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	<title>De Olho na Capital &#187; AGOSTO – QUATRO ANOS DE OLHO</title>
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	<description>O blog do Cesar Valente</description>
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		<title>Depois do susto, recomeçar do zero</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 19:57:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[AGOSTO – QUATRO ANOS DE OLHO]]></category>

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		<description><![CDATA[[Nota da coluna de 21 de agosto de 2005] Impressionante como apareceu gente dizendo que tinha avisado, que esse foi um incêndio anunciado, que isto e aquilo. Bom, essa conversa é a que menos adianta, hoje. Todos estamos carecas de saber que o centro de Florianópolis, com seus prédios geminados, velhos e mal cuidados, é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>[Nota da coluna de 21 de agosto de 2005]</strong></p>
<div id="attachment_5187" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/08/deolho13-dario-moreira-mercado.jpg"><img class="size-full wp-image-5187" title="deolho13-dario-moreira-mercado" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/08/deolho13-dario-moreira-mercado.jpg" alt="O prefeito (e) e o governador em exercício (de paletó), tiveram que colocar capacete para entrar na ala destruída. Mas o fotógrafo, cabeça dura, não precisou." width="450" height="299" /></a><p class="wp-caption-text">O prefeito (e) e o governador em exercício (de paletó), tiveram que colocar capacete para entrar na ala destruída. Mas o fotógrafo, cabeça dura, não precisou. Foto: Antônio Carlos Mafalda/SECOM</p></div>
<p>Impressionante como apareceu gente dizendo que tinha avisado, que esse foi um incêndio anunciado, que isto e aquilo. Bom, essa conversa é a que menos adianta, hoje. Todos estamos carecas de saber que o centro de Florianópolis, com seus prédios geminados, velhos e mal cuidados, é candidato a um incêndio. E a hora de botar a boca no mundo, exigir providências, reclamar, é antes de acontecer. No dia em que as labaredas estiverem crepitando, não adianta mais ficar no “eu não disse?”.</p>
<p>Agora que a ala mais antiga do mercado queimou, a cidade tem que aproveitar a oportunidade para mostrar que sabe conviver com prédios históricos: fazer uma reforma que recupere as principais características arquitetônicas e dotá-la de equipamentos básicos de conforto e segurança.</p>
<p>Claro, se alguém tem informações seguras ou provas sobre desleixo, descaso, imprudência, imperícia ou o que seja que possa ter agravado a situação do Mercado ou facilitado o incêndio, deve procurar a polícia ou o Ministério Público Estadual, para ajudar de alguma forma a que as coisas fiquem mais claras e que se reduza a impunidade.</p>
<p>Quem anda pelo centro vê como é que os prédios do centro são: antigos e grudados uns nos outros. Se acontece alguma coisa num, é muito fácil passar para o vizinho. Bem que a prefeitura podia, aproveitando a oportunidade, dar uma geral no centro, identificando os principais problemas, né?</p>
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		<title>O susto dos manezinhos</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 20:42:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[AGOSTO – QUATRO ANOS DE OLHO]]></category>

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		<description><![CDATA[[Nota da coluna de 20 de agosto de 2005] Quem não é de Florianópolis ou não mora na cidade há muito tempo, pode estranhar a gente ter ficado tão comovido e emocionado com um incêndio que, afinal, não machucou ninguém e provocou prejuízos materiais, é verdade, mas numa área confinada do centro. Acontece que justamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>[Nota da coluna de 20 de agosto de 2005]</strong></p>
<div id="attachment_5169" class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><a href="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/08/deolho12-incendiomercado-022.jpg"><img class="size-full wp-image-5169" title="deolho12-incendiomercado-022" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/08/deolho12-incendiomercado-022.jpg" alt="Foto: CV/Palhares Press" width="350" height="517" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: CV/Palhares Press</p></div>
