Assim que o PSD do Kassab, do Colombo e de tanta gente linda e de bem com a vida conseguir seu registro no TSE, terá que procurar abrigo sob a marquise da banca de advocacia mais próxima, porque cairá uma abundante chuva de questionamentos jurídicos.
E a coisa não virá apenas do que restou do DEM, partido que está remoendo um ódio profundo por aqueles que o desidrataram (em SC a debandada chegou a fazer com que o diretório estadual tivesse que ser extinto). O DEM, por falar nisso, tem uma “comissão de alto nível”, assessorada por advogados de primeira linha, que mantém vigilância permanente sobre tudo o que ocorre na gestação do PSD. Cada passo é minuciosamente examinado sob diversos aspectos, para encontrar brechas por onde enfiar o longo e rombudo braço da Lei.
Mas não é segredo pra ninguém que a própria sigla (PSD), será questionada. Uma das histórias que corre é que, quando o PSD (aquele, original) foi incorporado pelo PTB, a sigla desapareceu. Mas isso não caracterizaria extinção do partido. Não poderia mais ser usada por ninguém (já a sigla de partidos extintos pode, sim, ser “reutilizada”).
Ontem recebi um monte de certidões que alguém pediu ao Cartório do 2º Ofício de Brasília, com anotações de registro de partido e de mudança de sigla. Um PSD foi criado em março de 2011, mas em abril mudou a denominação para PL e aí deixou campo livre para o Kassab usar a sigla. Para completar o rolo e dar munição para os advogados, a assinatura de Laudemir Lino de Alencar, que era presidente da comissão provisória nacional do PSD de março (que virou PL), está entre as primeiras na lista de fundadores do PSD do Kassab (é o oitavo).
Outro aspecto que poderá render bastante é a lista de fundadores. Dentre os que exercem mandato eletivo, só quem está na lista de fundadores do partido registrada em cartório poderá virar o casaquinho sem perder a boquinha.
Além de tudo tem o tempo, esse chato que não para. O TSE ainda não respondeu a nenhuma das consultas sobre criação de partido protocoladas nos últimos tempos. E o PSD tem apenas quatro meses para pedir seu registro. Sem as respostas do tribunal, será uma espécie de navegação no escuro. Pode chegar em segurança a algum porto, mas também pode dar com os burros nágua.
Os inimigos, claro, apostam que os neo-pessedistas chegarão à próximas eleições sem uma sigla pra chamar de sua. Os pessedistas, neo-otimistas, acham que tudo se resolverá rapidamente e que os prazos serão cumpridos. Quem viver, verá.
E agora, governador Colombo? O PSD, pertence ao PTB, porque incorporou, em 2003. O PL, houve a fusão, atual PR. Ainda bem que o prefeito de Blumenau, não entrou nesta fria partidária.
Senhor Editor
Roberto Jefferson “acaba” com o PSD antes mesmo dele “começar”
“Vamos fazer com esperteza um partido novo, para esvaziar a oposição. Foi dessa forma que Kassab pensou. Mas, não consigo compreender uma coisa como essa, já que o ideal seria a redução do número de partidos. Não vejo seriedade na proposta do Kassab. Aliás, me parece um movimento de esperteza, que já nasce com a bandeira da infidelidade levantada”, foi o que disse o presidente Nacional do PTB na coletiva de imprensa pelos 66 anos do partido, sobre o PSD.
A sigla sustentada por Kassab e, na Bahia, pelo vice-governador Otto Alencar (PP), foi apontada ainda por Jefferson como a “ovelha desgarrada da família” das demais legendas. “Temos de lançar candidatos, sim. Podemos fazer aliança com qualquer partido, menos com o PSD”.
Ainda sobre o partido de Kassab, Roberto Jefferson falou sobre o imbróglio com o nome da sigla que referenda Getúlio Vargas. “Até hoje pagamos as contas do PDB. Porque querem abocanhar algo que não lhes pertence?”, questionou.
Em tempo, a priori a legenda de Kassab seria o PDB, mas advogado do PTB entrou com pedido para que a proposta nem fosse levada adiante.
Senhor Editor,
A fusão do PL com o Prona = PR, acontece que o CNPJ é do PL e não do PRONA.
Perguntar não ofende: O Kassab tinha conhecimento sobre o PSD e PL? É como diz, o presidente do PRTB, Levy Fidelix: O Kassab registra o irregistrável ! É crime eleitoral.
Tio César,
Quantas vezes vimos o antigo PFL crescer através das tetas do Governo. Há uma frase o ex-Governador Kleinubing (tem ex-parceiro que conhece) que expressava claramente esta tática (depois usada para cooptá-lo, também).
Daí secam as “tetas” governamentais (tipo Ministério da Educação, lembram?) e eles abraçam desesperadamente a fidelidade partidária, numa oposição às suas estratégias iniciais. Isto porque estavam “desidratando”!
O então Dep. Paulinho Bornhausen acionou várias vezes a justiça eleitoral (se é que podemos chamá-la de justiça) para reivindicar mandatos de seus ex-filiados.
Não conseguindo crescer (as tetas do Estado de SC não são suficientes, o governo do DF ruiu, e a PMSP é muito vigiada) inventam uma nova sigla para poder cooptar políticos sem risco de perderem seus mandatos.
Eta coerência!
Merecem todos os tipos de dificuldades que lhes possibilitem insucesso!
Estranho é o governador Raimundo Colombo, não se informar a respeito do ” novo ” PSD do Kassab, àquele que criou o Movimento pró-Pitta:Reaja Pitta, em São Paulo.Concordo com o comentário do senhor Celso Luiz Prudente: o PL e o PRONA, se fundiram e criaram o PR e com CNPJ do PL. O Ministério Público Federal deveria investigar as ” barganhas ” e também os Cartórios de Brasília.A meu ver, uma vergonha e um caso de polícia.