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	<title>De Olho na Capital &#187; Florianópolis</title>
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	<description>O blog do Cesar Valente</description>
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		<title>Ecos da inauguração</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 14:35:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>

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		<description><![CDATA[Pelo que se vê na foto acima, distribuída pela secretaria de Comunicação do governo do estado, o prefeit-o-Dário tava bicudo na inauguração. Devia estar treinando pra dizer o nome do viaduto elevado: Carl Hoepcke. No lado do Raimundo aparece seu mais novo amigo de infância, o ex-governador Paulo Afonso. Pose de campanha na inauguração do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_10494" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-10494" title="donc-viadutoCH2-cor" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/12/donc-viadutoCH2-cor.jpg" alt="Dário e Colombo" width="500" height="289" /><p class="wp-caption-text">Dário (e) e seus partners. Fotos: James Tavares/SECOM</p></div>
<p>Pelo que se vê na foto acima, distribuída pela secretaria de Comunicação do governo do estado, o prefeit-o-Dário tava bicudo na inauguração. Devia estar treinando pra dizer o nome do viaduto elevado: Carl Hoepcke. No lado do Raimundo aparece seu mais novo amigo de infância, o ex-governador Paulo Afonso.</p>
<div id="attachment_10495" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-10495" title="donc-viadutoCH3-cor" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/12/donc-viadutoCH3-cor.jpg" alt="Abraçadinhos" width="500" height="319" /><p class="wp-caption-text">O viaduto do Dário despertou súbitos acessos de afeto entre os políticos presentes.</p></div>
<p>Pose de campanha na inauguração do viadutinho: o prefeito de São José, Djalma Berger (irmão do Dário), agarrado ao Raimundo e, de gravata e tudo, o Gean Loureiro, candidato do Dário à prefeitura de Florianópolis. Taí uma cena que, com certeza, vai aparecer no horário político obrigatório.</p>
<p><strong>FRASE DA QUINTA</strong></p>
<blockquote><p>“Quando você pega um ponto e faz uma solução de engenharia, normalmente resolve só o problema naquele ponto. E corre-se o risco de comprometer outra região da malha viária.”</p></blockquote>
<p>José Leles de Souza, doutor em Engenharia do Tráfego, ontem, no jornal online dos gaúchos.</p>
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		<title>Era uma vez uma ponte&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Nov 2011 10:09:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>

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		<description><![CDATA[A bela foto acima foi enviada pelo Gabriel Pereira Knoll, leitor do DIARINHO. Ela mostra um dos “olhais” que unem os elos da corrente que sustenta o vão central da ponte Hercílio Luz. Mostra o estado lamentável em que se encontra essa parte essencial da ponte. O grande problema da ponte, contudo, não é a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_10432" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-10432" title="donc-ponte-knoll-cor" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/11/donc-ponte-knoll-cor.jpg" alt="Ponte enferrujada" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Uma das partes vitais da Ponte Hercílio Luz. Foto: Gabriel Pereira Knoll</p></div>
<p>A bela foto acima foi enviada pelo Gabriel Pereira Knoll, leitor do DIARINHO. Ela mostra um dos “olhais” que unem os elos da corrente que sustenta o vão central da ponte Hercílio Luz. Mostra o estado lamentável em que se encontra essa parte essencial da ponte.</p>
<p>O grande problema da ponte, contudo, não é a ferrugem aparente, que é relativamente fácil de corrigir (embora não tenha sido, pelo que se vê na foto). A grande ameaça é a situação da barra que está dentro do “olhal”. É uma espécie de pino que une os elos que, se trincar, quebrar, derruba a ponte.</p>
<p>Para trocar esses pinos, seria preciso apoiar o vão central de alguma forma para poder desmanchar as correntes, substituir os elementos e depois recolocar, praticamente reconstruindo a ponte. Um trabalhão.</p>
<p>Pra vocês terem uma idéia do tamanho da incompetência e das fundadas suspeitas de semvergonhice, basta lembrar que a ponte foi fechada pela primeira vez em  1982 (há quase 30 anos!), já com suspeitas de que a estrutura poderia estar comprometida. E em 1991 (20 anos!) foi fechada definitivamente porque descobriram problemas numa das barras do “olhal” e a ponte poderia cair a qualquer momento se continuasse sendo utilizada.</p>
<p>E aí qualquer pessoa razoavelmente sensata se pergunta: “caraca! 20 anos pra tomar uma decisão sobre o que fazer com uma ponte condenada?”</p>
<p>E o que fizeram nessas décadas todas? Fizeram uma “manutenção” que consistia, basicamente, em tirar a ferrugem com jatos de areia e pintar. E em alguns anos nem isso.</p>
<p>No reinado de Luís XV resolveram “recuperar” a ponte, fazer uma reforma completa. Começaram pelas cabeceiras. E aí quando era pra começar a desmontar as correntes (com a correspondente sustentação alternativa do vão central), a coisa engripou. Não anda nem desanda.</p>
<p>Ou, pensando melhor: continua a desandar. O dinheiro submergido no canal do Estreito, sob a ponte, a pretexto de “conservação”, daria para construir várias pontes. Mas ninguém parece muito empenhado em estancar essa sangria. Suspeitíssima sangria de dinheiro público.</p>
<p><strong>Ameaça real</strong></p>
<div id="attachment_10433" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-10433" title="donc-ponteHL-cor" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/11/donc-ponteHL-cor.jpg" alt="A ponte caiu" width="500" height="181" /><p class="wp-caption-text">Molecagem sobre foto Palhares Press</p></div>
<p>Fiz essa “brincadeira” aí, há alguns anos, usando o photoshop, para  ilustrar uma coluna num dia 1º de abril. Quando fiz, ainda era apenas uma brincadeira. Agora, está perdendo a graça, porque a cada semana aparece algum especialista falando a sério nessa possibilidade. E um governo meio afônico promete terminar a “restauração” em 2013 ou 2015.</p>
<p><strong>EM TEMPO</strong></p>
<p>Um leitor deixou, nos comentários, uma explicação técnica sobre o problema central da ponte diferente da que eu ouvi e passei adiante no texto acima. E também nos informa sobre alguns detalhes complementares. Trago pra cá o comentário porque nem todo mundo abre a caixinha de&#8230; comentários. A divergência, contudo, não compromete o principal: por mais desgastados que estejam os metais que sustentam a ponte, os humanos que deveriam zelar por ela estão ainda mais.</p>
<blockquote><p>&#8220;Tio César, apenas um ajuste: o problema na Ponte não é no pino do olhal. O que ocorreu é que uma daquelas 4 barras está trincada e, por isso, inutilizada. As três barras restantes estão &#8220;segurando a ponte&#8221; mas estão sobrecarregadas, podem não suportar o esforço adicional e trincar também, o que ocasionaria o desabamento da Ponte. O projeto atual de recuperação é retirar essas barras e substituí-las por cabos de aço. Por isso a necessidade de apoiar a ponte em outra estrutura para que essa operação possa ser realizada. Mas sem dúvida que a Ponte é uma teta daquelas, não tem outra explicação essa demora e omissão criminosa com um patrimônio histórico tão belo, importante e representativo.&#8221;</p></blockquote>
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		<title>Sexta na casa da Irene</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Nov 2011 12:14:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>