<p>Quem não é de Florianópolis ou não mora na cidade há muito tempo, pode estranhar a gente ter ficado tão comovido e emocionado com um incêndio que, afinal, não machucou ninguém e provocou prejuízos materiais, é verdade, mas numa área confinada do centro.</p>
<p>Acontece que justamente essa área que o incêndio atingiu faz parte de um símbolo, um ícone. O Mercado Público de Florianópolis, faz tempo, não é mais apenas um prédio que abriga lojas e onde se vende e se compra uma variedade enorme de coisas. Uma espécie de avô dos shops-cents.</p>
<p>O Mercado é uma parte da nossa identidade cultural. Passar pelo Mercado e ver os conhecidos, comprar um peixinho, tomar um gole, ver como anda o movimento, caminhar na Conselheiro Mafra, são pequenos gestos que ajudam a gente a sentir-se em casa.</p>
<p>O manezinho pode visitar mercados no mundo todo (e no mundo todo os mercados são sempre muito interessantes), mas só aqui, neste mercado que o fogo ontem de manhã feriu, sente-se à vontade, na sua terra.</p>
<p>Por isso, quando boa parte da cidade viu no céu aquela coluna assustadora de fumaça preta, se assustou. Mas quando soube que a origem daquilo tudo era o Mercado Público, o coração ficou apertado, o susto virou pavor. Porque aquela fumaceira toda dava a impressão que não ia sobrar nada.</p>
<p>Imediatamente, a gente, que conhece a cidade e suas fragilidades, começou a pensar no resto do centro, também de casas antigas, tudo muito perto umas das outras. Sorte que não ventava. Como eu, muita gente só sossegou um pouco quando foi lá olhar de perto o tamanho do estrago. Foi grande, foi triste, mas foi menor que a fumaceira no céu agourava.</p>
<p>Não é impossível restaurar, não é impossível socorrer o pessoal que levou prejuízo. A cidade é solidária e assim como a outra ala se recuperou do incêndio na década de 80, esta ala também vai se recuperar. E só temos que aprender mais algumas lições, para que esses acidentes fiquem cada vez mais difíceis de acontecer.</p>
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		<title>A cidade que queremos</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Aug 2009 18:41:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[AGOSTO – QUATRO ANOS DE OLHO]]></category>

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		<description><![CDATA[[19 de agosto de 2005] Nos últimos dias, ouvi empresários do turismo e da construção civil de Florianópolis atribuir ao Ministério Público Federal uma espécie de má vontade com os empreendimentos que se realizam em Florianópolis. Quem os ouve falar, tem a impressão que tudo é culpa do Ministério Público. Ou dos ecochatos ajudados pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>[19 de agosto de 2005]</strong></p>
<p>Nos últimos dias, ouvi empresários do turismo e da construção civil de Florianópolis atribuir ao Ministério Público Federal uma espécie de má vontade com os empreendimentos que se realizam em Florianópolis. Quem os ouve falar, tem a impressão que tudo é culpa do Ministério Público. Ou dos ecochatos ajudados pelo Ministério Público.</p>
<p>A avenida beira-mar do Estreito está parada? O shopping foi embargado? A marina não sai do papel? “ah, são os implicantes dos procuradores que estão testando nossa paciência”.</p>
<p>Fui então conversar com a Procuradora da República, Analúcia de Andrade Hartmann, cuja área de atuação inclui o meio ambiente.</p>
<p>Quando perguntei o que achava da criação do Movimento FloripAmanhã, ela sorriu, meio oculta por montanhas de processos que cobrem praticamente todos os espaços da pequena sala que ocupa no prédio do Ministério Público Federal. E disse: “Olha, se eles estão dispostos a pensar a cidade com uma visão moderna, se querem encontrar maneiras de resolver os principais problemas, como o saneamento básico, que tem sido uma luta que o Ministério Público tem levado praticamente sozinho, então é uma boa iniciativa”.</p>
