uma cacetada.</p>
<blockquote><p>“O governo brasileiro confisca em torno de 40% do PIB e devolve para a sociedade menos de 2%. Nos estados, a situação não é diferente. Em Santa Catarina, por exemplo, de tudo que é arrecadado, 25% são repassados aos municípios, 18% aos poderes, 13% pagam a dívida com a União. Sobram 44%, menos da metade. Desses, 34% são absorvidos pela folha de pagamento e 6% no custeio, de modo que sobram 4% para investimento. Essa disparidade entre o que o Estado toma e o que devolve na forma de serviços públicos de baixa qualidade em saúde, educação e segurança não é lá muita novidade. O Brasil, como os demais países da América Latina, foi criado, organizado e dirigido, durante séculos, de fora para dentro e de cima para baixo.</p>
<p>A cultura política do país sempre foi marcada pelo elitismo, clientelismo, fisiologismo e patrimonialismo. O Estado, desde os tempos da corte portuguesa, é instrumento de domínio da sociedade pelas oligarquias. O processo político no Brasil é o processo de conquista do Estado. Diferentes grupos oligárquicos se revezam à testa do Estado e o usam para amordaçar e espoliar a sociedade. Ser cidadão brasileiro significa ser membro duma sociedade a serviço e prisioneira de grupelhos.</p>
<p>O critério que prevalece na administração da coisa pública é o do privilégio. Molha-se a mão do setor político que precisa da legitimidade eleitoral e jurídica. Controla-se os principais postos da burocracia estatal. Oligopoliza-se o mercado. Abusa-se da terceirização. A mudança da relação entre o Estado e a sociedade acabará acontecendo: ou de forma ordenada ou como resultado trágico de uma situação de anomia, que provocará radical insegurança às pessoas. Só com a mudança da atual lógica de fazer política haverá mudança na lógica da gestão pública. Isto exige – como já aconselhava Turgot, o ministro de Finanças do rei Luís XVI, há três séculos – combater os preconceitos que se opõem a qualquer reforma, porque eles são um meio poderoso daqueles interessados em “eternizar a desordem”.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Ubiratan Rezende</strong></p>
<p><strong>EM TEMPO</strong></p>
<p>O substituto do Bira vai ser o homem dos sete instrumentos, Nelson Serpa. O procurador geral, presidente de partido, advogado do partido, acumulador emérito de funções eleitorais e jurídicas e grande amigo do governador. Agora, como secretário da Fazenda, certamente tratará de acalmar os políticos profissionais, que deviam ficar incomodados com a forma de pensar do secretário que está sendo despachado.</p>
<p>Elitismo, clientelismo, fisiologismo e patrimonialismo (corram aos dicionários!) respiram aliviados. Pelo que conseguimos ver até agora, o substituto do Bira dificilmente representará qualquer perigo. Saberá conviver muito bem com a cultura política do país, sem ficar desconfortável e sem ter ganas de fazer mudanças incômodas.</p></blockquote>
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		<title>Esperidião &amp; as tentações Raimundinas</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Sep 2011 21:39:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Comentei aqui e no Diarinho, dia desses, sobre a ida dos prefeitos e deputados pepistas ao palácio para um jantar seguido de tête-a-tête. Disse que eles tinham até dançado com os rostinhos colados o que, naturalmente, é um exagero. Mas o assunto ainda rende, porque o PP fez oposição a LHS. Joares Ponticelli, hoje presidente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Comentei aqui e no Diarinho, dia desses, sobre a ida dos prefeitos e deputados pepistas ao palácio para um jantar seguido de tête-a-tête. Disse que eles tinham até dançado com os rostinhos colados o que, naturalmente, é um exagero. Mas o assunto ainda rende, porque o PP fez oposição a LHS. Joares Ponticelli, hoje presidente do partido no estado, proferiu lendários discursos tendo como vítima o igualmente lendário deputado peemedebista Manoel Mota, aquele dos bigodes mais pretos que a asa da graúna e ferrenho defensor do seu ídolo, LHS. E agora aparecem os dois, como velhos colegas de grupo escolar, conversando animadamente com o governador Raimundo.</p>
<p>Claro que alguma coisa está acontecendo. Nada de muito extraordinário, mas, ainda assim, é alguma coisa. Por isso, faço questão publicar aqui um texto que recebi por e-mail do ex-governador, e agora deputado federal, Esperidião Amin, do PP. Ele comenta justamente essa <em>coisa</em>. Olha só:</p>
<blockquote><p><strong>&#8220;Governo  –  Ser ou Não Ser?!  Parte I</strong></p>
<p>Os gestos de aproximação do governador Raimundo Colombo em direção ao PP têm provocado reações curiosas.</p>
<p>Alguns têm dito sim antes dos gestos acontecerem, atribuindo a outros terem dado respostas negativas que não foram pronunciadas. Finalmente, outros tantos partem para conclusões tão precipitadas quanto definitivas.</p>
<p>Objetivamente, pode-se dizer:</p>
<p>1.- o atual governante age com sabedoria ao procurar aproximação com um partido cujos integrantes têm mais afinidades do que diferenças com sua trajetória política;</p>
<p>2.- os quadros do PP são, via de regra, “ficha limpa” e têm experiência administrativa;</p>
<p>3.- quanto maior for a base parlamentar de sustentação, menos dependente seu governo será do sócio majoritário, o PMDB.</p>
<p>Quanto a participar do governo, isto deve depender do próprio governador. Melhor do que especular sobre convite que não foi feito, avalio, é contar um fato real.</p>
<p>Depois de vencer a eleição de 1994, FHC convidou o autor destas linhas, então presidente do PP (PPR, na época), que tinha disputado com ele a eleição, para tratar do convite ao então Deputado Francisco Dornelles para ser ministro. O convite era pessoal, mas deveria ser chancelado pelo partido. Coube-me convocar uma reunião do Diretório e da bancada federal. Foram quase quatro horas de reunião e de debates. Como diria o nosso sábio e conciliador (vide UDN/PSD) Governador Ivo Silveira, como faz bem ao partido debater uma tal questão!&#8230; E como faz bem se reunir!</p>
<p>Quem deu a palavra final foi o Deputado Roberto Campos: “Acho que o Fernando Henrique é cristão-novo (meio socialista). Mas, na chuva, é melhor criticar* de dentro da barraca do que de fora para dentro!”</p>
<p>Dornelles assumiu, o partido aplaudiu e o Brasil ganhou!</p>
<p>*o verbo foi outro. Em respeito à memória e à erudição de Roberto Campos, suavizo.</p>
<p>Esperidião Amin, 16/09/2011&#8243;</p></blockquote>
