Este blog tá que nem aquele horário de propaganda política do partido nanico que não conseguiu entregar os programas. Sem ter o que mostrar, fica o sujeito chato, da justiça eleitoral, informando que o espaço está reservado para a propaganda política obrigatória.
Nanico e atrapalhado, pulando de um lado pro outro feito milho de pipoca na chapa do fogão, reconheço que tenho custado um pouco mais que o costume, para entregar o programa obrigatório desse nosso horário eleitoral.
Junte-se aos quefazeres e atribulações dessa vida de frila o desencanto com o momento político que vivemos e pronto: fica o blog abandonado, criando mofo.
Dizer o quê, disso que estão fazendo os principais candidatos? A Ideli desistiu de ser candidata a governadora de SC e parece que resolveu usar todo seu tempo para ajudar a campanha da companheira Dilma. Se a eleição da afilhada do homem estivesse enfrentando alguma dificuldade, até se poderia entender tamanho desprendimento. Mas na atual conjuntura não tem explicação. Como também não tem explicação o plágio do quadro do papagaio e a imitação da perua plastificada das manhãs globais. Será que Ideli quer que a gente a compare com a Ana Maria Braga? Ou pretende mostrar que, tal como aquela outra perua petista, a Marta Suplicy, também pode ser apresentadora de TV?
Qualquer que seja a explicação, a constatação é uma só: ela desistiu de ser candidata a governadora.
O Colombo, que é um bom rapaz, bem intencionado, está metido com uma turma que vou te contar. O PSDB, magoado porque o Pavan deu um mau passo no passado (renunciou ao Senado confiando na palavra do LHS e do PMDB, kkkk), desistiu de fazer campanha para o Serra, só pra não ter que apoiar o Colombo. O PMDBdoB tá com a Dilma, ou melhor tá com quem tem mais chances de se eleger, e aqui no estado morre de vontade de se abraçar com a Ideli, mas tá sem jeito porque ela, como já vimos, desistiu de ser governadora e quer ser só apresentadora de TV. E aí, o PMDBdoB faz doce, pra tentar tirar, do Colombo, tudo o que for possível em troca da tal “governabilidade”.
A tia Ângela tenta correr por fora. Mas escolheu, para vice, uma poita. O Maneca Dias é uma espécie de âncora, firmemente presa ao lodo do fundo do mangue das composições politicas (se a imagem pareceu muito forte e ofensiva não tem problema, eu troco: firmemente presa às cristalinas areias do oportunismo). Não tem como ir muito rápido, nem muito longe, tendo que carregar um peso desses. No fundo, o PDT do Maneca sabe que seria melhor estar junto com a Ideli. Principalmente porque, com o PMDB agarrado à Dilma, as chances de sobrar alguma boquinha no governo federal pros outros partidos são menores. E talvez até tenha que pagar algum pedágio. Mas tudo bem, o PP também faz parte da base de apoio do lulismo e com certeza, seja qual for o resultado estadual, o Maneca não ficará ao desabrigo.
E se por acaso a tia mantiver a liderança e acabar indo para o segundo turno ou mesmo pelando a coruja no primeiro, o Maneca ficará insuportável: vai querer que a gente acredite que ela só chegou aonde chegou por causa dele e de seu estupendo partido, com seus milhares de militantes aguerridos. E vai enfiar a mulher dele, a DalvaDias, irmã do Walmor de Luca, de novo em alguma secretaria, para terror e desgraça dos servidores estaduais de carreira que não conseguirem transferência rapidinho.
Portanto, a coisa não está fácil. E se a gente começar a pensar em quem vai votar para senador, deputado federal e estadual, aí mesmo é que dá vontade de comprar uma passagem só de ida.
Mas tudo bem. Assim que o nevoeiro diminuir talvez eu consiga ânimo pra voltar a entregar a tempo os programinhas eleitorais deste horário obrigatório aqui.
Realmente… está difícil escolher este ano…
Como vice não manda e conhecendo certa candidata a governo que não se dobra para ninguem, ja sei em quem votar.
Deixa a política pra lá! Melhor falar sobre Jurerê (aliás, adorei o texto do Brito) ou fazer campanha pelo voto facultativo.
Pode estar difícil, confuso e até paradoxal, mas o que não dá é pra deixar a catrefa que está toda escondida por trás da carinha de anjo barroco de um certo candidato, continuar a fazer lambança no nosso Estado.