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	<title>De Olho na Capital &#187; Arte gráfica</title>
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	<description>O blog do Cesar Valente</description>
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		<title>Uma linotipo ao cair da tarde</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Nov 2011 23:19:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte gráfica]]></category>

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		<description><![CDATA[Sou um fã da linotipo. Uma máquina, é verdade, mas com alma de chumbo derretido. Seu charme irresistível vem, talvez, dos ruídos que suas várias partes móveis produzem, ou de sua engenharia impecável, que a fez dominar o mercado, insubstituível e impassível, por tantas décadas. Hoje é apenas uma peça de museu, um item valioso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sou um fã da linotipo. Uma máquina, é verdade, mas com alma de chumbo derretido. Seu charme irresistível vem, talvez, dos ruídos que suas várias partes móveis produzem, ou de sua engenharia impecável, que a fez dominar o mercado, insubstituível e impassível, por tantas décadas.</p>
<p>Hoje é apenas uma peça de museu, um item valioso de coleções sofisticadas, razão de lágrimas furtivas de tipólatras saudosos. Neste trailer, uma amostra dessa máquina que muitos, da minha geração ou mais velhos, consideram como parte da família.</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/15032988?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" width="400" height="225" frameborder="0" webkitAllowFullScreen allowFullScreen></iframe>
<p><a href="http://vimeo.com/15032988">&#8220;Linotype: The Film&#8221; Official Trailer</a> from <a href="http://vimeo.com/user4747369">Linotype: The Film</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
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		<title>Armadilhas do design sindical</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Sep 2010 20:57:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte gráfica]]></category>

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		<description><![CDATA[Passei inda há pouco pela UFSC e vi esse banner em vários locais. É uma campanha do sindicato dos servidores da universidade feita, imagino, para marcar claramente a posição deles quanto à adoção do ponto eletrônico. Mas vejam só como são as coisas: um pequeno (ou nem tão pequeno assim) descuido na hora de fazer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_8836" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2010/09/donc-sintufsc.jpg"><img class="size-full wp-image-8836" title="donc-sintufsc" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2010/09/donc-sintufsc.jpg" alt="&quot;Contra o não ponto eletrônico&quot;?" width="500" height="284" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Contra o não ponto eletrônico&quot;?</p></div>
<p>Passei inda há pouco pela UFSC e vi esse banner em vários locais. É uma campanha do sindicato dos servidores da universidade feita, imagino, para marcar claramente a posição deles quanto à adoção do ponto eletrônico. Mas vejam só como são as coisas: um pequeno (ou nem tão pequeno assim) descuido na hora de fazer a arte e pronto, criou-se um ruído que pode até atrapalhar os objetivos da campanha.</p>
<p>Não tenho dúvidas que eles gostariam de ter dito que são contra o ponto eletrônico e que a foto, com aquele &#8220;não&#8221; num fundo vermelho, deveria reforçar essa mensagem. Só que a má resolução do design do cartaz leva-nos a ler uma frase que eles não quiseram escrever: &#8220;<em>O Sintufsc é contra o <strong>não</strong> ponto eletrônico</em>&#8220;.</p>
<p>O que vem a ser um &#8220;não ponto eletrônico&#8221;? Só pra inticar: se é contra o não ponto, é a favor do ponto, pois não?</p>
<p>Aí, pra ver como ficava, inverti às pressas os dois campos do banner. Não fica nenhuma maravilha, mas certamente evita que o espectador faça uma leitura errada.</p>
<div id="attachment_8837" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2010/09/donc-sintufsc2.jpg"><img class="size-full wp-image-8837" title="donc-sintufsc2" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2010/09/donc-sintufsc2.jpg" alt="Sumiu o &quot;não ponto&quot;" width="300" height="171" /></a><p class="wp-caption-text">Pronto, sumiu o &quot;não ponto&quot;</p></div>
<p>Nem vou tentar saber por que não querem controle eletrônico de ponto, porque o objetivo aqui foi só esse mesmo: chamar a atenção para a importância do design gráfico bem resolvido.</p>
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		<title>Dez anos de Indesign&#8230; já?</title>
		<link>http://www.deolhonacapital.com.br/2009/09/01/dez-anos-de-indesign-ja/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 19:02:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte gráfica]]></category>