<p>Quando falei que a coisa não era extraordinária, referia-me ao fato que PP e DEM (agora PSD), são aliados na maioria dos municípios catarinenses onde os dois partidos têm diretórios. Aproximarem-se no governo estadual, portanto, não deveria causar espanto. Talvez seja mais espantoso o fato de terem ficado tão distantes por tanto tempo. Quanto ao texto do Esperidião, deve ter a ver com as suspeitas de que estaria em rota de colisão com a bancada e com o presidente do partido. Ou com alguma outra questão mal esclarecida sobre sua posição diante da coisa. Se entendi direito, não há divergência grave no essencial. Apenas alguns reparos à forma.</p>
<p>=============</p>
<p>Agora, cá entre nós e deixando a sisudez dos assuntos políticos de lado: há expressões que acho que nunca vou conseguir usar da forma como são usualmente aplicadas, porque têm, para mim, significado diverso. &#8220;Via de regra&#8221; é uma delas. &#8220;Inclusão digital&#8221; é outra. <img src='http://www.deolhonacapital.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
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		</item>
		<item>
		<title>Oposição? Nem pensar!</title>
		<link>http://www.deolhonacapital.com.br/2011/09/15/oposicao-nem-pensar/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 18:30:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo Colombo]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontontem os deputados e a prefeitada do PP (partido dos Amin, que fazia oposição ao governo LHS, lembram?) abraçaram-se com o governo Raimundo e dançaram de rostinho colado durante jantar no Palácio da Agronômica. Dos 55 prefeitos, 48 estavam lá e o presidente Joares Ponticelli saiu da festinha derramando-se em elogios ao seu mais novo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontontem  os deputados e a prefeitada do PP (partido dos Amin, que fazia oposição ao governo LHS, lembram?) abraçaram-se com o governo Raimundo e dançaram de rostinho colado durante jantar no Palácio da Agronômica.</p>
<p>Dos 55 prefeitos, 48 estavam lá e o presidente Joares Ponticelli saiu da festinha derramando-se em elogios ao seu mais novo amigo de infância.</p>
<p>Aposto que vocês não estão entendendo como é que o PP deixou de ser oposição se o governo, aparentemente, continua nas mãos dos mesmos, né? Pois então, eu também não sei direito o que aconteceu, pra turma mudar de idéia tão rápido.</p>
<p><strong>ATUALIZAÇÃO DA TARDE</strong></p>
<p>O Rodrigo Viegas deixou um comentário na caixa de&#8230; comentários, que sou obrigado a trazer pra cá: ele levanta uma lebre glabra sobre quem, no PP, está de namoro com o governo Raimundo. Segundo o Paulo Alceu, a coisa já virou noivado e o casamento será consumado em breve, com a introdução (opa!) de um membro do PP (epa!) no colegiado do Colombo. Mas, se vocês lerem com atenção, verão que a trama se adensa e certamente, do vestido da noiva, sobrará pano pra manga:</p>
<blockquote><p>&#8220;Caro Cesar,<br />
como o amigo poderá constatar o ex-governador e atual deputado federal Esperidião Amin não esteve presente no referido jantar, bem como tem frisado frequentemente que o governo Colombo é de continuísmo e herdou uma série de maldições. O apoio é explicitamente uma iniciativa da bancada estadual.&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>ATUALIZAÇÃO DA NOITE</strong></p>
<p>Pronto, agora vocês vão ter que abrir a caixa de comentários: ali tem um vídeo do programa Guarujá Entrevista, com o Marcelo Fernandes, em que o deputado federal Esperidião Amin explica a sua posição diante do governo Raimundo e em relação à bancada estadual e prefeitos do seu partido.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>A principal qualidade de um político</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Sep 2011 11:27:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Nossa jovem e frágil democracia já definiu com clareza qual é a principal qualidade que um político ou candidato a político pode (e, de preferência deve) ter: o dinheiro, a fortuna, a bufunfa, a grana. Quanto mais rico o sujeito, mais chances de ser bajulado pelos partidos políticos, convidado para fazer parte de chapas eleitorais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nossa jovem e frágil democracia já definiu com clareza qual é a principal qualidade que um político ou candidato a político pode (e, de preferência deve) ter: o dinheiro, a fortuna, a bufunfa, a grana.</p>
<p>Quanto mais rico o sujeito, mais chances de ser bajulado pelos partidos políticos, convidado para fazer parte de chapas eleitorais e, principalmente, de ser eleito.</p>
<p>Nisso o eleitor (comumente chamado de “povo”) se aproxima romanticamente dos cartolas dos partidos: todos adoram um candidato rico. Muito rico. Quanto mais rico, melhor.</p>
<p>Isso ocorre em qualquer município, em todos os estados, no país todo: o sujeito mais rico da cidade é o sonho de consumo de todos os partidos. Não importa, em muitos casos, a origem da fortuna. Importa a disposição generosa de participar da “luta” do partido para eleger uma bancada que consiga negociar um volume expressivo de cargos públicos. E, naturalmente, cargos com possibilidade de gerenciar verbas vultosas, apetitosas, que farão a alegria de todos os amigos do esquema.</p>
<p><strong>PERSONA NON GRATA?</strong></p>
<p>O prefeito de Florianópolis, Dário Berger, e seu irmão, prefeito de São José, Djalma Berger (na foto), são muito ricos. Tão ricos que o Djalma está processando o colunista Paulo Alceu porque ele comentou o aumento do patrimônio do então deputado, detectado nas declarações enviadas ao TRE-SC. Ora, só os muito ricos se incomodam com esse tipo de coisa.</p>
<p>Pois bem, o Dário sempre entrou nos partidos que quis quando quis. Está agora no PMDB, mas todos sabem que assim que achar que não tem “espaço”, muda pra outro. Ou cria mais um.</p>
<p>Por isso, todo mundo estranhou quando o PMDB de São José recusou a entrada do Djalma Berger (que está caindo fora do PSB, onde perdeu “espaço”). Naturalmente, como ele é rico (ou peixe grande, como preferirem) e amigo do Lula, a ida para o PMDB estava sendo articulada “por cima”, na diretoria. E a turma do diretório municipal se rebelou. Não quer o Djalma de candidato a prefeito pelo PMDB.</p>
<p>Um sujeito muito rico, num diretório municipal, arrebenta com as chances de candidatura de todos os que, ao longo dos anos, vinham tentando ganhar “espaço”.</p>
