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	<title>De Olho na Capital &#187; O SUPER-HIPER-MEGA EVENTO</title>
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	<description>O blog do Cesar Valente</description>
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		<title>Oitavas da festa: Embratur, WTTC e Magnavita&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Jun 2009 20:40:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[O SUPER-HIPER-MEGA EVENTO]]></category>

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		<description><![CDATA[Chi, quase ia esquecendo de voltar a este assunto. Mas antes tarde do que nunca. Lembram que em maio, na época do WTTC, republiquei aqui dois artigos do Cláudio Magnavita, do Jornal de Turismo, com uma série de questionamentos sobre o evento e principalmente sobre o papel da Embratur e de sua presidente (Janine Pires), [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chi, quase ia esquecendo de voltar a este assunto. Mas antes tarde do que nunca. Lembram que em maio, na época do WTTC, republiquei aqui dois artigos do Cláudio Magnavita, do <a href="http://www.jornaldeturismo.com.br/" target="_blank">Jornal de Turismo</a>, com uma série de questionamentos sobre o evento e principalmente sobre o papel da Embratur e de sua presidente (Janine Pires), que é filha de uma importante agente política do governo LHS (Anita Pires)?</p>
<p>Pois bem, a Embratur mandou uma resposta ao que o Magnavita publicou (e eu republiquei). Ele, naturalmente, cedeu espaço, no jornal, para o texto oficial e eu também o transcrevo, abaixo. Mas, a meu ver, trata-se de uma resposta burocrática, que passa ao largo das principais suspeitas levantadas. Quem tiver saco para fazer a comparação e ver se a resposta responde às principais indagações, pode <a href="http://www.deolhonacapital.com.br/2009/05/05/o-assunto-do-momento-2/" target="_blank">reler uma crítica aqui</a> e <a href="http://www.deolhonacapital.com.br/2009/05/22/magnavita-%E2%80%9Crides-again%E2%80%9D/" target="_blank">outra aqui</a>. O texto da Embratur, na íntegra, é este:</p>
<blockquote><p><strong>“</strong><strong>Avanços e desafios</strong></p>
<p>A realização da Conferência Global de Viagens e Turismo no último mês de maio, em Florianópolis, teve repercussão extremamente positiva, com cobertura de grandes redes internacionais, como BBC, dos principais veículos de trade do mundo e de praticamente totalidade da mídia de economia e turismo do Brasil.</p>
<p>Mas neste veículo foram levantados questionamentos sobre o processo de captação e realização do evento e sobre a política de promoção internacional realizada pelo Ministério do Turismo, por meio da Embratur. Em relação a estas questões, cabem as considerações abaixo.</p>
<p>Ricardo Freire, um dos jornalistas de turismo mais conceituados no Brasil, fez, no seu blog (<a href="http://www.viajenaviagem.com/" target="_blank">www.viajenaviagem.com</a>), uma cobertura extensa do encontro do WTTC. Ao final, ele faz sua pequena conclusão: “Os participantes podem ter até saído do fórum com dúvidas quanto ao futuro, mas certamente voltaram para casa com uma ótima impressão do Brasil. Confesso que em princípio eu achei estranho que um evento desse porte fosse levado a Santa Catarina, em vez de ser usado para reafirmar o Rio ou efetivar algum destino emergente do Nordeste. Bastou desembarcar, porém, para perceber que ia ser uma bola dentro. Oitocentos estrangeiros com poder de decisão no mundo do turismo puderam conhecer um Brasil que não imaginavam que existia. Um destino que certamente fez subir suas expectativas quanto a outros lugares do Brasil que ainda não conhecem. A organização foi absolutamente impecável. E participar de um evento internacional sem ver o exército nas ruas proporcionou uma inusitada sensação de segurança”.</p>
<p>Além disso, pode-se acrescentar, os participantes deixaram o Brasil com a certeza de que o nosso país tem uma política pública consistente para o setor – tanto para o desenvolvimento do turismo doméstico como para a promoção internacional – que contam com o apoio decisivo e o envolvimento pessoal do presidente da República.</p>
<p>Trazer este evento para o Brasil só foi possível graças ao apoio das três esferas governamentais, e particularmente pela atitude corajosa e firme do governo de Santa Catarina, que apoiou de todas as formas – financeiramente, na logística, nos debates dos temas e com o cenário especial da natureza do Estado – e participou de toda a organização do evento. A mesma atitude de apoio e incentivo tiveram o Ministério do Turismo e a Embratur – que anteviu a grande oportunidade de exposição de imagem, repercussão e promoção internacional que um evento como este proporciona, e também apoiou com recursos, mediante convênio com o Florianópolis Convention &amp; Visitors Bureau, um dos responsáveis pela captação e organização do evento. Como acontece em qualquer convênio firmado, a prestação de contas será processada e estará à disposição dos órgãos competentes.</p>
<p>A captação de grandes eventos internacionais é um dos grandes sucessos da política de promoção internacional realizada pelo Ministério do Turismo, por meio da Embratur. Segundo a ICCA, o Brasil ocupa, pelo terceiro ano consecutivo, lugar entre os dez países do mundo que mais sediam eventos internacionais – o único país da América Latina que alcançou esta posição, o que o credencia a sediar qualquer grande evento disputado pelos principais destinos mundiais.</p>
<p>O fato de o Brasil ter sido escolhido para sediar o evento (que pela primeira vez se realizou na América Latina), em uma disputa com a China, foi uma sinalização clara da consolidação do país como um destino turístico emergente no mundo e líder na América do Sul. A escolha do país foi, portanto, marcada pela impessoalidade e pela importância do país no cenário do turismo no mundo. E foi resultado do trabalho que vem sendo feito, tanto internamente, na preparação e qualificação dos destinos turísticos pelo Ministério do Turismo, como pela promoção internacional realizada pela Embratur.</p>
<p>Um avanço importante foi ter conquistado, nos últimos anos, uma malha aérea mais diversificada, após a perda que significou a saída da Varig do mercado. Hoje, a Europa tem ligação direta com dez cidades brasileiras, a partir de Lisboa. Quatro capitais do Nordeste estão incluídas aí, além de Brasília e Belo Horizonte, permitindo um desenvolvimento importante do turismo nessas regiões. Ampliaram-se também as conexões com os Estados Unidos, segundo emissor para o Brasil, no ano passado. Novos vôos chegaram ao Amazonas, Pernambuco, Ceará, Bahia, Minas Gerais, Rio e São Paulo. Mais recentemente, El Al e Turkish Airlines abriram linhas – e novas possibilidades de intercâmbio de turismo – com Israel e Turquia.</p>
