A respeito dessa excrescência mal parida que é o Ecad, o Diego, leitor indignado, deixou o seguinte comentário:
“Recebi um agente do E-cad fazendo cobrança pelos serviços prestados pela minha empresa, onde utilizamos música.
O valor cobrado foi referente a 15% do total BRUTO arrecadado, ou seja, queriam tornar-se sócios da minha empresa arrecadando mais do que o lucro que incido por pessoa. Ao final, depois de muita conversa, o preço caiu para 6,5% do total liquido. Jamais paguei o boleto.
Ao receber um telefonema cobrando, disse que me recusava a pagar uma taxa que pode se reduzida à metade com uma simples conversa informal, sem embasamento legal.
Os agentes do e-cad são como vendedores de rua na Ciudad del Este, em nosso querido vizinho Paraguai.”
REAÇÃO
E o Joanildo contribuiu para a discussão com o seguinte:
“Tio Cesar, acesse este link aqui do blog do Cacau que fala sobre a negativa ao Ecad de cobrar direitos autorais de estabelecimentos. Jurisprudência sobre os desmandos do ECAD.”
Não demora muito e eles vão começar a passar de casa em casa, deixando um boleto pra recolhimento…
Olhó, o blog voltou? Ninguém avisa, pô.
Voltô dia 1º de maio, que era dia do trabalho.
E isso do pessoal não avisar é que é chato: vai ver não tão gostano…
Cesar,
Ecad e multa de transito são duas coisas que continuam a exister com a conivencia do poder instituido.
Ecad: vou contar uma histórinha: O esposa do Tom Jobim recebeu num determinado ano 700 mil dolares de direito autoral nos USA, e 30 mil reais aqui no Brasil.
Multa de Transito: passei agora vindo sul da ilha e o transito já está infernal, filas e mais filas. Não encontrei um único e sequer policial, para orientar o transito. No entanto encontrei dois policiais escondidos atrás de uma arvore para multar os carros que passam na via expressa acima de 80 km por hora. Multa que passa a 100 numa pista de tripla com um carro que tem freio abs e pneus de qualidade. O transito qye se exploda.
Chegando na cidade estava um onibus amarelinho – dos grandes, trancado na esquina da tenete silveira com a deodoro por que nao passava na esquina por conta de Rang Rover mal estacionada. Não havia um unico guarda no centro da cidade. O transito parado.
Esta semana fui a Criciuma e voltei no mesmo dia. 400 km percorridos, numa estrada em duplicação, complicada, e não vi um único policial rodoviário. Nem mesmo um carro da policia.
Repito mais uma vez o que tenho dito aqui: o poder público acabou e em todas as esferas.
Ave, César!
Por mais que não queira, ou não deva comentar, o ecad me ataca os nervos. Se alguém dos meus parentes ou amigos trabalhasse para o ecad, eu não diria pra ninguém. E se me perguntassem, adaptaria a velha piada e diria que sua profissão era rodar a bolsa numa esquina qualquer. Bem mais digna. Se esses fiscais do ecad têm ouvidos, que ouçam.
O ECAD é uma ferramenta de caça-as-bruxas das gravadoras. Se você verificar o ECAD não paga o artista cuja musica está tocando na clínica, no salao de beleza, no mercado… eles pagam uma cota para alguns artistas, independente da reprodução. Então o ECAD é uma ‘vaquina’ para uma elite de artistas. Você recebe do ECAD? E como pode o representante do ECAD decidir na hora quanto vai te cobrar? Se pechinchar leva desconto e tudo. Parece negociação de muamba.
Uma corja de parlamentares imundos recebem uma grana preta para aprovar leis desse tipo a favor das gravadoras.
Artista de verdade quer mais é ser ouvido livremente e difundir suas ideias. Ganhar grana com as apresentações é fruto do reconhecimento. Prova disso são os tantos artistas que despontam graças a Internet e outros meios independentes. Quem espera faturar com copias de CD cheio de ‘xi-xi-co-co-bum-bum’ é que depende das gravadoras para entupir as radios e TV’s com essa porcaria.