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EXTRA! EXTRA!

Defenestraram o Apoena da EECarijós

Não tenho me metido na história do estaleiro do Eike em Biguaçu, que tem rendido um grande debate entre os contra e os a favor. Gostaria de ver o canal da baía norte dragado e em condições de navegação, mas não tive tempo nem paciência para examinar o que estava sendo proposto para Biguaçu e por isso fiquei quieto, só olhando de longe. Mas hoje caiu-me no colo indagora (graças a uma dica do @dauroveras), a transcrição de uma portaria muito curiosa, que foi publicada no Diário Oficial da União . Diz o seguinte:

“PORTARIA Nº 485, DE 13 DE SETEMBRO DE 2010

O PRESIDENTE DO INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE, no uso das competências atribuídas pelo Decreto nº. 6.100, de 26 de abril de 2007, e pela Portaria nº. 532/Casa Civil, de 30 de julho de 2008, publicada no Diário Oficial da União de 31 de julho de 2008, resolve:

Exonerar APOENA CALIXTO FIGUEIROA, CPF 268.740.448-93, do cargo em comissão de Chefe de Unidade Avançada, Código DAS-101.1, da Estação Ecológica de Carijós/SC, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

RÔMULO JOSÉ FERNANDES BARRETO MELLO”

Havia, até onde entendi, uma queda de braço entre o ICMBio local, e as grandes forças políticas e econômicas do estado. Numa união supreendente, gente de vários partidos e cores, resolveu que o estaleiro do Eike, em Biguaçu, seria a salvação da lavoura. E, diante da resistência do Instituto, foram a Brasília pedir que o exame da questão e a solução se desse por lá.

Essa portaria aí pode ser um dos principais resultados da pressão dos governos e dos empresários sobre o órgão ambientalista. E o que vai significar, só o tempo dirá. Até onde consigo prever, com meus obscurecidos dotes de futurólogo, é que vai ter gente esperneando de um lado, comemorando de outro e a questão continuará ganhando contornos emocionais apaixonados. E a paixão, vocês sabem, nunca é boa conselheira e em geral cega os envolvidos.

Discussão

Comentários estão desativados para este post.

  1. O fato é que, sobre essa questão do estaleiro, não houve, por parte dos órgãos ambientais, nenhuma palavra sensata, criteriosa e tecnicamente responsável, como seria de esperar. A demonização do capital, do lucro e da riqueza do indíviduo parece ser o que basta para impedir a construção desse estaleiro. Claro que ele não será a salvação para a difícil realidade social de Biguaçu. Porém, pode contribuir para melhorar a vida de muitas pessoas.

    Posted by Guilherme Bossle | setembro 15, 2010, 14:46
  2. O fato é que este estaleiro vai sair, querendo a população ou não, prejudicando o meio ambiente ou não, gerando empregos ou não, poluindo ou não, espantando golfinhos ou não. Nada disso interessa. De um lado temos a chamada “demonização do capital”, como disse o colega Guilherme Bossle. De outro temos os endinheirados empresários, políticos interesseiros e muitos oportunistas, que não conseguem ver nada além das cifras de suas contas bancárias. Fica difícil descobrir quem está com a razão. Quando tem muito político a favor de determinada obra/evento, eu já começo a achar que tem “treta”.

    Posted by Aline | setembro 15, 2010, 16:38
  3. Se o estaleiro é importante e bom para SC, que seja feito. Mas eu gostaria de ver todo este empenho dos políticos, com a mesma vontade e garra, também voltado para a construção de escolas, creches, casas populares, instalações de água e esgoto, melhoria no transporte público, hospitais, duplicação de rodovias, etc.

    Posted by Aline | setembro 15, 2010, 16:45
  4. É isso aí, Bossle! Apoena liderava uma facção dentro do ICMBio que vinha transformando o órgão em uma ONG ecoxiita, para isso cometendo todo tipo de infração administrativa. Interessante, é que ele também foi um dos indiciados pela Operação Moeda Verde, por FACILITAÇÃO para instalação de uma casa noturna bem diante da Estação Carijós. Já o estaleiro, lá do outro lado da baía Norte, é TOTALMENTE incompatível com a Estação? Mas não tem exemplo mais concreto do ponto a que Apoena e seu grupo estavam chegando, do que o desmentido do procurador Federal Barragan, nos jornais de hoje, sobre a imputação de que a autuação fajuta da empresa responsável pelo EIA do estaleiro, ainda no curso do licenciamento, foi realizada a mando do MPF – Barragan ! É… Apoena é mesmo um anjo. Fez muito bem a senadora em exigir um “saneamento” no ICMBio SC. E ainda ficou gente do grupo do Apoena por lá… obervemos atentamente como se comportarão daqui em diante. A portaria foi assinada no dia 13, depois que veio à tona o “indicativo” de multa contra a empresa que executa o EIA p/ estaleiro. Provavelmente foi a gota d’água…

