
Molecagem sobre foto da Neiva Daltrozo/SECOM.
Há muitos anos que o governo estadual vem tentando empurrar com a barriga as reivindicações salariais dos professores. De concreto mesmo, essa luta dos professores só produziu uma senadora, candidata a governadora e agora ministra, cuja carreira política assentou-se sobre a massa descontente dos mestres.
Ah, teve também, no reinado LHS, uma prolífica produção de “vales”: aumentinhos que não podiam ser incorporados ao salário.
A grande esperança era mesmo o governador Raimundo, que tinha o físico apropriado para continuar empurrando com a barriga. Mas ele deu no pé. Foi passear na Europa e deixou com seu vice a tarefinha de enfiar, goela abaixo da professorada, um achatamento espetacular da folha.
Pra quem não entendeu: o piso nacional, que o governo estadual terá que pagar porque é lei e porque o STF rejeitou os recursos, é tão próximo do teto estadual, que o “pé direito” dessa casinha salarial acabou ficando com uns 30 cm de altura. Os vários níveis ficaram embolados.
Mas o Pinho Moreira também não tem do que se queixar: ele foi parceiro do LHS por oito anos e disse amém a tudo o que foi feito pelo funcionalismo e pelos professores. E, como diz o povo, passarinho que come pedra, sabe o que lhe advém.
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