A Grande Rio, escola de samba vice-campeã do carnaval carioca deste ano escolheu Florianópolis como enredo para 2011. Já fizeram até festa de “lançamento” (leia o registro no blog Tamborim), que teve presenças ilustres, como a secretária e primeira filha Lurian Silva.
No blog Tamborim a Ângela Bastos, sempre atenta para a cena carnavalesca, tinha contado a história toda numa nota do dia 28 de junho último (aqui). Ali o agora prefeito em exercício, vereador Márcio de Souza, faz segredo do valor do patrocínio e, como seu chefe Dário Berger e outras “autoridades”, faz questão de colocar, no contribuinte, um nariz de palhaço: “Neste momento não estou autorizado a divulgar o valor do patrocínio. Na ocasião oportuna isso será feito. Repito: o investimento será captado junto à iniciativa privada por meio da Lei Rouanet, sem a participação de verba pública da prefeitura, do governo do Estado, da União.”
Ora, ora, renúncia fiscal é feita com dinheiro público. Sai de impostos que deveriam ser pagos ao tesouro e que legisladores bonzinhos autorizam que sejam pagos para outra finalidade. Mas é dinheiro devido ao Estado que fará falta para pagar a folha, construir escolas, hospitais e essas coisas todas que deveriam ser feitas e nunca são. É dinheiro público sim senhor. Portanto, tal como na árvore, no tenor e em outras festinhas, Florianópolis na Grande Rio é grana de impostos que foi transformada em “incentivo fiscal”. Esse discurso de que é “sem participação de verba pública”, é conversa de malandro pra enrolar otário.
Vocês devem lembrar que a cidade já negociara o patrocínio (sim, sim, é tudo patrocínio, não tem enredo grátis) com a Beija Flor, né? (Vide notinha “O dinheiro abunda”, aqui) Na época se falava numa mixaria de R$ 6 milhões. Agora, escaldados com os escândalos natalinos, o pessoal tá na moita. Ninguém fala em dinheiro.
No caso da Beija-Flor, até no site da prefeitura da capital, em dezembro de 2009, tinha notícia sobre reunião com diretores da escola (aqui) para a apresentação do projeto. Com o xabu do Natal, a turma resolveu ficar mais discreta, mas não perdeu a mania de meter a mão em cumbuca. Se não fosse a presença da animadíssima primeira filha e secretária preferida do Berger de São José, é capaz da gente nem ter se dado conta de que, onde tem enredo de escola de samba sobre cidade ou estado, tem dinheiro público. A grande questão, agora, é o quanto estamos pagando por essa “gentileza”?
Cesar,
Vc já viu o governo do Estado APOIANDO escancaradamente o JOGO ILEGAL vVeja o site
http://rekatex.kinghost.net/overbet/index.htm.
O governo está apoiando um torneio internacional de POKER.
Mas, será possivel que esse Vereador, de tanto apoiar o Dario Berger, pegou até o jeito do dario de mentir e agir? Eles sabem que renuncia fiscal é dinheiro público, e pensam que somos idiotas. MP e TCE neles! Quem te viu e quem te ve, heim Marcio de Souza?
pt e dário berger juntos??? pode chamar a polícia federal. Melhor, o FBI e a CIA.
Cesar!
Enaquanto essa gente distribui o nosso dinheiro para o carnaval do Rio de Janeiro, o carnaval de Florianópolis fica jogado às traças. Já conseguiram acabar com a festa popular por aqui e agora querem assistir ao carnaval do Rio de camarote. Essa gente não está nem aí para a população da capital. Perderam a vergonha na cara e fazem o que querem e como bem entendem. A im(p)unidade parlamentar faz com que eles não temam mais nada. Fazer política hoje em dia é o negócio mais rentável no Brasil.
Essa “putaria” toda que aconteceu e continua acontecendo de distribuição de verbas públicas através da tal “Lei Rouanet”, é culpa do Poder Judiciário e do Ministério Público conivente com toda essa patifaria.
Amauri: não vamos generalizar. Tem muito projeto legal (em todos os sentidos) e necessário que só foi realizado por causa dos incentivos fiscais. E tem inúmeras prestações de contas corretas, feitas por produtores culturais honestos. Atribuir a culpa dos malfeitos ao Judiciário e ao MP, é simplificar demais o problema. E cometes, com essa ampla e inócua atribuição de responsabilidades, uma injustiça.
Falta gente séria no controle e no comando…
Se a fonte de recursos for a lei Rouanet, acho que a prefeitura escolheu o parceiro errado. A Grande Rio aparece como inadimplente no site do Ministerio da Cultura por conta do PRONAC 092900, do desfile do carnaval de 2010. A Grande Rio consta como Proponente Inabilitada, logo nao pode captar novos recursos.
O PRONAC aprovado era de 4,5 milhoes, mas nao captaram nem 1,5 milhao.
Xi… então tem mais mutreta sob o tapete do que a gente imagina.
É preciso explicar definitivamente para esse pessoal, até pra “ozinho” prefeito por uns dias que a verba de reuncia fiscal seja municipal/estadual ou federal é verba pública.PAREM DE QUERER NOS ENGANAR!Ñ somos trouxas, as eleções vêm aí!!