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Esportivas

Justiça esportiva na mira do Senado ruim de pontaria

Os torcedores do Coritiba estão revoltados com a punição imposta ao clube pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva como consequência dos atos de vandalismo e da selvageria no final da partida com o Fluminense. O Coritiba perdeu o mando de campo por 30 jogos do Campeonato Brasileiro, foi multado em R$ 610 mil e o estádio Couto Pereira segue interditado por tempo indeterminado o que impede, até que ocorra uma vistoria da CBF, a realização de partidas no local também pelo Campeonato Estadual.

O clube do Paraná sofreu a pena máxima prevista no Código de Justiça Desportiva que amanhã ou depois vai mudar de nome. Vão apenas trocar seis por meia dúzia, o tribunal continuará o mesmo, decidindo conforme o interesse, o poder e a grife dos clubes envolvidos.

No mérito a decisão que puniu severamente o Coritiba está correta, mas os baderneiros têm que ficar na cadeia para serem julgados e impedidos de entrar nos estádios. Caso contrário torna-se inócua qualquer punição imposta a quem quer que seja.

As torcidas organizadas precisam ser contidas pelos clubes para que estes não sofram as conseqüências do banditismo dos seus  próprios simpatizantes (?). Esse mesmo grupo curitibano – Império Alviverde – que agrediu adversários e policiais no Couto Pereira, já esteve por aqui ano passado fazendo baderna no entorno do estádio Orlando Scarpelli quando o Figueirense ainda estava na série A.

O rebu chegou à Brasília agora à tarde e quem viu a última sessão deste ano do Senado  presidida pelo senador Mão Santa, logo ele, teve uma surpresa. O assunto de Curitiba ganhou a tribuna com o pronunciamento do paranaense Osmar Dias-PDT, apartes de Jarbas Vasconcelos-PMDB-PE, Eduardo Suplicy-PT-SP e Eduardo Azeredo-PSDB-MG.

Depois da vitimização do estado paranaense sugerida pelas palavras de Osmar Dias, seus companheiros de casa acompanharam a proposta que pleiteia a transferência do STJD para Brasília, sob a alegação de que na Capital Federal o tribunal ganharia isenção, estaria longe as influências principalmente dos clubes cariocas e paulistas.

Mas, logo em Brasília senador Osmar? Concordo que em qualquer lugar do país que não o Rio, a corte suprema do esporte estaria mais bem situada. Em Brasília, jamais. Muito distantes da parte séria do jornalismo esportivo – embora às vêzes não faça a menor diferença -, os julgamentos tendenciosos até cresceriam, com outro tipo de fermento, o mesmo utilizado nos panetones do governador Arruda.

Discussão

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  1. No Brasil sempre foi assim, em qualquer campo: depois do crime, vitimiza-se o delinqüente. A punição do Coritiba foi exemplar. Essa artifício de querer ver a punição como algo contra o Estado do Paraná é uma tentativa ridícula de transformar o infrator em vítima. Nenhum grande clube do Rio ou de São Paulo foi beneficiado direta ou indiretamente com esta decisão, na medida em que o Coxa caiu para a segundona. Ademais, quando a Justiça Desportiva não pune é criticada, quando pune também é criticada. O que fazer então?

    Posted by Guilherme | dezembro 16, 2009, 16:07
  2. Concordo com o Guilherme. O Coritiba, da cidade de Curitiba, merece, sim, a punição.E que sirva de lição aos demais clubes, no sentido de não moverem uma palha sequer, um ingresso gratuito sequer, uma reunião sequer com esses bandidos que dirigem torcidas organizadas. Não sei se todas são assim, mas um dos componentes declarou que a sua torcida organizada se dividia em dois grupos: o pessoal do batuque e o pessoal da briga. Pode isso? Faz favor!

    Posted by waltamir | dezembro 16, 2009, 19:41

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