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Jornalismo

O lendário soldado Sílvio

Cacau Menezes com o ex-soldado Sílvio. Foto: Thiago Marthendal

Cacau Menezes com o ex-soldado Sílvio. Foto: Thiago Marthendal

Um dos personagens relevantes na história da vida do Roberto Alves, agora contada em livro pelo Paulo Brito, é o soldado Sílvio. No dia 12 de maio de 1986 ele invadiu, armado, o estúdio da TV Cultura onde Roberto Alves apresentava o programa Terceiro Tempo, na companhia de Hélio Costa, Miguel Livramento e convidados.

Ontem à noite, no lançamento do livro, na Alesc, o lendário ex-PM Sílvio Roberto Vieira estava lá. Cacau aproveitou para cumprimentá-lo e posar para fotos ao lado dele. Além de ter sido expulso da corporação, ele cumpriu pena (foi condenado a quatro anos, em regime aberto) e continua sofrendo: até hoje não conseguiu se aposentar. Seus pedidos têm sido negados com regularidade.

A situação difícil que ele vive hoje parece ainda mais injusta quando se sabe que, na época, eram vários soldados dispostos a ir até o estúdio da TV reivindicar melhorias na remuneração e apenas o Sílvio teve peito de ir até o fim. Ficou sozinho e acabou pagando, além da pena que lhe cabia, uma espécie de punição perpétua adicional que, pelo menos até agora, ainda o mantém numa situação de sufoco. Na caminhada, perdeu um dos sete filhos e, dizem os que o conhecem, que ele tem conseguido sobreviver e tocar a vida graças à dona Maria de Lourdes, sua esposa, que é uma mulher de força extraordinária.

No livro tem a história toda daquele dia de fúria, em detalhes. O resumo está abaixo, na montagem que fiz para o livro do Brito, com fotogramas retirados do VT original.

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Discussão

Comentários estão desativados para este post.

  1. Eu me lembro disso, tinha 19 anos e assistia assiduamente o programa…
    Hoje sou Policial, e a coisa continua a mesma, só promessas e vantagens exageradas aos oficiais da PM, que nada fazem e querem se equiparar aos delegados de polícia, que se já não fazer tudo aquilo, pelo menos tabalham um pouquinho.
    A PM vive em um sistema retrógrado e arcaico, que deveria mudar urgentemente, pelo bem estar dos policiais e da sociedade a quem protejemos.

    Posted by Luciano Schinkmann | julho 28, 2010, 17:19
  2. Apesar do salário não ter mudado muito, e as dificuldades ainda estarem presentes, hoje podemos dizer que o Soldado não é mais submisso a certas situações do tempo do Coronélismo, parabéns Silvio não por sua atitude, mas sim por não ter ferido ninguém, que os Praças de hoje se espelhem no Senhor.

    Abraços do Soldado Cavallazzi

    Posted by João E. Cavallazzi | julho 28, 2010, 17:35
  3. O coronel Uriart sabia que desarma-lo seria com tirar doce de criança pois todos os politicos e superiores que os praças estão subordinados sabem que atras desse cidadão existem filhos e esposas que por amor a eles ele não cometeu nenhuma besteira, não é só na pm qualquer empresa hoje quando funcionarios reeinvidicam salarios melhores os patrões alegam que la fora ha pais de familias precisando de empregam é sempre assim se aproveitam e usam a propria familia dos seus subordinados para explora-los. como gostaria de continuar, mas não posso abraço a todos verdadeiros policiais que trabalham prendendo bandidos e não traindo seus irmãos.

    Posted by blumen | julho 28, 2010, 18:32
  4. Talvez não tenha sido a forma correta de reinvidicar, mas pela falta de oportunidades de um praça se manifestar na época e infelizmente ainda nos dias de hoje, pois são tratados como inferiores, quando seus comandantes se consideram superiores. Essa foi sim uma atitude desesperadora de um pai e ao mesmo tempo de um herói, pois com certeza ele jamais usaria a arma, foi a única forma encontrada para chamar a atenção das autoridades, e aí ele também deu uma oportunidade de mostrar quem era o seu comandante, que mostrou mais desequilibrio do que ele, pois ele apesar de estar armado não abusou da forma com que seu comandante abusou entrando com um batalhão enfiando a arma no rosto de uma pessoa que naquele momento ja estava conversando normalmente com os repórteres, atitude elogiável destes repórteres por saberem controlar a situação, exemplo esse que deveria ser seguido e imitado por seus superiores.

    Posted by Paulo Sobrinho | julho 28, 2010, 22:18
  5. Seria como tirar doçe de criança! faz tem po que não ouço esta frase!

    Posted by bebestore | julho 29, 2010, 18:24
  6. Entendo que se não estava satisfeito com o salário, deveria procurar outro emprego. Na iniciativa privada é assim. Não tá satisfeito pode procurar outro emprego.

    Posted by Carlos Alberto Sobrinho | julho 29, 2010, 18:32
  7. Fico pensando se cada um que não estivar satisfeito com o salário fizer um absurdo deste. Acho que ninguém é obrigado a permanecer em um determinado serviço. Devemos sempre procurar algo melhor, mas se for para ficar, deve-se aceitar as condições que são oferecidas.

    Posted by Lurdes Madeira da Silva | julho 29, 2010, 18:35
  8. Lembro desse episódio. Foi no governo Amim, governo este que massacrou a polícia militar. Sem dúvida alguma foi o governo que pior pagou a polícia e ficará na história negra da corporação.

    Posted by Rodrigo dos Santos Junior | julho 29, 2010, 18:42
  9. trechos do episódio aqui:
    http://www.youtube.com/watch?v=2OWo48awZss

    Posted by pedro lemos | julho 29, 2010, 19:33
  10. Grande Silvio. Nos conhecemos desde aquela época. Melhor ainda quando o bravo lutador por causas sociais se embrenhou nas lutas dos movimentos populares a frente de sua comunidade de bairro. O Silvio ainda será um grande advogado (sonho que nutre já a algum tempo.

    Posted by Carlão | julho 29, 2010, 21:31

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