<p>Em Florianópolis o veterano Edison Andrino, ex-prefeito, era candidatíssimo do PMDB em 2004. Aí o riquíssimo Dário Berger, que tinha sido eleito duas vezes prefeito de São José pelo PFL, resolveu, sob o patrocínio do LHS, mudar-se para a capital e para o PMDB, para continuar sua “carreira” de prefeito. Andrino se ferrou.</p>
<p>O PMDB de São José não quer passar por situação semelhante com a chegada, às vésperas da eleição, de um milionário. Mas é claro que um humilde diretório municipal, que luta para tentar eleger um prefeito (e de tempos em tempos é sabotado pelo diretório estadual), tem tudo para ser novamente colocado de escanteio. O tempo dirá.</p>
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		<title>Juro zero. Jura?</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Sep 2011 10:39:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo Colombo]]></category>

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		<description><![CDATA[Os antigos costumavam dizer que “o papel aceita qualquer coisa”, quando queriam dizer que não se devia confiar demais no que diziam ou mesmo no que estava escrito. Quando o governo do estado anuncia, com toda a pompa, que vai oferecer empréstimo a “juro zero”, parece querer dizer que o dinheiro vai e volta sem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_10103" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-10103" title="donc-jurozero-giz-cor" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/09/donc-jurozero-giz-cor.jpg" alt="juro zero" width="400" height="214" /><p class="wp-caption-text">...</p></div>
<p>Os antigos costumavam dizer que “o papel aceita qualquer coisa”, quando queriam dizer que não se devia confiar demais no que diziam ou mesmo no que estava escrito.</p>
<p>Quando o governo do estado anuncia, com toda a pompa, que vai oferecer empréstimo a “juro zero”, parece querer dizer que o dinheiro vai e volta sem qualquer remuneração pelo empréstimo.</p>
<p>Ora, isso é só uma meia verdade. O que, em se tratando de dinheiro público, vale como meia mentira. O Badesc vai cobrar juros sobre o empréstimo. Juros de 3,07%ao mês. O que não é pouca coisa (dá uns 36% ao ano).</p>
<p>O que ocorre, nesse programa nascido de uma experiência que Raimundo fez em Lages e que parece que deu eleitoralmente certo, é que o governo do estado paga os juros. Com dinheiro público. Portanto, com nosso dinheiro.</p>
<blockquote><p>Vamos fazer um intervalo para abrir aqui enorme parênteses: fornecer dinheiro barato para microempresários individuais, pequenos empreendedores que em geral lutam com dificuldade, é coisa boa. Ainda mais no país dos juros mais altos do mundo. Iniciativa elogiável. Ajuda a oxigenar a economia, melhora o nível de vida de uma porção de gente.</p>
<p>Não é nisso, portanto, que reside a minha crítica. Fecha parênteses.</p></blockquote>
<p>Para continuar com ditados antigos, vamos aproveitar mais um: gato escaldado tem medo de água fria. O governo vai usar os dividendos pagos pelo Badesc (uma espécie de retorno do dinheiro público investido naquela agência de fomento), para pagar os juros de quem se beneficiar com o programa. De tal forma que quem recebe o dinheiro tenha a impressão de que não paga juros.</p>
<p>E a nossa experiência histórica demonstra que corremos o risco do uso eleitoral desse benefício. Há o perigo desse programa servir, para políticos governistas, como uma forma de gratificar cabos eleitorais, eleitores, amigos, eleitores em potencial e gente da “base eleitoral”.</p>
<p>Tipo assim: “Vai lá, fala com o fulano, diz que fui eu quem mandou, que ele te consegue um empréstimo a juro zero”.</p>
<div id="attachment_10102" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-10102" title="donc-colombo-redes" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/09/donc-colombo-redes.jpg" alt="Colombo redes" width="500" height="600" /><p class="wp-caption-text">Colombo 2.0: onipresença e &quot;modernidade&quot;</p></div>
<p><strong>RAIMUNDO INTERNÉTICO</strong></p>
<p>Ninguém dá muita bola pra isso, mas eu sou um sujeito antiquado e me preocupo: Raimundo Colombo (e seu pessoal de internet) gosta que se enrosca de um culto à personalidade. A impessoalidade dos atos de governo foi pras cucuias.</p>
<p>Informações e comentários sobre atos administrativos (como esse lançamento do programa juro zero) aparecem antes nos sites “pessoais” do governador, do que no site oficial de notícias do governo do estado. E o pior: o material dos sites “pessoais” é produzido por servidores da Secretaria de Comunicação.</p>
<p>O site <a href="http://www.raimundocolombo.com.br">www.raimundocolombo.com.br</a>, não raro, “fura” (jargão jornalístico usado quando um veículo publica uma informação antes do outro) o site <a href="http://www.sc.gov.br">www.sc.gov.br</a> que é o local onde deveriam ser publicadas as informações sobre os atos de governo.</p>
<div id="attachment_10101" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-10101" title="donc-colombo-direitos" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/09/donc-colombo-direitos.jpg" alt="Copyright Colombo" width="500" height="133" /><p class="wp-caption-text">Emblemática declaração pessoal de propriedade, no rodapé do www.raimundocolombo.com.br</p></div>
<p><strong>E QUEM SE IMPORTA?</strong></p>
<p>Então por que não fecham de uma vez a Secretaria de Estado da Comunicação e lotam todo o pessoal no diretório do PSD que estiver produzindo os sites do Raimundo e onde são atualizados seus inúmeros perfis nas tais “redes sociais”?</p>
<p>Os fotógrafos do governo (pagos por nós) têm suas fotos divulgadas no “flickr do Raimundo Colombo”, depois no “storify do Raimundo Colombo”, no “facebook do Raimundo Colombo”, no “twitter do Raimundo Colombo” e, naturalmente, no www.raimundocolombo.com.br.</p>
<p>Não tem sentido manter por manter uma estrutura oficial do estado, se o governador quer mesmo é uma estrutura pessoal, que dê, ao seu nome, todo o destaque. A Constituição, ao que parece, não permite essa exposição exagerada, propagandística, do nome do governante. Mas quem ainda se importa com o que a lei diz ou deixa de dizer?</p>
<div id="attachment_10106" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-10106" title="donc-colombo-storify" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/09/donc-colombo-storify.jpg" alt="O fotógrafo" width="500" height="620" /><p class="wp-caption-text">No &quot;storify&quot;, o governador-fotógrafo e seus auto-retratos</p></div>
