O PSDB (mais precisamente o FHC) não sai da cabeça dos petistas. Nem parece que estão no governo há mais de oito anos, nem parece que seu guru tem índices estratégicos de afeição. Volta e meia arranjam um jeito de fazer com que a gente lembre que o que eles fazem já foi feito antes.
Nesse tal “programa de concessões” (que é o jeito atucanado como os petistas chamam as privatizações que estão fazendo), teve ministro petista dizendo a seguinte enorme besteira: “assim como tem o bom colesterol e o mau colesterol, tem a privatização boa, que é a do PT e a privatização ruim, que é a do FHC”. Não é uma gracinha?
O fato é que o governo precisa desesperadamente que a iniciativa privada assuma algumas despesas com infraestrutura. E todo o ódio que levaram a militância a ter de situações semelhantes, agora precisa ser transformado em apoio e amor.
Por isso, entregar aeroportos, estradas e ferrovias para exploração privada não pode mais ser chamado de privatização. Mas é.
EM TEMPO
A privatização petista tem um componente estatizante, como bem lembrou a Míriam Leitão hoje, no O Globo: nas ferrovias, o capital privado tem o melhor dos mundos, que é o investimento sem risco, com o governo segurando as pontas. Para ler o artigo da Míriam, clique aqui.
Aliás, toda política de investimento privado em infra-estrutura, desde os tempos do Império, sempre tem um componente estatizante, em que a sociedade leva o prejuízo. Pelo jeito, investidor privado no Brasil não gosta de capitalismo.
Privatizou? Estou dentro e tem o meu apoio. Tanto faz a forma, mas é preciso diminuir o tamanho do Estado, e, a melhor forma é pela privatização. E ainda tem gente lamentando a venda da VALE, alegando que foi vendida por uma fração de seu valor. E daí? Já somaram o que ela pagou em impostos e dividendos e o quanto o Governo deixou de gastar? Empresa estatal, se der de presente, ainda é um bom negócio para o país.
Cesar, as concessionárias de estradas fazem questão de diferenciar privatização e concessão: e faz muita lógica. Privatizar é vender uma coisa pública (a estrada) para a iniciativa privada (e aí a empresa faz o que quiser, até dinamitar). Conceder é ceder, e nestes casos por prazo limitado, a exploração da estrada e em troca cobrar a manutenção da mesma.
Então, não é diferente do que os tucanos fizeram (ao menos, na vista grossa), mas não é privatizar.
Foi diferente do que fizeram com as Teles, com a Vale, etc. Aí foi privatização mesmo. Os donos atuais podem fazer o que bem entender com as empresas adquiridas.
Veja: http://www.autovias.com.br/?link=por_dentro_da_concessao (item 3)
http://www.autoban.com.br/sobre/Concessao.aspx
[...] his blog, Eyes on the Capital, journalist Cesar Valente mocked a Workers’ Party minister for insisting [...]