    Posted by Maria Aparecida Nery | setembro 15, 2010, 17:08
  5. Este Sr. vinha se portando com um comportamento que beirava à prevaricação!!! Conforme REGISTRADO EM ATA de reunião do CONSECA, tentou passar por cima do respectivo Regimento Interno só para permitir que não conselheiros pudessem votar a favor do parecer do ICMBio/SC contra o projeto do Estaleiro OSX.
    Há suspeita de outros comportamentos incompatíveis com a função, estes ainda a serem provados no devido tempo.
    De outro lado, não se trata de “queda de braço entre o ICMBio local, e as grandes forças políticas e econômicas do estado” e sim entre elevados interesses do povo da Grande Florianópolis, carente de novas oportunidades de renda, empregos formais diretos e indiretos e um órgão que trata-se apenas de uma ong com ares de oficialidade e que não faz mais do que representar uma minoria contrária do desenvolvimento náutico e marítimo, vocação natural da nossa região.

    Posted by Ernesto São Thiago | setembro 15, 2010, 17:08
  6. Cesar,

    Pelo que diz a Maria Aparecida Nery, será que o tal cara não foi ‘convidado’ para facilitar o estaleiro ?

    Meu filho chegou em casa dizendo que tem gente dizendo que o estaleiro vai mudar as marés da Ilha. É mole ?

    Agora que vai mexer no fundo do mar, isto vai. E se é bom ou não, não sei. É só fazer estudos, pagos pelo estaleiro e dar o resultado.

    Quanto aos golfinhos, fala sério. Vão sair dois navios por ano. No verão passam por ali, toods os dias, dezenas de ‘navios’ com centenas de turista, música a mil, lançhas vazando óleo e ninguém diz nada. Falta seriedade nas propostas e nas contra propostas.

    O pessoal ainda cofunde estaleiro com porto.

    Posted by Cesarlaus | setembro 15, 2010, 20:07
  7. E a onda de trocar o administrador por empreendimento (que é costume no Ibama) finalmente cruzou a porta para o Icmbio.

    Quero só ver a qualidade da água da região ir pro saco com a quantidade de arsênio que vai sair da dragagem…

    Posted by Henrique Jucá | setembro 15, 2010, 21:39
  8. Para que se preocupar com meio ambiente, ecologia etc… Vamos destruir tudo logo. O que vale é o dinheiro, dinheiro no bolso do Eike Batista é claro que é o brasileiro mais rico atualmente e rico a custa dos empréstimos com juros bem baixos do BNDES. Para que manter a pesca artesanal na baía norte? Para que manter os golfinhos? Para que manter as praias limpas? Viva o capitalismo selvagem!!!

    Posted by Paulo Sérgio Miguel | setembro 16, 2010, 08:16
  9. “Enviado por Retratos da Vida – 15.9.2010| 12h00mFlorianópolis dá dinheiro a Grande Rio e desfalca folia local
    A grana preta que a Grande Rio vai receber de Florianópolis para o desfile de 2011 anda gerando muitas críticas no Sul. É que por conta do investimento no carnaval do Rio, a prefeitura de lá não pretende patrocinar a folia local. Resumo: as escolas de Floripa vão ficar chupando dedo e a escola de Caxias nadando em dinheiro”.

    Cesar. essa nota foi publicada na coluna Retratos da Vida do Jornal O Extra.

    Posted by katia | setembro 16, 2010, 08:17
  10. O comentário do Sr. Paulo Sérgio Miguel confirma exatamente o que eu havia dito no meu comentário anterior. No fundo, os golfinhos não são o problema, mas sim o “dinheiro que vai entrar no bolso do Eike Batista”. Deve dar uma raiva, né não?!

    Posted by Guilherme Bossle | setembro 16, 2010, 09:06
  11. Quando as ultimas águas estiverem poluidas, as ultimas árvores arrancadas, o bicho homem perceberá que deinheiro não se come!!!

