Esse jovem carioca que peitou o presidente da república e o governador do estado, portou-se como se deveriam portar os jornalistas. Não se intimidou com a agressão verbal reiterada do governador (Sérgio Cabral, grande cronista musical, um dos meus ídolos do Pasquim, que achas desse teu filho?), não baixou a cabeça para as respostas apressadas do grande Lula e produziu uma das melhores reportagens políticas dos últimos tempos.
Acho que o jornalismo só tem sentido quando mostra a nudez (física e/ou moral) dos governantes. E é isso que vemos aí. Tomara que faça escola. E que tenhamos repórteres dispostos a fazer algo mais do que apenas segurar o microfone e abanar a cabeça em subserviente aprovação.
Mas tem um pequeno detalhe técnico: só consegue encostar o entrevistado na parede o repórter que conhece muito bem o assunto sobre o qual indaga. Fazer a lição de casa e informar-se previamente é fundamental.
O vídeo já foi colocado em muitos blogs (peguei lá no Canga), mas vale a pena ser visto e revisto.
O lula pareceu gostar do cara. Engraçado.
O cavalo dá coices porque não sabe falar. Ouvi um dia desses o adágio popular que ilustra bem a cena. Esse senhor é um arremedo da engenharia genética. Vejam só filho do velho Sérgio Cabral, cuja pena mergulhava no melhor do bom humor carioca, diferenciando o jornalismo do JB e até mesmo o caderno `cultural` – dá urticária a nomenclatura dessas páginas – de O Globo. Vejam só quanta violência (é um governador) arrogância, soberba, grosseria, prepotência. Saudades de um JK (Feliz do povo que pode dizer o que pensa de seus governantes, respondeu ao ser xingado na saída de um evento em BH). Mas democracia é só um verbete em tempos do `revival` leninista travestido na noiva de Chuck.
eu procuro, aqui, por algo pra dizer, mas me falta algo original. sinto um pouco de vergonha; talvez muita. não por esses dejetos humanos que hoje desgovernam “effepaiff”, mas por desconfiar de que, no fundo, somos nós os culpados por esses desqualificados estarem onde estão. como já disse, eles não são ETs. what´s your point? well, receio que a grande maioria da sociedade é mesmo desqualificada – intelectual e moralmente.
Em relação ao Sérgio Cabral, o filho saiu ao pai: dois completos idiotas.
Guilherme: acho que exageras ao colocar, no mesmo balaio, pai e filho. São, como a maioria dos pais e filhos, pessoas diferentes. Vejo méritos no velho historiador que não consigo encontrar no filho.
Caro Cesar. Atribuo aos dois o mesmo adjetivo, porém por razões diferentes. Não vem ao caso expor, neste espaço, minhas opiniões a respeito dos dois. Mas quanto ao pai, para mim ele, assim como seus colegas de “O Pasquim”, fazem parte daquilo que o General Augusto Heleno se referiu como “esquerda escocesa”, formado por aqueles que, atrás de um copo de uísque 12 anos, sentados na Avenida Atlântica, resolvem os problemas do Brasil inteiro.
Os políticos, quando em off (ou quando pessam que não estão sendo gravados) revelam a pessoa que realmente são.
Uma vez, estava na Praia Mole e apareceu por lá o então governador de SC. Depois de passear (e acenar muito) pela praia, o dito entrou em um daqueles bares que estão lá nas duas ha décadas (aí, floram), cujo proprietário é (ou era) um gaúcho, dono daquele sotaque forte de porto alegre. O mesmo, quando viu o governador entrando no seu estabelecimento, sorriu feliz e foi falar com o homem. “Ô, governador, seja bem vindo”, e tal e coisa. Depois de umas águas e guaranás servidos, o gaúcho então, aproveitou o momento, e mandou um “governador, preciso falar com o senhor sobre a situação da conservação das dunas aqui da Mole e da praia da Galheta.
Aí, o governador olhou pro cara, franziu a testa e disse assim “ô, gauchô, porque tu não vais cuidar da preservação do guaíba, heim, ô”. Deu as costas e saiu.
Eu vi isso.
Por favor coloque a entrevista da Dilma no J.N. de ontem para mostrar também o outro lado. Foi um banho no apresentador aloprado. Fico no aguardo.
Celso, podes ver a entrevista em http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/08/dilma-rousseff-e-entrevistada-pelo-jornal-nacional.html só que tenho a impressão que vimos programas diferentes. Não consegui ver banho nenhum. Só algumas imprecisões na argumentação apressada da entrevistada. Mas deve ser porque sou do tempo em que a função do entrevistador era fazer perguntas e do entrevistado, responder com alguma coerência. Hoje parece que os petistas tão brabos com o Bonner porque… perguntou.
Ah, tá, entendi. Só que nesse caso, Guilherme, estás misturando alhos com bugalhos e dessa salada tou fora. Porque não compartilho da opinião de generais da gloriosa nem os levo a sério.
Pergunteia como voce escreveu por coerência, eu gosto de coerência independente de partidos, pois hoje eles estão num amanha polam para outro. Um grande abraço.
Cesar, isso aí foi uma pegadinha, foi armação, já revelaram a história.
claro que foi pegadinha. o Lula e o Cabral estavam só encenando pra serem ridicularizados na blogosfera. como fanatismo político é uma m. mesmo. militante é o cabra que abdicou de pensar; vive de repetir a cartilha. é a pior raça. um bando de coitados.
A patrulha do amorim, garcia et caterva está ativa na censura chavista que vão impor a partir de janeiro, se a noiva do Chuck ganhar.