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Caraminholas

Transparência x Corrupção

Pequenas corrupções1

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Pequenas corrupções2

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Pequenas corrupções3

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Pouca gente sabe da existência da Controladoria Geral da União (CGU). Mesmo alguns daqueles que vivem falando contra os corruptos e a corrupção e xingam todos os dias o governo, ignoram o que faz essa repartição, dirigida pelo veterano Jorge Hage. Esses quadrinhos que ilustram esta página, com lembretes sobre as pequenas corrupções que nos tentam a todos, foram produzidos pela CGU e expostos na sua página do Facebook (fb.com/cguonline). No twitter o endereço é @cguonline. E o site onde estão as informações sobre o que a CGU faz e tem feito, é www.cgu.gov.br.

Além da preocupação com o uso do dinheiro público e com a ingrata tarefa de tentar criar uma consciência nacional anti-corrupção, a CGU também lida com outra situação grave e difícil: a transparência.

Um dos melhores remédios para inúmeros problemas de saúde pública, é abrir as janelas para deixar o ar circular e o sol entrar. A transparência, nas repartições públicas, cumpre papel semelhante: espantar as ratazanas e baratas que gostam de escurinho, adoram locais fechados, impenetráveis, úmidos e propícios a uma boa negociata debaixo dos panos. De preferência com dinheiro público.

Fazer os políticos e demais servidores públicos abandonarem as antigas práticas, de quando o público não tinha direito de saber o que ocorria nos gabinetes acarpetados do poder, é um trabalho hercúleo.

A CGU recomenda, ensina, exige, pede, impõe quando e onde pode, mas mesmo assim a resistência é grande. São desde servidores de alto salário que temem por sua segurança ao terem seus vencimentos divulgados, a administradores públicos arrogantes que acreditam mesmo que o público não tem direito de saber o que eles fazem.

Deixar entrar a luz e o ar puro é a única forma de evitar que os corruptos e os potenciais corruptos sintam alguma dificuldade para levar adiante seus planos e sintam que não podem exercer seus podres poderes impunemente. Mas ainda há um longo caminho a percorrer, porque falta uma consciência nacional anti-corrupção. O mesmo sujeito que fala do “político ladrão”, ultrapassa pelo acostamento, engana no troco e sonega o quanto pode o pagamento de impostos.

E ainda falta, nas autoridades de vários escalões, coragem para impor uma nova política de transparência e de combate à corrupção. Temem advertir e punir quem, apegado às sombras e ao passado, sonega informações ao público e insiste em manter aquele velho tapete sobre tudo.

Jorge Hage

Jorge Hage, ministro-chefe da CGU. Foto: DL Photo/CGU

Discussão

Comentários estão desativados para este post.

  1. Tá de sacanagem, professor? Claro que é de pequeno que se torce o pepino, que as pequenas tretas revelam o grande larápio, que a permissão a pequenos desvios éticos desvelam brechas aos abismos morais etc etc etc. Mas uma CGU que nao controla nem a farra despudorada dos ministros nas asas da FAB…

    Posted by PAULAO | fevereiro 6, 2014, 09:03
  2. Cesar, não concordas que o dinheiro que deixa de entrar nos cofres publicos é tão importante quanto o dinheiro que sai?
    Não deveriam ser publicados os valores das benesses fiscais recebidas pelas empresas (especialmente aquelas que contribuem com as campanhas politicas)? Pois assim como o interesse público se sobrepõe à privacidade dos servidores, também deve se sobrepor à privacidade das empresas.

    Posted by Juca Natalho | fevereiro 6, 2014, 09:49

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