    Posted by Guto Ghisi | setembro 16, 2010, 12:36
  12. Não há “demonização do capital”, como afirmaram, mas sim os princípios da precaução/prevenção, que norteiam o direito ambiental brasileiro: se há dúvidas quanto ao risco de causar dano, é melhor parar tudo até que o risco seja melhor estudado. Infelizmente, é a triste realidade: o estaleiro sai, nem que para isso seja necessário remover/calar todo mundo que é contra. É o benefício ao lucro de alguns em detrimento da qualidade de vida de todos os demais. O ICMBio, por sinal, propôs outras três localizações alternativas em SC onde seria possível instalar o tal estaleiro, sem impactos tão danosos. Por que tais localizações não foram levadas em conta pelos empreendedores? Quem realmente tem interesse em fazê-lo naquela área em Biguaçu? Seria bom descobrir quem são os donos do terreno em questão e dos seus arredores…

    Posted by Fernando Silva | setembro 16, 2010, 13:32
  13. Fernando Silva: por que você está fazendo estas perguntas no blog? Você não foi a nenhuma das audiências públicas em que a empresa respondeu repetidamente esses quesitos? Você não foi a nenhuma das reuniões que a empresa promoveu para apresentar o projeto e os estudos e nas quais respondeu a tudo o que foi perguntado? Por segurança, eu fui a várias, principalmente naquelas em que os técnicos do ICMbio participaram. Se você tivesse ido a pelo menos uma, não estaria afirmando/perguntando (???) “Por que tais localizações não foram levadas em conta pelos empreendedores?”. Porque eu vi isso ser incansavelmente esclarecido: que elas foram levadas em consideração e porque foram descartadas em favor da região ABRIGADA em Biguaçu. O terreno pertence à empresa. Mas… e se pertencesse a alguma outra pessoa, qual o problema, qual a relação de bom/mau? E quanto ao lucro? Qual o problema no lucro? Você não é um assalariado de empresa privada que gera (ou tenta gerar) lucro? Ou você é um funcionário público? Saiba que hoje em dia, até as empresas públicas mais incompetentes geram lucro… rs rs rs Quanto ao princípio da precaução/prevenção, isso é uma falácia inventada pelo “$ócio-ambientali$mo de re$ultado” para “fundamentar” a criação de dificuldades para trocar por fa$$ilidae$ com os empreendedores endinheirados. Se essa bobagem existisse há muito mais tempo, não existiram navios, trens, automóveis, aviões. Entre outras cositas más…

    Posted by Maria Aparecida Nery | setembro 16, 2010, 18:28
  14. Puxa vida, César ! Assim como o Jornal Ilha Capital, o seu blog também é “pago” pelo Costão do Santinho do empresário Fernando Marcondes de Mattos! Prepare-se, porque os ecoxiitas não vão perdoá-lo: você e seu blog vão entrar para a “lista negra” da al caeda eletrônica dos ongueiros.

    Posted by Maria Aparecida Nery | setembro 16, 2010, 18:40
  15. Escusas, mas surgiu mais um ponto: sem o lucro e o capitalismo, nenhum de nós estaria participando deste debate.

    Posted by Maria Aparecida Nery | setembro 16, 2010, 18:42
  16. Maria Aparecida: vira essa boca pra lá. Não me roga uma praga dessas, menina!

    Posted by Cesar Valente | setembro 16, 2010, 21:31
  17. Maria Aparecida, você está muito alterada. Muita calma nessa hora! “O terreno pertence à empresa. Mas… e se pertencesse a alguma outra pessoa, qual o problema, qual a relação de bom/mau?”. É claro que essa informação tem importância! Hoje é da empresa. Era de quem? Não sejamos hipócritas. Políticos não fazem nada por serem bonzinhos. Fazem pq há retorno. Não há problema no lucro. O problema só existe se o lucro for obtido em detrimento do meio ambiente. Só isso! Simples!

    Posted by Aline | setembro 17, 2010, 08:42
  18. Essa Maria Aparecida deve entender tudo de Meio Ambiente e Direito Ambiental, vcs não acham? Aliás, quem não deve entender nada são os servidores concursados do ICMBio, já que concurso público para biólogo, geógrafo, Eng. Florestal não deve servir para nada mesmo! Faculdade de Biologia para que? Princípio da Prevenção e Precaução, também, não deve, servir para nada? Alguém aí sabe o que é isso? Art. 225, da CF/88, um dos capítulos mais avançados da Carta Política nacional, inspirados nas mais eficazes legislações do mundo, também é besteira… Ora, ora gente, não sejamos simplistas, para não dizer outra coisa! Será que a vinda do Estaleiro é só para beneficiar Biguaçú, o Eike, também, claro, mas… Porque tanta força política para isso, por que as lideranças políticas estaduais só agora estão pensando na população, já que esse, de longe, é o perfil deles? É a pergunta que fica. Ah só para constar, o Eike esses tempos assumiu que é ele quem banca as campanhas de Dilma e Serra.

