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Caraminholas

Ranzinza, eu?

Que lua! Que entardecer fantástico!

Juntei essas constatações com a pena que estou sentindo dos irmãos irlandeses, novamente em crise, e abri uma cerveja Murphy’s Irish Red. Deixo a Guiness para outra hora. Ainda não chegamos a esse ponto. Quem sabe amanhã.

Por hora, além da solidariedade com a Irlanda, estou ensimesmado com uma coisa nada a ver. Não sei se sinto maior comiseração por quem criou a marca dos 50 anos da UFSC ou por quem a aprovou. A UFSC não merecia, no seu jubileu de ouro, ter um negócio desses como símbolo. Mas, como velho ranzinza e bonachão, até gostaria de ouvi-los a respeito: alguém gostou, achou apropriado ou vê alguma qualidade nesse troço extra over polluted?

Em 50 anos, não aprenderam nada de arte gráfica

Em 50 anos, não aprenderam nada de arte gráfica

QUANTOS SOMOS?

Ando meio desligado do blog por compromissos profissionais, mas cada vez que tento me informar, sinto-me como aquele antigo personagem do Jô Soares: “Vocês não querem que eu volte!”

Sabe o IBGE, aquele órgão estatal tão bem estruturadinho, que publica estatísticas tão confiáveis? Pois tem um monte de recenseadores chiando, aqui mesmo em Florianópolis. Não receberam o combinado (havia uma estimativa que ganhariam perto de mil reais e acabaram ficando abaixo disso) mas em compensação receberam um tratamento cheio de estupidezas. Até poderiam entrar na Justiça, mas é possível que a despesa com advogados e o processo fosse maior que uma eventual indenização.

Tanta propaganda e colocam uns despreparados para lidar com a montoeira de quase voluntários que fez o serviço. Uma pena, porque um troço legal poderia ser bacana do começo ao fim, do alto ao mais humilde, mas sempre tem quem meta os pés pelas mãos e azede o caldo.

BLACK SABBATH

Tá, e aí tem o rolo do feriado dos afro-descendentes. Que coisa! Ouvi, meio de passagem, o Damião dizer, na Guarujá, que se quisessem fazer rolo com o feriado, que fizessem antes ou depois da aprovação. Deixar pra discutir o caso às vésperas do feriado, parece sacanagem. Tá certo. Vai ver que é.

A máquina de lavar roupas de uma amiga suicidou-se e ela foi à loja comprar outra. Perguntou quando seria entregue. Explicação: “estamos dependendo de se vai ter o feriado ou não. Se tiver o feriado, as entregas de sábado serão antecipadas para a amanhã. Se não tiver o feriado, entregamos sábado”. Viu a que ponto a coisa pode atrapalhar a vida de muita gente? Ter o feriado ou não ter é o de menos. O problema é que, passados meses da aprovação da lei e de sabermos que sábado seria feriado, só na véspera é que os opositores se mexem. Só pra criar confusão?

Não acho que o dia da consciência negra deve ser feriado. Mas não me meti quando a coisa estava sendo discutida e portanto não vou agora xingar ninguém. Sou contra por uma razão simples: se paramos de trabalhar para celebrar a participação africana na construção do país, teríamos que ter, agora, feriado para a colonização alemã, para a italianada, para os japoneses… ah, e o índio? Afinal, o dia do índio é feriado?

Respeitar, conhecer e entender o papel das diversas etnias na formação desse Brasil plural é importante, vital, necessário. Mas será que transformar tudo em feriado é a única forma de chamar a atenção para esses fatos?

SEGURANÇA FAZ-DE-CONTA

Essa é nova. Foi realmente uma forma totalmente inovadora de não ter que colocar a polícia na rua. A cúpula da segurança descobriu que a “onda” de assaltos era armação de uma meia dúzia de presos de alta periculosidade. A solução? Mandar esses malas para penitenciárias federais de segurança máxima.

Pronto.

Agora continuamos sem combustível para as viaturas. Sem viaturas. Sem “efetivo”. Sem rondas. Sem um plano medianamente inteligente de combate à criminalidade, mas segundo a “cúpula” da segurança (governador Pavan aí incluído), não tem mais perigo. Os mandantes foram mandados pra casa do chapéu. E aí os ladrões, assaltantes e bandidos locais ficarão quietos, nas suas casas, assistindo novela. Ou nos seus carros, ouvindo bate-estacas a todo volume. Mas não cometerão crimes porque ficaram sem chefia.

Essa noite nem vou passar a chave nas quatro fechaduras da porta de casa. Não precisa. Estamos todos seguros. Ninguém entrará pela janela. Nem pelo telhado. Não matarão mais por dez reais. Nem roubarão carros para vender as calotas e trocar por craque. Ainda bem que alguém teve a grande idéia de exportar os chefões.

Agora, se isso for mesmo verdade alguém, por favor, me diga: por que não fizeram isso antes?

FAÇAM O QUE EU DIGO…

Por tudo isso, meus amigos e minhas queridíssimas amigas (já disse que gosto mais de vocês do que dos marmanjos que insistem em me ler?), sugiro que em noites iluminadas como esta, façam o que eu digo. E, se puderem façam o que eu faço: desliguem o computador, desliguem-se do noticiário e vivam a vida. E a vida, vocês sabem, é feita de pequenas coisas. Aquela lua que se vê na janela, esticando um pouco o pescoço. Essa brisa do sul, que refresca a noite. Uma palavra carinhosa. Um olhar afetuoso. Um livro estimulante. Um filme inspirador. Uma música envolvente.

Amanhã a gente volta a se preocupar com os descaminhos da política, a ganância humana, a sensação amarga de insegurança. E com o olhar de desprezo daquela criatura que a gente pensava ter conquistado… ó vida…

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