<p>Ela acha que a ONG, já de início poderia dar uma grande contribuição à cidade se pressionasse os poderes públicos para que dotassem os órgãos licenciadores de estrutura adequada. “Se esses órgãos funcionassem direito, teríamos uns 70% menos de trabalho”, afirma.</p>
<p><strong>O ESGOTO INTRATÁVEL</strong></p>
<p>A Procuradora me contou uma história que explica por que ela está tão ansiosa por ter aliados na luta pelo saneamento básico.</p>
<p>“A estação de tratamento de esgoto no aterro está, segundo relatório do Tribunal de Contas, com sua capacidade esgotada. E todas as obras autorizadas em toda a área central, da Costeira e Saco dos Limões ao Córrego Grande, Itacorubi, Santa Mônica e João Paulo, residem na promessa de que o esgoto será recolhido e tratado naquela estação, que já não dá conta de mais nada. E olha que a rede coletora ainda nem está completa”.</p>
<p>A solução seria construir mais estações de tratamento e dotar os maiores empreendimentos, como shoppings, com suas próprias estações de tratamento. Caso contrário, imagino eu, qualquer dia vamos assitir a uma explosão mal cheirosa na entrada da cidade.</p>
<p><strong>O CONCEITO DE CIDADE</strong></p>
<p>Não existe, a meu ver, discrepância entre os discursos feitos na criação da ONG FloripAmanhã, na quarta-feira e o que pensa a Procuradora Analúcia Hartmann em uma série de pontos.</p>
<p>Um deles, por exemplo, é a necessidade de criação de um Plano Diretor (não confundir com o zoneamento), o grande conceito geral que definirá a cidade. Outro é a preocupação com os pobres, com a geração de emprego e renda. Que a cidade não seja excludente. Também são semelhantes as preocupações quanto à necessidade de preservar a natureza, que é, como dizem os empresários, “a nossa galinha dos ovos de ouro”.</p>
<p>As divergências que ainda existirem certamente poderão ser resolvidas se a proposta de diálogo for levada a sério. Porque não me parece que a cidade tenha algo a ganhar com o isolamento de grupos e a decretação de algum tipo de guerra.</p>
<div id="attachment_5128" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/08/deolho10-analucia-marcondes.jpg"><img class="size-full wp-image-5128" title="deolho10-analucia-marcondes" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/08/deolho10-analucia-marcondes.jpg" alt="Analucia e Marcondes. Foto: Palhares Press" width="450" height="216" /></a><p class="wp-caption-text">Analúcia e Marcondes. Foto: Palhares Press</p></div>
<blockquote><p>“A cidade precisa ter um conceito único, que permita planejar seu crescimento”.</p></blockquote>
<p style="text-align: right;">Analúcia de Andrade Hartmann, Procuradora da República.</p>
<blockquote><p>“Temos que lutar para que Florianópolis seja uma cidade rica para todos”.</p></blockquote>
<p style="text-align: right;">Fernando Marcondes de Matos, Empresário do Turismo.</p>
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		<title>O passado que não passou&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 20:43:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[AGOSTO – QUATRO ANOS DE OLHO]]></category>

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		<description><![CDATA[[16 de agosto de 2005] PAU NO LULA! Quando o cara tá por baixo, todo mundo bate. Ontem de manhã a Ana Maria Braga discutiu a diferença entre desculpa e perdão e no começo da tarde vi o deputado Cesar Souza (PFL) – que além de apresentador de TV é dono de emissora de rádio, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>[16 de agosto de 2005]</strong></p>
<div id="attachment_5036" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/08/deolho8-cesarsouza-lula.jpg"><img class="size-full wp-image-5036" title="deolho8-cesarsouza-lula" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/08/deolho8-cesarsouza-lula.jpg" alt="Reprodução da TV (em agosto de 2005)" width="450" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">Reprodução da TV (em agosto de 2005)</p></div>
<p><strong>PAU NO LULA!</strong></p>
<div id="attachment_5039" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><a href="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/08/deolho8-lula-veja.jpg"><img class="size-full wp-image-5039" title="deolho8-lula-veja" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/08/deolho8-lula-veja.jpg" alt="..." width="200" height="258" /></a><p class="wp-caption-text">...</p></div>
