Deve ser publicada amanhã a decisão do TRF atendendo ao pedido da procuradora Giorgia Sena Martins (na verdade um “agravo de instrumento com pedido de efeito suspensivo”) e mandando parar, de novo, a obra com que a Casan pretende brindar parte da ilha de Santa Catarina com mais uma das suas.
A ICMBio tinha encontrado diversas irregularidades no Sistema de Esgotos Sanitários Campeche, que poderiam poluir ainda mais a Microbacia do Rio Tavares, com emerdamento (este neologismo criei em homenagem ao presidente Lula) até da Reserva Extrativista Marinha do Pirajubaé. E aí embargou a obra. A Casan esperneou, recorreu e agora a ICMBio conseguiu o efeito suspensivo do recurso.
Uma boa notícia. Vamos ver se dura até o Natal, pelo menos.
Emerdamento…muito adeCUado… (com ‘c’ para os anarfa, só no blóguiu)
Santa ignorância amigo!!!
Ou não sabe do que está falando, ou é demagogo ou age de má fé.
Primeiro, “emerdamento” é o que ocorre hoje, com o despejo de efluentes sem nenhum tratamento. Segundo, sabia que o sistema encontra-se com todo o licenciamento ambiental e que quem “esperneia” e vinha recorrendo era o ICMBIO e não a CASAN?
Agora, falar que a CASAN pretende mais uma das suas quando finalmente se consegue recursos para saneamento é PURA ignorância.
Vá ler o Estudo de Impacto Ambiental e falar com especialistas antes de escrever besteiras.
Esse comentário do “cidadao” provavelmente foi escrito por alguém que conhece o suficientemente o caso para tomar a defesa de um dos lados. Ao manter-se no anonimato, com sua agressividade defensiva, empobrece um eventual debate. E perde a oportunidade de esclarecer seu ponto de vista para os leitores. Mas que valor pode ter isso, se parece ser tão prazeroso chamar-me de ignorante (o que, em muitos casos e variadas medidas, sou mesmo)?
Dê lembranças ao iracundo presidente da Casan, em cujo modo peculiar de “dialogar” você parece ter se inspirado.
Se alguém achar o EIA, eu leio
Que coisa, né? Todo mundo fazendo cocô e xixi in natura no local por décadas, todo mundo parece meio acomodadinho à situação e não se vê esses “escandalismo”… então, a Casan chega com um projeto que pode não ser mesmo aquela Brastemp, mas que é uma maneira de começar a botar as coisas a funcionar como deveria e… nossa! Salta um especialista em saneamento básico de dentro de cada fossa cloacal da cidade e administradores de obras prontas dos canos de esgoto q
Putz! Bati numa tecla errada… concluindo: …dos canos de esgoto que escorrem nos rios que correm para o mar, achando que “assim como a Casan quer fazer não dá!”
A cidade necessita urgentemente de tratamento dos esgotos. Mas isto não justifica o mau uso dos recursos públicos para piorar a qualidade dos cursos d´água da Ilha. O rio Tavares não é o local mais adequado, muito menos a Baía Sul, para o lançamento de “esgotos tratados”. Estas estações de tratamento de esgoto (ETE) não dão conta de tornar a água limpa. Grande percentual de matéria orgânica, hormônios (anticoncepcionais femininos), bactérias patogênicas e especialmente nutrientes, como nitrogênio e fósforo, são lançados no meio ambiente através dos “esgotos tratados”. O tratamento não elimina, apenas reduz, geralmente muito pouco os riscos de impactos ambientais. O tratamento de grande número de residências em uma única ETE concentra estes resíduos e o seu lançamento em um único ponto (no caso o Rio Tavares) produz desequilíbrio e degradação ambiental. A Reserva Extrativista do Pirajubaé está inserida dentro do manguezal do Rio Tavares e da principal área de extração de berbigão do estado. Por isto foi criada a reserva, para a exploração racional do berbigão,, atividade que sustenta um número importante de famílias na região da Costeira do Pirajubaé. Por outro lado, os esgotos que serão tratados na ETE do Rio Tavares são proveniente da orla, a área mais valorizada do Campeche, onde a maioria das moradias possui um sistema de tratamento de esgoto residencial, com fossa e sumidouro. Não se justifica sacrificar uma reserva extrativista onde se pratica uma atividade de coleta de moluscos para atender especialmente os projetos imobiliários novos do Campeche, que necessitam de uma rede coletora pública de esgoto para não serem obrigados a construir a sua própria, o que implica em custos e soluções técnicas para mais adequadas para a destinação final dos “esgotos tratados”. Portanto este projeto feito ás pressas, sem a qualificação necessária para atender as reais necessidades da população, sem controle social assegurado na lei de saneamento (Lei 11.445) deve ser parado e reavaliado. O discurso de que é melhor tratar de qualquer maneira é melhor do que nada não tem mais valor, pois já temos experiência suficiente para saber que os esgotos tratados também são poluentes. Como exemplo temos a lagoa Rodrigo de Freitas, Baía de Guanabara, Lagoa de Araruama –RJ. Além da componente biológica que nunca é suficientemente tratada a ponto de reduzir a zero o risco de contaminação por bactérias patogênicas (neste caso trata-se de uma área de reserva extrativista e da baía Sul responsáveis por produção de moluscos), o lançamento de “esgoto tratado” aumenta enormemente a quantidade de nutrientes no ambiente, provocando eutrofização e “apodrecimento” da água, como o que está acontecendo na porção sul da Lagoa da Conceição. O enriquecimento das águas com nutrientes pode promover o crescimento exagerado de algas marinhas, possibilitando o surgimento de afloramento de algas nocivas, conhecida por maré vermelha. A maré vermelha é o desenvolvimento exagerado de algas de espécies nocivas à saúde humana, que servem de alimento aos moluscos marinhos filtradores, como o berbigão, as ostras e os mexilhões (marisco). Portanto, a decisão de não lançar “esgotos tratados” no Rio Tavares e na Baía Sul devem ser consideradas com maior seriedade, numa perspectiva de que o lançamento concentrado e continuamente ao longo do tempo nestes ambientes vai impactar drasticamente a Reserva Extrativista, o manguezal do Rio Tavares e a Baía Sul, principal área de produção de ostras e mexilhões de qualidade certificada do Brasil. Pode vir a inviabilizar a maricultura a pesca, o extrativismo e também atividades que dependem da qualidade da água da Baía Sul como o turismo, a gastronomia, o artesanato, e manchar a imagem da Ilha.