<p>Em tempos de crise, essas ações são mais importantes do que nunca. Mesmo que a crise que preocupa o mundo não seja uma crise do turismo, ela atingiu em cheio os principais países emissores da Europa e os Estados Unidos, com reflexos no nosso setor. Em todo o mundo, os destinos turísticos começaram a sentir o impacto no terceiro trimestre do ano passado. Já o Brasil fechou o ano com recorde de entrada de divisas e com resultados excelentes na receita gerada no último trimestre de 2008 – com crescimento expressivo em relação ao mesmo período de 2007. E os efeitos no receptivo internacional só começaram a ser sentidos este ano, quando a entrada de dólares por meio do turismo de estrangeiros começou a declinar, quando comparado ao ano passado. No primeiro quadrimestre deste ano, as entrada de dólares apurada pelo Banco Central teve queda de 11,55%, refletindo a situação econômica recessiva na Europa e EUA.</p>
<p>Ainda no ano passado, a Embratur começou a preparar o enfrentamento dos desafios que uma crise dessa magnitude traz para todos os setores da economia, e também para o turismo. Na atualização anual do Plano Aquarela, foi feita uma ampliação das verbas de promoção destinadas à América do Sul, que foram aumentadas em 20%, buscando ampliar o fluxo entre os países vizinhos, sempre mais resistente a momentos de crise como este. O ministro Luiz Barretto se empenhou – e continua se empenhando – pesssoalmente nas viagens para os países sul-americanos. Na primeira semana de junho, Colômbia e Venezuela entraram no roteiro de viagens que o ministro realiza com a Embratur, para dar continuidade à ampliação das ações nesses mercados.</p>
<p>A reação exigia também sinergia e parceria muito próxima com o setor privado brasileiro. Desde o início do ano, foram feitos inúmeros contatos e conversas com empresas e entidades do setor – em um movimento coordenado pela Embratur que nos levou a lançar, em abril, a campanha “Brazil Now”, que oferece pacotes com preços promocionais para operadores da América do Sul, em um momento inicial, com vôos operados pela TAM e Gol. Nesta parceria, somaram esforços, além das empresas aéreas, a BITO, ABIH, FOHB e Associação Brasileira de Resorts. Totalmente articulada e viabilizada pela Internet, a receptividade de operadores foi imensa, e uma nova rodada de negociações com empresas e entidades já prepara uma nova fase, com novos destinos brasileiros e o envolvimento de outros mercados. A companhia aérea TACA já demonstrou interesse em se somar à iniciativa. Foi uma estratégia bem desenvolvida e de grande sucesso, que mostra a importância das parcerias público-privadas, tão debatidas no encontro do WTTC.</p>
<p>Estas iniciativas recentes são exemplo de como a Embratur busca enfrentar o desafio de ganhar mais competitividade no mercado turístico global e ampliar a presença do turismo como pauta de exportação importante no Brasil. No último estudo divulgado pela Organização Mundial do Turismo (OMT), foi apontada uma queda do movimento internacional de viagens de 8% em média no mundo. No entanto, América do Sul e África cresceram em média 4%. O Brasil, como destino líder na América do Sul, segundo relatou o secretário-geral da OMT durante o encontro do WTTC, sentiu mais tarde os efeitos da crise, e pode ter uma recuperação também mais rápida.</p>
<p>Enfrentar desafios faz parte da vida de todos que fazem um trabalho sério e profissional no nosso setor. A política de promoção internacional realizada pelo Ministério do Turismo, por meio da Embratur, tem enfrentado esses desafios, e é hoje reconhecida no Brasil e no mundo.</p>
<p>ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA EMBRATUR”</p></blockquote>
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		<title>Magnavita “rides again”</title>
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		<pubDate>Fri, 22 May 2009 22:53:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[O SUPER-HIPER-MEGA EVENTO]]></category>

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		<description><![CDATA[Tou na corrida, picando a mula pro finde. Sem tempo, faço um ctrl C + ctrl V da última do Magnavita sobre o WTTC. Acredito que ele não esteja se referindo à minha mulher. Em todo caso, segunda-feira leio com mais atenção. Fui.
EDIÇÃO 638
JORNAL DE TURISMO
“À mulher de César não basta ser honesta&#8230;tem de parecer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tou na corrida, picando a mula pro finde. Sem tempo, faço um ctrl C + ctrl V da última do Magnavita sobre o WTTC. Acredito que ele não esteja se referindo à minha mulher. Em todo caso, segunda-feira leio com mais atenção. Fui.</p>
<blockquote><p>EDIÇÃO 638<br />
<a href="http://www.jornaldeturismo.com.br/index.php" target="_blank">JORNAL DE TURISMO</a></p>
<p><strong>“À mulher de César não basta ser honesta&#8230;tem de parecer honesta!</strong></p>
<p>Por Claudio Magnavita*</p>
<p>A realização da reunião do WTTC, em Florianópolis, colocou uma luz sobre a real dimensão do evento para o turismo brasileiro e de forma especial para o turismo catarinense. Mas os questionamentos realizados anteriormente continuam vivos e alguns ainda não foram esclarecidos. Um evento que envolveu volume expressivo de recursos públicos(necessita o máximo de transparência na sua prestação de contas, principalmente quando há o cruzamento de informações, que, até por coincidência, precisam ser explicados. Não basta ser honesto, tem que também parecer honesto, ainda mais quando se manipula R$ 10 milhões..</p>
<p>A liberação dos R$ 2,5 milhões pela Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) é um exemplo. No encerramento e nos agradecimentos realizados pelos organizadores, no final do WTTC, ficou claro o empenho pessoal da presidente do Instituto, Jeanine Pires, na luta pela sua realização. Um empenho que viabilizou a vinda do WTTC ao Brasil, após a ex-ministra Marta Suplicy ter declinado por escrito da idéia de sua realização.</p>
<p>Quando se agrega alguns elementos locais a esta equação, surge de forma compulsória alguns questionamentos. Por exemplo, o palco do WTTC foi o resort Costão do Santinho, que hospedou a maioria dos participantes e foi a sede de todas as reuniões. Boa parte das verbas com o evento foi destinada aos gastos neste empreendimento. O apoio da Embratur viabilizou a sua realização no Brasil, e, portanto, possibilitou ao resort se candidatar para sediá-lo. Até aí, tudo bem, desde que a empresa que comercializa, com exclusividade, os eventos do Costão para Santa Catarina não fosse a Pires &amp; Associados, que pertence a familiares bem próximos da presidente da Embratur.</p>
<p>No site do Costão, a empresa aparece como o contato comercial no estado, além de assinar todos os orçamentos que são solicitados. O sócio da Pires &amp; Associados é Rafael Pires, que despacha no próprio empreendimento como diretor comercial adjunto. Ele é irmão da presidente da Embratur e, contactado, afirmou que o evento do WTTC foi fechado direto com o empreendimento, sem a intermediação de nenhum dos representantes comerciais.</p>
