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Mundo afora

Natal reciclável e criativo

Em Copenhague, iluminação no pedal

Em Copenhague, iluminação no pedal

Enquanto países ricos, pobres ou mais ou menos discutem o meio ambiente e se US$ 1 bilhão faz ou não cosquinha, reflexão da Ministra Dilma, em Copenhague tem gente fazendo Natal baratinho. Bem abaixo dos três milhões e setecentos, custo só de uma só árvore que virou notícia nacional e que diariamente nos deixa roxos de vergonha.  E nada de mega shows em cima de palcos que se fossem de ouro não seriam tão caros.

Isso acontece graças a ações sustentáveis, uma delas em Copenhague mesmo, onde uma árvore de Natal, menor que a nossa, claro, fica iluminada enquanto tiver gente pedalando as bicicletas que foram colocadas em torno dela. Não faltam voluntários se revezando e fazendo a sua parte nessa criativa tarefa.

Em Paris a luz das garrafinhas

Em Paris a luz das garrafinhas

Criatividade que está ajudando a iluminar Paris nessa época, graças ao artista plástico Fabrice Peltier. Utilizando cinco toneladas de garrafas plásticas, ele espalhou sua decoração e sua idéia pela capital francesa a um custo muito baixo e que inclui desde a simples iluminação até árvores de pequeno e médio porte, encantando moradores e turistas. Em Gramado, no seu conhec ido “Natal das Luzes”, desde 1986 são utilizadas as garrafas pet de tamanhos, cores e formas diversas, recolhidas durante o ano por alunos da rede municipal.

Gramado faz o seu "Natal das Luzes" reciclando plástico

Gramado faz o seu "Natal das Luzes" reciclando plástico

Nestas ações são dispensáveis “laranjas” ou intermediações, e nem há necessidade de superfaturamento para que sejam alcançados os objetivos de enfeitar as cidades com a decoração natalina.  E não se corre o risco da chantagem feita por autoridades contrariadas ou pegas com a mão na botija.

Discussão

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  1. Mário, e o que dizer sobre aqueles presépios belíssimos que o CASCAES fazia com palha de milho, folhas de bananeira, cipós, “barba-de-velho”? Aonde foi parar aquilo, toda aquela simplicidade? Certamente, junto com o próprio CASCAES, a 7 palmos do chão! Que pena! Não tiramos lição alguma daquilo, e de lambuja, conseguimos substituir nossa criatividade, nosso gênio, por bolas e enfeites MADE IN CHINA!!!

    Posted by Gabo | dezembro 15, 2009, 10:09
  2. Mário, Chapecó também está utilizando o material reciclável. Não é uma Gramado, mas pelo menos foram criativos e ficou, “bem feitinho”. Nada de pompa, mas agradável.

    Posted by Diogo Gustavo | dezembro 15, 2009, 10:33
  3. Tio Mário, os exemplos apresentados no post não são válidos para Florianópolis. Convenhamos: buscar soluções de baixo custo ou que exijam massa cinzenta, somente naquelas terras ao Norte. Utilizar material reciclável? Coisa de terceiro mundo. Alguns países do Norte também costumam fazer coisas do genero apenas por “modismo”. Quanto ao exemplo de Gramado? Nada há para copiar. Afinal a cidade está abaixo da linha do Equador. Não serve de referência pois não implica em carimbo no passaporte. Felizmente, aqui na Ilha, a iniciativa privada não sabe o que fazer com o que fatura e pode esbanjar com árvores, tenores, sopranos (ops!), champã, camarotes vip, e outras bugigangas. Tudo na base da renúncia fiscal (algumas pessoas poderiam frequentar a ENAP e aprender um pouco sobre Orçamento Público)! Lembrando aquela musiquinha do meu querido Luiz Melodia: gente coisa é outra fina.

    Posted by Sergio Luiz da Silva | dezembro 15, 2009, 10:34
  4. Mas não se iludam. Em Gramado também “rola” grana grossa… quem sabe até mais do que “rolou” aqui, porque lá a decoração, entre material reciclado e mão-de-obra “comunitária”, sai quase de graça, né?

    Posted by Maria Aparecida Nery | dezembro 15, 2009, 10:34
  5. Mario, se o senhor olhar a decoração na frente do Palácio do Governo, na SC 401, vai entender tudo…é brega, iluminado em demasia e nada sustentável, assim como as cabeças que ali estão, quando não estão viajando.

    Posted by luiza guerreira | dezembro 15, 2009, 11:04
  6. Gabo – dezembro 15 – 10:09 – Aqui no Rio Vermelho há um manezinho que produz esses presépios… quando contratado. O problema é que são poucas as pessoas e empresam que o contram. Mas, justiça seja feita: todo ano um desses era montado no jardim diante do posto de combustíveis de um dos filhos do vereador João da Bega. Mas no ano passado já não teve. Provavelmente porque, de uns tempos para cá, a força da depredação supera muita a força da tradição.

    Posted by Maria Aparecida Nery | dezembro 15, 2009, 17:54

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