Por Emanuel Medeiros Vieira*
“Quando você perceber que para produzir, precisa obter autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos e você; quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”.
(Pensamento de 1920, de autoria da filósofa russo-americana Ayn Rand, judia fugitiva da Revolução Russa)
“Que eu não perca a vontade de ser grande mesmo sabendo que o mundo é pequeno”.
(John Lennon)
Como observou Ricardo Abramovay, não é trivial que 21 cientistas de várias partes do mundo, iniciem um manifesto com a célebre frase de Luther King: nós temos um sonho.
A civilização contemporânea vive a combinação explosiva de evolução tecnológica rápida e evolução ética e social lenta.
Mesmo superficialmente, gostaria de falar sobre a aprovação do novo Código Florestal pela Câmara dos Deputados.
Tais mudanças, segundo cientistas, poderão afetar de forma irreversível a quantidade de água disponível para o nosso consumo.
A cobertura florestal dá uma essencial contribuição para a regulação do ciclo climático e para o regime das chuvas, além de ser fundamental para a preservação dos mananciais.
Para Marina Silva, a flexibilização da legislação, cujo maior exemplo foi a aprovação de um Código Florestal “indigno desse nome, e a lei que reduziu o poder de fiscalização do Ibama, são os casos mais graves”. Tudo isso – reforça a ex-senadora – representa uma perda enorme para o país.
Para José Eli da Veiga, professor da USP, as mudanças no Código são semelhantes às regras da ditadura militar e garante que, caso não seja vetado pela presidente Dilma Rousseff, o novo Código Florestal só favorecerá à especulação imobiliária rural.
“O projeto de lei aprovado pela Câmara é tão delirante que jogará todos os agricultores nos piores cenários de insegurança jurídica. Só trará benefícios aos especuladores fundiários, sejam de grandes, médios e pequenos imóveis rurais. E, por favor, que nãode confunda imóvel rural com estabelecimento agrícola. É o mesmo que confundir cafetão de gravata com capitão de fragata”, reforça o professor.
Para ele, a lei aprovado na Câmara é um “monstrengo”. Só me resta apelar: (e que todos os homens de boa vontade também reivindicassem): Veta, Dilma! Veta!
*Escritor manezinho/candango/baiano cujas colaborações são acolhidas por blogs daqui, dali e de acolá.
Quando o Estado através de um Código diz o que o trabalhador e o proprietario a terra te que fazer ele apenas esta reproduzindo o que a judia disse acima. O Estado se intromete em muitas coisas e o Estado não entende de trabalho, de produção, de agricultura, de natureza nem sabe quando se deve plantar quando se deve colher. Sou filho e neto de agricultor de subsistência…
Antes de falar em vetar , olhas a in segurança juridica de nossos minifundios aqui em Santa Catarina
Ayn Rand, hoje, estaria se referindo ao aparelhamento dos órgãos ambientais por aquela turma que hoje forma a “República dos Melancias”, muitas vezes atuando contra a soberania daquela outra República, a Federativa do Brasil, vide a última afronta perpetrada pelos corsários piratas a bordo do Rainbow Warrior.