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Eleições 2012

Lengalenga eleitoral

A grande vantagem (talvez única) de ter um blog é poder falar até mesmo aquilo que ninguém tem interesse em saber. E uma dessas coisas que a ninguém interessa é minha opinião sobre os candidatos a prefeito de Florianópolis. Sou um eleitor atípico: em geral voto contra a corrente formada pelas pesquisas e pela euforia militante e minhas escolhas acabam derrotadas. Além disso, gosto quando os candidatos abandonam a bobagem marqueteira das “propostas” e partem para as caneladas. É quando temos a chance de vê-los um pouco menos plastificados. Quase humanos.

Bom, mas a maioria, segundo leio e vejo pelaí, quer debates “propositivos” e insiste em que apresentem “propostas”. Repetem frases feitas do tipo “decerto ataca porque não tem propostas”. E se for perguntar direitinho, ninguém sabe direito o que são as tais “propostas”. Em geral, o que hoje leva este rótulo antigamente era chamado de “promessas”. E, como discordo da maioria, não tenho ilusões: escrevo para a mesma meia dúzia de três ou quatro, dos quais alguns ainda lêem só pra poderem rir de mim na mesa do bar.

De tempos em tempos preciso explicar que embora seja jornalista, este é um blog de opinião. Não preciso ter aqui todos aqueles cuidados que se precisa ter ao redigir o noticiário, para não contaminar as informações com… opinião. Aqui eu só preciso tomar cuidado para não contaminar minhas opiniões com excesso de informação. Não se pode, portanto, cobrar “isenção jornalística” de quem se disponha a emitir opiniões. A dar palpites. E a assinar embaixo (ou em cima).

Dito isso, vamos ao que não interessa.

Florianópolis agora está diante de dois candidatos e a tarefa de escolher entre eles que, teoricamente, seria mais fácil porque são apenas dois, continua difícil e complicada. Vou compartilhar algumas das caraminholas* que têm me angustiado ultimamente.

*caraminhola |ó|
s. f.
1. Monho.
2. Trunfa, guedelha.
3. Enredo, trapaça.

A CHAPA DOS JÚNIOR

Quando vi o Cesinha Souza Júnior pela primeira vez, no programa do pai dele, fazendo o papel de “advogado dos desfavorecidos”, sabia o que o futuro lhe reservava. Estava sendo preparado para a tal “carreira política”, espécie de capitania hereditária que as famílias tratam de manter com o zelo que devem ter para com todas as fontes importantes de recursos financeiros e os diversos tipos de poder.

“Defender” o consumidor é uma boa. Não é preciso ter opiniões muito contraditórias, não se mexe em abelheiros, em geral fala-se mal de empresas que já têm seu nome na lama e das empresas que são consideradas “amigas” pela família ou pelo veículo, sempre se consegue uma resposta satisfatória para o “consumidor”, que acaba creditando o sucesso ao advogado. Portanto, foi muito bem escolhido o caminho para tornar o Cesinha conhecido do grande público.

E todos sabemos que o grande público vota em gente conhecida, famosa. O grande público elegeu o Tiririca. Elegeu Cesar Souza Sênior. E tantos outros.

Quando o Cesinha foi eleito deputado estadual, faziam piadas sobre ele e o Jean Kuhlmann os mais jovens do plenário da Assembléia Legislativa: que ficavam na última fila com seus “palms”, jogando videogame. Brinquei com isso aqui na coluna.

