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Eleições 2012

Muita calma nessa hora…

Candidatos a prefeito

Dois desses vão para o segundo turno (Imagens capturadas da TV)

A decisão do primeiro turno das eleições está logo ali e tenho a impressão que a possibilidade de segundo turno enche de cautela os principais candidatos. Segundo as pesquisas e até onde se pode ou deve confiar em pesquisas, Cesar Jr. Ângela e Gean têm chances parecidas de ocupar as duas vagas. Ninguém pode cantar vitória a esta altura.

Todos dizem que “o segundo turno é outra eleição”. De fato, com tempos iguais na TV e um novo rearranjo nos apoios, será uma campanha diferente. E talvez nem precise ser tão cheia de dedos e cuidados.

A candidata do PCdoB/PT e o candidato do PMDB serão, muito provavelmente, aliados no segundo turno. Pelo menos este é o desejo de vários dirigentes das duas siglas. PT e PMDB governam o país, têm a presidente e o vice e juntar os paninhos contra Cesar Jr é uma possibilidade real. A proximidade dos Berger com o PT faz parte de um projeto mais amplo, que tem no Raimundo Colombo um dos principais obstáculos a ser superado. Então, por mais que alguns militantes tenham tentado animar a festa, o jogo até agora foi morno porque ninguém sabe o dia de amanhã.

Um indício de que esta suposição pode estar correta, foram as caneladas que o Cesar Jr deu no governo Dário e, por extensão, no Gean. E sobrou alguma coisa também para a Ângela. Se as chances de um dos dois apoiar o PSD no segundo turno são pequenas, então não tinha por que deixar de alfinetá-los.

Mas, para azar de quem gosta de um debate político mais animado, há uma grande pressão contra os embates mais explícitos: dizem que é “baixaria”. E afirmam, os “especialistas”, que o “povo” não gosta de discussão e acaba votando contra quem bate muito no adversário. Uma pena. Porque é nos bate-bocas mais agitados que a gente fica conhecendo os contendores e vendo como eles se comportam sob pressão.

Bom, mas se, visto daqui de longe o jogo parece que vai ser esse, aparentemente sem muitas surpresas (a menos que o El50n dispare feito um Tiririca culto e politizado) aqui de pertinho, no recesso íntimo do meu título eleitoral, a coisa não está muito fácil.

Cá entre nos e que ninguém nos ouça: não se trata de uma escolha simples. Todos os candidatos parecem ser boas pessoas, bem intencionadas, dispostas a trabalhar duro pela cidade e a dedicar-se a solucionar os problemas que nos afligem. E, ao mesmo tempo, todos têm seus calcanhares de Aquiles e carregam algumas malas sem alça e sem rodinhas.

Claro que para os militantes essas dúvidas são incompreensíveis e as críticas a seus candidatos parecem coisa de gente a serviço do adversário. Mas deve existir, acredito, um grupo de eleitores que se encontra na mesma situação que eu: com dificuldade para decidir em quem votar. E a dificuldade cresce quando paro de olhar apenas para o/a candidato/a e passo a examinar suas circunstâncias. Seus amigos, seus apoiadores, seus padrinhos, suas madrinhas, seus partidos e como, realmente, esse grupo atuou nas funções públicas que exerceu.

Nem vou falar nos vereadores, porque aí o troço tá ainda pior: são muitos, a gente não teve oportunidade de conhecer a maioria e como não tenho nenhum candidato amigo próximo ou parente, é provável que só no final de semana a indecisão termine. Um critério que tenho usado para tentar reduzir as opções, é riscar do caderninho aqueles que parecem ter gasto muito dinheiro e que enchem as caixas postais com papelada. Outro é marcar aqueles que usam carro de som. Mas é pouco. A tarefa é hercúlea, ainda mais porque temos, sobre nossas cabeças, a espada do “voto limpo”. Não dá pra saber se o/a eleito/a vai meter a mão no baleiro, mas sempre tem essa pressão pra “votar direito”.

Bom, espero que vocês já tenham conseguido se decidir. Eu vou continuar pensando. Não quero tirar no palitinho nem é meu feitio votar nulo ou em branco. Só que faz tempo que não aparece candidatura capaz de me empolgar. Acho que a última foi a do primeiro mandato do Lula. Ah, e teve também aquela eleição para o senado em que o pessoal começou a fazer campanha para não eleger o Paulinho Bornhausen (se ele fosse eleito, SC teria pai e filho no senado) e aí acabamos elegendo Ideli e Pavan.

Mas essas são águas passadas, do tempo em que a gente ainda tinha esperança (ilusão?) de eleger políticos diferentes daqueles a que estávamos acostumados. Isso passou e agora temos que ter o mesmo olhar crítico e cético sobre todos e todas, não importa a sigla. Ou a idade. São todos da mesma farinha, saco!

EM TEMPO

A propósito, achei muito interessante o artigo do dono do instituto Vox Populi sobre a decisão tardia nas eleições municipais: clique aqui para ler.

Trecho:

“Nas eleições municipais, acontece o contrário. A decisão é tardia. Pelo que temos visto, é grande a proporção dos que escolhem a caminho da urna.

Ou seja: não seria estranho que as pesquisas da véspera apontassem números diferentes dos resultados reais da eleição. É assim mesmo.”

Discussão

Comentários estão desativados para este post.

  1. Realmente, com relação àquele episódio da eleição do senado, são “éguas passadas” …

    Posted by carlos | outubro 3, 2012, 09:42
  2. Até aqui o GeanDário aparece com o demiurgo que fez tudo em Florianópolis, inclusive a Ponte Hercílio Luz e as duas baías!

    Posted by Luiz Fernando | outubro 3, 2012, 11:08

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