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Cartinha do Emanuel

Cerrado Desterro 2 – A Missão!

Capa do livro

Capa do novo livro do Emanuel

O Emanuel Medeiros Vieira é conhecido de todos que gostam de literatura e que viveram esta Ilha na década de 70, quando ele agitava por aqui. E é conhecido também dos mais jovens que frequentam este blog. Escritor compulsivo, manezinho exilado, suas raízes estão na ilha e o tronco dividido entre Brasília e Salvador.

Ele acaba de lançar mais um livro (o 23º), só que agora em produção independente, e pede ajuda para divulgá-lo. A obra contém 34 depoimentos de amigos e de colegas de ofício e quase 400 páginas. “Foi um parto demorado, mas espero que seja compensador”, diz ele.

Para comprar o “Cerrado Desterro 2” (Memórias, 382 páginas, Edição do Autor), basta mandar um e-mail para metonia55@hotmail.com.

Sobre o livro, o Emanuel está mandando para os amigos o seguinte comentário:

““CERRADO”: O PLANALTO CENTRAL DO PAÍS, QUE MUITO AMO, E NO QUAL VIVI QUASE METADE DA MINHA VIDA.

“DESTERRO”: O NOME ANTIGO DA MINHA CIDADE NATAL (Florianópolis).

Chamava-se Nossa Senhora do Desterro. Uma ilha “mítica” que também toca o meu coração.

Afinal, o que é o livro?

Memórias não cronológicas, não só sobre uma vida, mas meditações sobre os sonhos e utopias de uma geração, através de um lirismo que busca SEMPRE SER AUTÊNTICO E SINCERO.

O estilo é veloz, tenso, fragmentário, enunciativo.

Nunca busco esconder ou camuflar o nome das coisas.

É claro, não quer enganar.

Através destas memórias e reflexões, TENTO VENCER A POEIRA DO TEMPO, CONVERTER O INSTANTE EM SEMPRE, ACREDITANDO QUE A CRIAÇÃO LEGITIMA AS NOSSAS VIDAS, A NOSSA PASSAGEM TERRESTRE.

O homem não é imortal porque tem uma voz inexaurível, mas porque tem uma alma, um espírito capaz de compaixão e sacrifício.

Que o homem não apenas permaneça. Mas que prevaleça.

Como disse Eduardo Galeano, SOMOS O QUE FAZEMOS, SOBRETUDO O QUE FAZEMOS PARA MUDAR O QUE SOMOS.

Não tenho outro poder, senão o de dizer a verdade diariamente naquilo que escrevo.

CHEGADE FUNDAMENTALISMOS!
O FUNDAMENTAL É A GENTE!”

ESSE É O EMANUEL

Nasceu em 1945. Seu primeiro texto foi publicado aos 15 anos. Diz que começou a escrever (“a descobrir o seu destino”), ainda no grupo escolar, aos 7 anos.

Formou-se em Direito pela UFRGS em 1969. Mas não quis advogar. Participou intensamente da vida política e cultural da sua geração. Considera-se um “mascate cultural.”

Ele não acredita que a literatura salvará o mundo, mas que sem ela, ele seria muito pior. Ou como diz o escritor Orham Pamuk – que o autor cita na epígrafe –, a literatura dá oportunidade de salvar um dia de cada vez.

Emanuel viveu quase 32 anos em Brasília. Foi dirigente do Instituto de Estudos Políticos e Sociais IEPES), embrião da Fundação Pedroso Horta – “consistente instituição de combate à ditadura (1964-1995)”, foi correspondente em Santa Catarina do semanário “Opinião” e membro do Conselho Editorial do jornal “Movimento”.

Foi cineclubista, crítico de cinema, jornalista, editor, vendedor de livros, professor e redator de discursos parlamentares e ativo militante cultural (coisa da qual mais se orgulha).

Já participou de mais de 50 antologias no Brasil e no exterior.

A GALERIA DOS TROFÉUS

Em 2010, seu romance “Olhos Azuis – Ao Sul do Efêmero” (2009), recebeu o Prêmio Internacional de Literatura, outorgado pela União Brasileira de Escritores (UBE), sendo contemplado com o “Prêmio Lúcio Cardoso, concedido para a melhor obra – segundo a entidade –, publicada no gênero, no Brasil, naquele ano.

Com os originais do livro de conto “Tremores”, recebeu o “Prêmio Brasília de Literatura”, 1991, em concurso de âmbito nacional, promovido pela Fundação Cultural do Distrito Federal.

Recebeu em 2002 o “Prêmio Othon Gama D’Eça, concedido pela Academia Catarinense de Letras, sendo escolhido o “Escritor do Ano”, pela publicação do livro de contos “Os Hippies Envelhecidos”.

Sua obra foi tema de dissertação de Mestrado na UFSC, em 1997.

Textos e livros do Emanuel foram analisados e elogiados por, entre outros, Carlos Drummond de Andrade, Otto Maria Carpeaux, Afrânio Coutinho, Mário Quintana, Antônio Olinto, Antônio Carlos Vilaça, Léo Gilson Ribeiro, Moacyr Scliar, Caio Fernando Abreu, Deonísio da Silva, José Santiago Naud, Anderson Braga Horta, Lourenço Cazarré, Flávio Aguiar, Ilma Fontes, Ronaldo Cagiano, Alcides Buss, Hélio Pólvora, Salim Miguel, Silveira de Souza, Flávio Cardozo, Celestino Sachet, Lauro Junkes, Pedro Port, Iaponan Soares, Carlos Appel, Rubem Mauro Machado, Herculano Farias, Antônio Hohlfeldt e Luiz Antônio de Assis Brasil.

Caio Fernando Abreu escreveu sobre um dos livros do Emanuel:

“Sofrimento e paixão constituem as notas fundamentais da literatura de Emanuel Medeiros Vieira. Seu incomum domínio da linguagem, principal elemento de seus contos, sua veia poética, sua revolta frente a um mundo que se modifica rapidamente, transformando logo em passado os ideais da juventude, sua violência, tudo isso faz de deste ‘Sexo, tristeza e Flores’, um livro extremamente forte. Doloroso. Vital. Com cheiro de vida, o que é muito importante.”

Então tá, agora a missão de todos nós é justamente essa: ajudar a divulgar e vender o livro do Emanuel.

Pede lá: metonia55@hotmail.com

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