<p>Quando o cara tá por baixo, todo mundo bate. Ontem de manhã a Ana Maria Braga discutiu a diferença entre desculpa e perdão e no começo da tarde vi o deputado Cesar Souza (PFL) – que além de apresentador de TV é dono de emissora de rádio, candidato a senador e Papai Noel da Casa Feliz – mostrando, em seu programa da TVBV, a capa da Veja, com aquele palavrão escrito. E fez uma enquete, entre os telespectadores: “Você aceita o pedido de desculpas do Lula?” Claro que a maioria não aceita. Os números oficiais: 59,67% não aceitaram e 40,33% aceitaram (o que não é pouco).</p>
<p>Segundo a produção do programa votaram cerca de mil pessoas. E durante boa parte do programa, pau no Lula. Ele e os demais co-apresentadores pareciam estar fazendo campanha pelo impeachment do Presidente&#8230; pensando bem, acho que estavam mesmo.</p>
<p><strong>CATARINENSE NO SAMBA</strong></p>
<p>Ontem o Gilmar Knaesel reuniu dirigentes das quatro escolas de Samba de Florianópolis para saber se eles apoiavam a idéia de Santa Catarina dar uma grana para a Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense, do Rio de Janeiro, para que o estado aparecesse no enredo.</p>
<p>Os representantes da Unidos da Coloninha (Ademar Cardoso), Protegidos da Princesa (Carlos Henrique Bittencourt), Consulado do Samba (Salomão Lobo de Souza) e Embaixada Copa Lord (Júlio Santos Neto), segundo nota distribuída pela Secretaria da Cultura, Turismo e Esporte, deram “apoio total” ao projeto “Carnaval &#8211; Rio 2006”.</p>
<p>Apesar disso eu, na minha ignorância, continuo achando que alguma alma boa e caridosa deveria sussurrar ao ouvido do secretário Knaesel para rever o projeto. Essa história de colocar dinheiro público (do Funturismo) em Carnaval, numa época como esta, tem grandes chances de dar merda.</p>
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		<title>O aterro</title>
		<link>http://www.deolhonacapital.com.br/2009/08/07/o-aterro/</link>
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		<pubDate>Fri, 07 Aug 2009 18:04:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[[18 de agosto de 2005] No meu tempo o mar vinha até aqui. E ali pra cima era tudo mato. A cidade era outra. Depois que aterraram pra fazer a avenida, construíram um paredão de prédios e pelaram os morros, começou a vir gente de fora. Hoje a gente sai na rua e não encontra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5014" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/08/deolho8-aterro-catedral.jpg"><img class="size-full wp-image-5014" title="deolho8-aterro-catedral" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/08/deolho8-aterro-catedral.jpg" alt="Foto: Palhares Press" width="450" height="330" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Palhares Press</p></div>
<p><strong>[18 de agosto de 2005]</strong></p>
<p>No meu tempo o mar vinha até aqui. E ali pra cima era tudo mato. A cidade era outra. Depois que aterraram pra fazer a avenida, construíram um paredão de prédios e pelaram os morros, começou a vir gente de fora. Hoje a gente sai na rua e não encontra ninguém. Os sobrenomes são esquisitos. Mesmo quando se parecem, não têm nada a ver com os dos velhos conhecidos. Os amigos só se encontram nos velórios, ainda assim quando alguém lembra de avisar. E ninguém mais passa a noite, ninguém traz lanche ou café, ninguém sabe contar piada, ninguém mais vela seus mortos direito. Os filhos e netos namoram e casam com gente que é filho e neto de desconhecidos. E ficam chateados quando alguém pergunta quem é teu pai, quem é tua mãe. Nasceram das ervas, por acaso? E quando dizem, nem adianta: ninguém conhece. Acho que quando aterraram o mar acabaram enterrando no lodo, no fundo do aterro, a alma da cidade.</p>
<blockquote><p>(Esta pequena crônica, que escrevi no começo de 2005, ficou entre os 15 finalistas do Concurso de Microcontos do site português Leiturascom.net, onde concorreu com outros 430 microcontos.)</p></blockquote>