<p>O que torna ainda mais necessária uma transparência e até antecipar possíveis questionamentos é a existência de uma sentença do juiz Luiz Antonio Zanini Fornerolli, da Unidade de Fazenda Pública, no processo 023.05.042913-5. Publicada no Diário Oficial, em 9 de setembro de 2008, e que agora segue para a segunda estância, que condena a outra sócia da Pires &amp; Associados, Anita Maria Silveira Pires, a devolver de forma solidária, com mais dois réus – Armando Hess de Souza e Práxis, Feiras e Congressos Ltda – os valores de oito empenhos para a realização de eventos sem licitação, sendo que um deles foi no próprio Costão.</p>
<p>Hoje ocupando nova função pública, Anita Pires é presidente da Fundação de Cultura de Santa Catarina, subordinada à pasta da Cultura e Turismo. Sua condenação, pela contratação da empresa Práxis, sem licitação, ocorreu quando ocupava o cargo de sub-secretária de Planejamento do Estado, onde assinava como ordenadora de despesa. Na mesma sentença, o juiz Fornerolli afirma: &#8220;Inquietante, também, porém sem boa prova para merecer um convencimento mais profundo, é o pagamento de R$ 28.680 ao senhor Luiz Henrique Pires, filho da ré Anita. Não custa lembrar, que essa era secretária adjunta da pasta do planejamento estadual, sendo ordenadora de despesa, e que certificava a realização do contratado firmado. Conquanto isso, não se sabe quando, como e porque Luiz Henrique proferiu as palestras. Sabe-se, apenas, que também fora contratado sem licitação (fl. 261).&#8221;</p>
<p>Na época da ação popular, a Práxis funcionava no mesmo endereço comercial da Pires &amp; Associados, que foi justificado como um condomínio empresarial. Procurado pela reportagem, a Assessoria de Imprensa do Costão enviou a seguinte nota que explica a relação do resort com a Pires: “Responsável pela captação de eventos regionais e internacionais, o escritório Pires &amp; Associados traz para o Costão mais de 40 encontros anualmente. A parceria começou há 14 anos e garante a diversas empresas catarinenses, nacionais e multinacionais, momentos inesquecíveis para suas reuniões no resort. São seis mulheres capacitadas como poucas neste segmento que não para de crescer. &#8216;Trazemos para Florianópolis importantes eventos, que reforçam a vocação da capital catarinense para o turismo de eventos&#8217;, afirma a diretora Anita Pires, ressaltando o sucesso da EcoPower Conference e o Congresso Estadual e do Mercosul da Unimed, como exemplos perfeitos do sucesso de anos de trabalho.”</p>
<p>A nota enviada pela Assessoria de Imprensa é, na verdade, um texto publicado em janeiro, na revista do Costão. Nela, Anita Pires fala em nome da Pires &amp; Associados, mesmo exercendo um cargo público no primeiro escalão do Estado, que, por motivos éticos, deveria estar afastada de qualquer atividade na iniciativa privada. É importante frisar que a carreira de gestora de turismo de Jeanine Pires sempre correu longe da influência direta de Anita Pires. Ela ganhou projeção ao comandar o Convention Bureau de Maceió e depois do Recife, de onde saiu para ocupar uma diretoria da Embratur, passando, em seguida, a ocupar a presidência, com a saída de Eduardo Sanovicz ainda na gestão do ministro Walfrido dos Mares Guia.</p>
<p><strong>CONVENTION BUREAU</strong></p>
<p>Tanto o convênio da Embratur quanto os repasses do Governo do Estado tiveram comoconvenente o Florianópolis Convention Bureau, que assumiu o compromisso de colocar na internet a prestação de contas dos pagamentos que serão realizados. A postura do convention foi de austeridade, tanto que o CEO do WTTC, Jean-Claude Baumgarten, chegou a mandar dura carta responsabilizando o órgão por qualquer problema com a realização do evento. A sua presidente, Jô Cintra, teve o seu CPF responsável na prestação de contas. Apesar de toda a correção demonstrada, um fato chamou atenção durante a realização do WTTC. A agência oficial do evento, responsável pelo emissão das passagens e pagamento da hospedagem, apresentada como a agência oficial da reunião, foi a Açoriana Turismo, de propriedade da própria Jô Cintra, que passou a ser a ordenadora de despesas e contratante da sua própria companhia. Se ela se considerasse impedida, o serviço deveria ter sido repassado para outra agência, o que evitaria a dualidade de funções e futuros questionamentos.</p>
<p>Uma outra troca de função é o caso de Flávia Matos, que ocupava o cargo de coordenadora de novos mercados da Embratur, ocupando uma vaga de DAS4, uma das mais altas do Instituto. Ela era responsável pelas Feiras da Embratur no exterior e foi uma das primeiras interlocutoras com o WTTC. No dia 4 de março passado, para surpresa geral do trade turístico, ela foi exonerada de suas funções do Governo, assumindo a função de coordenadora da reunião do WTTC no Brasil, e, hoje, é candidata a ser a representante do Fórum na América do Sul.</p>
<p>Na prática, ela acompanhou todo o processo de negociação com a Embratur, que resultou no convênio de R$ 2,5 milhões e depois mudou de lado do balcão. No caso da Pires &amp; Associados faltou gerar um fato concreto, que ainda não ocorreu, que demonstre que a empresa não participou das negociações com o Costão. No caso do Convention, faltou a sua presidente abrir mão de um ato de autocontratação, e à coordenadora da Embratur, passar por um período de quarentena. No caso do Governo do Estado, como foi colocado pelo colunista político do Diário Catarinense, Moacir Pereira, faltou envolver a área acadêmica e o trade local.</p>
<p>Para o governador Luiz Henrique da Silveira, que coibiu alguns abusos na máquina estadual ao trazer para o seu gabinete a gestão do WTTC, cabe apresentar uma prestação de contas que seja irretocável e capitalizar os contatos que foram feitos para transformá-los em investimentos no estado. Sem eles, o Fórum será motivo para questionamentos jurídicos e embates com o Ministério Público. Este é um caso clássico em que se aplica a velha máxima: à mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta!”</p></blockquote>
<p><em>* Cláudio Magnavita é presidente nacional da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo, diretor do Jornal de Turismo e  membro do Conselho Nacional de Turismo</em></p>
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		<title>Uma foto histórica</title>
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		<pubDate>Fri, 15 May 2009 01:59:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O presidente Lula tirou uma foto com a turma do WTTC. Imagino que sejam os organizadores, chefes, parceiros e puxa-sacos de sempre. Uma linda foto de grupo, da equipe. Coisa linda. Não estou fazendo, como direi&#8230; a cobertura do evento, mas tem coisas que, se eu não mostrar aqui, ninguém nem vai notar.
