A divulgação dos proventos de servidores públicos está gerando uma certa polêmica. Há quem invoque o direito à privacidade, inscrito na Constituição, para condenar a medida. Sou suspeito pra falar nisso, porque acho que o servidor público, remunerado com dinheiro público, não tem direito a esse luxo, que é o sigilo sobre seu vencimento. Nós temos o direito de saber o que estão fazendo com o dinheiro dos impostos, com nosso dinheiro. Quem precisa de privacidade não deveria meter-se em funções que têm “público” no nome.
Mas não foi pra inticar ninguém com esse assunto que abri este post. Foi só para registrar uma constatação, enviada por um leitor, sobre a quantidade de oficiais e policiais militares que a Assembléia Legislativa de Santa Catarina agasalha.
No levantamento feito pelo leitor temos os seguintes números:
Três coronéis;
Dois majores;
Um capitão; e
Seis subtenentes.
E mais: 15 terceiros sargentos;
um segundo sargento;
três primeiros sargentos;
18 cabos; e
25 soldados.
São 74, no total. 76 se incluirmos dois que a Alesc denomina, genericamente, como “policiais”.
A remuneração deles nem é um problema tão grande (na média dá uns R$ 3,9 mil para cada um). A dúvida é mesmo sobre a necessidade de manter toda essa tropa estacionada numa Casa cuja vigilância é terceirizada, como, aliás, em todas as repartições públicas. E num estado que tem uma deficiência crônica de pessoal nas tarefas específicas da Polícia Militar.
A PM é especialista em cerimonial…
Cesar
Favor divulgar o site em que estão divulgados os salarios de todos os funcionarios do legislativo,pois só encontrei a relação dos salarios dos deputados,onde consta um desconto para a previdencia de menos de R$ 500.00,com salario de mais de R$ 22.000,00.
Evaldo, eu achei alguma coisa relacionado ao endereço abaixo:
http://transparencia.alesc.sc.gov.br/pesquisa_servidores.php
Claro que a PM é especializada em cerimonial, protocolo, formaturas para troca de comando assim como para a finalidade fim, que é o policiamento ostensivo própriamente dito. Já atender solicitações pelo 190 e ver um policial em carne e osso? Está cada vez mais difícil e raro.
É antigo esse “desvio de função”. Praticamente qualquer repartição pública pode requisitar servidor de outro órgão. Entre órgãos federais é muitíssimo comum…. O problema é retirar alguém de um lugar onde falta gente! Essa montoeira de policiais, em gabinetes, fazem muitíssima falta nas ruas! Mas, além da própria segurança deles próprios, ainda ganham comissões ou gratificações por função… Como colocá-los de volta na polícia, onde fazem muita falta e retirá-los de lugares onde não teria lugar para todos, se todos aparececemm para realmente trabalhar?
que seja, 74; lá no Centro Administrativo, outrora denominado Palácio, tem mais 143 dentre todas as patentes existentes no quadro militar. Tem um sargento que só veste a farda para ir pela manhã cedinho e colocar comida para os peixinhos do aquário que fica na base da escada que dá acesso ao gabinete do governador. Quem duvida é só ir conferir.
Grandes coisas ter “público” no nome. É como achar que todo servidor público deve abrir mão do seu sigilo fiscal, bancário e telefônico. Ou achar que tudo o que recebe como contraprestação pelo seu trabalho também deveria ser público. Do jeito que anda essa desmoralização do funcionário público, daqui a pouco ninguém mais quer assumir um cargo (salvos a companheirada medíocre que vive de lamber botas).
Calma. Isso é apenas um aproveitamento de pessoal. Se a Polícia Militar tem um excesso de contingente, então transfere alguns para a Alesc. Ao invés do habitual policiamento ostensivo, lá podem realizar uma espécie de “policiamento legislativo”. Ou seria algum laboratório sobre delitos ‘in loco’?