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		<title>Senta aí e conta tudo que tu sabe!</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Aug 2009 23:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[18 de agosto de 2005 – TIO CESAR TE COLOCA NO BANCO DOS RÉUS Faz de conta que quem tá na CPI és tu. E eu sou o Senhor Deputado que vai te fazer perguntas. Faz aí uma cara de coitadinho que eu vou começar o interrogatório. – Cidadão, leitor do Diarinho, conte pra nós, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>18 de agosto de 2005 – <strong>TIO CESAR TE COLOCA NO BANCO DOS RÉUS</strong></p>
<p>Faz de conta que quem tá na CPI és tu. E eu sou o Senhor Deputado que vai te fazer perguntas. Faz aí uma cara de coitadinho que eu vou começar o interrogatório.</p>
<p>– Cidadão, leitor do Diarinho, conte pra nós, com sinceridade: de onde você achava que seu candidato a vereador, a prefeito, a deputado tirava o dinheiro para a campanha? Espere, não responda agora que eu tenho outra pergunta: ou por acaso você nunca fez as contas e descobriu que ele (ou ela) jamais conseguiria ganhar, em quatro anos de mandato, o suficiente para pagar as despesas da campanha? Vamos, responda, conte tudo!</p>
<p>– &#8230;</p>
<p><a href="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/08/deolho7-duda.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-4988" title="deolho7-duda" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/08/deolho7-duda.jpg" alt="deolho7-duda" width="166" height="167" /></a>– Ah, esse seu silêncio diz tudo. Você sabia, não é? Você sabia que ali tinha alguma coisa muito errada! Você sempre desconfiou, mas nunca fez nada! Continuou votando quietinho. Você sabe que sua omissão também é crime? Que você pode ser condenado a perder o restinho de vergonha que ainda tinha nessa cara?</p>
<p>– Mas, mas Senhor Deputado&#8230;</p>
<p>– Nem mas, nem meio mas. Diga aí, diante da nação brasileira, se você nunca foi ao gabinete de um vereador, de um deputado, pedir um favorzinho, um empreguinho, uma ajuda para um processo andar? Hem? Confesse! Explique de que forma você, com seus pedidos, estimulou o tráfico de influência. Não sabe o que é isso? Eu explico: é quando o deputado seu amigo liga para o prefeito, para o secretário, para o governador, para tentar resolver seu problema. E aí, para ser atendido, tem que topar votar a favor disso ou daquilo. Ou vai me dizer que não sabia de nada disso?</p>
<p>– Não, Senhor Doutor Deputado, eu não tinha conhecimento de na-da, nadica de nada disso&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O balaio de siri</title>
		<link>http://www.deolhonacapital.com.br/2009/08/05/o-balaio-de-siri/</link>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 17:59:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[AGOSTO – QUATRO ANOS DE OLHO]]></category>

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		<description><![CDATA[17 de agosto de 2005 No dia em que essa ilustração compridona aí embaixo foi publicada pela primeira vez (17/8/2005), nem havia necessidade de legenda ou qualquer explicação. O assunto estava nos noticiários das TVs, estava na boca do povo, era coisa quentinha. E, como eu, todo mundo achava que, puxando o fio da meada, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>17 de agosto de 2005</strong></p>
<p>No dia em que essa ilustração compridona aí embaixo foi publicada pela primeira vez (17/8/2005), nem havia necessidade de legenda ou qualquer explicação. O assunto estava nos noticiários das TVs, estava na boca do povo, era coisa quentinha.</p>
<p>E, como eu, todo mundo achava que, puxando o fio da meada, acabaria pescando Lula. As ligações eram (e continuam sendo), evidentes para quem quisesse ver. Mas, depois de algum tempo, parece que muita gente preferiu fazer de conta que não houve nada. Ou acreditou naquela história do “eu não sabia”.</p>
<div id="attachment_4916" class="wp-caption aligncenter" style="width: 224px"><a href="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/08/deolho6-balaiodesiri.jpg"><img class="size-full wp-image-4916" title="deolho6-balaiodesiri" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/08/deolho6-balaiodesiri.jpg" alt="Ilustração do André Valente" width="214" height="1200" /></a><p class="wp-caption-text">O tempo passa e continua tudo igual</p></div>
