Sou um fã da linotipo. Uma máquina, é verdade, mas com alma de chumbo derretido. Seu charme irresistível vem, talvez, dos ruídos que suas várias partes móveis produzem, ou de sua engenharia impecável, que a fez dominar o mercado, insubstituível e impassível, por tantas décadas.
Hoje é apenas uma peça de museu, um item valioso de coleções sofisticadas, razão de lágrimas furtivas de tipólatras saudosos. Neste trailer, uma amostra dessa máquina que muitos, da minha geração ou mais velhos, consideram como parte da família.
Eu, dinossauro, confesso: quase chorei de saudade dessa mãe de todas as máquinas!