<p>A solenidade de lançamento do “Juro Zero” foi registrada pelo A.C.Mafalda, fotógrafo da SECOM. Mas no “<a href="http://storify.com/raimundocolombo/programa-juro-zero" target="_blank">Storify do Raimundo</a>” aparece como “<strong>Photo by Raimundo Colombo</strong>”. Por que? <em>“Ora, porque a foto está no flickr do Raimundo e aí sai com o nome dele no Storify”</em>. Entenderam? A &#8220;ferramenta&#8221; ainda não está bem dominada pela turma que gerencia as &#8220;redes sociais&#8221; do governador e apronta essas falsetas. Mas, é claro, como o Raimundo é dono de tudo, a foto, mesmo tendo sido clicada por um servidor do estado, não deixa de ser do Raimundo.</p>
<p>Como diria o colega Paulo Alceu, &#8220;enquanto isso, a vida segue&#8221;.</p>
<p><strong>EM TEMPO</strong></p>
<p>Fui perguntar, para conhecidos de Lages, como estava o programa na cidade onde foi criado. Não sei se minha fontes estão mal informadas, mas o que me disseram foi que o programa não durou muito. E em dois anos fechou 13 (!) contratos de financiamento. Achei que estavam brincando comigo. Afinal, deveriam ter sido pelo menos 25 (o número do antigo partido do então prefeito). Mas me asseguraram que é uma coisa desse tipo mesmo: 13.</p>
<p>Pelo estardalhaço feito na campanha eleitoral, a gente tinha impressão que era um programa de grande impacto na região. E que tinha melhorado a vida de muita gente.</p>
<p>Aliás, por falar em amigos lageanos, tem um deles, adversário declarado do Raimundo, que desde aquele momento histórico em que ele se lançou candidato, com uma campanha contra os cabides de emprego que eram as SDR, me manda de vez em quando e-mails chamando seu desafeto de &#8220;rei do factóide&#8221;. Nunca dei muita bola porque, afinal, é coisa de campanha política. Só espero que o tempo não acabe dando razão ao ranzinza da oposição serrrana.</p>
<p><strong>CANELADAS</strong></p>
<p>Como este blog está com os comentários liberados, sem moderação prévia, tem uns fãs do Raimundo que estão exercendo seu direito de me espinafrar, em resposta ao que consideram &#8220;trollagem&#8221; de minha parte. E, como ocorria quando falava do Lula e uns lulistas vinham bater em mim, repetem sempre aquela história: &#8220;queria saber quem te paga para ficar achando erros&#8221;.</p>
<p>É uma pergunta que eu gosto de responder: quem me paga é o Diarinho. Um jornal independente e corajoso, que acha interessante oferecer aos leitores uma visão igualmente idependente sobre o poder. E quem mantém o Diarinho? Uma carteira diversificada de anunciantes e os leitores (que compram na banca e assinam). Entre os anunciantes, os governos federal, estadual e municipal não são os de maior peso. Ou seja, se o rabo não tá preso, não precisa ter medo das ameaças que vez por outra alguém mais entusiasmado resolve fazer, direta ou indiretamente.</p>
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		<title>Governador na emergência</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Aug 2011 12:49:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo Colombo]]></category>

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		<description><![CDATA[O Governador Raimundo foi visitar as obras intermináveis da emergência do Hospital Celso Ramos. E anunciou que agora vai: devem terminar em mais uns 40 dias, se tudo der certo. Claro que ninguém duvida que, para fazer funcionar a emergência estalando de nova, alguns andares do velho hospital tenham que continuar desativados (afinal, o cobertor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_10093" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-10093" title="DONC-colombo-HCR-cor" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/08/DONC-colombo-HCR-cor1.jpg" alt="Colombo no HCR" width="500" height="297" /><p class="wp-caption-text">Raimundo meditabundo, inspecionando as obras. Molecagem sobre foto do James Tavares/SECOM</p></div>
<p>O Governador Raimundo foi visitar as obras intermináveis da emergência do Hospital Celso Ramos. E anunciou que agora vai: devem terminar em mais uns 40 dias, se tudo der certo. Claro que ninguém duvida que, para fazer funcionar a emergência estalando de nova, alguns andares do velho hospital tenham que continuar desativados (afinal, o cobertor é curto: se cobrir a barriga, os pés aparecem). De qualquer forma, antes tarde do que nunca. E qualquer coisa é melhor que nada.</p>
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		<title>Corrupção endêmica</title>
		<link>http://www.deolhonacapital.com.br/2011/08/20/corrupcao-endemica/</link>
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		<pubDate>Sat, 20 Aug 2011 10:38:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Por que são tão raros os momentos de orgulho e satisfação e tão freqüentes as frustrações com as tais “autoridades”? Porque muitos dos que ocupam postos de responsabilidade perderam totalmente a noção da realidade. Perguntem a qualquer empresário que vocês conheçam, que tenha feito negócios com o governo. Se ele não foi achacado, conhece alguém [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por que são tão raros os momentos de orgulho e satisfação e tão freqüentes as frustrações com as tais “autoridades”? Porque muitos dos que ocupam postos de responsabilidade perderam totalmente a noção da realidade.</p>
<p>Perguntem a qualquer empresário que vocês conheçam, que tenha feito negócios com o governo. Se ele não foi achacado, conhece alguém que foi e, se vocês prometerem guardar segredo, eles contarão histórias de arrepiar os cabelos.</p>
<p>Parece que todo ou quase todo nosso serviço público incorporou a idéia que é natural, normal, inevitável, alguém sempre levar “algum por fora”. E, maior o cargo, maior a mordida.</p>
<p>Há quem diga que o Collor começou a cair quando seus “operadores” (é assim que são chamados aqueles que põem a mão na massa) começaram a aumentar o percentual das comissões. O empresariado achava “normal” morrer com 10% e o PC Farias teria elevado o patamar para 25% ou 30%. Aí começou a grita.</p>
<p>De tempos em tempos, nos municípios, estados e no país, fala-se coisa semelhante (sempre por debaixo dos panos), porque alguns “operadores” estariam extrapolando todos os limites “aceitáveis” de corrupção.</p>
<p><strong>O CÂNCER AVANÇA</strong></p>
<p>Não importa se o diretor, ou gerente, ou presidente, ou secretário, pede 6% ou 60% ou 120% por fora. Qualquer quantia já configura uma chaga, um câncer, que vai corroer não só o dinheiro público, mas, principalmente, as nossas chances de vivermos melhor.</p>
<p>Uns poucos se beneficiam com a corrupção, mas todos nós perdemos, e perdemos muito.</p>