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		<description><![CDATA[Agora vou entrar na área em que o especialista é o Celso Martins e seu &#8220;Sambaqui na rede&#8220;: o registro dos eventos em Santo Antônio de Lisboa e adjacências. O Celso tem colecionado, no seu blog, uma galeria valiosa de boas fotos e histórias dessa região com festas populares, reuniões familiares, acontecimentos comunitários. Ontem estivemos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agora vou entrar na área em que o especialista é o Celso Martins e seu &#8220;<a href="http://sambaquinarede2.blogspot.com/" target="_blank">Sambaqui na rede</a>&#8220;: o registro dos eventos em Santo Antônio de Lisboa e adjacências. O Celso tem colecionado, no seu blog, uma galeria valiosa de boas fotos e histórias dessa região com festas populares, reuniões familiares, acontecimentos comunitários. Ontem estivemos, Lúcia e eu, por lá, no aniversário da Irene (colega da Lúcia no curso de museologia da UFSC), no casarão dos Andrade. O local, que pertence à família do marido da Irene, é um antigo engenho de farinha, preservado, que oferece várias atividades culturais relacionadas às tradições da ilha. É visitado por turistas e por alunos de várias escolas.</p>
<blockquote><p>[<a href="http://sambaquinarede2.blogspot.com/2010/09/blog-post_15.html#links" target="_blank">Clique aqui para ler o post</a>, no Sambaqui na rede sobre os 150 anos do casarão dos Andrade, que tem o Cláudio e a Irene à frente. E as notícias do distrito de Santo Antônio de Lisboa estão no "<a href="http://www.daquinarede.com.br/" target="_blank">DAQUI</a>"]</p></blockquote>
<p>Diferentemente do Celso, não tenho um equipamento fotográfico adequado nem a técnica necessária para poder oferecer aqui um registro de melhor qualidade. Mas mesmo assim a noite foi tão agradável que resolvi compartilhar algumas fotos.</p>
<div id="attachment_10409" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-10409" title="donc-irene5" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/11/donc-irene5.jpg" alt="Os músicos" width="500" height="347" /><p class="wp-caption-text">A banda de música. Marcelo Muniz no violão de 12 cordas. Fotos: Palhares Press</p></div>
<div id="attachment_10408" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-10408" title="donc-irene4" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/11/donc-irene4.jpg" alt="O boi" width="500" height="301" /><p class="wp-caption-text">Claro que teve a brincadeira do boi de mamão</p></div>
<div id="attachment_10407" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-10407" title="donc-irene3" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/11/donc-irene3.jpg" alt="A bernunça" width="500" height="287" /><p class="wp-caption-text">A bernunça é bicho grande que engoliu Mané João...</p></div>
<div id="attachment_10406" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-10406" title="donc-irene2" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/11/donc-irene2.jpg" alt="Interior do engenho" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Depois do jantar, a festa continuou dentro do engenho</p></div>
<div id="attachment_10405" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-10405" title="donc-irene1" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/11/donc-irene1.jpg" alt="O bolo" width="500" height="465" /><p class="wp-caption-text">Essa aí, soprando as velinhas, é a Irene</p></div>
<div id="attachment_10410" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-10410" title="donc-irene6" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/11/donc-irene6.jpg" alt="As coleguinhas" width="500" height="340" /><p class="wp-caption-text">E essas aí são coleguinhas da museologia</p></div>
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		<title>A reação contra o deboche</title>
		<link>http://www.deolhonacapital.com.br/2011/10/04/a-reacao-contra-o-deboche/</link>
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		<pubDate>Tue, 04 Oct 2011 13:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>

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		<description><![CDATA[O que vereadores, prefeitos e outras “autoridades” estão permitindo que empreendedores espertos façam com a Ilha de Santa Catarina, onde se situa Florianópolis é, com certeza, um deboche. É deboche enfiar blocos e mais blocos de apartamentos, com milhares de moradores, milhares de automóveis, em locais sem infraestrutura, sem transporte público digno desse nome e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que vereadores, prefeitos e outras “autoridades” estão permitindo que empreendedores espertos façam com a Ilha de Santa Catarina, onde se situa Florianópolis é, com certeza, um deboche. É deboche enfiar blocos e mais blocos de apartamentos, com milhares de moradores, milhares de automóveis, em locais sem infraestrutura, sem transporte público digno desse nome e sem estrutura viária adequada.</p>
<div id="attachment_10230" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-medium wp-image-10230" title="donc-dveras1-cor" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/10/donc-dveras1-cor-450x337.jpg" alt="Protesto no Campeche" width="450" height="337" /><p class="wp-caption-text">Tábua por tábua, prancha por prancha, moirão por moirão, a arte da desconstrução</p></div>
<p>Aí, os moradores do Campeche, uma dessas áreas onde o deboche abunda, resolveram protestar contra um condomínio debochado. Não foram ao cerne do problema. Não fizeram nada contra o condomínio. Apenas desmancharam uma passarela de madeira, construída para dar acesso à praia, por cima da restinga.</p>
<p>OK, a gente entende o simbolismo e a raiva da vizinhança, mas o problema é que a passarela era a única coisa decente de todo o projeto. Trilhar sobre a restinga é pior que passar sobre uma passarela de madeira.<br />
Tirante a falta de foco do gesto, a atitude deve ser considerada como uma das primeiras manifestações concretas dos moradores, contra o deboche com que são tratados.</p>
<div id="attachment_10231" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-medium wp-image-10231" title="donc-dveras2-cor" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/10/donc-dveras2-cor-450x337.jpg" alt="Protesto no Campeche" width="450" height="337" /><p class="wp-caption-text">Todo o material foi &quot;devolvido&quot; ao condomínio. Fotos: Dauro Veras.</p></div>
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		<title>Obras eleitoreiras</title>
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		<pubDate>Tue, 10 May 2011 09:29:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>

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		<description><![CDATA[As obras da prefeitura, com dinheiro do governo federal, nos morros da região central de Florianópolis (o tal “Maciço do Morro da Cruz”), renderam muito assunto nos programas eleitorais. Mas, por enquanto, parece que que a coisa está às moscas, com obras atrasadas. O vereador Aurélio Valente (PP, sem parentesco direto) da Comissão de Viação, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As obras da prefeitura, com dinheiro do governo federal, nos morros da região central de Florianópolis (o tal “Maciço do Morro da Cruz”), renderam muito assunto nos programas eleitorais. Mas, por enquanto, parece que que a coisa está às moscas, com obras atrasadas.</p>
<p>O vereador Aurélio Valente (PP, sem parentesco direto) da Comissão de Viação, Obras Públicas e Urbanismo da Câmara Municipal realizou uma audiência pública sobre o (des)caso. O prefeito, claro, não apareceu nem mandou representante. Olha o relato do vereador:</p>
<blockquote><p>“Atraso do aluguel social, ausência de posto de saúde e creche, obras inacabadas ou nem iniciadas e ações que pioraram a situação de casas em área de risco foram alguns dos principais temas destacados pelos moradores.</p>
<p>O Maciço do Morro da Cruz é uma área do Centro da Capital formada por 17 comunidades e com cerca de 40 mil pessoas. Nos últimos três anos mais de R$ 13 milhões foram investidos na região sem que nenhuma casa fosse construída.”</p></blockquote>