]]></content:encoded>
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		<title>A arte de explicar o inexplicável</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 17:46:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[AGOSTO – QUATRO ANOS DE OLHO]]></category>

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		<description><![CDATA[[Tio Cesar ensina a nadar no mar de lama – 16 de agosto de 2005] O Delúbio vai depor amanhã (17/8/2005) às 11h30min na CPI. Ele é um técnico altamente capacitado e sabe, como poucos, passar uma impressão de ser humano pouco inteligente quando necessário. Não é verdade que as explicações dele e da turma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4891" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/08/deolho4-escher.jpg"><img class="size-full wp-image-4891" title="deolho4-escher" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/08/deolho4-escher.jpg" alt="M.C. Escher, em 1953, já desenhava os argumentos do Delúbio" width="450" height="433" /></a><p class="wp-caption-text">M.C. Escher, em 1953, já desenhava os argumentos do Delúbio</p></div>
<p><strong>[Tio Cesar ensina a nadar no mar de lama – 16 de agosto de 2005]</strong></p>
<p>O Delúbio vai depor amanhã (17/8/2005) às 11h30min na CPI. Ele é um técnico altamente capacitado e sabe, como poucos, passar uma impressão de ser humano pouco inteligente quando necessário.</p>
<p>Não é verdade que as explicações dele e da turma dele sejam confusas (tá certo que o esquema que eles montaram está mais para trapalhões do que para James Bond, mas também não se pode querer tudo), ou sejam mentirosas.</p>
<p>Eles contam uma verdade alternativa, por intermédio de uma narrativa organizada de forma heterodoxa que aparentemente não leva a lugar nenhum de tal forma que sempre que a gente acha que eles estão indo, na verdade estão voltando e vice-versa (a ilustração acima mostra isso claramente).</p>
<p>Portanto, quando qualquer de vocês tiver que se explicar sobre qualquer coisa mais complicada (chegada tarde, batom na cueca ou land rover na garagem), use a mesma técnica: “o que eu fiz é feito sistematicamente por todo mundo”. Isso lança uma ampla suspeição e inibe os acusadores (“o que será que ele sabe a meu respeito?”), fazendo com que o pessoal fique mais cauteloso.</p>
<p>Depois, é só tomar uns comprimidos de Desmemoriol, para poder dizer, com toda a sinceridade, que não se lembra nem do nome da sua mamãe. Esse remédio tem um efeito colateral positivo: enrola a língua. Assim, a conversa fica naturalmente pastosa, confusa e apropriadamente embaralhada, bem daquele jeito Delúbio de ser.</p>
<p><strong>MUDANDO DE ASSUNTO, MAS AINDA EM 2005&#8230;</strong></p>
<p>PREFEITURA EM CHAMAS – Depois de um aquecimento de muitos graus, labaredas de vários tipos e da quase formação de um ciclone político extra-partidário, o clima interno da Prefeitura Municipal de Florianópolis começa a normalizar, com a ação dos bombeiros tucanos voluntários.</p>
<p>Ainda sem líder na Câmara, o Prefeito Dário assumiu pessoalmente a tarefa de conversar com os vereadores. Só vai pensar num nome para ocupar o cargo vago quando voltar do Chile.</p>
<p>Convidado pelo governador, Berger aproveita a oportunidade para refrescar a cabeça enquanto faz propaganda do município e tenta atrair chilenos para as nossas praias.</p>
<p>Gente bem informada, na Prefeitura, acredita que quando o prefeito voltar os atritos e desencontros (quase sempre envolvendo, de alguma maneira, o Secretário Gean Loureiro) serão substituídos por um pacto de convivência civilizada.</p>
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		<title>O transporte de dinheiro sob a roupa</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Aug 2009 18:25:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[AGOSTO – QUATRO ANOS DE OLHO]]></category>

