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Florianópolis

Todo verão é a mesma coisa!

PRA QUEM DUVIDA E/OU TEM MEMÓRIA FRACA, REPUBLICO TRECHOS DE NOTAS QUE SAÍRAM AQUI MESMO, EM OUTROS JANEIROS

Fpolis aérea

Florianópolis: sonho de consumo de milhões. Foto: Palhares Press

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7 de janeiro de 2006

Lar, doce lar

Passear ou viver em Florianópolis é o sonho de milhões de pessoas, de várias partes do País e do mundo.

A gente sabe que a cidade, que continua linda e sedutora, já sofre os efeitos desse assédio.

E fica com medo, a cada verão, que a Ilha afunde, com tanta gente, tanto carro e tanto olho gordo.

Pobre Florianópolis…

Cidade de veraneio que não nasceu pra isso. Tratam-na como se fosse assim uma Balneário Camboriú, que cresceu exclusivamente em função do verão e do pessoal que chega no verão. Florianópolis é apenas uma cidadezinha pacata, habitada por criadores de curiós, pescadores de tarrafa, contadores de histórias e funcionários públicos. Não está preparada para ser o objeto de cobiça de um país inteiro. Muito menos de um País do tamanho do Brasil.

A cidade está dividida entre os que esperam ansiosamente pelo verão, meses escassos de calor em que poderão tirar o pé da lama, ganhando o dinheiro que os sustentará no restante do ano e aqueles que não agüentam ver essas hordas de veranistas pra lá e pra cá, com seus carros cheios de gente e tralha, suas infinitas latas de cerveja, seu som alto, seu desrespeito pelos anfitriões.

[Leia a íntegra deste post, no original, clicando aqui]

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4 de janeiro de 2007

O fantasma da falta dágua

O fantasma de todo ano. Molecagem sobre foto do Rubens Flores.

Em 2007 não falei muito. Só usei uma foto em que o casal De Luca parece assustado, para brincar com a eterna falta d’água veranil.

[Pra ver o original, clique aqui]

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3 de janeiro de 2008

Loucuras de verão

Em muitos países do mundo, no verão, há dias ou semanas em que parece que as coisas saem do controle.

Engarrafamentos monumentais, filas até para comprar cigarros, serviços caindo de qualidade por excesso de fregueses e praias lotadas.

É uma coisa mais ou menos inevitável. As cidades que têm essa vocação turística precisam aprender a conviver com isso. Os habitantes dessas cidades não têm o direito de se surpreender quando, a cada ano, a coisa se repete. Claro, se algo sempre acontece de forma semelhante na mesma época, passa a ser rotina.

O problema, naturalmente, é como criar condições para que a invasão se dê com uma certa organização e sem penalizar os residentes. Algum estresse sempre vai rolar. Não tem como fazer um sistema viário para atender uma demanda que, dependendo do ano, pode durar duas semanas ou, no máximo, dois meses. Nem tem como ter água e energia que atendam a um crescimento indefinido de usuários.

Mas estas são coisas que estamos todos cansados de saber. O que a gente, aqui nesta ilha charmosa, perdida no Atlântico Sul, parece que ainda não aprendeu, é que se as demandas básicas de saneamento, transporte e energia da população estável não estão atendidas, as chances da coisa virar um pandemônio na temporada são muito maiores.

[Para ler o original, clique aqui. E também aqui]

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3 de janeiro de 2009

O dia em que a capital parou

Tem quem pense que é brincadeira quando a gente fala que a Ilha, qualquer dia desses, pode afundar. Tem turista demais, morador demais, carro sobrando e espaço de menos.

Ontem choveu e, naturalmente, a turistada que abarrota as praias teve, ao mesmo tempo, a mesma idéia: “bamos al centro!”, disseram uns, “vamo pro centro, manô!”, disseram outros. E o resultado foi um engarrafamento monstro.

As regiões dos shoppings e supermercados foram as mais atingidas pelo excesso de veículos e gente. E só se deu bem quem não precisou sair de casa.

Daí a gente pensa: não é todo ano a mesma coisa? É. Na temporada, dia de chuva é dia de engarrafamento no centro. Então, manezinho esperto já sabe: dia de chuva não inventa de sair à rua. Fica bem quietinho, esperando a enxurrada de turistas passar.

Cidade que sofre com um crescimento desordenado, Florianópolis tem todas as condições para que se criem engarrafamentos. O único paliativo seria ter um batalhão eficiente de guardas de trânsito. Mas isso, é claro, é pedir demais.

Incompetência irresponsável

Canasvieiras, um dos principais balneários da capital, situado no norte da Ilha, teve várias ruas alagadas, com a chuvarada de ontem de manhã.

Enchente à beira-mar só tem uma explicação: falta de planejamento na construção das vias ou falta de limpeza da canalização pluvial.

As férias de dois meses do prefeito (saiu depois da eleição e só reapareceu ontem), ao que parece, foram acompanhadas por intendentes e outros servidores: ninguém fez nada para preparar a Ilha para a temporada de verão (que é também, em geral, chuvosa).

E o pior é ver que há eleitores/fãs que ainda encontram desculpas para o deboche com que somos tratados pelas autoridades municipais.

[A publicação original deste post, no DONC de 2009, está aqui]

Discussão

Comentários estão desativados para este post.

  1. Pois então, e ano após ano, os que “governam” não aprendem. E a população também não, pois continua votando neles.

    Posted by Fernando S | janeiro 9, 2014, 14:56

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