<p><strong>ATUALIZAÇÃO DA TERÇA À TARDE</strong></p>
<p>A assessoria do vereador João Amin (PP), avisa que a audiência sobre as obras do PAC, realizada no último dia 5, no Maciço do Morro da Cruz, foi uma proposta do vereador. E, para quem quiser saber mais sobre esse (des)caso tem informações adicionais no <a href="http://www.joaoamin.com.br/" target="_blank">www.joaoamin.com.br</a>.</p>
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		<title>Domingo tem banda na Beira Mar</title>
		<link>http://www.deolhonacapital.com.br/2011/04/28/domingo-tem-banda-na-beira-mar/</link>
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		<pubDate>Thu, 28 Apr 2011 14:29:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais informações no SESC e na Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes (bom, neste momento o blog e o site da FCFFC ainda não falam nada do concerto, mas provavelmente vão falar. Imagino que antes do domingo).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_9605" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-9605" title="donc-banda-1maio" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/04/donc-banda-1maio.jpg" alt="Convite " width="450" height="644" /><p class="wp-caption-text">Não deixe passar a oportunidade de ouvir a banda</p></div>
<p>Mais informações no <a href="http://www.sesc-sc.com.br/" target="_blank">SESC</a> e na <a href="http://fundacaofranklincascaes.blogspot.com/" target="_blank">Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes</a> (bom, neste momento o blog e o site da FCFFC ainda não falam nada do concerto, mas provavelmente vão falar. Imagino que antes do domingo).</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A ponte e o navio</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Apr 2011 14:55:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma foto antiga, que achei hoje nos meus guardados, do tempo em que a ponte Hercílio Luz servia como pleonástico elo de ligação entre a ilha e o continente e permitia a passagem de navios de carga e de passageiros. &#160;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_9572" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-9572" title="donc-ponte-navio" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/04/donc-ponte-navio.jpg" alt="Ponte Hercílio Luz" width="450" height="473" /><p class="wp-caption-text">Agora entenderam por que a ponte é tão alta? Foto: Orlando Valente</p></div>
<p>Uma foto antiga, que achei hoje nos meus guardados, do tempo em que a ponte Hercílio Luz servia como pleonástico elo de ligação entre a ilha e o continente e permitia a passagem de navios de carga e de passageiros.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Jurerê</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Apr 2011 03:12:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>

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		<description><![CDATA[Aproveitei o feriado para reunir algumas imagens que captei nas minhas caminhadas matinais, em mais um daqueles trailers feitos de brincadeira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aproveitei o feriado para reunir algumas imagens que captei nas minhas caminhadas matinais, em mais um daqueles trailers feitos de brincadeira.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" width="500" height="311" src="http://www.youtube.com/embed/EIpwHffB0-E?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Quadruplicar quadrilátero quadrúpede</title>
		<link>http://www.deolhonacapital.com.br/2011/04/19/quadruplicar-quadrilatero-quadrupede/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Apr 2011 11:44:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>

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		<description><![CDATA[Falar, tal como escrever, exige um certo conhecimento. Alguns, que precisam falar em público, procuram estudar, para fazerem-se entender melhor. Mas desde que tivemos um presidente que se gabava da falta de estudo e se orgulhava de falar pelos cotovelos sobre qualquer assunto tendo apenas um curso técnico de torneiro mecânico, parece que virou moda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Falar, tal como escrever, exige um certo conhecimento. Alguns, que precisam falar em público, procuram estudar, para fazerem-se entender melhor.</p>
<p>Mas desde que tivemos um presidente que se gabava da falta de estudo e se orgulhava de falar pelos cotovelos sobre qualquer assunto tendo apenas um curso técnico de torneiro mecânico, parece que virou moda ostentar uma certa ignorância.</p>
<p>Ontem, no rádio, o prefeito de Florianópolis, Dário Berger, estava indignado, com toda razão, com a falta de obras do governo federal na região em que ele e seu irmão Djalma têm suas capitanias municipais.</p>
<p>Nada contra os prefeitos da Grande Florianópolis, que começam a se organizar para pressionar pelo anel viário da BR 101 e pela&#8230;</p>
<p>Putz, é justamente aí que o caldo entorna, que a coisa engrossa e que a falta de noção vocabular do alcaide aflora: o Dário (e todos nós), quer que o governo federal amplie a via expressa que liga a BR 101 ao centro de Florianópolis, mas não sabe dizer isso corretamente.</p>
<p>Hoje a via tem duas faixas de rolamento em cada uma das duas pistas. Duas pra ir, duas pra voltar. O que se reivindica é que a rodovia seja duplicada: ganhe mais duas faixas em cada direção. Tem quatro, passará a ter oito.</p>
<p>O raciocínio prefeitural, contudo, não alcança essas sutilezas. Para o prefeito, é importante “quadruplicar” a rodovia. E não se enganem, o prefei-t-o-Dário não quer 16 faixas (oito em cada pista), que seria o resultado de uma efetiva quadruplicação. Quer apenas quatro faixas em cada pista. Como são quatro, ele acha correto dizer, alto e bom som, que a solução é “quadruplicar”. E tem “jornalistas” que entram na dele.</p>
<p><strong>A RBS EMBARCOU!</strong></p>
<div id="attachment_9546" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-9546" title="clirbs-capa-19abril11" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/04/clirbs-capa-19abril11.jpg" alt="ClicRBS" width="500" height="286" /><p class="wp-caption-text">Capa do ClicRBS, agora há pouco</p></div>
<p>É inacreditável. Escrevi a nota acima ontem, para publicação no Diarinho de hoje, na coluna De Olho na Capital (que sai lá às terças e quintas). Pois não é que agora de manhã, ao abrir o clicRBS, vejo que a primeira manchete é justamente sobre a &#8220;quadruplicação da via expressa&#8221;? Será que eles acreditam mesmo que a via terá 16 faixas de rolamento? Mais uma vez: transformar duas faixas em quatro não é &#8220;quadruplicar&#8221;, é duplicar. Assim como adicionar quatro faixas às quatro existentes, não é &#8220;oitoplicar&#8221;. Querem que desenhe?</p>
<p><strong>A RBS DESEMBARCOU!</strong></p>
<p>Vi ao meio dia que a manchete do ClicRBS foi corrigida. Tá certo. Que o prefeit-o-Dário diga besteira, é problema dele e de seus eleitores, mas a gente pode continuar falando direito.</p>
<div id="attachment_9550" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-9550" title="clirbs-capa-19abril11-b" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/04/clirbs-capa-19abril11-b.jpg" alt="ClicRBS" width="500" height="250" /><p class="wp-caption-text">A nova manchete, com a informação correta</p></div>
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		<title>Reencontrando o Juju</title>
		<link>http://www.deolhonacapital.com.br/2011/04/15/reencontrando-o-juju/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 Apr 2011 17:29:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava hoje de manhã conversando com os passarinhos raivosos do meu iPhone, na enorme sala de espera da Receita Federal, quando senta ao meu lado o ex-vereador Juarez Silveira. Encontrar o Juju em Florianópolis não é difícil, mas logo na Receita? Bom, enrolado como ele esteve (está?) com a Polícia Federal e outros organismos, até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava hoje de manhã conversando com os passarinhos raivosos do meu iPhone, na enorme sala de espera da Receita Federal, quando senta ao meu lado o ex-vereador Juarez Silveira. Encontrar o Juju em Florianópolis não é difícil, mas logo na Receita? Bom, enrolado como ele esteve (está?) com a Polícia Federal e outros organismos, até que não parece coisa muito estranha que ele tenha negócios a tratar com o Leão.</p>
