Estavam cobertos de razão aqueles que começaram a festejar assim que, mais ou menos por acaso (depois de três ou quatro desistências), o recurso contra as decisões do juiz Fornerolli caiu nas mãos do desembargador Carlos Prudêncio.
A festa no apê irá até a madrugada. O contrato milionário foi mantido, o sobrepreço indecente foi mantido, as suspeitas de mão no baleiro foram mantidas. Os pobres habitantes da beira-mar norte terão suas noites sacudidas pelo som brega e estridente. Vai ter bundalelê, com certeza.
O povo de Florianópolis dançou. Marchou com alguns milhões, que agora, graças à providencial intervenção do desembargador, chegarão às mãos de onde nunca deveriam ter saído: a dupla Dário & Mário, que a esta altura deve estar com o sorriso de orelha a orelha, taças de champanhe na mão e nas caixas de som, a todo volume, Bruno & Marrone ou um daqueles sertanejos universitários de preferência do prefeito.
Ainda que o desembargador diga que os valores podem ser recuperados depois, com a capacidade ilimitada de protelar as ações, o cidadão estupefato custa a crer que isso possa ocorrer.
Cavallazi, com certeza, voltará a mentir, respaldado pelo Tribunal de Justiça. E, tal e qual todo personagem indigesto, em algum momento dirá, cheio de razão: “vocês vão ter que me engolir”. Claro, afinal, pelo jeito a cidade é mesmo deles.
Só espero que o MPSC, que marcou um gol de placa com a investigação sobre o vice, não amarele justo agora. E que o TCE, que finalmente mostrou a que veio, não se deixe intimidar pela pressão que seus conselheiros políticos certamente receberão e exercerão.
O desembargador Carlos Prudêncio patrocinou um duro golpe no Natal daqueles que amam Florianópolis e a verdade. Só espero que tenha feito isso amparado em firmes convicções, porque esta história irá parar, com certeza, no Conselho Nacional de Justiça. O bom e ordeiro povo de Florianópolis não merece que tudo fique como está.
EM TEMPO
Advogados que lêem a coluna me avisam que os pagamentos ainda estão suspensos em função da decisão do Tribunal de Contas do Estado. A empresa Palco Sul continua impedida de receber e a Prefeitura de pagar os valores ainda pendentes. A decisão do desembargador teria efeito apenas sobre as liminares em exame.
Calm gente… acaba de ser interposto agravo regimental.
15/12/2009 às 19:54 Juntada de Petição protocolo 514615 (agravo regimental).
Vamos ver com que cai…
http://tjsc6.tj.sc.gov.br/cposg/pcpoResultadoConsProcesso2Grau.jsp?nuProcesso=20090739476&CDP=01000FFDV0010&tpClasse=J&Ordenacao=AJBCDEFGHIKQ&popup=false
Importante este trecho da decisão do imprudente Prudêncio, que conflita, no particular, com o entendimento dos promotres colegas da filha do Cavalazzi no MPSC:
“Ao que se percebe do contrato, o palco montado nas imediações da árvore de natal ESTÁ INCLUÍDO no valor total do pacto administrativo (fl. 18)”.
Ou seja, está PROVADO que o Cavallazi realmente incluiu , ilegalmente diga-se, no contrato da árvore, para o qual não houve licitação ao argumento da inexibilidade por ausência de competição, o serviço relativo ao fornecimento do palco, igualmente por valor milionário e também sem qualquer memorial descritivo ou precificação específica, que centenas de empresas no país estariam habilitadas a fornecer.
Para dizer que o palco está no contrato o Prudêncio entrou no mérito, mas para a ilegalidade da presença dele alí ele resolveu fechar os olhos…
E ainda querem que alguém acredite na dona justa. Fala sério!
A salvação do jornalismo está no blog e em outras ferramentas a serem inventadas, que não obrigatoriamente serão tocadas por jornalistas diplomados.
Os grandes portais e os dinossauros de papel cuidarão da notícia. Os Cesar Valente da vida cuidarão do jornalismo. Parabéns pelo blog. Enorme contribuição.
Resumindo: Pela aritmética do primário, se a árvore custou R$ 1,7 milhões (foi o valor pelo qual a Palcosul sub-contratou com a On e Feeling) o palco fica por “apenas” R$ 2 milhões !
Logo… estando o ítem de maior valor a cargo da Palcosul, e a árvore sendo um ítem secundário até poderia ser sub-contratado. Só que a inexigiblidade era para a árvore cuja tecnologia e montagem são da On e da Feeling.
A dupla Dário e Mário e que vão ter que explicar essa “laranjada” !!!
Mas para quem ainda não explicou as contas de 2004 da Beira-Mar de São José, até 2016 não terá com que se preocupar.
Brigadim. Apareça sempre.
Escusas. Eu sou um tanto ou quanto tansa, mas… que negócio é aquele de “interatividade”? Será que os torpedos que aparecem na árvores são cobrados?
O Juiz tinha determinado o sequestro dos valores. O TCE não; simplesmente suspendeu os pagamentos remanescentes. Já meteram a mão no baleiro de forma suficiente para pagar os serviços terceirizados e ainda levar algum. Estão no lucro.
rsrsrs, se alguem algum dia acreditou no dito Poder , acaba sofrendo ! Ele representa interesses malevolos entranhados no estado brasileiro e particularmente em Santa Catarina.
Abcs Ricardo
Para marques casara:
Soh para avisar, o César Valente é Jornalista diplomado, formado pela UFSC.
Formação aperfeiçoa e mesmo quem não tem diploma é capaz de fazer jornalismo chapa branca.
Felipe, fiz a graduação em jornalismo na PUC-RS (a UFSC ainda não tinha curso de Jornalismo). Depois, ajudei a fundar o curso da UFSC e fui professor ali por bastante tempo. O Casara passou por lá nessa época.
O importante p/ ELES é que DESBLOQUEARAM o dinheiro. O resto, não estão nem aí. Se vai ter festa ou não vai ter festa, p/ ELES não interessa.O que interessa, repito, é o DINHEIRO!!!!!!!!!!!!!!!Este Desembargador prestou um grande desserviço a ética,a transparência, a honestidade e a moralidade. Fecha tudo, desde o TCE até o Minist. Público.
Comentário lá no Moa:
Nome: rodrigo
Cidade: Biguaçu
Estado: SC
Data: Quarta-feira, 16/12/2009 às 00h14min
Se o Excelentíssimo Desembargador analisasse melhor o Contrato do Município com a Beyondcomm para produção do show do Andrea Bocceli perceberia que o palco para este evento está a cargo desta contratada e não da PalcoSul. Nos três milhões pagos à Beyondcomm estão incluídas contratação do “Maestro” e montagem do palco. Vamos analisar melhor estes autos Carlos Prudêncio.
Se o Cavalazzi afirma que o palco do Bocelli está no contrato da árcore com a Palco Sul então confessa estar pagando duas vezes valor milionário pela mesma coisa, pois o palco já foi contratado com a Beyondcom em outro contrato milionário específico quanto ao show do Bocelli!!! QUANTA PATIFARIA!!!
O desembargador afirmou na decisão que a suspensão da construção da árvore pode levar o cancelamento de reservas já feitas na rede hoteleira da cidade… Não sei se vou rir ou chorar pela brilhante argumentação. 1) Quem acredita que algum turista iria vir só para ver a árvore? 2) Quer dizer que o faturamento dos hotéis está acima de qualquer coisa? Não entendi…