Agora que está tudo definido (!?) na campanha eleitoral catarinense, o militante de cada partido já pode sentar um pouco à sombra e… chorar.
Não acredito que alguém tenha ficado completamente satisfeito com o resultado de tantas idas e vindas. Seja porque não conseguiram formar coligações que garantissem mais tempo de tv, seja porque tiveram que engolir sapos, seja porque terão que engolir as tais “coligações possíveis”, onde, não raro, transitam desafetos históricos (e mais sapos).
Mas os militantes esclarecidos devem ter começado a perceber, desde o início do segundo governo Lula, que um dia o caldo ia entornar em SC. Afinal, se no governo federal PMDB, PP e PT eram uma coisa só, tendo DEM e PSDB como inimigos mortais, já se podia imaginar que as alianças cruzadas que existiam aqui iriam ficar, no mínimo, na mira dos tiros federais.
O resultado, por aqui, é que o eleitor terá que montar seu próprio quebra-cabeças. Votar em Serra não vai significar, automaticamente, votar em Colombo. Assim como votar em Diuma não vai significar, mecanicamente, voto na Ideli. E vice-versa. Não será de estranhar se tivermos votos em Colombo e Diuma. E em Ideli e Serra (bom, talvez não muitos). Ou Ângela e Serra e Ângela e Diuma.
Ah, e nos relatos históricos sobre estas eleições, certamente o capítulo dos vices terá muitas páginas. E muitos adjetivos (lambança, incompetência, etc e tal). Boa sorte pra vocês, então. E não gastem seu voto todo em bobagens.
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