<p>Como nos conhecemos desde o tempo em que a ponte Hercílio Luz era a única ligação entre o Estreito e a Ilha, o Gaguinho era o melhor mecânico do estado e tomar laranjinha Max Wilhelm no bar Margarete era programa obrigatório, aproveitamos a espera pra conversar. Talvez não tenha sido possível colocar todos os assuntos em dia, porque o Juarez conhece &#8220;todo mundo&#8221;, sabe muitas histórias de bastidores e, como já deu pra perceber nas gravações feitas pela PF e publicadas (inclusive por este blog), na época da Moeda Verde, fala bastante. Mas foi uma boa visão geral do que tem acontecido com ele.</p>
<p>Depois de toda a fritura que se seguiu à prisão (em companhia ilustre, é bom que se diga) na Operação Moeda Verde, o Juarez está se preparando para voltar às campanhas eleitorais, candidato a vereador em 2012. Já tem até número: 11-456. Pelo PP, portanto. Diz que, por onde anda, recebe manifestações espontâneas de apoio. De gente simples aos figurões, o pessoal parece querer colocar Juju de volta na Câmara. Pelo menos é o que ele conta, com a riqueza de detalhes que lhe é peculiar.</p>
<p>Naturalmente, diz que foi injustiçado na Moeda Verde. E que não é corrupto, que nunca envolveu dinheiro público, nunca colocou empreiteiras na prefeitura. Teria sido envolvido por causa de suas duas características principais: querer ajudar os outros e falar muito.</p>
<p>Como foi uma conversa relativamente curta (afinal, a Receita deu um certo chá de cadeira, mas não nos fez esperar muito tempo), não cheguei a investigar mais a fundo as razões dessa injustiça. Nem tive como ir atrás de algumas bolas que ficaram quicando, quando ele mencionou os esquemas que estavam montados, quem participava do que e o verdadeiro gatilho que teria desencadeado a operação Moeda Verde.</p>
<p>Depois que saí de lá fiquei pensando que o Juarez e o Içuriti (ex-presidente da Codesc e tesoureiro do PMDB) são dois legítimos manezinhos, que tiveram uma trajetória previsível. Juntei os dois na reflexão porque sempre foram muito amigos. O Juarez chegou a ser preso com a camionete cheia de vinho e outras bebidas que tinha trazido do Uruguai para o amigo Içuriti. E assim como hoje o Juarez estava com uma camisa polo de grife, quando eu encontrava (no tempo em que ainda nos encontrávamos) o Içuriti, ele prestava atenção na marca da camisa que eu estava usando e, se aprovava, dava o veredito: &#8220;hum&#8230; essa aí é boa&#8221;.</p>
<p>Mas o florianopolitano não aceita muito bem as demonstrações externas de sucesso ou riqueza de seus conterrâneos. Coisa de manezinho. Quando os dois, de famílias conhecidas, mas simples, entraram na política e começaram a &#8220;se dar bem&#8221;, também começaram a fazer com que parte da cidade começasse a olhá-los de revesguelho.</p>
<p>Frequentavam ambientes chiques, eram convidados para passeios, viagens, festas, vestiam-se com roupas de grife, apareciam nas colunas sociais, gostavam de ostentar. Não foi surpresa, portanto, que tenham sofrido (talvez mais o Juarez que o Içuriti), uma sequencia de situações constrangedoras e os rolos em que estiveram envolvidos tenham tido tanta repercussão. Não se trata de discutir aqui se tiveram ou não culpa no cartório e se esses sinais externos de riqueza tinham origem lícita ou não (imagino que isso caiba à Receita investigar). Mas de constatar que, uma vez aberta a temporada de caça, por algum deslize, quem podia puxar o tapete, puxou. Quem antes dava tapinhas nas costas e usava o prestígio da dupla, depois virou a cara. Quando não mudava de calçada, ao encontrar na rua.</p>
<p>Mas a política é como uma nuvem. E, como já dizia Nixon, &#8220;a memória do povo é fraca e seu coração, complacente&#8221;. Não existe isso de algum político &#8220;morrer&#8221; porque sofreu processo, foi acusado de alguma coisa ou foi preso. E imagino que o eleitor saiba que, entre os candidatos a qualquer coisa, aquele que anda mais devagar, &#8220;avoa&#8221;.</p>
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		<title>O papel(ão) da UFSC</title>
		<link>http://www.deolhonacapital.com.br/2011/04/14/o-papelao-da-ufsc/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Apr 2011 18:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>

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		<description><![CDATA[A Universidade Federal de Santa Catarina, quando foi criada, na década de 60, ocupava uma chácara, longe do centro da cidade. Mas a capital cresceu e hoje, como grande geradora de tráfego e centro de cultura e informação, era de se esperar que a UFSC ajudasse a cidade a resolver seus problemas. Só o que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Universidade Federal de Santa Catarina, quando foi criada, na década de 60, ocupava uma chácara, longe do centro da cidade. </p>
<p>Mas a capital cresceu e hoje, como grande geradora de tráfego e centro de cultura e informação, era de se esperar que a UFSC ajudasse a cidade a resolver seus problemas.</p>
<p>Só o que se ouve falar, é que a UFSC não quer ceder na negociação para duplicar uma avenida que margeia o campus (e que beneficiaria inclusive seus alunos e professores). Ou que está difícil ampliar o aeroporto porque a UFSC tem um terreno lá perto que não usa, mas não troca por qualquer coisa.</p>
<p>Claro que a administração da universidade enumera várias razões para agir assim. Mas pra quem amarga nos engarrafamentos fica a sensação que a cidade e seus habitantes, que cederam em primeiro lugar o espaço onde a UFSC se instalou, agora está sendo inconveniente ao exigir, da sua universidade, maior colaboração.</p>
<p>Sem falar no fato que a administração municipal da capital e a UFSC   nunca se uniram para buscar soluções tecnicamente adequadas para o planejamento da cidade. Parece que vivem em planetas distantes e não na mesma e apertada ilha. </p>
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		<title>Mudar a capital? Como assim?</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Apr 2011 11:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desde que me entendo por gente ouço falar em duas idéias recorrentes: a) acabar com o diploma de jornalista e b) mudar a capital de Santa Catarina. Uma delas, por absurdo que pareça, transformou-se em realidade de uma forma ainda mais radical que a pretendida por seus defensores: não acabaram só com a exigência de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde que me entendo por gente ouço falar em duas idéias recorrentes: a) acabar com o diploma de jornalista e b) mudar a capital de Santa Catarina. Uma delas, por absurdo que pareça, transformou-se em realidade de uma forma ainda mais radical que a pretendida por seus defensores: não acabaram só com a exigência de um diploma específico, mas desregulamentaram completamente a profissão, suspendendo todo tipo de exigência e transformando o exercício profissional na própria casa da mãe Joana (ou casa de Irene, o que preferirem).</p>
<p>A outra idéia (tão antiga que levou à construção, na década de 20 do século passado, da ponte Hercílio Luz), ainda não parece ter base para ser realizada, em que pese a campanha recente, que tem, como diferença das anteriores, o discurso de que a mudança &#8220;será melhor para Florianópolis, que se livrará dos malas&#8221;.</p>
<p>Ser capital administrativa e política pode não significar nada, por exemplo, nos Estados Unidos. Lá, a norma é que a principal cidade do estado (em termos de economia, população, fama e turismo) não é a capital. Aposto que poucos de vocês conseguem nomear, sem recorrer ao Google, pelo menos meia dúzia de capitais dos 50 estados norte-americanos.</p>
