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	<title>De Olho na Capital &#187; Fórmula I</title>
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	<description>O blog do Cesar Valente</description>
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		<title>A fraude da fraude</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 18:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mário Medaglia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fórmula I]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguém conhece delação premiada sem punição? Eu conheço. Acaba de acontecer com o Nelsinho Piquet, resultado da denúncia que fez à Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Nunca vi o delator sair impune de um crime por ele cometido. Há uma troca, a da informação ou confissão, como queiram, por uma pena menor. Para Nelsinho, necas.
A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguém conhece delação premiada sem punição? Eu conheço. Acaba de acontecer com o Nelsinho Piquet, resultado da denúncia que fez à Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Nunca vi o delator sair impune de um crime por ele cometido. Há uma troca, a da informação ou confissão, como queiram, por uma pena menor. Para Nelsinho, necas.</p>
<p>A punição da Renault chega a ser engraçada: dois anos de suspensão com sursis, ou seja, tudo como dantes a não ser que a equipe cometa uma infração grave nesse período. Só Briatore, eliminado do automobilismo, e o engenheiro Pat Simons, apenado com cinco anos, sofreram as conseqüências do arranjo (ou desarranjo?) no GP da Malásia de 2008.</p>
<p> Volto ao assunto por que ele está sendo requentado com o anúncio da possível existência de uma testemunha X que acusa Nelsinho filho de autor da idéia da premeditação do acidente. Como temos Cingapura de novo neste final de semana, vem novidade por aí, conforme já adiantou o repórter Reginaldo Leme, da TV Globo, autor da matéria-denúncia  que desaguou em nova fraude, agora promovida pelos vetustos senhores da FIA no julgamento em questão.</p>
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		<title>Telhado de vidro</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 13:06:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mário Medaglia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fórmula I]]></category>

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		<description><![CDATA[Vem aí mais um GP de Fórmula I, desta vez em solo italiano, casa da Ferrari e de Fisichella, o substituto de Felipe Massa. Essa é uma notícia limpa do automobilismo. A outra, carregada de sujeira, está ligada à família Piquet e ao Grande Prêmio da Cingapura do ano passado.
 É outro assunto cabeludo envolvendo a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5929" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-5929" title="Família-Piquet" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Família-Piquet-300x224.jpg" alt="Nelsinho e Nelsão, bons tempos (foto Piquet Sports)" width="300" height="224" /><p class="wp-caption-text">Nelsinho e Nelsão, bons tempos (foto Piquet Sports)</p></div>
<p>Vem aí mais um GP de Fórmula I, desta vez em solo italiano, casa da Ferrari e de Fisichella, o substituto de Felipe Massa. Essa é uma notícia limpa do automobilismo. A outra, carregada de sujeira, está ligada à família Piquet e ao Grande Prêmio da Cingapura do ano passado.</p>
<p> É outro assunto cabeludo envolvendo a Fórmula I que já começou 2009 derrapando nas confusões do regulamento e ameaças de algumas equipes contra os mandões da categoria. No entanto, o que pegou pesado foi a travessura do Piquet Nelsinho, réu confesso na premeditação do acidente no autódromo de Cingapura para beneficiar seu companheiro da Renault, o espanhol Fernando Alonso. Piquet Jr estaria agora se vingando da demissão recente. O pai Nelson, dizem, ficou sabendo das estripulias do filho só alguns meses depois. E eu acredito em Papai Noel e coelhinho da Páscoa. </p>
<p> Nelsinho, em depoimento já reproduzido por veículos de comunicação do mundo inteiro (<a href="http://esporte.uol.com.br/f1//ultimas-noticias/2009/09/10/ult4361u2830.jhtm">leia na íntegra</a>) assumiu a combinação do acidente com o chefão da Renault, Flávio Briatore e com o engenheiro da equipe Pat Symonds. Falou e escreveu com todos os efes e erres como aconteceu a  sua batida que deu a vitória a Alonso. Contando tudo, Piquet busca os benefícios da tal “delação premiada”. Traduzindo para o bom português isso quer dizer não punição ao dedo duro.</p>
