Os meios de comunicação são mesmo muito interessantes. Tem umas coisas que a gente não consegue entender, e outras que a gente não consegue explicar.
Por exemplo: o prefeito da capital é o Dário Berger (ex-PFL, ex-PSDB, por enquanto no PMDB). Foi ele que, junto com seu amigo de infância, LHS, decidiu o que se faria no Natal de Florianópolis.
É provável que o secretário de turismo tenha dado um ou outro palpite, mas certamente os maiores responsáveis por tudo de bom e de ruim que se encontre na extensa programação que vai infernizar por semanas o sono dos moradores da avenida beira-mar norte, são o Dário e o LHS.
Pois se a gente ler com atenção o noticiário, vai achar que o secretário Cavallazzi, do turismo municipal, é o único responsável. Eu mesmo já me peguei tratando-o como se a decisão de não licitar a árvore milionária e de trazer o tenor miliardário, tivessem sido dele.
Claro que ele pode ser considerado cúmplice, se algo de errado tiver ocorrido. Conivente, talvez. Mas não deve ser malhado como um judas fujão, enquanto os verdadeiros “culpados” ou “suspeitos” escapam ilesos e ficam só assistindo de longe.
O Dário tem prática disso: outro dia, em algum rolo relacionado com transporte (e a tal “mobilidade”), o vice-prefeito e secretário dos transportes levou várias cacetadas, que deveriam ser desferidas no cocoruto retórico do seu chefe.
É muito nobre, da parte dos subalternos, colocarem-se diante da bala assassina, da reprimenda feroz ou da palavra ferina. Mas completamente ineficaz do ponto de vista do aperfeiçoamento democrático: seus idolatrados chefes acabam não sentindo, na pele, a vontade do eleitor/contribuinte desgostoso ou desiludido.
Saem magoados o Cavallazzi, o João Batista, o Kanesel e tantos outros, enquanto são preservados e mantidos no pedestal das honras terrenas, os responsáveis pelos feitos e desfeitas que tanto nos irritaram, indignaram e embruteceram. Pra não dizer outras coisas.
Putz, mô pombo, na mosca.
Conivência? Cumplicidade? Ora, isso é pouco. Vamos à lógica?
Então tá.
Alguns grãos de feijão seria apenas uma feijoada. Mas reunir algumas pessoas com índoles semelhantes seria um grupo. Se forem de má indole, então é um bando. E bando em ação é quadrilha. Ou já existe a expressão “quinzeadrilha”?