Cesar Souza Jr e Jean Kuhlmann

Molecagem que fiz em 2007, pra mexer com os jovens parlamentares

E o Cesinha respondeu meio mal humorado procurando demonstrar que não estava ali para brincadeiras: “espero ser julgado por minha conduta parlamentar, embora tenhamos de conviver com pré-julgamentos em função de idade ou filiação”.  (Para ler a nota, de fevereiro de 2007, clique aqui)

A primeira grande evidência (pelo menos pra mim) que o Cesinha estava se preparando para concorrer à prefeitura ocorreu ainda em 2007, com aquele rolo da venda do terreno da Epagri no Itacorubi. O deputado Marcos Vieira (PSDB) queria vender e o deputado Cesinha (DEM) foi contra. Trocaram farpas polidas e, claro, depois coligaram em 2008 (Cesinha foi candidato a prefeito com o Dr. Juca, do PSDB e pupilo do Marcos Vieira, de vice). No dia 27 de fevereiro de 2007 escrevi, sobre o então momentoso assunto, uma nota. E sobre o papel do Júnior nesse caso dizia o seguinte:

“Cá entre nós, tanto empenho parece coisa da campanha municipal do ano que vem. Ou vocês acham que o jovem deputado resolveu peitar a aliança, contrariar LHS, espalhar lama sobre seus companheiros de base assim, de graça, no mais puro entusiasmo ecológico?

Até seria bom se fosse. Mas, como disse, sou velho demais para acreditar na pureza d’alma do ser humano.”

Em 2008, na campanha para prefeito, Cesinha e Dário fizeram um ensaio da campanha de 2012. Dário reclamava dos “ataques” do Júnior, dizia que seu adversário só queria saber de atacá-lo e, tal como Gean, atacava de volta. O que, na época, soava esquisito: Dário estava em primeiro lugar nas pesquisas e Júnior em terceiro. Normalmente o líder ignora quem está muito abaixo. Mas além de passar recibo, Dário lançou uma espécie de defesa prévia: “vêm mais ataques por aí”. Isso também é um passo temerário numa campanha, porque supõe a admissão tácita de que há o que atacar. O problema é que o eleitor não entende que, se o próprio candidato avisa que receberá mais ataques, é porque deve ter feito coisas que ainda não foram exploradas.

Nessa campanha algum “anônimo” distribuiu um “dossiê” com algumas fotos do candidato Cesar Souza Jr. com a esposa e fotos de duas meninas de biquini, fazendo poses, como se fossem modelos. Uma delas, que aparentava ter uns 16 ou 17 anos, parecia com a esposa do deputado. E era apresentada como tal no “dossiê”. Lama pura, provavelmente mentirosa, mas que, por ser covardemente anônima, impediu a defesa e a eventual punição. Essa campanha de 2008 foi, para o Júnior, uma espécie de “mestrado” em manhas eleitorais. Se a eleição para deputado foi relativamente tranquila, a disputa para prefeito teve todo tipo de testes e obstáculos.

Ou seja, assim como o Gean gosta de dizer que é “o mais preparado”, o Cesinha também poderia se gabar de ter sido, desde pequeno, preparado para essa vida. Afinal, o mesmo programa de TV que elegeu seu pai, o elegera. E os mesmos tutores que orientaram politicamente seu pai, também o estavam acompanhando.

E para encerrar aquela campanha com chave de ouro, às 15h do dia 7 de outubro de 2008 o DEM (partido dos Bornhausen e do Cesinha Jr) reuniu sua executiva municipal com o candidato Dário Berger, para formalizar-lhe o apoio. Estavam todos “em casa”. Afinal, o Dário nasceu politicamente no PFL e o DEM era o sucessor do PFL.

Passada a campanha municipal, Cesinha submergiu novamente na Alesc. Ah, e participou de algumas das espetaculares viagens internacionais do LHS (coisa que o preparava para suas futuras missões na área do turismo). Até ser resgatado pela tríplice aliança para ocupar o cobiçado cargo de secretário do Esporte, Cultura e Turismo (não necessariamente nessa ordem).

Auditores internos do governo comentam, a boca pequena, que a gestão do Júnior, se comparada à do Gilmar Knaesel, teve menos “problemas”. Mas aí é covardia: Knaesel é um veterano, que sempre teve, a esquentar-lhe as costas, o governador e todo um aparato político de grandes interesses. Seria impossível, para um novato naturalmente inseguro, igualar-se ao grande Knaesel.