A cidade necessita urgentemente de tratamento dos esgotos. Mas isto não justifica o mau uso dos recursos públicos para piorar a qualidade dos cursos d´água da Ilha. O rio Tavares não é o local mais adequado, muito menos a Baía Sul, para o lançamento de “esgotos tratados”. Estas estações de tratamento de esgoto (ETE) não dão conta de tornar a água limpa. Grande percentual de matéria orgânica, hormônios (anticoncepcionais femininos), bactérias patogênicas e especialmente nutrientes, como nitrogênio e fósforo, são lançados no meio ambiente através dos “esgotos tratados”. O tratamento não elimina, apenas reduz, geralmente muito pouco os riscos de impactos ambientais. O tratamento de esgotos de grande número de residências em uma única ETE concentra resíduos e o seu lançamento em um único ponto (no caso o Rio Tavares) produz desequilíbrio e degradação ambiental. A Reserva Extrativista do Pirajubaé está inserida dentro do manguezal do Rio Tavares e da principal área de extração de berbigão do estado. Por isto foi criada a reserva, para a exploração racional do berbigão,, atividade que sustenta um número importante de famílias na região da Costeira do Pirajubaé. Por outro lado, os esgotos que serão tratados na ETE do Rio Tavares são proveniente da orla, a área mais valorizada do Campeche, onde a maioria das moradias possui um sistema de tratamento de esgoto residencial, com fossa e sumidouro. Não se justifica sacrificar uma reserva extrativista onde se pratica uma atividade de coleta de moluscos para atender especialmente os projetos imobiliários novos do Campeche, que necessitam de uma rede coletora pública de esgoto para não serem obrigados a construir a sua própria, o que implica em custos e soluções técnicas para mais adequadas para a destinação final dos “esgotos tratados”. Portanto este projeto feito ás pressas, sem a qualificação necessária para atender as reais necessidades da população, sem controle social assegurado na lei de saneamento (Lei 11.445) deve ser parado e reavaliado. O discurso de que tratar de qualquer maneira é melhor do que nada não faz mais sentido, pois já temos experiência suficiente para saber que os esgotos tratados também são poluentes. Como exemplo temos a lagoa Rodrigo de Freitas, Baía de Guanabara, Lagoa de Araruama –RJ. Além da componente biológica que nunca é suficientemente tratada a ponto de reduzir a zero o risco de contaminação por bactérias patogênicas (neste caso trata-se de uma área de reserva extrativista e da baía Sul responsáveis por produção de moluscos), o lançamento de “esgoto tratado” aumenta enormemente a quantidade de nutrientes no ambiente, provocando eutrofização e “apodrecimento” da água, como o que está acontecendo na porção sul da Lagoa da Conceição. O enriquecimento das águas com nutrientes pode promover o crescimento exagerado de algas marinhas, possibilitando o surgimento de afloramento de algas nocivas, conhecida por maré vermelha. A maré vermelha consiste no desenvolvimento exagerado de algas de espécies nocivas à saúde humana, que servem de alimento aos moluscos marinhos filtradores, como o berbigão, as ostras e os mexilhões (marisco). Portanto, a decisão de não lançar “esgotos tratados” no Rio Tavares e na Baía Sul devem ser consideradas com maior seriedade, numa perspectiva de que o lançamento concentrado e continuamente ao longo do tempo nestes ambientes vai impactar drasticamente a Reserva Extrativista, o manguezal do Rio Tavares e a Baía Sul, principal área de produção de ostras e mexilhões de qualidade certificada do Brasil. Este projeto, na atual configuração, pode vir a inviabilizar a maricultura a pesca, o extrativismo e também atividades que dependem da qualidade da água da Baía Sul como o turismo, a gastronomia, o artesanato, e manchar a imagem da Ilha pela destinação inadequada de seus “esgotos tratados”.