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		<description><![CDATA[O primeiro computador que tive era um TK-85 (um clone do Sinclair ZX81 feito pela brasileira Microdigital Eletronica, sob o manto da “reserva de mercado”). E a gente precisava programar, dizer pra ele o que queria que ele fizesse. Falávamos (meus filhos e eu) com ele em basic. E um dos primeiros “aplicativos” que escrevi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro computador que tive era um TK-85 (um clone do Sinclair ZX81 feito pela brasileira Microdigital Eletronica, sob o manto da “reserva de mercado”). E a gente precisava programar, dizer pra ele o que queria que ele fizesse. Falávamos (meus filhos e eu) com ele em basic. E um dos primeiros “aplicativos” que escrevi foi um programinha que me ajudava a fazer as continhas necessárias à diagramação.</p>
<p>A produção gráfica, naquela longínqua década de 80, era completamente diferente de hoje. Os textos eram datilografados em folhas de papel com margens padronizadas, chamadas de “laudas”. Para calcular o espaço que aquele texto ocuparia na página depois de composta, era preciso saber o total de caracteres (com espaços). E depois, dependendo do tipo, do corpo e da entrelinha que seriam utilizados na composição, aplicar algumas fórmulas e realizar algumas operações aritméticas para descobrir quantos centímetros de coluna teria o texto. Era essa continha que eu tentava automatizar (mais ou menos) no TK-85.</p>
<p>Desde 1972 o jornal O Estado tinha composição a frio e impressão em rotativa off-set. Antes, era composição a quente, em linotipo, para o texto, com os títulos compostos manualmente e impressão tipográfica, em rotoplana.</p>
<p>O desenho das páginas era na base do lápis 6B, régua de picas (pica, lê-se paica, é medida gráfica, que corresponde a um sexto de polegada, cerca de 4,2 milímetros), sobre um papel onde estava impresso, em geral em azul claro, o diagrama da página (donde a diagramação), com as colunas e o tamanho da mancha de impressão.</p>
<p>Toda essa operação mecânica e matemática teve, em 1990, um upgrade poderoso: apareceu o Ventura Publisher. O primeiro programa de computador que permitia colocar um texto na página, designar os atributos gráficos e ver, na tela rudimentar de então, como ficaria depois de impresso. A vida dos diagramadores nunca mais foi a mesma.</p>
<p>Alguns levaram mais tempo para largar as réguas e os lápis, outros mergulharam nesse maravilhoso mundo mais cedo, mas não tinha mais volta: a gráfica agora cabia na mesa (era o tal de “desktop publishing”).</p>
<p>Esse intróito histórico está aí só pra lembrar que, em poucas décadas, vivemos uma transformação radical da forma de produzir arte gráfica. E o <a href="http://www.adobe.com/products/indesign/family/" target="_blank">Adobe Indesign</a>, o programa mais recente e mais completo, que colocou todos os demais no chinelo, <a href="http://blogs.adobe.com/rufus/2009/08/10_years_of_indesign.html" target="_blank">já está completando dez anos</a>. Não tem sentido, hoje, produzir jornais, revistas, folhetos ou qualquer coisa gráfica (ou mesmo para a web), profissionalmente, usando outro programa.</p>
<p>O Indesign, que levou alguns anos até adquirir estabilidade e tornar-se confiável, ao mesmo tempo que mostra como era limitado o Page Maker (seu antecessor na Adobe), revela como era consistente o Ventura. Claro, um programa criado em ambiente DOS não poderia ter uma vida muito longa, mas seus antigos usuários reconhecem, no Indesign, algumas ferramentas e soluções que já estavam lá. E talvez essa seja a principal vantagem do Indesign: veio depois e pode aproveitar toda a experiência acumulada (e os erros), do Quark X-Press, do Ventura e até mesmo, por que não, do Page Maker.</p>
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