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		<description><![CDATA[Agosto é o mês de aniversário da coluna De Olho na Capital, que mantenho no Diarinho e que é a base deste blog. Pra comemorar, todo dia vou colocar aqui alguma coisinha publicada em 2005, pra gente lembrar como tudo começou: 15 de agosto de 2005 – Revelações espetaculares do tio Cesar Não tem o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Agosto é o mês de aniversário da coluna De Olho na Capital, que mantenho no Diarinho e que é a base deste blog. Pra comemorar, todo dia vou colocar aqui alguma coisinha publicada em 2005, pra gente lembrar como tudo começou:</p></blockquote>
<p><strong>15 de agosto de 2005</strong> – Revelações espetaculares do tio Cesar</p>
<div id="attachment_4869" class="wp-caption aligncenter" style="width: 224px"><a href="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/08/deolho4-cinta-dolar.jpg"><img class="size-full wp-image-4869" title="deolho4-cinta-dolar" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/08/deolho4-cinta-dolar.jpg" alt="Foto excrusiva" width="214" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Foto excrusiva</p></div>
<p>Não tem o tal José Adalberto Vieira da Silva, assessor do irmão do José Genoíno, ex-presidente do PT, que foi preso no aeroporto de São Paulo com 100 mil dólares “dentro da roupa”?</p>
<p>Pois é, saiu em todos os jornais e revistas que ele estava levando o dinheiro “na cueca”. Ora, todo mundo sabe que se a cueca for samba-canção, a dinheirama cai e se for zorba não cabe. Mas ficou o dito pelo não dito e não se falou mais nisso.</p>
<p>O mistério só foi esclarecido há poucos dias: um jornalista de Brasília, amigo meu, ouviu de um policial federal, amigo dele, que o Zé da Cueca na verdade estava, ao ser preso, com uma espécie de cinta-liga, uma dessas calçolas elásticas que as mulheres usam quando querem esconder a barriguinha ou quando é preciso segurar as coisas no lugar depois de alguma operação plástica. Aí dá pra entender como é que os dólares cabiam e não caíam perna abaixo: a calçola era elástica, com lycra ou coisa parecida, e bem  apertadinha.</p>
<p>A PF ficou com pena do rapaz, que poderia ficar mais mal falado do que já está e aceitou o pedido dele para não divulgar esse detalhe “sem importância”.</p>
<p>Ser pego carregando dinheiro sujo pra lá e pra cá, tudo bem. Confessar que estava de cinta elástica, nem pensar.</p>
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		<title>Recordar é viver: Lula indignado com o PT!</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Aug 2009 15:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Agosto é o mês de aniversário da coluna De Olho na Capital, que mantenho no Diarinho e que é a base deste blog. Pra comemorar, todo dia vou colocar aqui alguma coisinha publicada em 2005, pra gente lembrar como tudo começou. Abaixo, notinhas extraídas da coluna de estréia, em 13 de agosto de 2005: QUE [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Agosto é o mês de aniversário da coluna De Olho na Capital, que mantenho no Diarinho e que é a base deste blog. Pra comemorar, todo dia vou colocar aqui alguma coisinha publicada em 2005, pra gente lembrar como tudo começou. Abaixo, notinhas extraídas da coluna de estréia, em 13 de agosto de 2005:</p></blockquote>
<p><strong>QUE É ISSO, COMPANHEIRO!</strong></p>
<p>O companheiro Lula agora deu para dizer que é mais que todo mundo. Ontem, afirmou que está mais indignado que qualquer um de nós. Ele disse que criou um partido limpinho, bonitinho, diferente e quando foi ver tinham (quem? quem?) transformado o PT numa espécie de paraíso fiscal eleitoral, uma catedral do caixa 2. E ficou muito indignado, o marido traído. Mais indignado que todos nós.</p>
<p>Não sei vocês, mas eu achei que a gente merecia, do Presidente que a maioria elegeu, mais respeito. Até para que a gente volte a respeitá-lo como se deve.</p>
<p><strong>TROCA-TROCA MALÉFICO</strong></p>
<p>O ex-governador Esperidião Amin tem afirmado que no centro da questão, na raiz do escândalo que abala o País, está a cooptação, a compra de políticos. O chamariz utilizado para seduzir o político e fazer com que troque de barco pode assumir diversas formas: dinheiro em espécie (o tal mensalão), cargos, vantagens pessoais, verbas para sua região, etc e tal. Nenhuma delas, no entender de Amin, torna o problema menos grave.</p>