<p>Por exemplo, quem vai à Flórida dificilmente coloca Tallahassee, sua capital, no roteiro. Vai a Miami, Orlando, Tampa&#8230; Vamos fazer um teste rápido, digam lá de que estados as cidades que cito a seguir são capitais:</p>
<p>1. Austin<br />
2. Frankfort<br />
3. Albany<br />
4. Harrisburg<br />
5. Sacramento</p>
<p>Claro que há algumas capitais que estão entre as principais cidades do seu estado, como Boston (Massachusetts), Honolulu (Hawaii) e Salt Lake City (Utah), mas a norma é que a capital seja uma pequena cidade, às vezes uma cidade predominantemente universitária, com servidores públicos e estrutura burocrática além, é claro, do parlamento estadual.</p>
<p>Se fosse essa a nossa tradição e esse o sentido da mudança da capital catarinense, de fato Curitibanos, Campos Novos, Videira ou Fraiburgo poderiam ser hospedeiros dos deputados, desembargadores e barnabés estaduais. Mas o fato é que, no Brasil, capital é capital.</p>
<p>Antes de continuar, as respostas do teste. As cidades citadas são capitais dos seguintes estados:</p>
<p>1. Texas<br />
2. Kentucky<br />
3. New York<br />
4. Pennsylvania<br />
5. California</p>
<p>A criação de Brasília e a mudança da capital do Rio de Janeiro para o planalto central foi um evento único, engendrado e realizado numa conjuntura política e econômica que não se repetiu mais, mas deixou sequelas. Uma delas, talvez a principal, é a idéia de que é viável fazer novas cidades e lá instalar capitais. Sonham com isso tanto os corruptos gananciosos, quanto os bem intencionados.</p>
<p>Outro exemplo que também pode influenciar essas idéias, é a criação do estado do Tocantins e a construção de Palmas, sua capital. Que teve, por falar nisso alguma participação catarinense que não cabe agora detalhar. No caso, a capital não existia. Desmembrado de Goiás, sem nenhum centro urbano de maior expressão, o novo estado precisou ser literalmente criado do zero. Mas fez a felicidade, a alegria e a fortuna de muita gente.</p>
<p><strong>UMA COISA É UMA COISA&#8230;</strong></p>
<p>O que poderia acontecer com Florianópolis, se os deputados e suas famílias desistissem de morar no litoral, se os desembargadores e suas famílias estivessem cansados dos apartamentos à beira mar, se os ocupantes dos milhares de cargos de confiança não quisessem mais ficar longe de seus municípios de origem, submetidos ao vento nordeste, à luminosidade marinha e à geografia caprichosa da Ilha de Santa Catarina?</p>
<p>Primeiro, um fantástico rombo nas contas públicas. Porque mesmo tendo como origem alguma cidade ao lado da nova capital, duvi-d-o-dó que o barnabé de qualquer poder se mude de Florianópolis sem receber substancial ajuda de custo, gratificações de incentivo, auxílio para adaptação e tícket &#8220;saudade do mar&#8221;.</p>
<p>Sem falar nas passagens (aéreas, claro, do novíssimo aeroporto da nova capital para o velhíssimo campo de aviação da velha capital), para poder voltar a Florianópolis, onde continuarão a viver as famílias. As amigas, os amigos. E as casas de praia.</p>
<p>Depois, outro estouro espetacular nas burras da viúva, porque o metro quadrado de construção e o preço da terra que hoje são praticados no interior, subirão para a estratosfera assim que a mudança for anunciada. Quem acha que os preços em Florianópolis são altos, verá que não há limites para a ganância humana. E tudo isso, acrescido naturalmente de uma taxa de urgência, fará a felicidade, a alegria e a fortuna de muita gente.</p>
<p><strong>E OUTRA COISA É OUTRA COISA&#8230;</strong></p>
<p>Há quem tenha fundados temores sobre o efeito deletério que a economia da ex-capital poderá sofrer, com a brusca queda do poder aquisitivo de seus moradores remanescentes. Hoje a economia da região ainda é muito dependente da generosa irrigação dos proventos dos servidores públicos. Sem isso, restaria uma cidade sustentada apenas por um turismo que tem movimentação significativa três meses por ano, se tanto.</p>
<p>Particularmente acho que, com a profissionalização dos operadores de turismo e a implantação de algumas obras de infraestrutura, a tendência é que Florianópolis se consolide como destino turístico o ano todo. E, tal como Miami, receba um volume grande de aposentados que querem um lugar tranquilo para usufruir sua boa situação financeira. Isso vai ocorrer independentemente do volume de barnabés que disputarem espaço nas ruas, avenidas e praias.</p>
<p>E quem ingenuamente acha que &#8220;tirar a capital de Florianópolis&#8221; pode melhorar alguma coisa na cidade, precisa repensar suas ilusões: se como sede de governo a cidade não consegue resolver alguns de seus principais problemas, como balneário sem expressão política, terá ainda maiores dificuldades. Estar no litoral e ter belezas naturais não garante nada. Que o digam Laguna, Balneário Camboriú, Itajaí e São Francisco do Sul.</p>
<p>E ao pessoal do interior, que sonha com alguma melhoria pelo fato da capital ficar mais perto, devemos dizer exatamente a mesma coisa: se a região de Florianópolis não conseguiu resolver seus principais problemas sendo sede do governo por tantos anos, quando será que a região da outra sede de governo conseguirá resolver seus probemas? E preparem-se para a invasão de gente em busca de emprego, com a inevitável criação de cinturões de pobreza que caracteriza as capitais brasileiras.</p>
<p><strong>ESTÃO FALANDO SÉRIO?</strong></p>
<p>Outro dia ouvi um dos defensores da mudança da capital dizer que seria bom faze-la porque tirariam os deputados, secretários, desembargadores e outros barnabés da poluição, dos engarrafamentos e da violência da Grande Florianópolis. Em que mundo será que vive uma pessoa que pensa dessa forma? Decerto nunca foi a Brasília. E se foi nunca prestou atenção nos pedintes, na violência crescente, no trânsito complicado e, principalmente, na corrupção que nasce da ocupação de terras e sua utilização e chega ao governo distrital e ao Congresso Nacional.</p>
<p>Quaisquer que sejam os argumentos, não consigo ver um só milímetro de seriedade nas várias propostas. Ou é gente que tem terras que quer valorizar, gente que tem ligações com construtoras, gente que tem necessidade de aparecer, gente que não tem noção, gente que tem a perfeita noção de como colocar a mão no baleiro e uns poucos ingênuos que embarcaram no bonde, acham que são protagonistas, mas não passam de figuração pitoresca, porque &#8220;não inflóem nem contribóem&#8221;.</p>
<p>Guardadas as proporções, coisas como mudar a capital e mudar de partido se equivalem: quando o sujeito está &#8220;sem espaço&#8221; sempre pensa nessas opções, para ir para um &#8220;novo mundo&#8221; onde, se não puder ser rei, pelo menos seja amigo do rei. Ou do tesoureiro.</p>
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		<title>A verdadeira terra de sol e mar</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Apr 2011 15:20:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando chega esta época, o maravilhoso outono ilhéu, Florianópolis veste sua melhor roupagem. Temperaturas amenas, paisagem límpida, entardeceres de cinema, amanheceres espetaculares, cores e luzes inacreditáveis. Como dizem por aí, no dia do aniversário acaba o inferno astral e inicia um período de bons ventos. Com a capital acontece isto. Descabelada, desarrumada, atrapalhada por causa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_9468" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-9468" title="donc-jurere-tardinha" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/04/donc-jurere-tardinha.jpg" alt="Entardecer em Jurerê" width="500" height="323" /><p class="wp-caption-text">A tardinha cai... Fotos: Palhares Press</p></div>
