Preciso confessar-me com vocês. Nos cinco anos em que mantive a coluna De Olho na Capital, no Diarinho (com sua correspondente transcrição aqui no blog), em várias ocasiões atirei uma pedra pro alto e ela acabou quebrando uma teelha de vidro que eu não tinha certeza de estar lá.
Não deixa de ser uma espécie de desonestidade: eu não sabia, concretamente, de nenhum malfeito em determinado evento, mas como conhecia os participantes e em outras situações semelhantes tinham sido flagrados em maracutaias, lançava uma desconfiança no ar.
Na maior parte das vezes, dava certo. Alguém que conhecia o esquema ligava ou escrevia contando detalhes e, claro, admirado como eu tinha conhecimento de tudo aquilo. Isso quando o próprio (ou própria) não entrava em contato, tentando explicar e dizendo que tudo não passou de mal entendido. E que jamais faria novamente.
Lembrei-me disso porque hoje, ao comentar as obras contra o avanço do mar, lancei uma suspeita, sem ter tido tempo de aprofundar (êpa). Pois uma leitora já levantou uma lebre: a empreiteira chamada para a obra na Armação seria a mesma do trevo da Seta, que ficou sem repasse de grana por causa da maracutaia natalina. Se for verdade, mostra que os amigos do Rei não morrem pagãos. E que niguém deve ficar nervoso com o bloqueio de uma verba hoje, porque o amanhã aos amigos pertence.
E tudo tem lógica e é perfeitamente explicável: a empreiteira estava com seus equipamentos ali perto, tem gente e máquinas, foi penalizada (injustamente!) por uma filigrana jurídica… não tem por que não chamá-la. E, como em tantos outros casos, se ela não tiver experiência em recuperar praias ou conter marés, sub-contratará quem saiba fazer isso. A gente paga. No problemo.
E um bom finde a todos vocês.
Caro Cesar
Também quase madrugada, agora penso que de domingo, o primus inter pares do hebdomadário (pqp_) sacrifício que se sucede 4 vezes por mês, lamento apenas dizer… puta que os pariu… cheguei há pouco de Miami… é só obra por tudo quanto é canto… desde o auge da crise no final de 2008, e tem obra que ali começou e já está pronta, hoje cobrando míseros 25 cents pra desafogar o trânsito de apenas 6 ou 7 quilômetros entre alguns bairros periféricos. Outras obras estão andando “a milhão”, o pau comendo e um prefeito da Carolina do Norte ou do Sul, sei lá, mal me lembro do jornal deixado com a ressaca matinalmente na porta do quarto, informa que o edil estava indo em cana (5 anos, 60 meses, 1800 dias) porque seu recurso tinha sido negado. O incauto aplicara mal uma verba federal de US$ 1 milhão, câmbio de hoje, pouco mais de R$ 1.800.000,00, ou seja, pouco mais que a metade de uma árvore natalina ou um (no) show do Bocelli. Enquanto arrumo a mala assisto uma pletora de propagandas de promoções do `MemoriaL Day – veteranos`- Corollas 2011 a apenas 180 reais m^es e Camrys por 280 pilas mes… caminhonetes a 500 pilas mes sem entrada ou com 2 miol de entrada. Tudo 2011. As obras sendo executadas ou acabadas e o acesso às pessoas que produzem alguma coisa e não são mensaleiras vagabundas que vivem de mesada estatal sem nada darem em contrapartida. Falem mal dos caras, mas FUNCIONA também pro PHLODIDO, sem `qualquer favor em forma de mesada`. Trabalhou, ganha!!!
Cesar,
O povo tem comentado que a empresa que está fazendo o trevo da sete mudou de nome. Agora é DEOP: departamento de obras públicas. E o comentário que corre a solta é que um tal de Dilmo, que tem uma casa na praia do meio em coqueiros, comprou a empresa do Zé Carlos Mangueira, Salgueiro ou Portela, não sei o nome certo.