Trechinho inicial de texto distribuído hoje pela Câmara de Vereadores de Florianópolis:
“Governo estadual admite que mobilidade
será o grande desafio neste verão em SCA maior das preocupações das autoridades estaduais quanto ao desempenho da temporada de verão 2009/10 em Santa Catarina não é o tempo, embora seja fundamental também, mas sim a mobilidade dos 4 milhões de turistas esperados, que deverão encontrar dificuldades no transito de rodovias, avenidas e ruas das principais cidades, admitiu hoje (09/12) o secretário estadual de Turismo, Cultura e Esporte, Gilmar Knaesel, ao participar da ultima reunião do ano do Fórum de Parlamentares de Câmaras Municipais da Grande Florianópolis, na sede do Legislativo da Capital.”
O governo LHS, do qual o secretário Knaesel faz parte, está no poder desde 2003. Boa parte desse tempo, teve, na prefeitura da capital, um aliado do tipo “unha e carne”. Mas o discurso, me parece, é de político marciano, recém chegado ao planeta terra.
E está lá a certa altura, uma quase queixa: “Gilmar Knaesel não escondeu a preocupação quanto a infraestrutura urbana de muitas cidades turísticas, principalmente Florianópolis, com o iminente de registro de enormes congestionamentos de transito”.
E como se o problema não tivesse nada a ver com o governo do qual ele (embora tenha esquecido) faz parte: “O que o governo do Estado tinha para fazer no sentido de atrair o turista para cá, fez o quanto pôde”.
Também se esquece o secretário que, se a renúncia fiscal que abasteceu seus fundilhos milionários tivesse sido mais cautelosa, o tesouro estadual talvez tivesse um pouco mais de recursos para investimentos em, quem sabe, algum projeto de… mobilidade.
Tio César,
Algumas providências foram tomadas,não sei por que o Secretário não as conhece:
- árvore de natal p/ atrair turistas a pé, evitando congestionamento de veículos;
- WTTC mostrando um fato inédito e desconhecido “por toda SC”, que os turistas devem ir à Chapecó no verão;
- Metro de superfície;
- Entrega para tráfego da Ponte Hercílio Luz;
- Héliponto na Casa D””Agronômica para os amigos do Rei,(apóstrofes em abundância em tua homenagem).
- para aqui pois vou exceder os caracteres!
Só no verâo? Esses caras criaram uma obra, o engarrafamento na ilha, que vai crescer, crescer, até transformar a ilha numa espécie de prisâo: quem está num lugar não poderá ir para outro. E assim será até o dia do engarrafamento final. O turismo, que poderia ser uma boa fonte para a economia será destruido. Como criaram esse monstro? Simples, abandonando todo o conhecimento da engenharia e passarem a planejar por inspirações vindas sabe-se lá de onde.
E em São José, a alternativa para fugir do congestionamento da pres. Keneddy, a rua paralela (que NÃO é preferencial), agora tem mão única. No sentido CONTRÁRIO ao que se precisa! E encheram de tachões… O atual prefeito, será que recebe comissão da fábrica de tachões para encher as ruas do Kobrasol deles?
Saudades do prefeito anterior, que não fazia nada para melhorar, mas não fazia nada pra piorar!
E assim vamos caminhando para o “Dia do Engarrafamento Final”, quando o carro (ou onibus, com ou sem passe cidadão) se converterá numa espécie de prisão de onde só se poderá sair a noite. Graças ao abandono da engenharia e da adoção “Planejamento por Inspiração dos administradores”. Naturalmente o turismo será a primeira atividade economica a sofrer as consequencias..
Mas será que o Dr. Knaesel não confia no taco do “nosso” super secretário das mobilidades ???
Problemas de mobilidade urbana não são privilégio apenas de Florianópolis, e é um mal que acomete a maioria das Metrópoles do mundo. Eu disse metrópoles e não aglomerados urbanos como é o nosso caso. Aglomerados porque nossas cidades cresceram sem um mínimo de planejamento e práticamente sem investimentos em sua infra estrutura. Os recursos que poderiam ser usados para minorar o sofrimento da população foram sugados pela incompetência, pelos desvios e pela corrupção desta mastodôntica estrutura administrativa, que pretende ser descentralizada.
Mário, não sei se foi dali que buscaste essa idéia, mas o “engarrafamento final” está no livro Não Verás País Nenhum”, do Ignácio de Loyola Brandão. Segundo este “profeta”, os veículos parados nessa que seria a última fila, abandonados por seus ocupantes, transformam-se em ruínas.
Não dou dois meses pra isso acontecer ali no trevo da seta.