Vocês lembram daquele episódio constrangedor, em que o governador Pavan pegou o telefone e ligou para o colunista Cacau Meneses, para convidá-lo para ser presidente da Fundaçãp Catarinense de Cultura? Pois é deu tudo errado. Além de não aceitar, o surpreso Cacau ainda revelou os detalhes da conversa no jornal. E o Pavan ficou com cara de tacho.
Pois ontem me contaram uma história, aqui em Chapecó, sobre outro episódio constrangedor causado pela queda irresistível que o Pavan parece ter pelo telefone. E pelos telefonemas de surpresa.
A cidade estava mobilizada para pedir, das autoridades estaduais, mais segurança. Fizeram até uma carta ao governador, listando os problemas e as reivindicações. E enviaram, tomando o cuidado de pedir dos correios um AR, um aviso de recebimento, documento que comprova que a correspondência foi… recebida.
Daí, num belo dia, estava ocorrendo um debate sobre a questão de segurança numa emissora de rádio local, quando liga para o estúdio ninguém menos que o governador Pavan. Não ligou para apresentar soluções ou informar o que tinha atendido, mas para dizer que ele não tinha recebido a tal carta a que se referiam. Claro que, algum tempo depois, apareceu, na rádio, cópia do tal AR, provando que a carta tinha sido entregue uns dez dias antes. E no dia seguinte Chapecó inteira, que estava lutando por mais segurança, comentava essa gafe do governador.
De novo, pegou o telefone sem pensar e acabou com cara de tacho.
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