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Ranzinzices

Governador por um dia (ou uns dias)

Ponticelli por toda SC

O governador3 no exercício de aproveitar a oportunidade que lhe deram

Ponticelli por toda SC

Ponticelli mostra o papel do governo

Ação entre amigos. Essa história de deixar o presidente de um outro Poder sentar uns dias na estofada cadeirinha do governador é apenas uma troca nada inocente de gentilezas. Ação entre amigos em que cada um tira proveito do jeito que pode, sabe ou quer.

Nesta vez o governador 1 viajou para Moscou (e depois para destino ignorado, na companhia sabe-se lá de quem) e o governador 2 (o vice) tomou chá de sumiço. Férias. Aí assumiu o pepista Joares Ponticelli, preparando terreno para embarcar também no palanque da reeleição do Raimundo.

Nos dias em que esteve governador, Ponticelli não perdeu tempo. Saiu pelo estado a fazer bondades. Essa possibilidade de exposição estadual do nome e da figura não tem preço. Qualquer político a quem seja dada uma oportunidade dessas, fica eternamente grato. Com isso, naturalmente, contam os que fazem a gentileza, cumprimentando os amiguinhos com nossos chapéus.

Há poucos anos, eram memoráveis os debates, na tribuna da Assembléia Legislativa, entre o então líder do governo, o peculiar Manoel Mota e o então líder da oposição, Joares Ponticelli. Quem os visse discutir acaloradamente e não soubesse como são as coisas na política, certamente apostaria que eles nunca seriam amigos e nunca se falariam, exceto para trocar xingamentos.

Olhem aquelas primeiras fotos, feitas em municípios do sul de Santa Catarina. O Manoel Mota é aquele sujeito com os bigodes mais negros que a asa da graúna. E o Ponticelli ali, do lado, como um velho correligionário, participante de um mesmo governo. Quem te viu, quem te vê!

Entre os agrados feitos com as gotas de tinta que deixaram na caneta de governador, está um que pode render bons dividendos: Ponticelli sancionou a lei que torna a Associação dos Jornais do Interior (Adjori), uma entidade de “utilidade pública” com tudo que isso significa em termos de renúncia fiscal.

Na divulgação do evento, os puxa-sacos chamaram-na de “Lei Ponticelli”. Faz parte. Mas isso só torna ainda mais curioso o ato. Quem tiver alguma memória, deve ter acompanhado o processo que quase cassou o mandato do Luiz Henrique. No centro do rolo estavam os jornais do interior, Adjori inclusive.

Ponticelli deitou e rolou, batendo sem dó nem piedade no governador, que só escapou na undécima hora. Quis o destino caprichoso e as volúveis fadas da política, que Ponticelli acabasse beneficiando e beneficiando-se da Adjori. Entre as autoridades presentes à solenidade, faltou o LHS. Devia ter outro compromisso, claro, porque, se pudesse, iria dar um abraço no seu novo aliado e velho amigo, o governador Ponticelli.

Discussão

Comentários estão desativados para este post.

  1. 3º governador era como eu o chamava…. rsrs

    Posted by Léo | novembro 21, 2013, 13:30
  2. Cesar

    Você como, bom lageano,podia investigar porque Pelé está comprando tantas terras na serra?

    Posted by osvaldir | novembro 21, 2013, 22:45

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