<p> Recuperei os fatos para refrescar a memória do leitor e a minha, às vezes um pouco embaralhada por tanta confusão. Pensando bem, as derrapadas de hoje não são tão novas assim. Se não, vejamos: a poderosíssima Ferrari usou e abusou nas últimas temporadas do que chamam “jogo de equipe”, mais conhecido como “vale tudo para chegar à vitória”. Barrichello que hoje apedreja Nelsinho Piquet, quase parou o carro em algumas corridas para deixar o Schumacher passar. O alemão sempre foi conivente com a tática do favorecimento. Ia reclamar? Felipe Massa, o acidentado e que agora parece sofrer de amnésia, também torceu o nariz para o episódio de Cingapura. Com a diferença que virou passarinho na muda, não canta. Seu período como fiel escudeiro de Schumacher na Ferrari tem passagens no mínimo suspeitas clonando Barrichello.</p>
<p> O alemão tirou gente da pista para vencer, a Mc Laren, com o inglês Hamilton na pista, já fez o diabo, fora dela  espionagem em cima da Ferrari. Denúncia lembram de quem? Dele mesmo, do lambanceiro Alonso que jura não saber da trama envolvendo Nelsinho e Briatore. Não vamos esquecer do Rubinho nas primeiras corridas este ano pela Brawn, penando com a “tática de equipe” que só beneficiava Jenson Button.</p>
<p> Devo ter esquecido de alguma passagem, mas a Fórmula I nos últimos anos tem sido assim, reunindo farto material para um livro sobre como trapacear e se dar bem no esporte. Seria interessante juntar todos aqueles desportistas (?), vestidos com macacões enfeitados por patrocínios milionários e fazer a seguinte provocação: quem nunca sacaneou nas pistas, aire a primeira pedra.</p>
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		<title>A força da versão oficial</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 16:38:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mário Medaglia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fórmula I]]></category>

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		<description><![CDATA[Os marqueteiros da Ferrari foram rápidos e muito eficientes na tentativa de neutralizar os efeitos negativos para a imagem da fábrica com o acidente grave de Felipe Massa, o período de hospitalização e seu conseqüente afastamento das pistas. As fotos e imagens de televisão da quase tragédia eram muito fortes e o mundo inteiro passaria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5155" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-5155 " src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Carro-do-Massa.jpg" alt="Carro destruído, imagem preservada (Top News)" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Carro destruído, imagem preservada (Foto: Top News)</p></div>
<p>Os marqueteiros da Ferrari foram rápidos e muito eficientes na tentativa de neutralizar os efeitos negativos para a imagem da fábrica com o acidente grave de Felipe Massa, o período de hospitalização e seu conseqüente afastamento das pistas. As fotos e imagens de televisão da quase tragédia eram muito fortes e o mundo inteiro passaria a conviver com elas durante muito tempo, junto com aquela churumela na frente do hospital. Tudo acabou bastante diluído com o anúncio sobre a volta de Michael Schumacher às pistas. Um gesto de nobreza e solidariedade, típico de um grande esportista.</p>
<p>Ato contínuo o alemão foi ao hospital visitar o companheiro de equipe e que já foi seu fiel escudeiro. Schumacher era um piloto competente, mas nunca foi flor que se cheirasse, principalmente em se tratando de ganhar corridas. Nada o afastava de seus objetivos. Se fosse preciso tirava adversários do caminho com manobras nada legais e até obrigava Barrichelo, em nome do chamado “jogo de equipe”, a abrir mão de vitórias para beneficiá-lo na disputa pelo título. Os fatos estão registrados nas coberturas da Rede Globo, que noticia só a perfumaria da Fórmula I, como uma porta voz da organização.</p>
<p>No caso presente, estava na cara que o esperto Schumacher mais uma vez faria o tal jogo de equipe (e do patrão), encenando sua volta às pistas durante o tempo que durasse a recuperação de Massa. Só que, por força de regulamento, ele não poderia testar o carro atual da Ferrari. Limitou-se a dar algumas voltinhas no carro velho, quase um calhambeque. Só pra constar, escondidinho na pista da fábrica. A cada notícia ficava mais evidente que o grande Schumacher não correria o risco de um mico em altíssima velocidade</p>
<p>O jogo de cena tinha sempre como pano de fundo suas dores no pescoço, conseqüência de um acidente de moto. Era a preparação para que, quando tudo estivesse sob controle, com o brasileiro em casa e o noticiário só em cima dele Schumacher, viesse a informação reveladora: o grande campeão  não poderia voltar a correr por causa do pescoço. Que é imenso, por sinal, parecido com o de uma galinha de angola.  A solução natural estava onde sempre esteve, com o piloto de testes da Ferrari, o italiano Luca Badoer. Ele é quem vai substituir Felipe Massa no resto de temporada, presume-se. Simplesinho e eficiente, não? Sim, e bastante mentiroso também. É o jornalismo sem um pingo de curiosidade e que se dá por satisfeito apenas com a versão oficial.</p>
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