No detalhe, dá [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3037" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/05/deolho14-wttc-geral1.jpg"><img class="size-medium wp-image-3037" title="deolho14-wttc-geral1" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/05/deolho14-wttc-geral1-300x200.jpg" alt="Foto: Ricardo Stuckert/PR. Clica que amplia." width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Ricardo Stuckert/PR. Clica que amplia.</p></div>
<p style="text-align: center;">O presidente Lula tirou uma foto com a turma do WTTC. Imagino que sejam os organizadores, chefes, parceiros e puxa-sacos de sempre. Uma linda foto de grupo, da equipe. Coisa linda. Não estou fazendo, como direi&#8230; a cobertura do evento, mas tem coisas que, se eu não mostrar aqui, ninguém nem vai notar.</p>
<div id="attachment_3039" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/05/deolho14-wttc-lula-lhs.jpg"><img class="size-full wp-image-3039" title="deolho14-wttc-lula-lhs" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/05/deolho14-wttc-lula-lhs.jpg" alt="É isso aí, rapaziada..." width="450" height="414" /></a><p class="wp-caption-text">É isso aí, rapaziada...</p></div>
<p style="text-align: center;">No detalhe, dá pra ver que alguns, como o LHS, ajoelharam, outros, como o Lula, só ficaram acocadinhos (Lula nem precisava, porque não é assim tão alto a ponto de esconder os marmanjões da fila de trás). Inegável o fato de que, tirante Lula, quem tem cabelo, nessa equipe do WTTC, gosta de dar-lhe uma colorida básica, uns reflexos&#8230;</p>
<div id="attachment_3036" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/05/deolho14-wttc-rbs.jpg"><img class="size-full wp-image-3036" title="deolho14-wttc-rbs" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/05/deolho14-wttc-rbs.jpg" alt="Acocadinhos, hem?" width="450" height="368" /></a><p class="wp-caption-text">Acocadinhos, hem?</p></div>
<p style="text-align: center;">Ao lado do inefável ministro Pingolin (d), os Sirotsky também tiveram que agachar. Parceiro que é parceiro topa até essas esquisitices. Fazer o quê, né? Gostei foi do tamanho dos crachás: cabe um monte de informação e ainda tem espaço para anotar muita coisa.</p>
<div id="attachment_3038" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/05/deolho14-wttc-geral2.jpg"><img class="size-full wp-image-3038" title="deolho14-wttc-geral2" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/05/deolho14-wttc-geral2.jpg" alt="Foto: Ricardo Stuckert/PR" width="450" height="227" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Ricardo Stuckert/PR</p></div>
<p style="text-align: center;">A insistência do Lula em não usar óculos, obriga o teleprompter a ficar cada vez mais perto. Daqui a pouco vai dar pra encostar a mão no coisinho. E dá pra ver, lá no fundo,  o super-hiper painel multimidia, coisa de primeiro mundo. Hum, até rimou&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>WTTC minuto a minuto</title>
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		<pubDate>Thu, 14 May 2009 19:47:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Lamento informar que este blog não está cobrindo o WTTC. Aqui não serão encontradas informações sobre as magníficas instalações construídas no local do evento, quem veio, o que disseram e outras maravilhas, até porque não irei até lá. E, se comentar alguma coisa a respeito, será a partir do que li, vi, ou ouvi publicado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lamento informar que este blog não está cobrindo o WTTC. Aqui não serão encontradas informações sobre as magníficas instalações construídas no local do evento, quem veio, o que disseram e outras maravilhas, até porque não irei até lá. E, se comentar alguma coisa a respeito, será a partir do que li, vi, ou ouvi publicado nos <a href="http://www.clicrbs.com.br/especial/sc/wttc/home,0,3572,Home.html" target="_blank">veículos oficiais</a> (e <a href="http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&amp;pg=1&amp;template=3948.dwt&amp;tipo=1&amp;section=Blogs&amp;p=1&amp;coldir=2&amp;espname=wttc&amp;blog=701&amp;topo=4254.dwt&amp;uf=2&amp;local=18" target="_blank">aqui</a>, e <a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2&amp;local=18" target="_blank">aqui</a> e <a href="http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?uf=2&amp;local=18&amp;source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&amp;pg=1&amp;template=3948.dwt&amp;tp=&amp;section=Blogs&amp;blog=291&amp;tipo=1&amp;coldir=1&amp;topo=4023.dwt" target="_blank">aqui</a>) do evento.</p>
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		<title>Enquanto isso, na capital mundial do turismo&#8230;</title>
		<link>http://www.deolhonacapital.com.br/2009/05/14/enquanto-isso-na-capital-mundial-do-turismo/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 May 2009 19:04:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[O SUPER-HIPER-MEGA EVENTO]]></category>

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		<description><![CDATA[a) “Seu Cesar, o que adianta varrer e carpir a SC 401 se os buracos continuam lá? Será que os bacanas não vão mesmo passar por ali? É só pra olhar de longe?”
