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Ranzinzices

Agora conta uma novidade…

O ex-prefeito de Nova Iorque disse em Florianópolis, segundo me contaram, que não se deve misturar política com segurança pública, que segurança é prioridade e que é preciso unificar as polícias.

Estamos todos cansados de saber disso. E é bom ouvir de quem tem experiência bem sucedida na área, que essas coisas são importantes.

O que nos desalenta e entristece, é que as autoridades catarinenses fizeram e fazem exatamente o oposto: tem poucas áreas mais politizadas, no governo, que a da segurança pública. Até mesmo na secretaria da segurança, a prioridade é a eleição do Benedet. A segurança pública só tem alguma prioridade nos discursos. Na prática, o buraco é bem mais embaixo. E nesse ambiente politizado que permitiu a formação de castas, apartando não só a polícia civil da militar, mas, dentro de cada força, isolando os vários grupos, naturalmente não tem nem clima para se voltar a falar num comando único. Nem mesmo para discutir a reestruturação da força policial.

Então, parece que trazer o Giuliani foi apenas uma jogada de marketing. Uma espécie de Bocelli, ou de árvore milionária. Algo com que gastar dinheiro público e tentar encher as páginas dos jornais amigos e os olhos e ouvidos dos eleitores/contribuintes ingênuos. Até gostaria muito que houvesse algum resultado prático desse “intercâmbio”, mas temo que, como pérolas jogadas aos porcos, eles virem o nariz, desdenhem das palavras do Giuliani e continuem fazendo exatamente o que fizeram até agora: merda.

Discussão

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  1. Claro, vai ficar tudo como estava. O Cel., Comandante da PM já afirmou que aqui é diferente, etc e etc. Aliás, é o discurso de sempre, querem reinventar a roda, enquanto convivemos com charradas já decifradas, combatemos fantasnmas já exorcizados no resto do mundo. Aqui não se erra porque se erra, mas se erra porque isto engendra privilégios, e permite manobras obscuras inconfessáveis. O pior de tudo, é houvir de nossos iluminados Cientistas e Intelectuais falarem em desigualdades e desemprego, para justificar os crescentes índices de criminalidade, dando até a impressão que querem transformar o dilinquente em uma vítima do sistema, e a vítima como culpada por ter acumulda algum patrimônio, tornando-se assim um alvo da cobiça dos marginais. Precisamos combater a criminalidade sim, mas precisamos também derrubar Mitos. O primeiro, é dizer que o brasileiro é de paz, e o segundo, dizer que aqui é diferente. Mas o cúmulo mesmo, é querer resolver os problemas da criminalidade com passeatas e revoada de pombos.

    Posted by Max | dezembro 2, 2009, 23:09
  2. Deixe-me ver, algumas “Luizetes” foram ao EUA fazer uma viagem(zinha)e aproveitaram para ir a NYC bater um papinho tipo tiete com o GiuGiu, aí, pensaram, vamos dar um troquinho ao GiuGiu, ele vai até Floripa – por livre e espontânea vontade (sic)-, diz o que todo mundo já sabe há 12 anos, e depois, não acatamos nada daquilo! A tolerância zero é tipo assim: A lei para os inimigos, mas medidas provisórias, para os amigos!

    Posted by Iulius Cesar | dezembro 2, 2009, 23:47
  3. Tio Cesar, louvemos, pois, a vinda das celebridades com os fins estabelecidos. Explico: poderia ser pior. Trazer o Bocelli para cantar para a segurança pública e o Giuliani para discursar na noite da “rebelião”. Árvores de Natal de 3,7 milhões também poderiam ser espalhadas nas diversas comunidades da Ilha. Afinal, uma bagatela dessas é imperdível – considerando que se trata de “money” da iniciativa privada. Mais uma coisinha. Penso que, em nome da moralidade pública, o nome dos gentis doadores poderiam ser estampados em um local bem público. No mais, bom retorno às atividades. Pegue leve… pero…

    Posted by Sergio Luiz da Silva | dezembro 3, 2009, 02:29
  4. Tirando o obvio, das conclusoes deste ex-prefeito.
    Fica a pergunta, quanto custou esta babaçao de zovo?

    Posted by J.L.CIBILS | dezembro 3, 2009, 07:38
  5. Carai, que gente ranzinza!

    Estamos na Ilha da Magia (ou da p…ria) ou não, afinal?

    Posted by Long John | dezembro 3, 2009, 07:39
  6. Disseram que o Giuliani falou da “teoria das janelas quebradas”. Deve ter falado da “Escola de Chicago” e otras cositas más. Porra; é so abrir qualquer livrinho de Criminologia que está tudo lá. É mais velho que a “Ave Maria”. Agora, será que ele falou em quanto $$$ foi investido para se chegar ao denominador comum? Duvido. Aqui, nesse Brasilzão, a camarilha dos políticos só querem saber de seus bolsos e mais nada!
    Ele veio aqui a peso de ouro, falar para a “indiarada” o óbvio, e nada vai mudar. Nada mesmo. Para nosso desalento…

    Posted by Helio | dezembro 3, 2009, 08:16
  7. Giuliani é promotor de justiça. Uma das saídas para a segurança pública é óbvia: que a condução das investigações e, por sua vez, o comando das polícias, esteja na mão do Ministério Público, afinal é ele o titular da ação penal.

    Posted by Marcelo | dezembro 3, 2009, 09:09

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