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Jornalismo

Intrigas em torno do Arruda

Quando a Veja publicou extemporaneamente a entrevista do ex-governador do DF, José Roberto Arruda, jogando dinheiro no ventilador, surgiram vários boatos a respeito. Claro que a demora em publicar (a entrevista foi feita no ano passado, antes das eleições) é, por si só, motivo de desconfiança. Mas a fofoca que corre envolve o nome do repórter Diego Escosteguy, que está assumindo uma editoria na Época, revista concorrente de Veja.

Várias pessoas me contaram versões “definitivas” da história. Todas com um ou outro lance mais fantasioso. Numa delas, a Veja teria publicado a entrevista agora, para “furar” a revista concorrente, onde Diego iria publicá-la.

Hoje li uma resposta do Diego a um dos portavozes da boataria, o também jornalista Luiz Nassif. E resolvi compartilhar com vocês, porque alarga o debate e expõe os argumentos de uma das vítimas dessa conversa toda. Para ler o que Nassif tinha escrito, é só clicar aqui.

Taí:

25 de março de 2011

Carta aberta a Luis Nassif

Caro Luis Nassif,

Foi com profunda indignação que, alertado por amigos, li há pouco em seu blog uma nota intitulada “Considerações sobre a entrevista de Arruda a VEJA”, publicada às 10h16 de ontem, dia 24 de março de 2011. Esclareço que, ao contrário do que você escreveu, eu:

1) Nunca estive “em processo de ruptura” com a VEJA. Minha saída da revista foi amigável – não por acaso, alguns de meus melhores amigos continuam por lá. Apenas aceitei um excelente convite profissional: ser editor de Brasil na revista ÉPOCA. Nada além disso;

2) Nunca tive “conflitos pesados” com o chefe da sucursal de Brasília da revista VEJA, Policarpo Junior, jornalista com o qual tive o privilégio de trabalhar por cinco anos. Muito aprendi com esse profissional extraordinário, certamente um dos mais brilhantes em atividade no país;

3) Subscrevo integralmente – cada letra, cada vírgula, cada pontuação – da matéria de capa “Caraca! Que dinheiro é esse?”, publicada na VEJA em setembro de 2010. Meu nome não foi “incluído” nessa matéria: eu assinei a reportagem porque a apurei exaustivamente e também a redigi, ao lado do jornalista Otávio Cabral, outro profissional de altíssimo nível e caráter irretocável. É, portanto, falsa a afirmação de que eu “comentei com amigos que a matéria foi inventada”. Nunca tive qualquer contato com você, não lhe conheço, mas, se tivesse sido procurado para esclarecer essa suposta informação – como, aliás, determinam as regras do bom jornalismo – , teria lhe dito isso prontamente; e

4) Nunca “pedi autorização” da revista VEJA para publicar na revista ÉPOCA uma entrevista com o ex-governador José Roberto Arruda. Essa afirmação não é somente falsa como carece do mínimo nexo lógico com a realidade do jornalismo. As circunstâncias de minhas entrevistas com Arruda estão detalhadas na edição desta semana da revista ÉPOCA;

Ressalto, por fim, que tenho orgulho de todas as matérias que produzi durante meus cinco anos como repórter de VEJA. Elas resultaram de um trabalho jornalístico intenso e rigoroso, que muitas vezes demandava meses de apuração e criteriosa checagem. Ou seja: todas – repito: todas – minhas matérias foram norteadas tanto pelo padrão exigente que me imponho desde que comecei nesta profissão, há dez anos, quanto pelos cautelosos critérios que caracterizam o jornalismo praticado pela revista VEJA.”

Atenciosamente,
Diego Escosteguy
Jornalista

Discussão

Comentários estão desativados para este post.

  1. O Luis Nassif é um grande jornalista. Porém, perdeu muito de sua credibilidade, desde que entrou nessa “cruzada” contra a Veja, a Folha de São Paulo e ao que parece, também a Globo, particularmente na pessoa do Ali Kamel. Bobagem. Com isso, acabou se transformando numa espécie de “animador” de uma “torcida” que vê, nesses órgãos de imprensa, inimigos da nação.

    Posted by Guilherme Bossle | março 26, 2011, 13:22
  2. Bossle, eu também gosto do Nassif e do blog dele. Mas a tua definição do que ele vem fazendo nos últimos anos está perfeita. Ele exagera.

    Posted by Edu | março 28, 2011, 15:06

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