b) “Moro no norte da Ilha e entraram no meu carro de madrugada pra roubar o som que custou micharia, mas estragaram duas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>a) “Seu Cesar, o que adianta varrer e carpir a SC 401 se os buracos continuam lá? Será que os bacanas não vão mesmo passar por ali? É só pra olhar de longe?”</p>
<p>b) “Moro no norte da Ilha e entraram no meu carro de madrugada pra roubar o som que custou micharia, mas estragaram duas portas, o que vai me custar uma banana. Liguei pro 190: &#8216;olha, vais ter que ter paciência, porque tem muita ocorrência e pouca viatura&#8217;. Chegaram duas horas e meia depois, cheios de boa vontade, é verdade, mas deram uma olhada e saíram &#8216;em diligências&#8217;. Cedinho fui à delegacia, fazer o BO. Como o carro ficou cheio de marcas de dedos (além de incompetentes, por terem estragado o carro, eram porcalhões), caí na besteira de perguntar se não iriam tirar impressões digitais. O escrivão riu na minha cara: &#8216;no momento nós só estamos tirando impressão digital em crime de morte e olhe lá, não é em todos&#8217;.”</p>
<p>c) “Caro colunista: li por aí que os cobradores de ônibus estão reclamando do valor do vale-alimentação e que isso seria até motivo para greve. O senhor sabe quanto é o vale-alimentação dos servidores públicos estaduais? R$ 130,00. É bem menor que o dos cobradores de ônibus. É o menor valor de todas as categorias, privadas ou públicas. Está sem reajuste acho que desde que foi criado, há mais de sete anos.”</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O preço da fama</title>
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		<pubDate>Wed, 13 May 2009 21:15:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[O SUPER-HIPER-MEGA EVENTO]]></category>

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		<description><![CDATA[Lembram que, em abril, o governador LHS foi à Bahia, para o 8º Fórum Empresarial de Comandatuba e 2º Fórum de Governadores, organizado e promovido pelo inefável João Dória Jr?
Pois então, aposto que vocês, como eu, imaginavam que depois de ter pago tanta coisa para as empresas do Dória (inclusive aquele encontro de Portugal, sem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3004" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/05/deolho13-lhs-comandatuba.jpg"><img class="size-medium wp-image-3004" title="deolho13-lhs-comandatuba" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/05/deolho13-lhs-comandatuba-300x181.jpg" alt="Foto: Neiva Daltrozo/SECOM. Clica que amplia." width="300" height="181" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Neiva Daltrozo/SECOM. Clica que amplia.</p></div>
<p>Lembram que, em abril, o governador LHS foi à Bahia, para o 8º Fórum Empresarial de Comandatuba e <a href="http://www.couromoda.com/noticias/empresa/Enoticia_2010.html" target="_blank">2º Fórum de Governadores</a>, organizado e promovido pelo inefável <a href="http://www.forumdoriassociados.com.br/" target="_blank">João Dória Jr</a>?</p>
<p>Pois então, aposto que vocês, como eu, imaginavam que depois de ter pago tanta coisa para as empresas do Dória (inclusive aquele encontro de Portugal, sem falar no de São Paulo), o governador tivesse ido a Comandatuba como convidado, né? Ledo engano.</p>
<p>O Diário Oficial do Estado de Santa Catarina (aquele que atrasa e às vezes erra um pouquinho, mas em geral não mente) informa: a Santur registrou a INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO nº 011/2009 (está em caixa alta no DOE), que anuncia o contrato com Dória Associados (sim, sim), para “participação em eventos do 8º Fórum Empresarial de Comandatuba, de 18 a 21 de abril”.</p>
<p>Agora sentem-se, porque vou dizer o valor da continha: <span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #ff0000;"><strong>R$ 521.600,00</strong></span></span></p>
<p>É ou não é uma pechincha para participar de um evento que reuniu “320 CEOs, 16 governadores, 7 ministros e 30 parlamentares”? Será que os outros governadores pagaram a mesma “tarifa”?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O preço do “desenvolvimento turístico”</title>
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		<pubDate>Wed, 13 May 2009 18:32:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[O SUPER-HIPER-MEGA EVENTO]]></category>

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		<description><![CDATA[“A devastação do litoral espanhol escandaliza o Parlamento Europeu”
O WTTC, por importante que seja, dura poucos dias, mas Santa Catarina está para receber, com banda de música e portas escancaradas, bilionários investimentos espanhóis (e de outras origens) em empreendimentos imobiliários voltados para o turismo. Nosso querido governador, quando se trata de coisa estrangeira, arregaça-se todo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>“A devastação do litoral espanhol escandaliza o Parlamento Europeu”</em></strong></p>
<p>O WTTC, por importante que seja, dura poucos dias, mas Santa Catarina está para receber, com banda de música e portas escancaradas, bilionários investimentos espanhóis (e de outras origens) em empreendimentos imobiliários voltados para o turismo. Nosso querido governador, quando se trata de coisa estrangeira, arregaça-se todo em sorrisos, porque, se é estrangeiro, deve ser ótimo. E a paisagem dos sonhos, afirmaram mais de uma vez, parece ser aquela que se descortina em Marbella, na Espanha.</p>
<p>Há pouco tempo, sete fiscais da Fatma foram até lá ver a excelência dos espetaculares loteamentos de luxo, daqueles que têm marinas e tantas outras novidades. Novidades tantas que eles até tiveram que ver pessoalmente, “para entender melhor” do que se tratava.</p>
<p>Pois bem, como um pouco de bom senso (e caldo de galinha) não faz mal a ninguém, dei-me ao trabalho de traduzir (com meus lamentáveis conhecimentos do portunhol), artigo publicado ontem no jornal El Pais, para o qual me chamou a atenção o arquiteto Alfred Biermann. Mostra, nas palavras de um escritor espanhol, o que outros europeus pensam do que espanhóis têm feito com o seu litoral.</p>
<p>E dá uma idéia de como esse “progresso arrasador” pode ter ligações profundas e graves com a corrupção.  O autor, por coincidência, faz uma referência nada elogiosa justamente ao trecho do litoral espanhol que tanto tem encantado o mimético governo LHS: “essa peculiar jóia da coroa da corrupção, que tem sido Marbella”.</p>
<p>O texto é um pouco longo, mas indispensável para todos que, como nós, vivemos em destinos turísticos e nos preocupamos com o mundo em que viverão nossos filhos e netos. Ao final, coloco os links (ou enlaces, ou ligações) que levam para os textos originais tanto do artigo, quanto do estudo a que o artigo se refere. E ao blog do autor.</p>
<p>Leiam com atenção, e bom proveito.</p>
<div id="attachment_2991" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/05/deolho13-marbella.jpg"><img class="size-medium wp-image-2991" title="deolho13-marbella" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/05/deolho13-marbella-300x300.jpg" alt="Marbella" width="300" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Marbella</p></div>
<p><strong>O grande roubo (“El gran saqueo”)</strong><br />
<em>Por Rafael Argullol, escritor – 12/05/2009</em></p>
<blockquote><p>“Vocês logo entenderão que não tenho o hábito de ler relatórios do Parlamento Europeu, nem de nenhum outro Parlamento; entretanto, por insistência de um amigo jurista, li um documento que recomendo a quem goste de literatura de terror: trata-se do relatório elaborado pela deputada dinamarquesa Margrete Auken sobre “o impacto da urbanização extensiva espanhola sobre os direitos individuais dos cidadãos europeus, o meio ambiente e a aplicação do Direito comunitário”. É um texto de 30 páginas que se pode ler tanto como uma narrativa apavorante, quanto como um pequeno tratado sobre os piores comportamentos em matéria de política e moral.</p>