<p>A sensação é que reina um sentimento sólido e impenetrável de impunidade. “Negociações” acontecidas depois da operação “Moeda Verde” mostram que a “pirotecnia” da Polícia Federal (e do Ministério Público e do Judiciário) não assustaram a ponto de fazê-los parar.</p>
<p>É claro que a posição ostensivamente pró-indiciados e contra a &#8220;pirotecnia&#8221; das operações da PF assumida pelas &#8220;autoridades&#8221; do andar de cima, ajuda a tranqüilizar o andar de baixo. Nas entrelinhas é possível que esteja escrito “sejam discretos e nada lhes acontecerá”.</p>
<blockquote><p>[Esse texto aí foi publicado aqui no dia 27 de maio de 2007. Referia-se a eventos daquela época. Mas, como infelizmente nada mudou, parece que foi escrito ontem.]</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Pra que servem os vereadores?</title>
		<link>http://www.deolhonacapital.com.br/2011/08/11/pra-que-servem-os-vereadores/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Aug 2011 09:51:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[[Transcrevo abaixo o editorial do DIARINHO, publicado no dia 9, quando a Câmara de Vereadores de Itajaí iria votar o aumento do número de cadeiras, de 12 para 21. A votação, claro, decidiu pelo óbvio: os vereadores escolheram ter mais vereadores. A população não gostou muito (segundo mostraram pesquisas e as manifestações dos presentes à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>[Transcrevo abaixo o editorial do DIARINHO, publicado no dia 9, quando a Câmara de Vereadores de Itajaí iria votar o aumento do número de cadeiras, de 12 para 21. A votação, claro, decidiu pelo óbvio: os vereadores escolheram ter mais vereadores. A população não gostou muito (segundo mostraram pesquisas e as manifestações dos presentes à sessão), mas o eleitor, vocês sabem, não conta muito nessas horas. Ajudei a escrever mas, como todo editorial, expressa a posição do jornal]</p></blockquote>
<p>Antes e acima da discussão sobre o número de vereadores que uma Câmara Municipal deve abrigar, é preciso examinar para que servem os vereadores. Em qualquer número. Mesmo quem tem, na ponta da língua, que os vereadores são representantes do povo na elaboração das leis da cidade e na fiscalização do prefeito, sabe que não é bem assim.</p>
<p>Os prefeitos (assim como os governadores e a presidente), buscam, a todo custo, uma ampla “base” nos legislativos, que lhes permita governar sem discutir muito. E sem que sejam questionados. E os parlamentares, em sua grande maioria, adoram esse jogo. Entregam-se a ele com os bolsos abertos e a boca escancarada. Os acertos são feitos em torno de cargos, favores, abrigo para apadrinhados, “boa vontade” em licitações para empresas amigas. Nunca em torno dos tais “programas” ou “propostas”, de que tanto falam nas campanhas eleitorais.</p>
<p>E desde que descobriram que existe uma “carreira política”, que pode durar a vida inteira e ainda ser transmitida, como nas monarquias, para parentes, cônjuges, filhos e amantes, um mandato de vereador passou a ser, também, o vestibular para essa vida mansa de foro privilegiado, auxílio para todas as despesas e salários auto-reajustados periodicamente.</p>
<p>Não raro o vereador exerce, sem muita vergonha, o papel de cabo eleitoral de um deputado estadual, federal, ou senador. Faz parte da “base de apoio” do prefeito, se isso for interessante para seu “padrinho”. E faz oposição, se essa for a determinação superior. E assim como muda de casaco, muda de lado e de opinião. Só depende da conveniência do momento. Conveniência essa que muito raramente leva em conta os problemas e necessidades dos eleitores.</p>
<p>Portanto, a quem representam os vereadores? Em nome de quem fazem o que fazem? Em defesa de que interesses? Se a resposta a essas questões não for “o povo que os elegeu”, então a existência desse criador de despesas não tem sentido.</p>
<p>E é por considerá-los apenas criadores de despesas, que a maioria dos eleitores não entende por que aumentar o número de&#8230; criadores de despesas. De fato, se for para ter mais vereadores fazendo a mesma coisa que os atuais vereadores, é melhor brecar essa coisa enquanto é tempo. Para a população que sofre com saúde pública cheia de furos, com educação fundamental deficiente, com os “ajustes” no Plano Diretor que sempre rendem um “agradinho” e ferram com a organização urbana, a proposta de aumentar o número de boquinhas (ou de tetas) municipais parece puro deboche.</p>
<p>Já para os que dominam a estrutura de poder dos municípios e dos estados, aumentar o número de vereadores é sopa no mel. Mais cabos eleitorais remunerados, mais estrutura de campanha, chance de ampliar a “base de apoio” e possibilidade de ganhar mais “espaço” na administração municipal, com a velha tática do morde e assopra. Uma maravilha. Para sindicatos, partidos, empresários que dependem do poder público para fazer negócios, entidades patronais e de trabalhadores que têm ação política, é coisa muito boa aumentar o número de “legítimos representantes”. Representantes deles, e não do pobre e desassistido eleitor, a quem todos querem incluir numa massa de manobra silenciosa e dócil, que diga sim quando mandam dizer sim e não quando mandam dizer não.</p>
<p>Claro que, se a prática política dos legislativos (todos), fosse menos comprometida com os balcões de negócio, mais dedicada a fiscalizar o Executivo, menos envolvida com as acomodações dos aliados e mais atenta às necessidades da população e de seu ordenamento municipal, o eleitor talvez tivesse uma percepção diferente e até topasse discutir um eventual aumento de sua “representatividade”. Mas hoje, o que está em discussão, infelizmente, é apenas o uso imoral do dinheiro público para ampliar a “máquina” disponível. Mais algumas tetas para nutrir a insaciável sede dos que esqueceram, faz tempo, da verdadeira razão de ser da política e dos políticos.</p>
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		<item>
		<title>A &#8220;DIOESC&#8221; pede socorro</title>
		<link>http://www.deolhonacapital.com.br/2011/08/09/a-dioesc-pede-socorro/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Aug 2011 14:47:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo Colombo]]></category>

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		<description><![CDATA[O governo LHS lançou-nos no mundo da modernidade desenfreada, como se a vida fosse uma montanha russa. Mas, como todo parque de diversões mambembe, ficamos pelo meio do caminho, com cartazes luminosos anunciando o futuro e mau cheiro de esgoto não recolhido, mostrando o passado aos nossos pés. Luxo nos discursos, lixo nos serviços essenciais. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O governo LHS lançou-nos no mundo da modernidade desenfreada, como se a vida fosse uma montanha russa. Mas, como todo parque de diversões mambembe, ficamos pelo meio do caminho, com cartazes luminosos anunciando o futuro e mau cheiro de esgoto não recolhido, mostrando o passado aos nossos pés. Luxo nos discursos, lixo nos serviços essenciais.</p>
