Fiquei muito espantado quando vi, antes do debate de candidatos a governador de SC, o dono da TV Barriga Verde, Saul Brandalise Jr., apresentar ele próprio, em pessoa, um severo editorial, cheio de recomendações e advertências.
Imaginem agora o espanto sobre o espanto, quando recebo, da Justiça Federal, uma nota informando que ele e outros sócios estão com os bens indisponíveis, suspeitos de crimes contra a ordem tributária, que teriam causado prejuízo de cerca de R$ 750 milhões aos cofres públicos. Parece tratar-se de mais um daqueles casos graves de “façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço”.
A nota:
Justiça Federal decreta indisponibilidade de bens de empresários
A Justiça Federal decretou o sequestro judicial do patrimônio dos empresários Flávio Brandalise, Saul Brandalise Júnior e Ivan Oreste Bonato, denunciados em ações penais por supostos crimes contra a ordem tributária. A decisão foi proferida ontem (terça-feira, 24/8/2010) pelo juiz Eduardo Correia da Silva, da Vara Federal de Caçador, e atende pedido do Ministério Público Federal (MPF) e da União.
O juiz determinou também a indisponibilidade dos bens dos empresários, ainda que estejam em poder de outras pessoas. Para cumprimento da decisão, foram expedidos, entre outras medidas, mandados de sequestro para apreensão, depósito e avaliação de bens móveis, que começaram a ser cumpridos hoje (25) de manhã pela Polícia Federal em Videira, Joaçaba, Florianópolis e Curitiba (PR). As diligências tiveram a participação de servidores e oficiais de Justiça da Vara Federal e do Grupo Especial de Segurança da Justiça Federal em Santa Catarina.
O total das medidas atinge 20 pessoas e seis empresas e pode, conforme o caso, incluir o bloqueio de contas bancárias e valores mobiliários, averbação da indisponibilidade dos imóveis nos respectivos cartórios e suspensão da distribuição de lucros das empresas envolvidas. A íntegra
da decisão está disponível na página da Justiça Federal em Santa Catarina na Internet.O MPF e a União alegam que os três denunciados teriam inserido informações falsas em livros fiscais, simulando negócios e omitindo informações à Receita Federal, com o objetivo de suprimir e reduzir tributos. Em função dos supostos atos, teriam deixado de ser pagos mais de R$ 543 milhões. O valor atualizado, segundo o MPF e a União, ultrapassaria a cifra de R$ 750 milhões.
Justiça Federal em Santa Catarina – Seção de Comunicação Social”
“Sereria” muita sacanagem pedir um comentário do Vanio Bossle no Direto ao Ponto, tratando sobre o espinhoso tema?
(programa apresentado por Vânio Bossle, o Direto ao Ponto é um programa sem meias-palavras. Na pauta, uma ampla variedade de assuntos e temas polêmicos, relacionados à política, à administração e à comunidade, sempre com entrevistas e enquetes que envolvem a opinião do público)
Carlos, seria. Não tem cabimento pedir que empregados de empresas envolvidas em problemas com a Justiça falem sobre seus patrões. Não rola.
Concordo plenamente. A brincadeira foi so por causa de uns e outros que desafiaram o Prates a falar, com o seu estilo peculiar, sobre o caso do estupro praticado pelo filho do conselheiro da RBS. Nao tem cabiomento, mesmo.
pois é
E no sócio oculto da Perdigão/TVBV, não vai nada?????
Tainha, agora fiquei curioso: quem sereria o sócio oculto?
Só para botar lenha. Não sei se tem a ver com o sócio oculto, mas na acirrada eleição de 2006 a TVBV foi a única afiliada da Band que não realizou debate entre candidatos.
Queria ver os programas policiais sensacionalistas estamparem o rosto dos réus. A nossa idéia de criminosos é a do pobre da esquina. A criminalização é seletiva.