<p>E para mostrar que essa prática (de comprar, cooptar ou seduzir gente de outro partido) é uma preocupação antiga, Amin saca das gavetas da memória um artigo do Código Comercial, que desde 1850  já previa punição para quem deixasse o outro a ver navios:</p>
<blockquote><p>“Art. 500 &#8211; O capitão que seduzir ou desencaminhar marinheiro matriculado em outra embarcação será punido com a multa de cem mil réis por cada indivíduo que desencaminhar, e obrigado a entregar o marinheiro seduzido, existindo a bordo do seu navio; e se a embarcação por esta falta deixar de fazer-se à vela, será responsável pelas estadias da demora.”</p></blockquote>
<p><strong>TAL E QUAL</strong></p>
<p>Montado a partir de uma soma de correntes políticas, o Partido dos Trabalhadores tem sido (mal) dirigido por um agrupamento chamado de Campo Majoritário, que por sua vez é composto por várias tendências. E eles são acusados, desde bem antes do mar de lama explodir, pelas tendências mais à esquerda, de embicarem o PT na direção da direita e do conservadorismo, tornando-o um partido eleitoral, igual aos outros em tudo. Até na bandidagem. É deles que os socialistas querem se livrar.</p>
<p><strong>LICENÇA, SEU DALMO?</strong></p>
<p>Queria aproveitar este cantinho para dedicar esta coluna ao grande Dalmo Vieira e pedir a ele uma mãozinha de vez em quando.</p>
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		<title>Recordar é viver: A Coluna</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Aug 2009 16:32:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[AGOSTO – QUATRO ANOS DE OLHO]]></category>

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		<description><![CDATA[Agosto é o mês de aniversário da coluna De Olho na Capital, que mantenho no Diarinho e que é a base deste blog. Pra comemorar, todo dia vou colocar aqui alguma coisinha publicada em 2005, pra gente lembrar como tudo começou. Esta nota, “A Coluna” foi publicada dia 13 de agosto de 2005, na estréia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Agosto é o mês de aniversário da coluna De Olho na Capital, que mantenho no Diarinho e que é a base deste blog. Pra comemorar, todo dia vou colocar aqui alguma coisinha publicada em 2005, pra gente lembrar como tudo começou. Esta nota, “<strong>A Coluna</strong>” foi publicada dia 13 de agosto de 2005, na estréia da coluna.</p></blockquote>
<div id="attachment_4846" class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><a href="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/08/deolho1-coluna.jpg"><img class="size-full wp-image-4846" title="deolho1-coluna" src="http://www.deolhonacapital.com.br/wp-content/uploads/2009/08/deolho1-coluna.jpg" alt="13 de agosto de 2005" width="350" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">13 de agosto de 2005</p></div>
<p>A coluna é uma das partes mais importantes do corpo humano. Mantém a gente em pé, segura a cabeça erguida. Como a natureza é sábia, ela fez a coluna com algum movimento. Pode (e deve) curvar-se um pouco, sem qualquer problema.</p>
<p>Esse movimento natural da coluna se chama jogo de cintura. Se a coluna ficasse completamente rígida, sem qualquer movimento, poderia quebrar facilmente, como um galho seco.</p>
<p>Mas também não devemos ter a coluna muito mole, que dobre com qualquer ventinho. É perigoso curvar demais a coluna, porque a bunda fica muito exposta e a cabeça encosta na lama. Entre os políticos isso tem acontecido muito.</p>
<p>Todo eleitor deveria ter um aparelhinho (que ainda não foi inventado) para medir o quanto a coluna dos políticos em quem pretende votar se curva. Quando a coluna fosse flexível demais, acenderia um aviso de perigo: “cuidado, esse aí fica de quatro com muita facilidade”.</p>
<p>Portanto, assim como a coluna dos homens de bem, esta coluna que hoje inicio terá jogo de cintura, mas não se curvará demais. Justamente porque não quero mostrar a bunda e não gosto de lama na cara.<br />
Sejam bem vindos. Espero que voltem sempre.</p>
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