<p>Uma das vítimas dessa administração por espasmos, que parece continuar pelas mãos do governador da fala mansa, é a Imprensa Oficial.</p>
<p>A primeira coisa que os arautos da modernidade fazem, é mudar nomes e posição no organograma. Aí, como resultado das inúmeras &#8220;reformas administrativas&#8221; que encheram de solavancos as carreiras dos servidores públicos de Santa Catarina, a entidade, que tem quase um século de existência, agora se chama &#8220;DIOESC&#8221; e é uma diretoria da Secretaria da Administração.</p>
<p>Nos discursos oficiais, desde 2003, o Diário Oficial propriamente dito, instrumento fundamental de transparência para qualquer governo decente e qualquer povo civilizado, seria informatizado, para que o cidadão tivesse como acessá-lo com facilidade. É possível que alguém tenha achado que, com o DOE na internet, não seria mais preciso ter um parque gráfico.</p>
<p>Ora, essa &#8220;diretoria&#8221; não imprime só o DOE, ela imprime uma porção de formulários, pastas, manuais, livros, papelaria de uso comum do governo. Ajuda o governo a economizar um pouco, longe dos contratos com gráficas privadas e tudo que isso pode representar em termos de tentação para meter algum no bolso e a mão na cumbuca.</p>
<p>Pois bem: sete anos depois, nem o Diário Oficial está na internet, nem a gráfica estatal está em boas condições. Claro que, no governo da modernidade e no governo da continuidade, ter uma gráfica parece um anacronismo: terceirizar os serviços gráficos é muito mais interessante. Mas então, em vez de deixar ir se acabando aos poucos, melancolicamente, por que não fecha de vez? Medo da repercussão? Que nada, ninguém ficará sabendo, porque o Diário Oficial tem tiragem mínima e é difícil de encontrar. </p>
<p>Bom, mas chega de conversa fiada. Olha só a cartinha que recebi de um dos servidores efetivos da Secretaria da Administração, inconformado com o abandono dessa gráfica, que já foi muito útil e poderia continuar a ser, se não estivesse jogada às traças:</p>
<blockquote><p>&#8220;Prezado senhor,</p>
<p>Gostaria de pedir o seu apoio a fim de sensibilizar o sr. Governador do Estado sobre alguns inconvenientes que os funcionários da DIOESC (extinta Imprensa Oficial do Estado) vêm passando nos dias atuais, quais sejam:</p>
<p>- O prédio se encontra em estado precário, pondo em risco os funcionários que lá se encontram diariamente. A estrutura do prédio apresenta rachaduras e devido à lamentável situação do telhado, ocorrem goteiras e devido a isso infiltrações na laje e nas paredes. Por causa disso se vê o emboloramento e mofo por todo o prédio.</p>
<p>Houve a ocorrência de desprendimento do reboco do teto e caiu em cima de uma mesa de trabalho, por sorte aconteceu durante a noite.</p>
<p>Ao que parece o piso superior já não suporta o peso nele contido, a estrutura já mostra sinais de fragilidade.</p>
<p>Além disso, foi constatado problemas na antiga (e atual) instalação elétrica, esta mais direcionada ao parque gráfico. E como nessa área há muitas máquinas que exigem demais dessa força, o medo de um curto circuito é frequente. Como se vê, os funcionários da DIOESC trabalham diariamente sob grande insegurança.</p>
<p>Parece que existe um edital de licitação pronto, para ser apresentado. E isso já faz algum tempo. Enquanto isso, os funcionários ficam expostos ao perigo. É preciso que os responsáveis tenham consciência e agilizem o processo.</p>
<p>Outro ponto que precisa ser colocado é a falta de funcionários efetivos na Diretoria. Por se tratar de uma indústria gráfica, seria conveniente bons profissionais para que se tenha um bom produto. No momento, o número de efetivos é de apenas 15 a 20% do total de funcionários, e destes, muitos já estão prestes a se aposentar.</p>
<p>Seria coerente um concurso público específico para o parque gráfico. De nada adiantam boas máquinas sem pessoal gabaritado para operá-las.</p>
<p>Enfim, servidores da DIOESC estão preocupados com o rumo que está tomando a situação da empresa (gráfica e editora do Estado). Não se quer que a DIOESC se acabe ou que continue trabalhando da forma em que está. Não é bom nem para os funcionários, nem para os dirigentes, e muito menos para o governo que esta situação se estenda.&#8221;</p></blockquote>
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		<title>A arriscada arte de por a mão no fogo</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 13:17:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[A segunda-feira foi um dia de grandes emoções para a política catarinense. No final de semana o jornal O Globo deu destaque nacional a um constrangedor atestado de idoneidade assinado por quatro parlamentares de SC. Valdir Colatto, Casildo Maldaner, Edinho Bez e Paulo Bauer colocaram, por escrito, a mão no fogo pela empresa aparentemente irregular [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_9994" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-medium wp-image-9994" title="DONC-maonofogo1-cor" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/08/DONC-maonofogo1-cor-450x350.jpg" alt="Turma do Meira" width="450" height="350" /><p class="wp-caption-text">Os amigos que botaram a mão no fogo pelo Meira</p></div>
<p>A segunda-feira foi um dia de grandes emoções para a política catarinense. No final de semana o jornal O Globo deu destaque nacional a um constrangedor atestado de idoneidade assinado por quatro parlamentares de SC. Valdir Colatto, Casildo Maldaner, Edinho Bez e Paulo Bauer colocaram, por escrito, a mão no fogo pela empresa aparentemente irregular com que o Meira (aquele amigo do LHS que foi presidente da Santur, não tem?) arrancou uns cobres do governo federal.</p>
<p>Uniram-se, no nobre esporte de colocar a mão no fogo, PMDB e PSDB. Certamente foi um pedido do grande líder LHS, padrinho de todas as horas do Meira e de seu bem cuidado bigode aristocrático.</p>
<p>Segundo a reportagem de O Globo, a empresa (na verdade uma “oscip”) levou, nos últimos três anos, a bagatela de R$ 7,9 milhões do Ministério do Turismo. Na papelada, estavam os atestados dos quatro mosqueteiros, dizendo que a oscip existia desde 2003 e era linda, jeitosa e muito legal. Só que, para tristeza dos amigos, a empresa foi criada em 2008, conforme registros em cartório.</p>