<p>De fato, eu introduziria o relatório da senhora Auken como leitura obrigatória em escolas e universidades e, além disso, exigiria que todo candidato a ocupar um cargo público o conhecesse detalhadamente. Vocês se perguntarão por que mostro tanto entusiasmo por esse documento redigido com a falta de graça que caracteriza esse tipo de texto e a resposta é que ele pode ser considerado um espelho contundente que reflete, sem enfeites ou hipocrisia, a nojeira incrustada sordidamente na nossa vida pública.</p>
<p>O que chama mais poderosamente a atenção, já de saída, é a conspiração de silêncio que cerca o assunto e que se explica pela vergonhosa aliança dos eurodeputados socialistas e populares espanhóis (N. do. T.: a direita e a esquerda, os dois principais partidos), no momento de rejeitar o relatório Auken que, apesar disso, foi aprovado pelo Plenário do Parlamento Europeu no final de março, por 349 votos contra 110, com 114 abstenções. Uma esmagadora maioria a que se opuseram até o fim populares e socialistas. Posição tão lamentável desses últimos que, segundo publicaram os jornais do dia seguinte à votação, Michael Cashman, também socialista e autor de um relatório prévio sobre o tema, acabou votando a favor da resolução.</p>
<p>Lido o texto não se estranha, em absoluto, aquela conspiração de silêncio, pois são tantos os ali retratados, que se acaba compreendendo como um escândalo de tais dimensões tenha conseguido ficar na sombra, permanente disfarçado, por décadas. Prestem atenção, além disso, que uma vez condenada severamente a Espanha  pela impunidade que cerca a corrupção, nem mesmo depois disso nossas instâncias parlamentares fizeram eco à resolução européia e, cúmplices entre si os diversos partidos, continuaram a alegre política de colocar a cabeça debaixo da asa.</p>
<p>Pessoalmente, a sensação mais desagradável que ficou depois da leitura do relatório Auken é que o grande roubo, a devastação sistemática do litoral espanhol, e não só do litoral – uma devastação que afetará a várias gerações, que apontarão a nossa como culpada –, é coisa que tenha ocorrido durante a democracia e não antes, no regime de Franco. Os destroços herdados do franquismo se multiplicaram, nas décadas democráticas, até limites insuportáveis. A conclusão não é difícil: nossa democracia tem sido tão fraca e tão pouco vigilante que pariu uma autêntica antidemocracia que põe em cheque, como atualmente se está comprovando, muitos dos nossos supostos progressos.</p>
<p>Esta idéia inquietante se desenvolve exaustivamente no relatório, com uma relação minuciosa de fatos igualmente inquietantes, cujos protagonistas têm em comum a ganância, uma concepção mafiosa da política e um sentimento de impunidade que se torna mais irritante pelo descaramento com que se manifesta. Se levarmos a sério Auken e o Pleno do Parlamento Europeu, a responsabilidade pelo desastre se propaga por todos os círculos do Estado espanhol, desde o mais abrangente, ao mais local. Neste peculiar conto de terror se menciona com a mesma dureza a Generalitat valenciana, que está nas mãos dos populares, quanto a socialista Junta de Andalucía, organizadora de diversas pilhagens em Almería e sustentadora, por ação ou omissão, dessa peculiar jóia da coroa da corrupção, que tem sido Marbella. Assim como ocorre em todo bom conto de terror, o texto também tem alguns episódios cômicos, como as armadilhas que diversos funcionários armaram para as comissões de investigação enviadas por Bruxelas ou os divulgados protestos de inocentes prefeitos, queixosos da intromissão dos narizes nórdicos nas suculentas reclassificações dos lotes mediterrâneos.</p>
<p>A estas alturas e com muralhas de concreto por todos os lados, sabemos perfeitamente que só à sombra de políticos aproveitadores foi possível tecer a teia de especulação e ganância da qual agora parecemos lamentar-nos. Sem dúvida, o mais grave é que já sabíamos disso. Estes anos de destruição do território do patrimônio passaram diante da vista de todos. Bastava tomar o Euromed (N. do T.: trem de alta velocidade no corredor mediterrâneo, entre Barcelona e Alicante) para comprovar o que acontecia na costa castelonense ou alicantina; bastava notar o crescimento vertiginoso do preço das casas, apresentado freqüentemente como sinal de nosso progresso coletivo, para perceber que alguma coisa nauseabunda se cozinhava ao nosso redor.</p>
<p>Ao nosso redor? Com seu estilo cru, Margrete Auken põe o dedo na ferida ao descrever a corresponsabilidade dos cidadãos na silenciosa aceitação do delito. É verdade que à frente do cortejo da corrupção marcharam os políticos vendidos, especuladores ou avarentos e agiotas fraudulentos, mas e atrás deles? Diante do conchavo de incorporadores imobiliários, vereadores e instituições financeiras, o que faziam os juízes? Segundo Auken, pouco. E o pouco que faziam, faziam tão lentamente que era como se não tivessem feito nada. A polícia estava no mesmo ritmo dos juízes. Mas os demais estamentos da cidadania também não ofereciam resistência. Os meios de comunicação reagiram tarde e os cidadãos acabaram ficando horrorizados mais como consumidores do que como cidadãos.</p>
<p>Vai até aqui o conto de terror com que a senhora Auken descreveu vivamente, com ingenuidade nórdica e com toda a razão do mundo, o grande roubo do que pertencia ao futuro, por nossos modernos predadores. Quase nada mais se pode adicionar ao quadro traçado que, em boa medida, explica as dramáticas percepções sobre a atual crise econômica.</p>
<p>Ainda que, pensando bem, talvez se possa acrescentar alguma coisa: o grande roubo material de todos esses anos, gerador de enormes fortunas e de danos irreparáveis, não teria sido possível se, paralelamente, não tivéssemos incorrido no grande roubo, das consciências, do que agora chamamos de “falta de valores”, “novorriquismo” e coisas semelhantes, mas que nos anos de opulência, ou que acreditávamos opulentos, estabeleceu uma sólida cadeia de cumplicidades entre fraudadores e futuros fraudados, unidos uns aos outros pelo sonho do dinheiro – sonho, então pesadelo para as vítimas – e pela confusão entre bem estar e benefício. Obrigado, senhora Auken.”</p></blockquote>
<p><a href="http://www.elpais.com/articulo/opinion/gran/saqueo/elpepiopi/20090512elpepiopi_4/Tes" target="_blank">Para ler o artigo original, em espanhol, no site do El País, clique aqui.</a></p>
<p><a href="http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=-//EP//TEXT+REPORT+A6-2009-0082+0+DOC+XML+V0//PT" target="_blank">Para ler o relatório Auken (em português de Portugal) clique aqui.</a></p>
<p><a href="http://www.elboomeran.com/blog/2/blog-de-rafael-argullol/" target="_blank">Para conhecer o autor, clique aqui.</a></p>
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		<title>O pontapé (ui!) inicial</title>
		<link>http://www.deolhonacapital.com.br/2009/05/13/o-pontape-ui-inicial/</link>
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		<pubDate>Wed, 13 May 2009 12:10:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[O SUPER-HIPER-MEGA EVENTO]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje é um dia importante para o governo LHS. Tudo gira em torno do espetacular futuro que o turismo nos reserva, a partir deste super-hiper-milagroso evento, que é o WTTC.
