Esta espantosa chamada estava ontem à noite (foi colocada às 21:44) no clicRBS, o portal de notícias da RBS:
Ora, ora, quanta presunção, que falta de senso do ridículo. Uma coisa dessas pega muito mal para uma empresa tão grande e bem organizada. E tomem cuidado, porque a primeira coisa que os grandes impérios de comunicação fazem quando estão à beira de começar a se esfacelar, é ignorar ostensivamente a concorrência.
Vejam só as fotos abaixo, retiradas do site do jornal A Tribuna, de Criciúma (clique aqui para ir até lá): foram publicadas segunda feira, dia 5 de julho, e mostram candidatos ao governo de Santa Catarina… debatendo. Estão no estúdio da rádio Som Maior Premium, no programa do Adelor Lessa.
Ora, se houve um debate de candidatos a governador na segunda-feira de manhã e se o debate da CBN Diário será na sexta-feira, então o da Som Maior foi o primeiro. O da CBN Diário será o segundo. Entenderam ou querem que desenhe?
O Damião também comentou esse despautério, no blog dele.
OS BASTIDORES DO DEBATE
O mesmo site de Criciúma, do jornal A Tribuna, mostra algumas cenas dos bastidores, nos intervalos do programa. Trouxe pra cá essa que tem o Raimundo Colombo com o seu vice, o Dr. Moreira, e o publicitário Fábio Veiga, responsável pelo marketing de umas tantas campanhas eleitorais.
Tinha notado esta falha, ou malandragem, do jornalão. O interessante é que o próprio DC tinha feito matéria completa nesta terça sobre o debate de segunda na Som Maior.
Depois não sabem pq são tão odiados…
Nós, nós, nós e nós. O mundo acaba aqui. Ou seja, para a RBS só existe eles. O que eles promovem é o mundo. O resto, é resto. E resto não existe na linguagem da RBS.
Só é notícia aquilo que eles divulgam. É como se não exixtisse vida fora da programação deles. Esse comportamento vem desde o início, qunado cresceram um pouquinho no final dos anos 70.
Como antes eram pequenos também em expressão, ainda “inventavam” cópias de eventos (Garota Verão é cópia do Rainha das Piscinas). Depois cresceram em expressão, mas ficaram ainda mais pequenos!
Não querendo ser o advogado do diabo mas já sendo. Se for analisar que o ínicio oficial da campanha foi na terça feira pode ser o primeiro debate após o ínicio oficial das campanhas, mas na matéria deles não cita isso em nenhum momento.
Também tinha observado esta “inconsistência”, por assim dizer, do grupo RBS. Acompanhei, aliás, parte significativa do debate que, como de costume, foi conduzido brilhantemente pelo jornalista Adelor Lessa.
Concordo com o Fabio, acho que eles omitiram algumas palavrinhas como “primeiro debate oficial após o registro das candidaturas”…
Jogadinha de marketing para enganar o povão…
Ave, César!
Havia prometido a mim mesmo que não mais comentaria algum texto, fosse quem fosse o blogueiro. Por várias razões: Como comentarista, me sentia meio que uma maria-chuteira (pra aproveitar o momento da copa).
Penso que sobrecarregava o blogueiro com obrigações que ele não tinha ( inclusive de ler o comentário); Os comentários não levam a nada ou quase nada. Sei porém que marias-chuteiras não pensam, apenas sentem. Eu sinto e penso. Penso que vozes alternativas são importantes. E você, César, pode representar uma voz alternativa nesse meio monopolizado das comunicações. Não morro de amores pela RBS, ao contrário, mas, para pôr à prova essa mesma voz alternativa e para vê-la mais forte e consistente, me permito discordar do caro professor e dizer que a RBS, no seu veículo de comunicação, pode,sim ,dizer que foi o primeiro debate. Seus redatores devem estar zelando pelos seus interesses. Eu não vi o primeiro debate. Você viu? Quem mais viu? Não podemos tapar o sol com a peneira. Só há uma notícia no ar, ao alcance de todos. Só por isso e para te dar força, estou comentando. Outro detalhe: não vislumbro no horizonte qualquer sinal de que o império esteja desmoronando, infelizmente! Exceto algumas tijoladas….
O professor, do alto da sua cátedra, tem outra visão que permita me alegrar com um possível e iminente ou mesmo remoto desmoronamento?
Abr, waltamir
Waltamir, um dia a Zero Hora foi, para a Caldas Júnior e seu império de mídia (Correio do Povo, Folha da Tarde, Folha da Manhã, rádio Guaíba, todos líderes de audiência e de vendas no sul), apenas um jornaleco sem expressão, que não inspirava maiores cuidados. Mas recomenda o bom senso e a prudência, que os grandes não deixem de acompanhar o que ocorre com os pequenos. E, por paradoxal que pareça, ouvi algo parecido de um dos diretores da RBS: “não existe concorrente pequeno demais”, dizia ele. Portanto, mesmo que a Som Maior Premium e o jornal A Tribuna de Criciúma não sejam conhecidos no estado todo (pela internet o debate pode ser ouvido em qualquer lugar) e que o cidadão comum de Florianópolis nem tenha tomado conhecimento do debate, a RBS sabia que ele foi realizado. Tanto que até publicou matéria a respeito. E deveria ter, no mínimo por cortesia, moderado seu arroubo de pioneirismo. O desmoronamento não está ainda iniciado e talvez eu tenha falado nisso apenas embalado por um coração que sonha com uma pluralidade que está cada vez mais distante. Mas gestos como esse, de desprezo pelos movimentos da concorrência, podem minar a solidez do oligopólio. Talvez não na rapidez e no ritmo que os concorrentes gostariam, mas criará problemas adicionais e complicadores para uma trajetória que, de resto, estava acostumada a eliminar a concorrência (o caso recente de A Notícia ilustra bem), sem grandes problemas.
É aquele negócio: Se ninguém tem a coragem de dizer ao mundo que tirou a virgindade da Dercy Gonçalves, que qui custa eu espalhar por aí que fui eu?
Strix.
Strix, mais ou menos como fez um colunista quanto a “paternidade” da alcunha da capital dos catarinenses?