<p>Por que atestaram que ela existia antes de existir? Ora, porque pra receber dinheiro federal, a oscip tinha que ter pelo menos três anos de vida. E não tinha. A solução? Dizer para os quatro cavaleiros do atestado falso, para assinar qualquer coisa. E eles assinaram.</p>
<p>O que vai acontecer? Nada. Sou capaz de apostar um chops Schornstein, ou Zehn Bier, que vai ficar o dito pelo não dito. Eles dirão que sabiam que o Meira trabalhava com turismo desde criancinha e eles não sabiam que não tinha registrado a “organização da sociedade civil de interesse público” (OSCIP). Agora, cá entre nós, do jeito que a coisa anda, o nome dessas entidades deveria ser oscimdip (org. da soc. civil de interesse em mamar no dinheiro público).</p>
<blockquote><p>[A ilustração acima é uma molecagem que fiz usando fotos do Leonardo Prado/Ag. Câmara (Colatto); Waldemir Barreto/Ag. Senado (Maldaner); Rodolfo Stuckert/Ag. Câmara (Edinho) e Alessandro Bonassoli/SED (Bauer). Nenhum político se feriu ou foi submetido a maus tratos durante a montagem dessa ilustração.]</p></blockquote>
<div id="attachment_9997" class="wp-caption aligncenter" style="width: 226px"><img class="size-full wp-image-9997" title="donc-ponticelli-cor" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/08/donc-ponticelli-cor1.jpg" alt="Ponticelli" width="216" height="300" /><p class="wp-caption-text">Presidente do PP correu para defender o Tiscoski</p></div>
<p><strong>TAMBÉM SOBROU PARA O PP</strong></p>
<p>Ainda no final de semana a revista IstoÉ publicou reportagem jogando uma laminha básica pra cima do Leodegar Tiscoski, catarinense do PP que é Secretário Nacional de Saneamento, do Ministério das Cidades. Suspeitas de superfaturamento de obras, principalmente.<br />
O presidente estadual do PP, deputado Joares Ponticelli, logo cedo tratou de por a mão no fogo. Publicou nota confiando na honestidade do correligionário e solidarizando-se com ele. Chamou-o até de “político ilibado”, o que, nos dias que correm, não é pouca coisa.</p>
<blockquote><p>[A molecagem com o Ponticelli foi feita sobre foto do Jonas L. Campos/Alesc.]</p></blockquote>
<p><strong>ATUALIZAÇÃO DA TERÇA DE MANHÃ</strong></p>
<p>O bloco dos amigos do Meira distribuiu várias &#8220;notas oficiais&#8221;, ontem de tardezinha, tentando explicar o inexplicável. São notas patéticas, para dizer o mínimo. Confirmam que atestaram a existência regular da oscip do Meira, mas tentam colocar a culpa em outras pessoas e órgãos, por eventuais irregularidades não percebidas. O Paulo Bauer foi mais longe: prometeu nunca mais assinar atestados e declarações, enquanto for senador. Não é uma gracinha?</p>
<p>O Adelor Lessa, jornalista de Criciúma que é sabidamente mais ponderado que eu e tem mais paciência com os políticos, deixou hoje, no tuíter, uma frase que resume bem esse esforço que eles estão fazendo para se justificar:</p>
<blockquote><p>&#8220;Dep Edinho Bez não foi convincente na radio Som Maior ao se defender em denuncia de envolvimento com Ong ilegal que recebeu dinheiro publico&#8221;</p></blockquote>
<p>Pra encerrar: se foi mesmo o LHS (como tudo indica) que pediu aos quatro para ajudarem a oscip do Meira, por que ele mesmo não assinou nada? Bom, provavelmente porque LHS não nasceu ontem.</p>
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		<title>Crítica e ironia, essas desconhecidas&#8230;</title>
		<link>http://www.deolhonacapital.com.br/2011/07/27/critica-e-ironia-esses-desconhecidos/</link>
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		<pubDate>Wed, 27 Jul 2011 15:25:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo Colombo]]></category>

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		<description><![CDATA[Já cansei de dizer, em diversas ocasiões, que neste blog se faz muito pouco jornalismo. É um blog de opinião. Palpites. Pitacos. E esparsas e nem sempre bem sucedidas tentativas de fazer humor. Sempre, claro, em cima da vida pública daqueles que são sustentados com nosso dinheiro. A crítica, no entanto, provoca reações de todo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já cansei de dizer, em diversas ocasiões, que neste blog se faz muito pouco jornalismo. É um blog de opinião. Palpites. Pitacos. E esparsas e nem sempre bem sucedidas tentativas de fazer humor. Sempre, claro, em cima da vida pública daqueles que são sustentados com nosso dinheiro.</p>
<p>A crítica, no entanto, provoca reações de todo tipo. No governo, principalmente, o pessoal não está acostumado com isso. O normal é o elogio, o &#8220;registro isento&#8221; dos press releases. E quando, além de criticar o que se faz no governo, o texto ainda tem alguma ironia, aí então o caldo entorna. Nem todos têm disposição para entender as sutilezas com que a ironia (e até mesmo o sarcasmo) envolvem alguns textos.</p>
<p>A Carolina T. Damiani, jornalista que faz assessoria de imprensa para a Secretaria de Planejamento e Gestão, ficou muito irritada com a nota que <a href="http://www.deolhonacapital.com.br/2011/07/26/o-gente-fofoqueira-3/" target="_blank">publiquei ontem aqui.</a> Ali, transcrevi um e-mail de leitor e aproveitei para criticar essa reforma pela metade, que transferiu algumas atribuições do Planejamento para a Fazenda. E ela passou a responder pelo tuíter (como se os leitores daqui fossem também leitores de lá), dizendo o seguinte:</p>
<blockquote><p>&#8211; Cézar, quando vc de fato tiver vontade de conhecer a estrutura da SPG, faça contato que terei o maior prazer de te apresentar.</p>
<p>&#8211; Fazemos coisas boas aqui! Infelizmente o seu tipo de jornalismo é fazendo piada da cara dos outros e diminuindo o trabalho alheio</p>
<p>&#8211; O Governo é um só, as Secretarias trabalham de forma integrada.</p>
<p>&#8211; Vc sabe bem disso, foi assessor de imprensa da Secretaria da Administração(e recebia muito bem) durante bastante tempo.</p>
<p>&#8211; Sem mais&#8230; já me coloquei a sua disposição&#8230; venha tomar um café&#8230; abç</p></blockquote>
<p>Aí fiquei curioso: o que ela estaria querendo sugerir, ao dizer que eu &#8220;recebia muito bem&#8221; quando fui assessor de imprensa da secretaria da Administração? Eu não achava assim tão bom. Tanto que, assim que o Diarinho me convidou para trabalhar lá, tratei de cair fora. A explicação para essa tentativa de aleivosia, talvez esteja no outro tuíter dela: &#8220;seu tipo de jornalismo é fazendo piada da cara dos outros e diminuindo o trabalho alheio&#8221;. Ela queria, de fato, dar uma resposta &#8220;à altura&#8221; ao que chama de meu tipo de jornalismo.</p>