Às 10h30min, no teatro Pedro Ivo (situado no prédio principal do Centro Administrativo, na SC-401, mas, segundo o press-release oficial, ele se situa “junto ao Centro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é um dia importante para o governo LHS. Tudo gira em torno do espetacular futuro que o turismo nos reserva, a partir deste super-hiper-milagroso evento, que é o WTTC.</p>
<p>Às 10h30min, no teatro Pedro Ivo (situado no prédio principal do Centro Administrativo, na SC-401, mas, segundo o press-release oficial, ele se situa “junto ao Centro Administrativo”) o governador vai “apresentar os principais investimentos que estão sendo feitos na área de Turismo em Santa Catarina”. O documento será entregue “aos empresários e investidores estrangeiros que participam do encontro mundial do WTTC”. O governador também sancionará no mesmo horário as leis anti-crise (!!!) aprovadas pela Assembléia Legislativa.</p>
<p>Às três da tarde, LHS dará uma entrevista coletiva na sede da Associação Catarinense de Imprensa (Casa do Jornalista), rua Victor Meirelles, 53, Centro. Leva junto “as autoridades ligadas ao encontro mundial do WTTC”, para falar sobre a realização do evento. Estarão presentes o secretário-especial de Articulação Internacional, Vinícius Lummertz Silva; o secretário de Estado do Turismo, Cultura e Esporte, Gilmar Knasel; o presidente da Santur; Waldir Walendowsky e a presidente da Embratur, Jeanine Pires.</p>
<p>Hum, ótima oportunidade para esclarecer aqueles aleivos levantados pelo Magnavita, né?</p>
<p>E às seis da tarde o governador inaugura as “obras de modernização do sistema de iluminação pública da Capital e da iluminação <strong>de realce</strong> das Pontes PEDRO IVO CAMPOS e COLOMBO MACHADO SALLES”. Ué, por que será que a Secretaria de Comunicação inventou de colocar os nomes das pontes em caixa alta? Bom, o local da solenidade será na Avenida Beira Mar Norte, ao lado do Pier 54.</p>
<p><strong>GRANDE MOVIMENTAÇÃO</strong></p>
<p>Pode até ser que as ruas da capital não fiquem cheias de “investidores” estrangeiros (que deveriam chegar “aos milhares”, segundo as propagandas no rádio), mas não faltarão os turistas oficiais, aqueles que usam dinheiro público para participar de importantíssimos eventos em cidades turísticas.</p>
<p>O governo do estado tratou de organizar convescotes da maior relevância, nesta semana, convocando gente do estado todo, para movimentar a cidade. Olha só dois exemplos:</p>
<p>1. O <strong>Fórum dos Secretários e Dirigentes Municipais de Cultura</strong> (dia 14, quinta-feira), “deverá reunir secretários e dirigentes de cultura dos 293 municípios catarinenses, além dos gerentes regionais da área”.</p>
<p>“Será uma ótima oportunidade para fortalecer o setor cultural e promover uma maior integração entre as diferentes esferas da política cultural”, afirma a presidente da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), Anita Pires.</p>
<p>Como estrelas deste fórum, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, o gerente de Articulação Nacional do<br />
Ministério da Cultura (MinC), Fred Maia, o governador Luiz Henrique da Silveira, o secretário de Turismo, Cultura e Esporte, Gilmar Knaesel, o presidente do Conselho Estadual de Cultura, Péricles Prade, e o presidente da Federação Catarinense de Municípios (FECAM), Ronério Heiderscheidt, “entre outras autoridades”.</p>
<p>2. O <strong>Fórum Catarinense de Secretários e Dirigentes de Turismo</strong> (dias 15, sexta-feira e 16, sábado), “deverá reunir secretários e dirigentes de turismo dos 293 municípios que integram as nove regiões turísticas do Estado.</p>
<p>“A participação dos dirigentes municipais é importante para alinharmos nossa atuação no que diz respeito à captação de recursos e integração às políticas estaduais e nacionais para o turismo”, afirma o secretário de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, Gilmar Knaesel.</p>
<p>Atrações? A palestra Tendências Mundiais, do presidente do World Travel &amp; Tourism Council &#8211; WTTC &#8211; Jean Claude Baumgarten, no primeiro dia, “deverá atrair também o público do Congresso Mundial de Turismo, que acontece no Costão do Santinho”.</p>
<p>No segundo dia os palestrantes top de linha serão o ministro do Turismo Luiz Barreto (“Plano Nacional de Turismo”), o secretário de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, Gilmar Knaesel (“Santa Catarina e o Turismo”), o presidente da Santur, Valdir Walendowksy (“A promoção e comercialização do destino Santa Catarina no Brasil e no mercado internacional”).</p>
<p>Claro que esses fóruns criados agora, como toda boa estrutura de representação burocrática auto-estruturante, terão regimentos, diretorias eleitas e reuniões periódicas (duas vezes por ano) onde os velhos amigos poderão se reencontrar e produzir materiais com “contribuições e sugestões” para as respectivas áreas, que o governante de plantão poderá ou não levar em conta. E, nos currículos dos participantes, poderão acrescentar mais uma linha honorífica: “Membro do Fórum Catarinense de Secretários e Dirigentes de Turismo”. Ou até: “3º Vice-diretor do Fórum, na gestão 2009/2011”.</p>
<p>Antes que me acusem de ser contra a manifestação da sociedade civil organizada e sabotador da boa vontade governamental de ouvir os municípios e entidades: quando algum governante quer ouvir, ele ouve. O Estado tem instrumentos suficientes para isso. Não precisa criar estruturas especiais com centenas de pessoas (como se, numa reunião com mais de 300, fosse possível ouvir alguma coisa com atenção). É mais ou menos como diz a anedota: quando a gente não quer resolver um problema, cria uma comissão e a encarrega de “estudar a solução”.</p>
