Tanto assunto pipocando, tão pouco tempo disponível pra jogar conversa fora e acabei deixando de comentar a paquidérmica agilidade do DEM (presidido, ora vejam, por “jovens” herdeiros de velhos DEM-os), para tomar uma atitude quanto a seu filiado ilustre, o governador do DF.
Uns dizem que o fato do governador ter lembrado à diretoria que fez contribuições regulares a diretórios do partido, encheu a turma de medo. Outros alegam que faz parte do cerimonial republicano, o amplo direito à defesa e ao contraditório, de tal forma que, assim que a população esquecer o caso, encerram-se as defesas e engaveta-se o assunto. Uma outra banda reclama que não está entendendo nada e que político é mesmo tudo igual.
Eu, cá no meu canto, acho que o DEM só está demorando pra sepultar o cadáver fedorento que jaz no meio da rua, atrapalhando o tráfego, porque tem esperança de aparecerem imagens ainda mais devastadoras, de algum outro escândalo político, envolvendo, de preferência, gente do PT. Mas, na falta, pode ser do PP mesmo. Ainda não chegou ao extremo de também começar a bater no Serra, mas é só uma questão de tempo…
Hoje Brasília viveu um dia do passado recente de Florianópolis: Policiais Militares dando porrada em estudantes. A democracia é linda. Só depende do lado que estamos…
O grande mérito dos DEM(os) eram criar uma nova forma de fazer política, com a nova geração de filhos dos caciques da política velha – Paulinho, ACM Neto, Rodriguinho Maia, Cesar Souza Junior- nossa nata em termos de prática de conchavos palacianos. A questão não era de imagem, mas das imagens que mostram que a forma de “fazer” política necessita de uma fonte duradoura de financiamento…
E depois teriam que seguir o conselho do FHC : “sujar os sapatos de barro e colocar uma calça jeans” para chegar ao povão..
Ontem vimos, que a nova forma não mudou muito…é dinheiro para a elite palaciana e paulada na patuléia.