    Posted by Bruno | setembro 17, 2010, 13:54
  19. Cada qual que defenda seus interesses privados como queira, mas torna-se duvidoso o caráter e a civilidade os oportunistas que visando apenas interesses exclusivos, omitam e se neguem a considerar fatos incontestáveis:
    1 – cerca de 300 maricultores das margens do canal da Ilha de Santa Catarina são cadastrados na EPAGRI. Cada maricultor cadastrado emprega no mínimo 5 auxiliares, o que perfaz cerca de 1.500 desempregos promovidos pelo empreendimento do Eike Batista, só nesse setor. Sem somar o pesqueiro.
    2 – Não há, no mundo, sequer uma região de indústria naval atrativa ao turismo. Pelo contrário. Os que imaginam se beneficiar com a abertura do canal para empreendimentos no setor, quebrarão a cara, enquanto aí também se multiplicarão os desempregos.
    3 – Das vagas prometidas, os cursos técnicos podem formar, em melhor hipótese, eletricistas e soldadores. Restante serão os que trabalharão com pintura, manutenção de maquinário, limpeza e outros serviços popularmente indicados como os de chão de fábrica. Impossível operar a especificidade do empreendimento sem importação de mão de obra especializada.
    4 – O empreendimento fatalmente gerará a acorrida de empresas de menor porte para fornecimento de serviços e acessórios correlatos, gerando mais migração de mão de obra para uma região que não atende sequer as necessidades públicas da população atual.
    5 – Mão de obra especializada excedente no setor de atividade do empreendimento, só é encontrada em duas regiões do país: Baixadas Fluminense e Santista.
    6 – De todas as atividades industriais, as de maior impacto de degradação de ambientes aquáticos são as de papel, para cursos hídricos, e indústrias náuticas em situação marinhas.
    7 – Se o empreendimento fosse uma medida realmente benéfica, o Ministro Gregolim não precisaria mentir afirmando que na Baía Norte da Ilha de Santa Catarina não se desenvolve qualquer atividade pesqueira. Segundo os comerciantes do Mercado Público que se referem a Gregolim, natural do oeste de Santa Catarina, como Ministro da Pesca de Traíra, cerca de 70% do pescado ali comercializado provém da Baía Norte.
    Um detalhe de interesse aos incapazes de raciocinar à frente do imediato: ninguém vem a Florianópolis para comer pizza ou churrasco. Conforme reconhece a própria OSX, a dragagem do canal se repetirá sempre que necessária para desassoreamento, o que, segundo previsão de eminentes oceanógrafos e biólogos do estado e do país, inviabilizará a atividade pesqueira promovendo desemprego também no setor gastronômico.
    Uma orientação aos imprevidentes imediatistas: depois de Florianópolis o mais próximo pólo turístico internacional, com águas marinhas balneáveis, é o Rio de Janeiro. Se pretendem manter os atuais interesses que os movem ao acirrado apoio ao empreendimento, não se percam ao sul, pois chegarão a Patagônia e em termos de águas balneáveis, com nossa exuberância natural, não vão encontrar nada. Se houvesse gaúchos e argentinos não viriam anualmente para cá.
    Não virão mais, pois poluição por poluição ficam em Buenos Aires ou Porto Alegre.
    Ao norte, já no estado de São Paulo ainda há São Sebastião e Ilha Bela, mas não podem ser considerados polos de turismo internacional. Quem haverá de sair do seu país, para ver os petroleiros atravancando a paisagem entre àquelas cidades?
    Por outro lado, poderão se beneficiar com o crime organizado, o tráfico de drogas, as balas perdidas, os arrastões, caveirões, etc.
    Uma cultura que espanta turistas e se for o caso de futuramente quererem fugir do que hoje desejam ou se estabeleçam exatamente no Rio de Janeiro ou passem adiante em direção ao nordeste.
    Mas não se demorem a decidir, pois também não há no mundo uma instalação portuária ou de indústria naval que deprecie o valor imobiliário patrimonial. Ou será esse o verdadeiro interesse?
    Aí já não é caso de imediatismo, mas sim de compreensíveis interesses especulativos.
    Só o que não é compreensível e cheira a mais crassa e grossa desonestidade é essa coisa de usar os golfinhos como disfarce para justificar o injustificável.

