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	<title>De Olho na Capital &#187; Copa 2014</title>
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	<description>O blog do Cesar Valente</description>
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		<title>Dívidas antigas por estádios novos</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Oct 2009 18:42:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mário Medaglia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Copa 2014]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Preocupado com os gastos com os complexos esportivos que serão reformados ou construídos para a Copa de 2014 no Brasil, o deputado federal Beto Albuquerque apresentou um projeto na Câmara propondo abatimento das dívidas dos clubes com o governo na proporção dos investimentos que fizerem em seus estádios. Evitaríamos, assim, o uso de dinheiro novo em gastos estratosféricos, como fatalmente acontecerá caso a proposta seja derrotada. Virou um debate nacional (e passional, segundo ele)  com interpretações diversas e, no Rio Grande do Sul, tema para mais um Gre-Nal. Leiam a reação do deputado e as justificativas às críticas que vem recebendo, em texto publicado no blog do comentarista da RBS, Wianey Carlet.</p>
<p>                                                      </p>
<p><em>&#8220;Infelizmente, uma proposta sobre qual solução real e concreta para os complexos de futebol que servirão à Copa de 2014 virou um debate passional. No RS um Gre-Nal.</em></p>
<p><em>Como muitas coisas no RS, sempre temos que ser ou gremistas ou colorados. Como se isto fosse um fundamento para se viver e o mundo girasse só em torno do futebol. Dependendo do lado em que estamos e por quem somos vistos, podemos ser do bem ou do mal, amigos ou inimigos. </em></p>
<p> <em>Há quem faça sua razão de viver, de ver o mundo, de colocar em cheque seu futuro e de sua família, de se relacionar em sociedade e com os outros e de julgar pessoas e amizades com base no time que torce. Eu respeito isso, ainda que considere um total absurdo. </em></p>
<p><em>Não tenho isto como parâmetro para o que faço. Minha história de 46 anos de vida e meus 20 anos de carreira pública mostram isto.</em></p>
<p> <em>Há muitas coisas que nos motivam na vida. Muito além do futebol, esta pequena referência que muitas vezes herdamos.</em></p>
<p><em>Há uma campanha sórdida e tendenciosa pela internet contra mim porque fiz uma proposta objetiva para a falada Copa do Mundo, que até agora não produziu nada de concreto.</em></p>
<p><em>A mentira dita e repetida muitas vezes tende a virar verdade para alguns. É um estilo. E cada um com seu modo de viver a vida ou de avaliar os outros pelo que os outros dizem.</em></p>
<p><em> </em><em>O Projeto de Lei que apresentei quer ser um estimulo a todos os clubes de futebol que serão sede, subsedes da Copa ou que estejam nos 12 Estados escolhidos para os jogos de 2014.</em></p>
<p><em>Todos os clubes brasileiros, nestes Estados e fora deles, inclusive Inter e Grêmio, são grandes devedores de dívidas históricas e milionárias com o governo.</em></p>
<p><em>Há mais de 20 anos os clubes não pagavam nada disso. Alguns continuam não pagando. Estas dívidas juntas passam de R$ 2 bilhões. </em></p>
<p><em>Veja que o dinheiro público, infelizmente, já fora gasto, queimado, comprometido e sem perspectivas concretas de um dia ser devolvido ou quitado por todos, inclusive por Grêmio e Inter. </em></p>
<p> <em>Por isso, ajudei a criar a Timemania, dois anos atrás. Uma loteria da Caixa Econômica Federal que destina 22% do arrecadado para os times abaterem em suas dívidas. </em></p>
<p><em>Todo histórico das dívidas, de todos os clubes no Brasil, foram contabilizadas na Timemania e reconhecidas pelos clubes que hoje, com ajuda da loteria, pagam modestamente parcelas mensais, sem conseguir reduzir o bolo total apenas amortizar parte do estoque.</em></p>
<p><em>Ora, diante deste quadro, pensei que nos 12 Estados que se realizará a Copa deveríamos estimular os clubes a fazerem com dinheiro próprio as reformas ou construção de novos estádios. E isso seria compensado ou incentivado com abatimento na composição das dívidas. </em></p>
<p><em>No final, os estádios seriam dos clubes, que pagariam suas dívidas ou parte delas e o governo deixaria de ter que por dinheiro bom e novo em novas obras para estádios de futebol. Claro, em razão da copa.</em></p>
<p> <em>A meu juízo, seria melhor o poder público dar incentivo com um recurso que nunca irá receber dos devedores do que despender recursos novos, do Orçamento, para fazer estádios novos e depois entregá-los quase de graça aos clubes. Digo isso porque é uma experiência já vivida em solo brasileiro. </em></p>
<p> <em>Olhemos para o Maracanã, reformado (R$ 200 milhões) pelo governo para os Jogos Pan-americanos. Lá jogam pelo menos três grandes times de futebol de graça. Há o Bezerrão, em Brasília, construído pelo governo (R$ 100 milhões) para um jogo da Seleção Brasileira contra Portugal e depois entregue de graça para o Time do Gama, ou, ainda, o Engenhão, também construído com dinheiro público (R$ 500 milhões) e onde hoje quem usufrui a troco de quase nada e sem compromisso com a manutenção é o Botafogo.</em></p>