<p>Quando chega esta época, o maravilhoso outono ilhéu, Florianópolis veste sua melhor roupagem. Temperaturas amenas, paisagem límpida, entardeceres de cinema, amanheceres espetaculares, cores e luzes inacreditáveis.</p>
<p>Como dizem por aí, no dia do aniversário acaba o inferno astral e inicia um período de bons ventos. Com a capital acontece isto. Descabelada, desarrumada, atrapalhada por causa do verão e da quantidade cada vez maior de visitas, Florianópolis transforma-se, depois do aniversário.</p>
<p>E até maio parece outra cidade, daquelas que obriga a gente a andar sempre com uma máquina fotográfica, porque cada momento é de uma beleza única, cada recanto tem uma luminosidade especial e não dá pra confiar apenas na memória.</p>
<p>Mesmo porque, daqui a algum tempo, pode ser que tudo seja muito diferente e precisemos mostrar pros nossos netos e bisnetos que o vô não tá louco: esta era mesmo a terra de sol e mar, era, de verdade, a terra dos ocasos raros.</p>
<p>E no outono, depois de fazer aniversário, transforma-se numa cidade irresistível. E se alguém anda meio triste com o que estão fazendo com a cidade, aproveite esta época para alegrar-se e espairecer um pouco.</p>
<div id="attachment_9469" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-9469" title="donc-jurere-dia" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/04/donc-jurere-dia.jpg" alt="Mar de Jurerê" width="500" height="320" /><p class="wp-caption-text">Mar de Jurerê (tradicional) hoje de manhã.</p></div>
<div id="attachment_9466" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-9466" title="donc-ambulantes2" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/04/donc-ambulantes2.jpg" alt="Ambulantes" width="500" height="257" /><p class="wp-caption-text">Roupas chinesas tomando sol</p></div>
<p><strong>SÓ SOBRARAM ELES!</strong></p>
<p>E nesta, que é uma das melhores estações para usufruir o que Florianópolis tem de melhor, a foto acima mostra a praia de Jurerê num dia quente, com céu azul e mar iluminado. Vazia. Nos finais de semana ainda aparece mais gente. Mas em dia de semana, mesmo com sol e calor, tem mais vendedor de roupa (chinesa?), do que gente aproveitando a paisagem. Uma pena.</p>
<div id="attachment_9467" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-9467" title="donc-ambulantes1" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/04/donc-ambulantes1.jpg" alt="Ambulantes" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Mais ambulante que &quot;cliente&quot;</p></div>
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		<title>De volta pra casa. De novo.</title>
		<link>http://www.deolhonacapital.com.br/2011/04/07/de-volta-pra-casa-de-novo/</link>
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		<pubDate>Thu, 07 Apr 2011 16:41:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>

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		<description><![CDATA[Na segunda-feira estava voltando de SP e a aeromoça que fazia os anúncios dentro do avião falava de um jeito muito engraçado, meio empolado. Gravei alguns trechos do que ela falou em inglês e usei como trilha sonora nesta despretenciosa montagem de cenas aéreas, da chegada a Florianópolis. Enjoy.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na segunda-feira estava voltando de SP e a aeromoça que fazia os anúncios dentro do avião falava de um jeito muito engraçado, meio empolado. Gravei alguns trechos do que ela falou em inglês e usei como trilha sonora nesta despretenciosa montagem de cenas aéreas, da chegada a Florianópolis.</p>
<p>Enjoy.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" width="500" height="311" src="http://www.youtube.com/embed/MntMzFU7ZM8?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<item>
		<title>O rolo do Mercado Público</title>
		<link>http://www.deolhonacapital.com.br/2011/04/07/o-rolo-do-mercado-publico/</link>
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		<pubDate>Thu, 07 Apr 2011 15:00:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>

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		<description><![CDATA[À medida em que se aproxima a data determinada pela Justiça para licitação dos boxes do Mercado Público de Florianópolis, a turma vai esperneando cada vez mais. Um dos esperneios foi uma ação popular na Justiça Federal, proposta pelo presidente da Associação dos Comerciantes Varejistas do Mercado (que atende pela sonora sigla de Acovemapuf). Deu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>À medida em que se aproxima a data determinada pela Justiça para licitação dos boxes do Mercado Público de Florianópolis, a turma vai esperneando cada vez mais.</p>
<p>Um dos esperneios foi uma ação popular na Justiça Federal, proposta pelo presidente da Associação dos Comerciantes Varejistas do Mercado (que atende pela sonora sigla de Acovemapuf). Deu em nada.</p>
<p>Nesta terça a juiza Marjôrie (com circunflexo e tudo) extinguiu a ação sem julgamento, pelo simples fato de que a União não tem nada a ver com o caso. Nem se trata de defesa de patrimônio público, é defesa de interesses particulares, dos comerciantes que estão ocupando os boxes e não querem sair.</p>
<p><strong>“DEIXEM-NOS EM PAZ”</strong></p>
<p>Na terça-feira, os comerciantes do mercado fizeram uma passeata até a prefeitura (que fica ali pertinho), com palavras de ordem do tipo “queremos trabalhar”. Depois, deram um abraço simbólico no mercado porque, claro, não querem nem pensar em entregar aquilo sem luta. Eles temem que, na licitação, percam os espaços para empresas grandes e melhor estruturadas.</p>
<p><strong>HEREDITARIEDADE</strong></p>
<p>Por mais simpáticos que sejam os ocupantes dos boxes do mercado, o fato é que aquilo ali é um bem público, que não pode passar de pai pra filho como se fosse uma capitarina hereditária.</p>
<p>As cidades estão cheias desses pequenos donatários vitalícios em praças, mercados e outros espaços. Chegam de mansinho e vão ficando, pro resto da vida.</p>
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		<title>E por falar em corrosão&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Apr 2011 13:13:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tá &#8220;todo mundo&#8221; falando na ferrugem da ponte Hercílio Luz. Parece óbvio que uma ponte feita de aço tenha mais problemas com isso que as de concreto. Ledo engano. As pontes de concreto precisam de manutenção tanto quanto qualquer outra obra de engenharia. Vocês que têm amigos no Deinfra, no governo Raimundo, no Tribunal de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_9452" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-9452" title="donc-pontes-google" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/04/donc-pontes-google.jpg" alt="Pontes de Florianópolis" width="450" height="118" /><p class="wp-caption-text">As duas pontes de concreto, segundo o Google Maps.</p></div>
<p>Tá &#8220;todo mundo&#8221; falando na ferrugem da ponte Hercílio Luz. Parece óbvio que uma ponte feita de aço tenha mais problemas com isso que as de concreto. Ledo engano. As pontes de concreto precisam de manutenção tanto quanto qualquer outra obra de engenharia.</p>
<p>Vocês que têm amigos no Deinfra, no governo Raimundo, no Tribunal de Contas (que de uns tempos pra cá tem se metido a dar pitacos em obras públicas), perguntem pra eles e depois contem pra gente: há quanto tempo não são feitas as manutenções preventivas nas duas pontes de Florianópolis (Colombo Salle e Pedro Ivo)? Não estou me referindo a luzes roxas, pintura superficial, guard-rails, essas coisas. Falo daquela vistoria que exige mergulhadores, mão na massa, exame cuidadoso sob as saias dos pilares e outros lugarezinhos escondidos. Aquela manutenção que, se fossemos um estado responsável, um município cuidadoso e um país sério, seria feita periodicamente com o livrinho das normas técnicas na mão. Hem? Hem?</p>
