Passei o dia achando que deveria falar alguma coisa sobre o segundo debate dos candidatos a governador. Mas também pensei bastante sobre um fato subjetivo que me impede de dizer muita coisa: ouvi só alguns trechos, que achei muito desinteressantes. Mudava de estação, ia fazer outras coisas e voltava. E lá estavam eles falando aquelas coisas que, naquele momento, não me despertavam grande atenção.
Somaram-se a isso impedimentos técnicos. Como não tenho tv a cabo, não pude ver na TV e como uso Firefox, não pude ver no computador (a RBS continua dizendo que só dá pra assistir os streams se eu instalar um plugin deles e eu “se recuso”, acho que cabe aos programadores tornar o acesso amigável mesmo a browsers que não sejam Microsfot, como de resto são, na maioria dos sites de notícias do mundo). Restou o rádio, velho de guerra, que não complica e não tem frescura.
Portanto, tal qual tantos outros assuntos que fiquei devendo, vou deixar o debate de lado. Ainda que, do pouco que ouvi, tenha ficado tentado a comentar a excessiva proximidade da Ângela com a Ideli e a calma excessiva do Raimundo Colombo. Se a dona Ângela não mostrar, rápido, que é diferente da dona Ideli, vai acabar engolida. E se o Colombo não acelerar o ritmo para entrar, por exemplo no tom da Salvatti, também vai acabar ficando pra trás. Os anos em que teve que enfrentar tudo e todos no Congresso, para defender Lula, deram uma cancha de tribuna à Ideli que, pelo menos neste começo (e pelo pouco que ouvi), faz diferença. E, naturalmente, depois de engolir tantos sapos e beijar Sarneys, Calheiros e Barbalhos fazendo de conta que tudo é muito natural, consegue dar nó em pingo dágua.
No próximo debate prometo prestar mais atenção.
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