Mesmo assim, Júnior decepcionou muita gente ao manter, na gestão política dos fundos sem fundo de sua pasta, certas práticas clientelistas que seus adversários de 2012 só começaram a explorar na reta final da campanha. Teria sido um desastre, se as pessoas que conhecem o caso dos fundos a fundo tivessem coragem de dizer, em público, que foi um desastre. Só que ninguém falava porque sempre ficavam na esperança de serem contemplados com alguma verbinha mais adiante.

Para alegria do candidato a prefeito em 2012, o pessoal que o Geandário arranjou para fazer a campanha deixou quieto aquele que foi, provavelmente, um dos períodos mais férteis (em “material de campanha”) da longa preparação do Cesinha.

E tal qual Gean, Cesinha trouxe um pacote de “propostas” pouco originais. Por exemplo: aquele trajeto horroroso que o governo Raimundo inventou para o sul da ilha, passando ao lado do estádio da Ressacada. Solução meia boca digna do Dário. Sem falar que as ações do governo do estado na capital vão acontecer qualquer que seja o eleito.

No mais, tem razão o Gean em reclamar do papel que o marqueteiro tem na campanha do Júnior. Bom texto, boas sacadas, poucas bolas quicando por distração e chutes (alguns certeiros) nas inúmeras bolas quicando que a turma fraquinha do Gean deixa escapar. E escolher bem o marqueteiro é um mérito. Uma coisa boa.

Depois dessa repassada rápida (embora num longo texto) pela carreira do Júnior, recomendaria aos meus dois leitores que votassem nele? Não. Não é um candidato que entusiasme, por quem valha a pena lutar ou que tenha trazido alguma contribuição inovadora à vida política. É uma cara nova daquilo a que já estamos acostumados a ver. E nem sempre isso é ruim. Só não é o que acho que a cidade merece e precisa.

A CHAPA DOS BERGER

O candidato que a família Berger escolheu para continuar sua “obra” e seu período de controle da máquina pública da capital foi selecionado com todo o cuidado. Sua preparação, ao longo de pelo menos 20 anos de vida pública, representa muito daquilo que os Berger adotaram também como estratégia para seu próprio envolvimento político.

As siglas partidárias, para eles, não têm maior significado. Os partidos são espaços cuja ocupação é necessária para cumprir a legislação e para levar adiante seus projetos. Quando, por algum motivo, esse espaço fica apertado e não se consegue remover o entulho que atrapalha a movimentação, descarta-se o partido como se fosse uma casca que perdeu a validade. E parte-se para outra. Com uma visão pragmática e oportunista que aprofunda e aperfeiçoa a visão pragmática e oportunista dos antigos caciques partidários.

Gean é o protótipo do bom moço. Gentil, cordato e sempre amigo de quem tem a caneta. Tornou-se conhecido ao espalhar mensagens de parabéns em outdoors pela cidade, a cada data festiva. E foi fazendo sua carreira situacionista, sem grandes atritos. Ao contrário. E sem fazer sombra. Provavelmente isso ajudou na hora de ser ungido pelos Berger como sucessor. Bom de voto, aparentemente sem grandes inimigos, articulado, sem uma personalidade política marcante, mas com grande vontade de “subir na carreira”. E tão desapegado a siglas partidárias quanto seus mentores.

Essa “mobilidade” levou o Gean a sofrer processo por infidelidade partidária. Mas aparentemente deu em nada, porque concorre sem sequelas a mais um cargo eletivo. E mesmo com a profusão de outdoors, não me consta que tenha sido incomodado pelo TRE quanto a isso.

Outdoor Gean

Tava mais gordinho o Gean, no Natal de 2006.

Um dos episódios mais curiosos da carreira do Gean tem relação com Dário. Em outubro de 2006, às vésperas da eleição presidencial/governamental houve uma espécie de “rebelião” de secretários municipais contra o prefeito. E saíram, de uma só vez, vejam que coincidência, Gean Loureiro, Rodolfo Pinto da Luz, Ildo Rosa, Renaldo Ax e Felipe Melo. Na época, disse aqui que achava que nenhum teria saído pelos mesmos motivos do outro. Aproveitaram a oportunidade para uma “saída espetacular” mas, pelas entrevistas que alguns deram depois, percebia-se que as razões diferiam. De uma maneira geral, alegaram cobranças inadequadas dos Berger. Mas nada inconciliável.