<p>Essa informação seria muito importante para tranquilidade dos milhares de usuários e suas famílias. Porque muito pior que ter que amargar no engarrafamento, é acontecer algum acidente estrutural, que bloqueie uma das pontes. Uma pista a menos já criaria problemas adicionais. Sem falar do risco de que, no momento do colapso, alguém fique ferido ou morra.</p>
<p>Então tá, vamos lá, sem enrolar e sem se esconder em tecnicalidades: qual é a situação real das duas pontes de concreto?</p>
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		<title>A ponte HL e a lei da gravidade</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Apr 2011 12:50:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>

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		<description><![CDATA[A velha ponte Hercílio Luz, principal cartão postal de Florianópolis (e de Santa Catarina), está há décadas cai-não-cai. Isso não é surpresa pra ninguém que tenha vivido na capital&#8230; nas últimas décadas. Desde que diagnosticaram uma fraqueza justamente no ponto que deveria ser mais firme e forte (o tal de olhal, que une os elos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_9432" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-medium wp-image-9432" title="donc-ponteHL-cor" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/04/donc-ponteHL-cor-450x162.jpg" alt="Ponte HL" width="450" height="162" /><p class="wp-caption-text">A ferrugem governamental já corroeu o saco do eleitor/contribuinte</p></div>
<p>A velha ponte Hercílio Luz, principal cartão postal de Florianópolis (e de Santa Catarina), está há décadas cai-não-cai. Isso não é surpresa pra ninguém que tenha vivido na capital&#8230; nas últimas décadas.</p>
<p>Desde que diagnosticaram uma fraqueza justamente no ponto que deveria ser mais firme e forte (o tal de olhal, que une os elos das correntes que seguram o vão central), que existe a possibilidade concreta e real de que, a qualquer momento, o monumento venha abaixo.</p>
<div id="attachment_9437" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-9437" title="donc-blueprint-ponte-005" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/04/donc-blueprint-ponte-005.jpg" alt="Planta da ponte" width="450" height="169" /><p class="wp-caption-text">Um dos desenhos originais do projeto</p></div>
<p>Projetada em 1922, na época era a maior ponte pênsil de correntes do mundo. As correntes, que substituem os cabos de outras pontes semelhantes, têm pontos fracos nos olhais: a união entre um elo e outro. Se ocorrer uma corrosão ali, danou-se.</p>
<p>Todo mundo que já passou alguma temporada à beira mar ou tem casa de praia, sabe que a maresia é poderosa. Exige manutenção constante, materiais próprios para resistir ao salitre e muita atenção.<br />
E uma ponte sobre um braço de água salgada, exposta aos ventos nem sempre carinhosos do sul e do nordeste, precisaria ser tratada como, por exemplo, tratam a torre Eiffel. Se é que realmente querem que dure muito tempo.</p>
<p><strong>A RECONSTRUÇÃO</strong></p>
<p>O governo LHS não foi muito diferente dos anteriores, no quesito “empurrar o problema da ponte HL com a barriga”. Mas inovou no quesito “bomba de efeito retardado”.</p>
<p>Imaginou uma reforma da ponte que implicaria em trocar as correntes de sustentação. Para isso, é preciso construir uma espécie de ponte sob o vão central, que o apoie quando as correntes forem retiradas para substituição.</p>
<p>Não é obra simples, nem barata, nem rápida. E foi iniciada, pelo que se depreende dos resmungos do governo Raimundo, sem que o estado disponha dos recursos para completá-la.</p>
<div id="attachment_9438" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-9438" title="donc-olhal" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/04/donc-olhal.jpg" alt="Olhal" width="450" height="228" /><p class="wp-caption-text">Esse aí é um dos &quot;olhais&quot;, que unem os elos das correntes</p></div>
<p><strong>A DESCONSTRUÇÃO</strong></p>
<p>Agora, a cidade e o estado assistem, perplexos, um debate de estarrecer: o consórcio que foi escolhido para a grande obra, com medo de perder a boquinha, vem a público dizer que a ponte pode cair a qualquer momento.</p>
<p>E o governo, por seus portavozes, dá a entender que a ponte não tem solução. Mais ou menos como se estivesse dizendo que, se em 30 anos vários governos não conseguiram fazer manutenção correta da ponte, não seria agora, com tudo meio carcomido, que iriam dar jeito.</p>
<p>Os manezinhos mais paranóicos já estão chorando pelos cantos a ponte derrubada: “o governo vai derrubar a ponte, Colombo não tem compromisso com a ponte”.</p>
<p>A ponte, que levou uns três anos e meio para ser construída, pode levar uns 40 anos sendo reformada. E provavelmente já consumiu várias vezes o valor gasto com sua construção. E engordado vários bolsos. Ou vocês acham que não?</p>
<p>Os mais pragmáticos já pensam se não seria melhor, então, fazer uma nova, igualmente monumental, que nos desse uma nova imagem para o cartão postal, mas parasse de consumir dinheiro público.</p>
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		<title>Festa de aniversário</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Mar 2011 15:11:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Elza Soares, acompanhada pelo &#8220;nosso&#8221; Luiz Meira, canta Itaguaçu, do Oswaldo Ferreira de Mello (peguei esta dica com a ccarriconde). E, claro, o hino da cidade. A cantora aqui é a Karina K. Este clipe tem uma característica especial: foi gravado num show, no CIC, patrocinado por uma imobiliária e aí, nos telões, durante a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Elza Soares, acompanhada pelo &#8220;nosso&#8221; Luiz Meira, canta Itaguaçu, do Oswaldo Ferreira de Mello (peguei esta dica com a ccarriconde).</p>
<p><iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/XeqWs7831P4?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>E, claro, o hino da cidade. A cantora aqui é a <a href="http://www.karinak.com.br/" target="_blank">Karina K</a>. Este clipe tem uma característica especial: foi gravado num show, no CIC, patrocinado por uma imobiliária e aí, nos telões, durante a música, vê-se montoeiras de prédios, fazendo um contraponto doloroso com a letra do hino, que canta uma ilha bucólica, que os prédios estão ajudando a soterrar.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/xj7AG0444jc?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>E, pra encerrar, claro, a &#8220;nossa&#8221; Julie Philippe, com o hino numa versão voz e violão. Com o Wagner Segura.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/bcHL_tQ9ISY?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Direto do viaduto do tempo</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Mar 2011 14:02:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>

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		<description><![CDATA[Repito aqui duas notinhas que publiquei no começo de 2009, para homenagear a abertura, nesta semana, de mais um viadut-o-Dário, desta vez no trevo da Seta. Pra que os usuários possam dizer se eu errei longe ou quase acertei nas minhas previsões e nos meus comentários ranzinzas. Taí a primeira, de 14 de janeiro de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Repito aqui duas notinhas que publiquei no começo de 2009, para homenagear a abertura, nesta semana, de mais um viadut-o-Dário, desta vez no trevo da Seta. Pra que os usuários possam dizer se eu errei longe ou quase acertei nas minhas previsões e nos meus comentários ranzinzas.</p>
<p>Taí a primeira, de 14 de janeiro de 2009:</p>
<h2>Remendo municipal</h2>
<div id="attachment_203" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-203" title="deolho14-dario-trevo" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/01/deolho14-dario-trevo.jpg" alt="Prefeito, na posse, mostrando o croqui" width="400" height="375" /><p class="wp-caption-text">Prefeito, na posse, mostrando o croqui</p></div>
