O governo LHS manteve a tradição de jamais exonerar (despedir) gente da equipe que tenha sido apanhada com a boca na botija ou seja suspeita em algum inquérito ou denunciada em algum processo.
Teve até um que saiu algemado da Secretaria da Fazenda (o Aldo Hey Neto, lembram?) e mesmo esse, foi “exonerado a pedido”.
Ontem pediram pra sair o Pedro Mendes (que era diretor geral, uma espécie de sub-secretário da Fazenda) e o Anastácio Martins.
Os dois estão naquele mesmo rolo da operação Transparência que pegou o vice-governador Pavan. E o PMDB, que deve ter lá seus motivos, ainda fez o possível para que eles não saíssem.
EM TEMPO
Funcionários de carreira, quando se diz que “pediram pra sair”, é que entregaram o cargo comissionado. Mas continuam servidores públicos, provavelmente atuando nas mesmas áreas, só que sem a chefia e a gratificação.
OS “HONESTOS” TREMEM
Quando apresentou o caso do Pavan para a imprensa, o delegado da Polícia Federal disse que a empresa corruptora só não foi beneficiada porque a mutreta teria sido brecada por “funcionários honestos”.
Pois agora, a partir de janeiro, esses tais “honestos” terão, como governador, um suspeito de ter recebido grana pra fazer o que eles impediram.
Que situação, né não?
ATUALIZAÇÃO DA NOITE
Depois de publicar a nota acima, dei-me conta das semelhanças dela com uma nota publicada, ainda de manhã, pelo Sérgio da Costa Ramos (esta aqui). É provável que alguns de vocês não acreditem, mas foi coincidência (ainda que o plágio esteja mais ou menos na moda). E além disso, como costuma ocorrer sempre que tratamos de assuntos semelhantes, o texto do Sérgio está bem melhor que o meu.
Vai ficar mesmo uma situação muito estranha na Fazenda. O chefão foi denunciado por uma respeitável instituição, séria e independente. O diretor geral e o diretor tributário (que como todo mundo sabe, faziam parte da turma do deputado Renato Hinnig, que também é fiscal) foram afastados. Os demais gerentes da área tributária da fazenda são amigos, colegas e colaboradores de confiança dos que acabaram de sair. Além disso, o secretário é do DEM e a área tributária pertence ao PMDB. Não vai ser fácil administrar uma Pasta dessas.
Pelas noticias veiculadas nos ultimos dias, pode-se deduzir que a palavra HONESTIDADE inexiste no dicionario do Pavan, portanto, esses funcionarios honestos que se cuidem.
E, a bem da verdade, os honestos não têm nenhuma vantagem. Afinal, honestidade não é virtude. É obrigação!
Vichhh, ó qui ó, deixa eu dar este enredo: o Pedro Mendes fica uns meses afastado, depois o PMDB exige o retorno dele, pois esse cara é um arquivo ambulante… ninguém quer ele de boca aberta. E realmente tem aquele deputado carequinha (falaram o nome dele ai encima), que manda e desmanda no cara, ele vai aos poucos contornando a coisa, e báhhhh, retorna o Pedro Mendes de Diretor na Fazenda. Esse é o enredo, anotem! Trambiqueiros. Sumam da Fazenda, vcs estão envergonhando a classe, seus lixos. FORAAAA!