Vê-se hoje, pela forma como Gean e Rodolfo foram ungidos com cargos e prestígio depois que retornaram ao velho ninho, que não há nada como um dia depois do outro. E que, da missa, a gente dificilmente fica sabendo mais do que a metade.

Apesar de seu jeito sem sal, Gean até poderia estar melhor situado no meu ranking pessoal, se não estivesse tão firmemente preso a essa âncora pesadíssima, o Dário Berger. Apesar de se apresentar (e à sua família) como algo “novo” em oposição às oligarquias e aos Amin, que representariam a política “antiga”, Dário não tem nada de novo. Além de já estar na estrada há uns 20 anos, sua visão da política como balcão de negócios é mais antiga que andar pra frente. A pintura e a lataria têm um desenho novo, mas a mecânica é a mesma utilizada por aqueles que ele, para efeito externo critica e, para efeito interno, inveja.

Mesmo depois de aportar no PMDB, partido cujo nível de raivinhas poderia melhor se adaptar ao jeitão Berger de ser, os irmãos criaram uma subdivisão, o PMDBdosB. Eles estão no PMDB, mas não são do PMDB. Ao contrário: ocuparam parte do PMDB e a qualquer momento, se se sentirem incomodados, partirão para outra. Talvez para o PT, partido com o qual têm enormes afinidades ideológicas e mantém interesses comuns.

Assim, feita essa rápida resenha da carreira do Geandário, recomendaria aos meus dois leitores que votassem nele? Não. Não é um candidato que entusiasme, por quem valha a pena lutar ou que tenha trazido alguma contribuição inovadora à vida política. É uma cara nova daquilo a que já estamos acostumados a ver. E nem sempre isso é ruim. Só não é o que acho que a cidade merece e precisa.

COMO ASSIM? E AGORA?

Vocês acham mesmo que eu iria gastar todo esse latim pra chegar ao fim e entregar a decisão de mão beijada pra vocês? Era só o que faltava. Tratem de pensar, avaliar e tomar suas próprias decisões. Dá trabalho, é chato, faltam informações e sempre fica aquela sensação de que a gente está sendo apenas massa de manobra. Já sofro o suficiente para decidir por mim mesmo, não tenho saco de decidir por vocês. Sei que é dura a vida do eleitor, mas tratem de achar um número de dois dígitos pra enfiar na maquininha no domingo. Divirtam-se.

Discussão

Comentários estão desativados para este post.

  1. César Valente, sempre na mosca.

    Posted by deborah almada | outubro 23, 2012, 16:33
  2. Como sempre, apesar de guardar divertida ironia, o texto do professor não acalenta esperanças pra nossa Ilha agonizante.

    Posted by Paulao | outubro 23, 2012, 17:05
  3. Infelizmente a coisa tá difícil nesta eleição, estamos naquela do “se correr o bicho pega, se ficar …”. De qualquer forma, tenho por princípio não votar nos Berger ou seus prepostos. E temos que aproveitar o momento, levaram uma cacetada em São José, bambearam, agora só falta o golpe final pra expurgar eles do cenário por um bom tempo.

    Posted by carlos | outubro 23, 2012, 17:38
  4. Domingo as pessoas irão às urnas de preto, todos em luto pela cidade.

    Posted by Mila | outubro 23, 2012, 22:11
  5. E a falta de opção não é só flta de empenho e/ou interesse do eleitorado. Experimentem se filiar a um partido prá ver o que acontece. Provávelmente nem serão aceitos. Mas, enquanto isso vamos escolher o ‘menos pior’ e azucrinar a vida deles. Não vamos deixar barato. Parabéns ao Blog.

