Vi os noticiários da TV, ontem e hoje de manhã, onde aparecia a notícia da construção do muro na praia da Armação. Chamou-me a atenção, pra variar, o jeitão Dário de ser.
Fez uma ceninha com aquela história de não poder fazer nada porque depois o ministério público e os órgãos ambientais iriam pegar no pé dele. Até que a procuradora da República, Analúcia Hartmann, disse o óbvio: é uma emergência real, uma situação que exige ação e o governo que faça logo alguma coisa.
Aí, os sorrisos abriram-se de orelha a orelha. A mágica se fez: finalmente, outra calamidade que permite usar R$ 10 milhões sem licitação. E um problema que se arrasta há décadas terá, segundo os discursos de ontem, solução imediata e definitiva.
Será que estou sendo injusto com o prefeit-o-Dário? Teria ele um mau desempenho apenas na TV e no rádio e, como não acompanho muito de perto seu governo, acabo achando que ele também administra dessa forma tatibitate?
Bom, o fato é que não senti firmeza nos pronunciamentos públicos das autoridades a respeito do problema do avanço do mar, assim como não vi o município lidar com os problemas decorrentes do aumento da tarifa e essa temporada de manifestações nas ruas. Mas, é claro, posso estar assistindo aos noticiários errados e deixando passar os momentos em que o prefeit-o-Dário mostrou o melhor de si, dando respostas rápidas, corajosas e firmes aos graves problemas que vão se avolumando nesta nossa mimosa e frágil ilha.
Quer dizer então que o pessoal constrói irregularmente à beira da praia, o mar toma de volta o que é seu, e agora nós é que vamos ter que socorrer esse pessoal com 10 milhões de reais? Chama a mãe que o pai tá louco.
Fiz uma reportagem em 1992 (ou 93) sobre o avanço do mar na Armação.
A foto usada mostrada um muro de contenção parcialmente enterrado no meio da praia. Fica claro que o molhe construído recentemente para ligar a Ilha da Campanha não é o único problema.
A “procuradora da República, Analúcia Hartmann, disse o óbvio: é uma emergência real”, é? A favela do Siri sobre as dunas de Ingleses é uma “emergência real” há décadas. E continua. E crescendo. E o prefeito faz o quê por aqueles escluídos do maldito capitalismo? O que está acontecendo na Armação faz parte dos ciclos da natureza. O único “problema” é da dúzia e meia de gente de bom poder aquisitivo (inclusive um professor da UFSC bolivariana, que serviu um café para Ideli, se é que me faço entender…), que edificou (inclusive o segundo imóvel: casas de veraneio) onde não devia e agora quer ser “ressarcido” com dinheiro público pelos prejuízos. Qual pedaço da natureza vão depredar agora para retirar as toneladas de pedras que assegurarão a privilegiada vista para o mar dessa minoria?
[...] e políticos fazem a festa. Teve de tudo no inicio da obra para contenção do avanço do mar. Frouxidão Administrativa – De olho na [...]
Tem mais do que gigantes ondas na Armação. Tem armação no ar. A mesma empresa que ameaçou parar as obras do trevo da seta dois dias antes do Dario decretar estado de calamidade é a mesma que faz as obras na Armação desde ontem.
É, construiram na beira d’água e agora a conta sobra pro contribuinte, né??LEGAL seu Dario!
Pra que ficar “debatendo sobre a questão”? Repete aquele teu texto; É mentira, Terta?
diz tudoooo