    Posted by Raul Longo | setembro 17, 2010, 14:24
  20. Não se trata de demonizar o capitalismo! O capitalismo, diga-se, exercitado dentro de certas regras, é muito bem vindo. Da mesma forma que o socialismo. Destarte, o modelo de estado intervencionista, tal qual o nosso, é deveras adequado! O que nos falta, na verdade, é eficiência e eficácia nas instituições políticas, valoração do interesse público, que sem dúvida, deve prevalecer sobre o privado! Como chegaremos a isso? Simples: O dia em que tivermos uma população instruída, consciente, que saiba separar o joio do trigo, e perceber, que antes de mais nada, o bem geral deve estar acima do particular. O caso do estaleiro traz isso à tona. Ou escolhemos a criação de um propalado nº de empregos (3.000, se eu não me engano, o que para uma região de quase um milhão de pessoas, como é a zona metropolitana de Fpolis, não vais safar a vida econômica de lugar algum!), ou mantemos o resto de meio ambiente equilibrado que ainda possuímos, já que tanto foi feito em sua destruição. Assim, não se afetará aqueles que vivem da pesca, da maricultura, do turismo (sim, isso mesmo, o risco é certo de descaracterização da natureza da Baía Norte, veja-se o impacto que o arsênio deve causar na Bahia, bem como a atracação e trânsito de navios, não escunas). Ou seja, em detrimento de um nº de empregos, que podem ser gerados de várias outras formas (basta vontade política para tanto!), estaremos garantindo a qualidade de vida e o sustento de quanta gente! Da rede hoteleira de Jurerê Internacional até o mais singelo dos pescadores da praia de São Miguel, em Biguaçú. Resta-nos escolher o que queremos para o nosso futuro.

    Posted by Bruno | setembro 17, 2010, 14:53
  21. Mesmo depois de ler alguns excelentes comentários, principalmente o do Sr. Raul Longo, infelizmente ainda não consegui me convencer de que a construção de um estaleiro no litoral de Santa Catarina possa causar tamanho impacto ambiental, a ponto de causar a extinção da vida marinha na região. Sempre que ouço aqueles que são contra o estaleiro em virtude das questões ambientais, tenho a impressão de que se trata de uma usina nuclear, ou algo similar. Impacto ambiental qualquer obra ou empreendimento causa. Até a “meia água” que fiz atrás aqui de casa causou impacto ambiental (tive que cortar algumas árvores e plantas). Só acho que, na questão do estaleiro, está faltando razoabilidade.

    Posted by Guilherme Bossle | setembro 17, 2010, 20:50
  22. Ah, que bonitinho, a máfia X toda veio comentar a matéria. Mas quando questionados sobre os pontos MENTIROSOS e FALHOS do EIA apresentado pela OSX, ninguém responde. Então os mais de 20 ESPECIALISTAS da área AMBIENTAL sabem menos que vocês!? hahaha faz-me rir. Com mais de 3 estudos afirmando CATEGORICAMENTE que LOCAL é iviável e vocês babando mentiras sobre capitalização, inveja, máfia verde… triste isso. Vcs são figuras tristes remanescentes do capitalismo selvagem dos anos 80. Que tal ler o parecer INDEPENDENTE de 14 estudiosos ambientais, que se sentiram na obrigação de executar o estudo tamanha INCONSISTENCIA de EIA (peixe de agua doce heim, 40% d espécies noemadas erroneamente heim, numero amostral = a 3!!! só!!!) que tal ler a nota técnica de mais 2 especialistas? Que confirma danos irreparáveis na pesca artesanal, heim?! Porque não comentam texto de Doutora em química ambiental onde afirma categoricamente os DANOS da dragagem? O único comentario q fazem sobre parecer do Prof Paulo Simões que afirma também a INVIABILIDADE do LOCAL é que ele “se enganou estudando porto” o que facilmente vemos que é mentira pois conclusão e ART mostram claramente que estudo foi sim sobre ESTALEIRO…. nada disto é dito. Sobre as comuidades que se colcam cada dia mais CONTRA o projeto, vocês ignoram ou dizem que não valem nada… típico…. Então continuem gritanto suas mentiras e falácias sobre o assunto… mas continuaremos mostrando o lado verdadeiro e cada dia mais estudos de ESPECIALISTAS AMBIENTAIS mostrando a VERDADE!!!!!!!!

    Posted by Claudio | setembro 21, 2010, 17:41

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