<p>Vou repetir, então: opinião não é jornalismo. É opinião. Jornalismo é informação. Aqui, uso informações que estão disponíveis para o público, em sua maioria apuradas por colegas de outros veículos, para expressar minhas opiniões. Faço piada (ou pelo menos tento) não da cara dos outros, mas do que fazem as figuras e entidades públicas (e algumas privadas). Se acho que o filho do Jorginho e da Elizete não está fazendo um bom trabalho e digo isso, estou usando um direito assegurado pela Constituição. E todos temos que conviver com isso: ainda há liberdade de expressão e essa liberdade permite que qualquer um diga coisas que a gente não gostaria de ouvir.</p>
<p>Quando a gente recebe uma crítica, uma opinião contrária, um comentário desabonador, é claro que fica chateado, fica com raiva e tem vontade de mandar calar a boca. O governo catarinense, esse mesmo que a Carolina defende com tanto entusiasmo, frequentemente pressiona veículos de comunicação para que aliviem críticas, baixem a bola e rezem conforme a cartilha estabelecida desde o início do governo LHS. Os pedidos são feitos por emissários gentis, que sugerem aos proprietários que, se não modificarem o tom, perderão as verbinhas.</p>
<p>Pouquissimos veículos ousam desafiar essas propostas conciliadoras. Publicar as ranzinzices de um colunista que &#8220;faz piada da cara dos outros e diminui o trabalho alheio&#8221; é coisa que vários gostariam de fazer, mas nem todos têm condições de bancar. Porque significa entrar em conflito com um governo que lida muito mal com a crítica e pior ainda com a ironia. Que defende a liberdade de expressão até o momento em que alguém diz alguma coisa que os contrarie.</p>
<p>Voltando à Carolina: não tenho culpa do pessoal de algumas secretarias (como Fazenda e Administração), ganhar melhor que o de outras (têm uma gratificação qualquer que quase dobra o salário). Na época em que prestava serviços ao governo LHS, a secretaria da Comunicação, onde a Carolina trabalhava, não tinha essa gratificação. Imagino que venha dessa época a irritação dela com os proventos que recebi.</p>
<p>E quanto à pergunta que fiz no tuíter, pertinente ao assunto da nota, cuja resposta permitiria à assessora explicar aos escassos leitores deste blog que o Planejamento, mesmo sem a elaboração do orçamento, ainda tem razão de ser, ela preferiu deixar sem resposta. Escolheu o caminho da canelada. Tudo bem. A liberdade tem duas mãos, ela pode dizer e fazer o que bem entender. Mas continuo achando que, para o eleitor/contribuinte, teria sido melhor se o contraditório fosse mais informativo.</p>
<p>A pergunta que ficou no ar:</p>
<blockquote><p>“@CaroTancredo desculpe a ignorância do macaco (velho), mas o orçamento não é vital para qualquer planejamento? Tem como planejar sem $$$?”</p></blockquote>
<p><strong>E POR FALAR EM PLANEJAMENTO&#8230;</strong></p>
<p>O post já está grande demais, mas permitam-me deixar mais algumas perguntas no ar:</p>
<p>Vocês sabiam que a arena multiuso de São José, para ser utilizada em jogos oficiais de vôlei, terá que ser reformada? Precisa de pé direito mais alto e de espaço lateral. Quem planejou para <strong>multiuso</strong> não sabia as dimensões de quadras esportivas oficiais?</p>
<p>Vocês sabiam que a arena multiuso de Canasvieiras teve vários problemas de planejamento e acabou tendo que virar outra coisa, algo como um &#8220;centro de convenções&#8221;, para que o trabalho executado não ficasse totalmente perdido?</p>
<p>Vocês sabiam que o governo tanto planejou a construção de uma nova penitenciária na grande Florianópolis, que acabou metendo os pés pelas mãos e anunciando um local para a construção antes de perguntar para a Fatma (que é do próprio governo!) se podia construir ali?</p>
<p>Vocês sabiam que em Lages, terra do governador Raimundo, o governo planejou ajudar a revitalizar uma avenida com dinheiro do Badesc, aí desplanejou e mudou os planos, para usar dinheiro do Fundo Social e finalmente, fez um ctrl Z básico e voltou a dizer que será o Badesc o financiador?</p>
<p>Se a lei do piso do magistério é de 2008, por que o governo não planejou o que fazer, caso seu recurso judicial contra a lei fosse negado?</p>
<p>Agora chega. Acho que já exerci a liberdade de expressão o suficiente por hoje.</p>
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		<title>Mocinhos e bandidos</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Jul 2011 18:06:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo LHS]]></category>

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		<description><![CDATA[Pode ter sido só impressão minha, mas percebi um certo tom &#8220;os bad guys norte-americanos estão querendo melar o corajoso empreendimento do nice boy brasileiro, o talentoso Carminatti&#8221; no noticiário de hoje. Antes de ficar sugerindo que o rapaz a quem o governo de SC presenteou com um milhão e tanto do nosso dinheiro é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pode ter sido só impressão minha, mas percebi um certo tom <em>&#8220;os bad guys norte-americanos estão querendo melar o corajoso empreendimento do nice boy brasileiro, o talentoso Carminatti&#8221;</em> no <a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2&amp;local=18&amp;section=Geral&amp;newsID=a3414032.xml" target="_blank">noticiário de hoje</a>.</p>
<p>Antes de ficar sugerindo que o rapaz a quem o governo de SC presenteou com um milhão e tanto do nosso dinheiro é o mocinho da fita e que os malvados produtores norte-americanos são os bandidos, é bom refletir um pouco: em primeiro lugar, essa comédia pastelão, cujo roteiro original foi escrito pelo inesquecível LHS, num de seus momentos grandiloquentes, não tem mocinhos.</p>
<p>Em segundo lugar, pelo que dizem os americanos, quem passou a rasteira e resolveu fugir com o dinheiro, foi o ex-sócio brasileiro. Estourados os prazos e vendo que a apropriação privada do dinheiro público não seria tranquila, a turma toda se desentendeu. E em casa onde todos gritam, ninguém tem razão.</p>
<p>Portanto, embora o juiz mais próximo da casa dos parentes poderosos tenha sido generoso, muita água ainda poderá correr sob (e sobre) a ponte, ainda mais agora que juízes malvados do distante e endividado país do norte, podem querer se meter no caso. Se a querela prosperar, a história da tentativa de instalar uma  Hollywood em SC poderá virar um filme. De gângsters.</p>
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