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Eleições 2012

Foi bonita a festa pá!

Seja quem tenha sido o/a eleito/a, o fato de existirem eleições livres e, em grande medida, democráticas é um evento que merece comemoração. Esses instrumentos com que alimentamos nossas representações são extremamente frágeis. Por qualquer coisa, sempre tem alguém achando que seria melhor fechar os parlamentos, suprimir eleições, botar todos os políticos na cadeia. E aí, cada vez que vou lá dizer para aquela maquininha estranha o número que acho mais legal, fico contente.

Claro que a paciência da gente nem sempre está em sintonia com o ritmo com que a nossa jovem democracia se aperfeiçoa. Às vezes tudo parece excessivamente lento. Parece que o povo nunca vai aprender a votar. Que os caciques políticos sempre encontrarão uma forma de controlar os partidos, o sistema, as campanhas e as administrações públicas. Mas o fato é que um país do tamanho do Brasil não é para amadores. E, com suas dimensões continentais, move-se como um enorme… paquiderme.

Bom, já sabemos quem será o prefeito a partir de janeiro. De hoje até lá, o prefeito eleito será tratado a pão-de-ló pela mídia, paparicado por aspirantes a amigos de infância e pelas centenas de candidatos a funções comissionadas. Ele que aproveite bem esse tempo, porque a partir de sua posse terá que conquistar a metade da cidade que não votou nele e tentar aplacar o ânimo daqueles milhares de eleitores que preferiram virar as costas para a eleição. Não apareceram ou votaram nulo/branco. Por que esta eleição, em particular, fez tanta gente abdicar do direito de escolher?

Não será uma resposta fácil de encontrar. E nem será muito simples fazer com que esse pessoal volte a ter alguma esperança de que a cidade pode ser melhor administrada. A única forma de fazer isso é… administrando bem a cidade. E, principalmente, sem roubar nem deixar roubar. Coisa que pode desagradar a muita gente, nos vários esquemas de sustentação de todos os partidos.

Boa sorte, xará. Acho que vais precisar.

Discussão

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  1. Pelo que deu para ver, dos eleitores “órfãos” no primeiro turno, 1/3 foi para o César (e lhe garantiram a vitória), 1/3 foi para o Gean e o outro 1/3 simplesmente abdicou de escolher alguém (seja anulando, seja se abstendo), e, com isso, graças à legislação que temos, ajudaram o primeiro colocado. E que assim seja. Agora, convenhamos, o Gean tinha uma missão ingrata pela frente. Afinal, raras vezes um prefeito reeleito faz um sucessor em grandes centros, ainda mais com um grupo político organizado contra ele. Que o diga Ângela Amin com o Chiquinho.

    Posted by Fernando S | outubro 29, 2012, 00:42

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