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Caraminholas

Morreu o cinegrafista. E daí?

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Todo mundo gosta de ver o que está acontecendo. Tirante um ou outro caso de aproveitamento de imagens de celulares e câmara amadoras, os melhores flagrantes são captadas por profissionais, que às vezes estão bem próximos dos acontecimentos. E acabam levando as sobras, quando a coisa esquenta.

Foi o que ocorreu com o Santiago Andrade, cinegrafista da TV Band que morreu ontem. Dois “manifestantes” mascarados acenderam um rojão perto de onde estava o Santiago, que filmava a tropa de choque da PM. O rojão, desses de festa junina, explodiu bem na cabeça do pobre do Santiago.

Agora dizem que os caras queriam acertar os policiais. Mas, cá entre nós, eles querem mesmo é quebrar tudo e provocar o maior dano possível. Azar de quem está no caminho. Às vezes a polícia também age assim, sem olhar direito o que está fazendo. É o problema de quem usa, como ferramenta, a violência.
A destruição acaba sendo um fim em si mesmo e o que ocorre quando usam esse instrumendo de ódio, não tem muita importância. O importante é mostrar o prejuízo causado.

E depois de tanto tempo de campanha contra a “grande imprensa”, em que os idiotas menos dotados de inteligência confundem os profissionais com as empresas que os contratam e acabam achando, no seu delírio, que tudo é invenção de jornalistas malintencionados, não duvido que muitos achem irrelevante a morte do cinegrafista.

Até jogadores de futebol, quando enfrentam um período de más notícias e escassos resultados, acham que a forma de melhorar tudo é parar de falar com jornalistas. Claro! A velha história de matar o mensageiro. Se não tem quem dê a notícia, cessam as más notícias. Mesmo que continuem acontecendo os malfeitos, a roubalheira, a patifaria: se não tiver quem incomode os poderosos mostrando imagens, escrevendo coisas, a vida dessa gente, que já é muito boa, fica maravilhosa.

Discussão

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  1. Concordo, é que nem deputado falando de IPTU e depois tendo que fazer nota porque está devendo, não tem? Depois culpam a imprensa,né Renatinho?

    Posted by Meire | fevereiro 11, 2014, 13:51
  2. Brusque-SC, 11 de fevereiro de 2014.
    Ementa: A atuação da equipe do ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República Gilberto Carvalho, o ‘ensinamento’ da professora Marilena Chauí e o assassinato do repórter cinematográfico Santiago Andrade.

    Prezado Cesar – Paz e Bem,

    A manifestação do ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República Gilberto Carvalho (chefe do gabinete pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seus dois mandatos) sobre a morte do repórter cinematográfico Santiago Andrade, da TV Bandeirantes, que teve sua morte cerebral decretada ontem (10 II), é análoga ao meliante que furta a bolsa de uma senhora octogenária e sai gritando “pega ladrão”.
    Investigação da Polícia Civil do Distrito Federal apontou servidores lotados na Presidência da República, subordinados ao ministro Carvalho, como líderes da manifestação e da queima de grande quantidade de pneus que bloqueou, na manhã do dia 14 de junho de 2013, as seis faixas da via N1, no Eixo Monumental de Brasília.
    Quem comprou os pneus, contratou o caminhão para transportá-los e pessoas para incendiá-los, segundo a Polícia Civil: Mayra Cotta Cardozo de Souza, assessora especial da Secretaria Executiva da Presidência da República, João Vitor Rodrigues Loureiro, assessor da Subchefia para Assuntos Jurídicos da Presidência da República, Gabriel dos Santos Elias, até maio/2013 assessor da Subchefia de Assuntos Parlamentares e Danniel Gobbi Braga da Silva, assessor internacional da Secretaria Geral da Presidência, com salário de R$ 11,3 mil.
    O assassinato de Santiago Andrade por black bloc não constitui-se num evento imponderável, mas consequência direta e objetiva da semeadura do ódio entre as classes sociais. A professora titular de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP) Marilena Chauí, uma das mais prestigiadas pensadoras do Partido dos Trabalhadores (PT), foi muita reveladora na palestra proferida no lançamento do livro ”10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil: Lula e Dilma”, em 13 de maio de 2013, na sala Adoniran Barbosa do Centro Cultural São Paulo, antecedendo o pronunciamento de Luiz Inácio Lula da Silva: “E porque é que eu defendo esse ponto de vista? Não é só por razões teóricas e políticas. É PORQUE EU ODEIO A CLASSE MÉDIA. A classe média é o atraso de vida. a classe média é a estupidez. É o que tem de reacionário, conservador, ignorante, petulante, arrogante… terrorista. A classe média é a uma abominação política, porque ela é fascista. Ela é uma abominação ética porque ela é violenta, e ela é uma abominação cognitiva porque ela é ignorante”. Ao tratar pessoas como “classes” é mais fácil odiá-las. É por isso que o nazismo e o comunismo puderam existir, é por isso que a violência brasileira, sob uma roupagem retórica de “reparação” ou “causa social” imprecisa, está matando.
    A prática do ministro Gilberto Carvalho e o ‘ensinamento’ da professora Marilena Chauí não estariam a indicar que interessa aos detentores do poder político no Brasil de forçar o esvaziamento das legítimas manifestações contra os aumentos nas tarifas de transporte público, falta de mobilidade, gastos públicos em grandes eventos esportivos internacionais, a má qualidade dos serviços públicos (com ênfase na Saúde), a indignação com a corrupção política (Mensalão e outros casos), os gastos de quatro bilhões de reais anuais (R$4.000.000.000,00) das autarquias, estatais e da administração direta do governo federal na gestão Dilma Rousseff com publicidade e propaganda, entre outros, através da infiltração de criminosos em eventos que marcam a indignação ética da gente brasileira, como vem se verificando?

    Fraternalmente,

    Paulo Vendelino Kons
    Conselheiro Tutelar
    47 9997 9581 – paulo_kons@yahoo.com.br
    BRUSQUE/SC

    Posted by Paulo Vendelino Kons | fevereiro 11, 2014, 15:24

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