<p>Alertado pelo Altair, nos comentários, fui olhar o blog <a href="http://flagrantesdocotidiano.blogspot.com/2009/01/o-elevado-do-trevo-da-seta.html" target="_blank">Flagrantes do Cotidiano</a> (que, em ritmo de carnaval, veste a camisa da União da Ilha da Magia), onde encontrei a foto acima (sem crédito, mas imagino que seja do Rubens Flores), que mostra o prefeito itinerante na sua quarta posse consecutiva, apresentando o que seria o projeto para “solucionar” o problema do trevo da seta.</p>
<p>Trata-se, como até um leigo em engenharia como eu pode perceber, de uma meia sola. Mais um daqueles viadutos que resolvem um pouco, mas não são a solução completa. Baseado apenas na foto acima (até pedi uma cópia do croqui ou uma foto melhor à Secretaria de Comunicação da Prefeitura, mas eles estão com alguma dificuldade para atender, porque parece que o fotógrafo está de férias&#8230;), fiz o croqui abaixo, pra tentar entender melhor do que se trata. Será que é só isso mesmo? Um viadutinho feito a toque de caixa, pra resolver pela metade um problemão que continua sendo empurrado com a barriga?</p>
<p>Desmintam-me, por favor. Esclareçam-me como ficará fácil a vida de quem vem do Sul da Ilha e quer ir ao jogo ou ao aeroporto. E como ficará o retorno do aeroporto e do jogo, em dia de praia, quando a turma estiver voltando do Sul da Ilha? Mostrem-me que esta não é uma soluçãozinha provisória, para aliviar a pressão sobre o governo do estado quanto aos acessos definitivos ao novo aeroporto.</p>
<div id="attachment_201" class="wp-caption aligncenter" style="width: 409px"><img class="size-full wp-image-201" title="deolho14-viadutinho" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/01/deolho14-viadutinho.jpg" alt="O viaduto seria aquela coisinha em amarelo" width="399" height="344" /><p class="wp-caption-text">O viaduto seria aquela coisinha em amarelo</p></div>
<p>E agora a segunda, de 18 de fevereiro de 2009</p>
<h2>“A solução”? Fala sério, ô!</h2>
<div id="attachment_1080" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/02/deolho18-trevo-seta.jpg"><img class="size-medium wp-image-1080" title="deolho18-trevo-seta" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/02/deolho18-trevo-seta-300x165.jpg" alt="Fotos: James Tavares/SECOM. Clique para ampliar." width="300" height="165" /></a><p class="wp-caption-text">Fotos: James Tavares/SECOM. </p></div>
<p>Ontem à noite, com grande pompa e circunstância, foram assinados uns papéis que representam “a entrega da ordem de serviço” para uma terceira pista na SC 405. Um remendo, transformando acostamento em pista, para dar um alívio temporário a uma situação que exige uma solução ampla. Mas, pelo jeito, não a terá.</p>
<p>Para abrilhantar o evento, o Deinfra apresentou uma nova representação pictórica do que foi chamado, na tela reproduzida acima, de “A solução”: o viadutinho do trevo da Seta, mais uma obra-remendo da administração Luiz Henrique Berger, ou Dário da Silveira.</p>
<div id="attachment_1081" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/02/deolho18-lhs-dario-galina.jpg"><img class="size-medium wp-image-1081" title="deolho18-lhs-dario-galina" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/02/deolho18-lhs-dario-galina-300x191.jpg" alt="Esta foto não precisa de legenda..." width="300" height="191" /></a><p class="wp-caption-text">Esta foto não precisa de legenda...</p></div>
<p>A foto do momento solene em que LHS, depois de assinar, eleva o papel (vai jogar?) é muito expressiva. Cliquem sobre ela que se abre uma ampliação: o prefeito Dário parece que vai alçar vôo, está iniciando um movimento em direção ao papel, com um ar de cavaleiro da Távola Redonda diante do Santo Graal. E o Gallina, que, definitivamente é candidato a alguma coisa, ri a bandeiras despregadas.  Do que ri o Gallina? Dos projetos feitos pela Prosul? Da licitação vencida pela Sulcatarinense? Ou ainda está apenas alegre com o sucesso de sua festa de aniversário?</p>
<p>Nos discursos, disseram que estavam atendendo a uma reivindicação antiga do pessoal do Sul da Ilha. Prefiro acreditar que a turma tenha pedido uma solução decente para o problema histórico. Claro que alguma coisa é melhor que nada. Mas o ideal seria poder apresentar à população, além do remendo, da obra provisória, o que será o acesso definitivo ao Sul da Ilha e ao novo aeroporto. Com algum prazo. Mas parece que isso não será possível antes da Copa.</p>
<p>Bom, graças a essas obras de alargamento da SC 405, se instalará ali um engarrafamento adicional, por 210 dias, pelo menos. Que será cumulativo com o resultante das obras do viadutinho, que ainda não têm data para começar.</p>
<p>Os detalhes, segundo o anúncio oficial: <em>“A obra, que será feita pela empresa Sulcatarinense, irá custar R$ 2,6 milhões, com prazo de 210 dias. O objetivo é a implantação da faixa adicional de trânsito na Rodovia SC-405, trecho SC-401 (Trevo da Seta) – SC-406 (Morro das Pedras), sub-trecho Trevo da Seta – ponte sobre o Rio Tavares, em uma extensão de 2,3 quilômetros e largura total de 3,5 metros. Serão executadas terraplenagem, pavimentação asfáltica, drenagem, sinalização, obras complementares, obras de arte especiais, fornecimento de material asfáltico e meio ambiente.”</em></p>
<p><strong>EM TEMPO</strong></p>
<p>Leitor atento resolveu pegar no pé do Deinfra: “se pra fazer 2,3 quilômetros de rodovia, como especificado acima, vão gastar R$ 2,6 milhões, por que diabos tiveram que gastar R$ 4 milhões para tirar o entulho que caiu sobre pouco mais de 200 m de rodovia, na SC 401?”</p>
<p>Ora, ora, emergência é emergência. Vais querer regular grana gasta em emergência? Para com isso, ô!</p>
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		<title>285 anos e ainda sem rumo</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Mar 2011 15:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>

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		<description><![CDATA[PARABÉNS, FLORIANÓPOLIS! Amanhã, vocês sabem, é feriado em Florianópolis. Aniversário da cidade. Quase três séculos de vida mais ou menos autônoma e seus habitantes ainda não sabem direito onde que a insanidade dos governantes nos fará chegar. Poderia ter colocado, para ilustrar esta coluna comemorativa, a foto de algum cartão postal, como a ponte Hercílio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_9285" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-medium wp-image-9285" title="DONC-Fpolis-centro-cor" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/03/DONC-Fpolis-centro-cor-450x337.jpg" alt="Centro de Florianópolis" width="450" height="337" /><p class="wp-caption-text">Não é uma paisagem linda? (Foto: Palhares Press)</p></div>
<p><strong>PARABÉNS, FLORIANÓPOLIS!</strong></p>
<p>Amanhã, vocês sabem, é feriado em Florianópolis. Aniversário da cidade. Quase três séculos de vida mais ou menos autônoma e seus habitantes ainda não sabem direito onde que a insanidade dos governantes nos fará chegar.</p>
<p>Poderia ter colocado, para ilustrar esta coluna comemorativa, a foto de algum cartão postal, como a ponte Hercílio Luz (desativada e sem data para voltar ao uso). Mas preferi esse monte de prédio aí, que há alguns anos era coisa exclusiva do centro, mas que agora se espalha em vários bairros.</p>
<p>Esta é, sem dúvida, a principal característica atual da capital dos catarinenses: expansão imobiliária desenfreada, sem que a infraestrutura viária, de esgoto e demais complementos, acompanhe.</p>
<p>Onde havia ruelas estreitas, continuam havendo ruelas estreitas. Só que agora com centenas de prédios de 12 andares, com centenas de veículos, milhares de pessoas. O resultado: entupimento arterial.</p>
<p>Qualquer criança de colégio sabe o que advém do entupimento das artérias: a falência dos órgãos vitais e a morte.</p>
<p>É isso que vemos começar a acontecer em Florianópolis, abandonada a seu próprio azar, sem que ninguém tente evitar o pior. Uma pena. Uma dó.</p>
]]></content:encoded>
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