Ontem no final da tarde recebi a visita do amigo Paulo Brito. Conversamos bastante, sobre muitos assuntos. Por exemplo, o livro que ele está concluindo, onde conta a história do Roberto Alves. E o caráter cíclico e natural das marés e dos ventos na ilha de Santa Catarina. O Brito, vocês sabem, no domingo completa mais de sessenta anos de vida (alguma coisa entre sessenta e setenta) e percorre a ilha há pelo menos cinquenta anos. Com uma excelente memória para os detalhes, conta suas observações. Do tipo: “quando o mar tira a areia do Jurerê, leva para o Pontal (o ex-Balneário Daniela) e depois traz de volta”. Ou “a ilha como conhecemos é a reunião de umas 15 ilhas, unidas pelo sedimento que foi se acumulando e tenho a impressão que o Pontal (Daniela), vai crescer em direção à ilha dos Ratones”.
E a conversa foi indo, pelo litoral, até passar, naturalmente, pelo Campeche e Armação, cujas ressacas, de tempos em tempos, também eram bem conhecidas. Não o surpreendia o que estava acontecendo por lá.
Aí, agora de manhã li no blog do Celso Martins dois textos que tratavam do mesmo assunto: os ciclos naturais e a instabilidade das praias. Foi como se as idéias levantadas pelo Brito tivessem ganho novos interlocutores, continuando a conversa. Como o papo com o velho amigo foi em privado, sem câmeras nem microfones, só posso recomendar a leitura dos textos publicados no Sambaqui na Rede.
Para ir até lá, é só clicar aqui.
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