    Posted by Max | outubro 24, 2012, 00:28
  6. Concordo com o Carlos! A hora de cortar a cabeça da serpente é agora! Meus dedos tremerão, o suor vai escorrer, as lagrimas correrão, mas vou votar, Florianópolis 55!

    Posted by Marcelo | outubro 24, 2012, 08:35
  7. Sensacional o texto. Li e reli (não porque tenho problemas, mas porque achei ótimo mesmo).

    Na verdade, te digo o que acho:
    Enquanto o próprio povo de Flópolis for clientelista, como é, vai continuar elegendo essas coisas. Porque como dizem, a política é o espelho do povo… e o que esperar de um povo nos quais as pessoas acham que porque é amigo de alguém que tá no poder, merece mais que os outros? Um povo que acha que só porque é “nativo”, merece mais sem fazer o esforço equivalente? Um povo que acha que porque “mora ali faix tempo”, pode destruir tudo? Um povo que valoriza mais a “amizadinha” com o político do que a lei? Então, dá nisso…

    Posted by Fernando | outubro 24, 2012, 09:22
  8. A opção de partido dos Berger é o PDT. Eles já “emprestaram” o partido nessa eleição. Todos os vereadores pedetistas eleitos, e alguns que concorreram e não se elegeram, são da turma do Dário. Só conferir a nonimata. Se dependesse do Maneca, o PDT continuaria mais quatro anos sem fazer vereadores. De repente elege quatro?

    Posted by Alexandre | outubro 24, 2012, 11:31
  9. Infelizmente, vivemos num país em que as pessoas não sabem lidar e conviver com a liberdade de expressão. Nossa sociedade possui um nítido viés autoritário, incapaz de conviver com as diferenças, sobretudo as de pensamento. Fomos acostumados a deixar que os detentores do poder “pensassem” por nós. Daí porque ter opinião própria, ainda mais quando se expõe essa opinião, quase sempre é encarado como uma ofensa.

    Posted by Guilherme Bossle | outubro 24, 2012, 12:10
  10. Texto que tá circulando no facebook. Gostei:

    Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

    É assim que eu to me sentindo nesse segundo turno da capital. Por isso eu vou ser bem direto sobre o que eu penso a respeito dessa eleição.

    Não simpatizo com nenhum desses dois (CESAR x GEAN), não votei em nenhum deles no primeiro turno. Fazem parte de grupos políticos que a gente já conhece bem e acho muito fracas e mirabolantes as propostas apresentadas.

    Votar NULO ou BRANCO seria uma opção? Não pra mim. É uma idiotice, não serve de nada, vai apenas anular a capacidade que o meu voto tem pra decidir algo.

    E votar em quem então? No menos pior. E quem é? Também não sei dizer.

    Na falta de outro sentido lógico, decidi o meu voto pelo princípio da ALTERNÂNCIA. É salutar a qualquer democracia alternar os grupos que estão no poder. Muito tempo no poder o governo fica cansado, os vícios e os esquemas só aumentam e a coisa não anda. Acho que oito anos já tá de bom tamanho pra atual gestão. Já deu o que tinha que dar.

    No domingo vou dar meu voto pro Cesar Souza Júnior. Mesmo não esperando muita coisa, vou
    torcer pra que ele faça um bom trabalho.

    Posted by Enio Falchetti | outubro 24, 2012, 14:02
  11. Eu também acho a mesma coisa, se ficar ou correr, o bicho come.. Vou por exclusão, menos arvores de natal milionárias, shows fantasmas do Bocelli, esposa na prefeitura,,, Por ser o menos ruim, vai ganhar meu voto Cesinha 55… Mas tua sorte é que esse Gean é muito ruim…

    Posted by Ayres | outubro 24, 2012, 14:47
  12. Ãncora por âncora, os dois lados têm, e pesadíssimas, por sinal. Quanto a “menos ruim”, eu acho um “menos ruim” que o outro, mas não estou aqui para fazer campanha para ninguém.

    Posted by Fernando S | outubro 24, 2012, 16:26

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