<p> <em>A tendência, sem protagonismo dos clubes que serão sedes ou sub-sedes dos jogos, é que isto continue e em quase todos os Estados os clubes se omitam e o dinheiro público, este sim, meu, teu, nosso e no afogadilho, seja gasto sem limites e depois revertido aos particulares. </em></p>
<p><em>Como serão erguidas ou reformadas as arenas de futebol em Recife, Fortaleza, Cuiabá, Manaus, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Natal? Você tem alguma dúvida de que vai rolar muito dinheiro federal ou dos Estados? </em></p>
<p><em>Porque, então, condenar de pronto e preconceituosamente o estimulo aos times de cada uma destas capitais a tomar a dianteira, assumir responsabilidades com incentivo fiscal de dinheiro meramente contábil das dívidas impagáveis? </em></p>
<p> <em>No caso do RS, Inter e Grêmio poderiam fazer o que será seu, livrando-se ou abatendo suas dívidas monstruosas de dinheiro público com a compensação das obras nos seus estádios e participarem ativamente da Copa do Mundo.</em></p>
<p><em>Em São Paulo</em><em> e Curitiba a mesma coisa pode acontecer na medida em que existem mais de um clube organizado na primeira divisão.</em></p>
<p><em>Afinal, Copa do Mundo sem estádios não se realiza. Este é o primeiro pressuposto. E o apoio público inevitável pode ser direto ou indireto e mais vantajoso por não gerar compromissos futuros.</em></p>
<p> <em>E tem mais, em estádios feitos diretamente com dinheiro público e depois revertidos para times de futebol, quem fará a manutenção depois da Copa? O poder público é claro. E para sempre.</em></p>
<p><em>Do contrário, serão os clubes os responsáveis pela conservação custosa e permanente. Como já fazem Inter, Grêmio e tantos outros nos seus estádios. </em></p>
<p><em> </em><em>Chamo atenção para minhas verdadeiras motivações.</em></p>
<p><em>Como todo o projeto ou proposta que tramita no Legislativo, esta por mim apresentada pode ser aperfeiçoada ou rejeitada.</em></p>
<p><em>Aceito críticas e as respeito. Mas me permito reivindicar uma análise mais isenta e sem limitações, chavões ou paixões futebolísticas. E desculpe a sinceridade, com respeito, que é uma boa atitude para quem se diz civilizado. </em></p>
<p><em>Discordar não significa ter que condenar, jurar de morte, crucificar ou aniquilar quem tem uma ideia e a coragem de apresentá-la.</em></p>
<p><em> </em><em>Melhor forma de discordar ou manifestar contrariedade é propor alternativas para a questão.</em></p>
<p><em>Afinal, como serão construídos ou reformados os estádios e complexos que servirão como sede, subsede ou de apoio aos jogos da Copa do Mundo?</em></p>
<p><em>Você tem a palavra.</em></p>
<p><em>Respeitosamente,</em></p>
<p><em> </em><em>Deputado Beto Albuquerque&#8221;.</em></p>
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		<title>Elefantes brancos e caros</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 02:39:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mário Medaglia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Copa 2014]]></category>

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		<description><![CDATA[Deu no “Jornal de Brasília”. Estão em fase de licitação os projetos para a construção de uma arena em Brasília com capacidade para 70 mil espectadores. Sabem como é, vem aí a Copa de 2014. A nova praça de esportes vai substituir o estádio Mane Garrincha, localizado no centro do Plano Piloto e que pode [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Deu no “Jornal de Brasília”. Estão em fase de licitação os projetos para a construção de uma arena em Brasília com capacidade para 70 mil espectadores. Sabem como é, vem aí a Copa de 2014. A nova praça de esportes vai substituir o estádio Mane Garrincha, localizado no centro do Plano Piloto e que pode receber até 40 mil torcedores. A ironia é que nos dois casos são obras inúteis, pois a capital federal não tem futebol que mereça monstrengos de tal magnitude. O time de mais expressão por essas bandas é o Brasiliense, mas da cidade satélite de Taguatinga, representante da região na série B do Brasileiro. Seu manda chuva é o senador cassado Luiz Estevão. Lembram da figura?</p>
<p> Pela falta de uso o velho estádio está virando sucata. O novo vai custar a mixaria de R$ 500 milhões, tudo pago com recursos do governo do Distrito Federal que andou vendendo uns terreninhos do chamado Setor Norte. Preocupados em não gastar mais os governantes e dirigentes esportivos desta capital decidiram fazer o jogo de despedida do “Mane” com um confronto mui amistoso entre ex-craques do futebol brasileiro. Coisinha simples e barata que é pro povo se refestelar de verdade durante a Copa do Mundo. </p>
<p> Será que vamos espalhar pelo país elefantes brancos, grandes e caros como esse prometido para Brasília?  O que fazer com eles depois? O pessoal que orçou, gastou e construiu as obras para os Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro tem a reposta na ponta da língua. Ou no fundo do bolso.</p>
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