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Recado do editor

O dia do (meu) livro

Ontem (23 de abril) foi o dia internacional do livro e do direito do autor. E, por coincidência, foi o dia em que a gráfica Nova Letra (de Blumenau), entregou meu primeiro livro. Ao receber aquelas caixas todas, naquela tarde chuvosa de sexta, justamente no dia do livro, lembrei-me daquele clichê popular, segundo o qual a vida estaria completa quando tivessemos plantado uma árvore, tido um filho e escrito um livro.

Já plantei várias árvores, uma delas, por acaso, no jardim da minha antiga casa, ao lado daquela em que moro hoje. Vi-a crescer bastante, por quase duas décadas. Mas o novo dono da casa não gostou daquela coisa cheia de folhas e galhos (e passarinhos) e colocou-a no chão, sem dó nem piedade. Assisti, portanto, ao ciclo completo dessa pobre árvore, da semente à motosserra.

Com a Lúcia, já tive filhos. Três. E um deles acaba de dar-nos um neto. Com certeza, ter filhos não se compara a plantar árvores nem a escrever livros. É uma coisa completamente diversa, uma experiência única. E cada filho é um “case” exclusivo. Podem até ter herdado (coitados) o nariz do pai, e serem fisicamente parecidos um com o outro, mas as semelhanças cessam aí. Cada nova pessoa é mesmo uma pessoa totalmente nova, cujo cultivo exige uma dedicação que, infelizmente, nem todos somos capazes de compreender e oferecer. Mas os filhos, felizmente, na maioria dos casos, são capazes de perdoar (ainda, que às vezes, só quando também se tornam pais).

Desde que comecei a minha vida adulta, escrevo para viver. São 40 anos de máquina de escrever, computador, caneta e lápis. E também, desde muito jovem, publiquei a maior parte do que escrevi em jornais, revistas, rádio e TV. Provavelmente por causa disso, nunca senti falta de publicar um livro. Ou então porque sempre levei muito a sério minha autocrítica. O fato é que, embora sempre adiasse os projetos de livro, sentia falta desse novo suporte.

Mas este ano venci os últimos obstáculos e comemorei adequadamente o dia do livro. Tá certo que é uma coletânea de notas já publicadas em jornal, uma espécie de registro histórico, mas, num livro, a coisa fica diferente. Bom, pelo menos eu, que li no jornal e agora li no livro, achei diferente. Dá impressão que o texto ganhou uma nova vida. Espero que vocês também achem. E que aqueles que comprarem não se arrependam.

ONDE ENCONTRAR

A partir do dia 29/4 o livro estará à venda nesses locais, por R$ 30,00:

Livrarias Catarinense em Florianópolis (Felipe Schmidt e shopping Beira-Mar), Joinville, Blumenau e Balneário Camboriú;

Loja Floripa (venda segura pela internet): www.lojafloripa.com;

Diarinho: na sede do jornal, no centro de Itajaí (rua Lauro Muller 177, pertinho do mercado antigo).

ESPERO VOCÊS NO LANÇAMENTO

Dia 28, quarta, a partir das 19h30min, por iniciativa da Associação Catarinense de Imprensa, será feito o lançamento do livro no Espaço Cultural Jerônimo Coelho, na Assembléia Legislativa. Será, basicamente, uma noite de autógrafos, com pequeno coquetel (canapés e algumas bebidas, coisas úteis para matar o tempo enquanto se aguarda o lentíssimo e atrapalhado autor assinar os exemplares) e a maneira que encontrei para agradecer o prestígio das vossas presenças foi colocar o livro à venda, no lançamento, com preço promocional (R$ 25,00).

Pronto, agora vocês têm vários motivos para irem até lá:

1. Encontrar os amigos e conversar com gente que fazia tempo que não via;
2. Aproveitar uma boquinha livre;
3. Conseguir um autógrafo do autor num dos primeiros exemplares da primeira edição;
4. Economizar R$ 5,00;
5. Levar o livro pra casa pra folhear com atenção e poder falar mal (ou bem) no blog e no tuíter.

OUTROS LANÇAMENTOS

No próximo dia 4 de maio (terça), vou aproveitar que estarei em Brasília conhecendo o neto e usarei o livro como pretexto para reunir amigos num bar (Martinica Café, na asa norte). Como morei em três ocasiões em Brasília, acabei deixando por lá uma turma grande de colegas, amigos e conhecidos, que seria legal rever. Podemos, portanto, chamar de “lançamento”, mas acho que será mais uma confraternização de velhos jornalistas em torno de muitos copos de chope.

Em Itajaí, onde está a sede do Diarinho (co-editor do livro e onde as notas do livro foram publicadas originalmente), será feito um lançamento especial dia 11 de maio (terça), no Empório Pezzini.

Por enquanto é só isso.

Discussão

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  1. Que legal, Cesar, fico feliz junto contigo.
    Ainda mais que ainda nem plantei a árvore, escrevi o livro nem tive filho…serve um pé de manjericão, um blog e dois gatos?
    Se der apareço lá, mas é na mesma noite do aniver de um amigão que já me “convocou”…
    Beijo!

    Posted by Aline | abril 25, 2010, 21:59
  2. Isso, isso. Dá uma passadinha antes de ir levar as fraldas de presente pro nosso amigo… ;-)

    Posted by Cesar Valente | abril 26, 2010, 08:57
  3. Parabéns, César. Preciso registrar que você foi a pessoa que muito entusiasmou colegas-professores do curso de jornalismo da ufsc para publicações. Agora é a tua vez, e o título do post “O dia do (meu) livro” está perfeito. Abração.

    Posted by Hélio Schuch | maio 2, 2010, 02:25

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