<p>Cá entre nós, suspeito até que esses fóruns sejam apenas platéia. Sala cheia para ouvir e aplaudir. O resto é conversa.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Perguntar não ofende&#8230;</title>
		<link>http://www.deolhonacapital.com.br/2009/05/11/perguntar-nao-ofende/</link>
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		<pubDate>Mon, 11 May 2009 21:56:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Manezinho é bicho triste. Vive se metendo onde não é chamado. Pois não é que um leitor, metido a entendedor das coisas de turismo, ao notar que esta é a semana decisiva para o turismo catarinense, que estamos diante de um evento histórico, divisor de águas, que vai impulsionar o desenvolvimento do estado até velocidades [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Manezinho é bicho triste. Vive se metendo onde não é chamado. Pois não é que um leitor, metido a entendedor das coisas de turismo, ao notar que esta é a semana decisiva para o turismo catarinense, que estamos diante de um evento histórico, divisor de águas, que vai impulsionar o desenvolvimento do estado até velocidades supersônicas, mandou uma perguntinha impertinente?</p>
<blockquote><p>“Escuta, já que o WTTC vai ser isso tudo e até o Lula vem, será que desta vez o Prodetur Sul sai? O do Nordeste já está no número dois. E o daqui? Ninguém vai aproveitar a ocasião pra dizer nada?”</p></blockquote>
<p>Na verdade o Ministério do Turismo já está acenando com alguma graninha do Prodetur Sul no final de 2009, para municípios que estiverem com seus projetos prontos. Levando-se em conta que o Prodetur (que terá dinheiro do BID) começou a ser conversado em 2001 e teve o final da fase de preparação em 2004, se começar a ser efetivado em 2010, estará dentro das expectativas do turismo sustentável: sustenta que a coisa vem até chegar o ano eleitoral. E daí libera.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>WTTC, urgente!</title>
		<link>http://www.deolhonacapital.com.br/2009/05/07/wttc-urgente/</link>
		<comments>http://www.deolhonacapital.com.br/2009/05/07/wttc-urgente/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 07 May 2009 14:19:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[O SUPER-HIPER-MEGA EVENTO]]></category>

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		<description><![CDATA[Algumas informações de última hora (pelo menos pra mim, que acordei agora) sobre o WTTC, que põem um pouco de água fria na fervura:
1. A emenda orçamentária de R$ 11 milhões, proposta pelo senador Neuto de Conto (PMDB) e apoiada pela senadora Ideli (PT), não destinará mais recursos para o WTTC. Parece que, lá no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas informações de última hora (pelo menos pra mim, que acordei agora) sobre o WTTC, que põem um pouco de água fria na fervura:</p>
<p>1. A emenda orçamentária de R$ 11 milhões, proposta pelo senador Neuto de Conto (PMDB) e apoiada pela senadora Ideli (PT), não destinará mais recursos para o WTTC. Parece que, lá no início, era uma emenda para o turismo catarinense (vários eventos, como o festival de Dança, seriam beneficiados). Daí, com o surgimento da história do WTTC se começou a pensar em usar parte da grana e saíram todos falando nisso. Mas ontem, no Ministério, segundo informa o próprio governo LHS, bateu-se o martelo para deixar o WTTC fora desse caminhãozinho de dinheiro.</p>
<p>2. Lula estará na abertura no WTTC, dia 14.</p>
<p>3. Embora em alguns anúncios de rádio a gente ouça que “milhares” de pessoas virão para o WTTC, o número de participantes, até o momento, está assim distribuído:</p>
<p>250 a 300 delegados internacionais, filiados ao WTTC<br />
200 delegados nacionais, entre os quais todos os secretários de turismo dos estados<br />
200 convidados, principalmente do “trade” e instituições ligadas ao turismo<br />
70 jornalistas internacionais<br />
30 jornalistas nacionais (com mais uns 30 que vão só acompanhar Lula).</p>
<p>Então, se a calculadora não me falha, o número de visitantes estrangeiros por causa do evento não chegará nem a 500, quanto mais aos milhares citados na entusiasmada propaganda que nos adverte que devemos deixar a casa limpinha para não fazer feio diante das visitas chiques.</p>
<p>4. “O evento não vai custar R$ 10 milhões”, garante o sempre atento Gayoso, assessor do LHS. Segundo ele, as verbas obtidas, registradas e cujo uso “será fiscalizado com todo rigor” provém do governo do estado (parte do tesouro, parte do Funturismo), que entra com R$ 5 milhões e da Embratur, com R$ 2,5 milhões. Ele não tem idéia de onde o Magnavita tirou aqueles outros R$ 2 milhões que, no artigo, são atribuídos ao Funturismo e à prefeitura. “Nem sei se a prefeitura está entrando com alguma coisa”, disse.</p>
<p>5. Uma outra explicação que o Gayoso deu foi sobre os tais de “media partner”, veículos de comunicação que compõem um seleto quadro de apoiadores institucionais. Há, ali, uma troca: a marca dos veículos circula o mundo no material do WTTC e é associada ao nome da entidade e os veículos oferecem espaço para divulgação do evento. Não há remuneração direta pelo fato de ser “midia partner”. E, garante Gayoso, todos os veículos de comunicação que desejarem poderão entrevistar os participantes e cobrir o evento. Não há nenhum tipo de exclusividade. Embora exista, é claro, alguns privilégios, como preferência para a primeira entrevista (os demais veículos ficam na fila, mas também terão acesso aos figurões, figurinhas e arrozes de festa).</p>
<p>É isso, por enquanto. Voltaremos a qualquer momento, se novos fatos exigirem uma edição extraordinária.</p>
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