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Fala leitor

Notícias do Tocantins

Já que as coisas por aqui não andam muito movimentadas, vamos dar uma olhadinha no quintal dos outros, pra ver se a gente se anima um pouco. Um leitor mandou esta sugestão com que espero alegrar a tarde de vocês.

Tesouro, TO

A capa da revista do Amastha com o Amastha na capa.

Lembram do Amastha? Aquele do Floripa Shopping? Pois então. Está em Palmas, capital do Tocantins. Lá, fez mais um shopping (o Capim Dourado), prepara outro e agora quer ser prefeito da cidade. Em campanha, é a principal estrela da revista “Tesouro”, que é dele. Aparece na capa primeira edição do ano, com a família. No melhor estilo “Caras”. E, no mesmo número, publica uma entrevista com… Esperidião Amin.

Matéria do Esperidião

Entrevista do Amin ocupa três páginas

E o que que o Amin estaria fazendo na revista do Amastha? Ora, o ex-colombiano, ex-paranaense, ex-catarinense é pré-candidato a prefeito de Palmas pelo PP. E em janeiro Esperidião foi até lá para participar  de uma reunião nacional do partido. O “empreendedor” aproveitou a oportunidade para associar sua imagem à do careca daquele longínquo (e bem afamado) estado do Sul, que já foi até candidato a Presidente.

A revista, na edição impressa e no site da internet, ocupa-se principalmente de divulgar os shoppings do Amastha (o que está pronto e o que está sendo planejado), mas aproveita para também divulgar bastante o Amastha, que ora aparece como “presidente do grupo Skipton comemora a redução de juros“, ora como o empreendedor que “participa da hora do planeta” e convida os palmenses a participar do evento, ora como o dono do shopping que festeja a inauguração das Casas Bahia. Afinal, quando se é dono da publicação, pode-se usar qualquer pretexto para aparecer. Qualquer pretexto mesmo. Ainda mais quando está em jogo um movimento audacioso como esse: eliminar os intermediários e assumir ele mesmo o comando da prefeitura. Parece que não pretende reeditar a experiência florianopolitana.

Editorial

Palavra do presidente: "Tento não julgar ninguém para não ser julgado"

Ah, claro que na revista em que ele é a estrela da matéria de capa, é também ele quem assina o editorial. E entre os colaboradores da revista, estão um dos filhos (que é “chef”, com curso no Le Cordon Bleu de Paris) e a nora (que é médica “apaixonada por cosméticos” e, provavelmente por isso, está se especializando em dermatologia). Os dois, por enorme coincidência, também aparecem na capa e nas fotos internas, com o candidato.

homem de família

Página de abertura da "reportagem" auto-bajulativa

Nas cinco páginas de “reportagem” que o dono da revista mandou fazer sobre “Um homem de família” (sim, ele mesmo), ele aparece em quatro fotos. Decerto para mostrar como é modesto. Um verdadeiro homem do povo, empreendedor que preza a família e o trabalho árduo. OK, vou parar de falar no cara e na forma com que faz sua campanha, pra não dar idéias para os “empreendedores” locais.

Pra quem gosta de curiosidades amadorísticas: embora em várias das páginas da revista apareça no cabeçalho a data “dezembro 2011/ janeiro 2012″, na página que abre a “reportagem” sobre o dono da revista a data é “outubro 2011″. Um cochilo que, no universo dessas revistas de encomenda, não significa absolutamente nada. Ali na abertura, em fundo amarelo, dá pra ler uma pérola “literária” que dá bem uma idéia da qualidade do conteúdo: “Amastha fala sobre o universo familiar que vive dentro da própria casa”. Uau!

Discussão

Comentários estão desativados para este post.

  1. Tio Cesar,

    Uma certa ocasião, durante o Gov. LHS os policiais civis e militares foram convocados para uma palestra na ACADEPOL (Ademia da Polícia Civil) em Canasvieiras para uma palestra com um adido militar colombiano, que falaria sobre a experiência de redução da criminalidade na cidade de Bogotá.
    Mais de duzentos policiais reunidos, derrepente aparece o sr. Amasta, sendo tratado como cônsul da Colombia, acompanhando um outro colombiano palestrante. A palestra foi o maior vexame. O insígne palestrante comecou sua fala contando uma estória mais ou menos assim: “Pepito estava em uma montanha, qundo apareceu um rapaz de bicicleta dizendo: Pepito! sú madre morreu.
    Então pepito pegou a bicicleta e foi montanha abaixo, e se esborrachou montanha abaixo.
    Depois de todo machucado pensou, o que estou fazendo aqui, se eu não sei andar de bicicleta e nem tenho mãe?”
    Então o palestrantre concluiu. “O que eu estou fazendo aqui? se não não sou eu o palestrante que devia estar aqui e não entendo nada de segurança pública?”
    A plateia perplexa permaneceu em silêncio sem acreditar no que estava acontecendo e após assistir um filminho de uns 10 minutos, imediatamente esvaziou aquele auditório.

    Posted by Pedro | abril 17, 2012, 00:05

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