
Visual fantástico para novos apreciadores
A Câmara aprovou na sessão da noite de hoje (25/11), em segunda e ultima votação, o projeto de lei complementar 954/2008, do Executivo, que altera o zoneamento de uso do solo na área de 431,2 mil m2, dos quais 11,4 mil de benfeitorias construídas, compreendida pelo complexo penitenciário que o governo do Estado, seu proprietário, está desativando no bairro Agronômica.
A proposta de alteração do Plano Diretor, ensejada pelo projeto, atende interesse do Executivo estadual que pretende alienar a área. A empresa que adquiri-la, por licitação, será obrigada a construir áreas de lazer, cultura e entretenimento, que serão destinadas exclusivamente à atividade pública e gratuita, sob administração do município.
Com a aprovação, a prefeitura poderá executar os projetos das áreas de lazer, paisagístico, comunitário e institucional de uso público, acordados em audiência promovida pela Câmara Municipal, a serem construídos concomitantemente à execução das obras privadas, assim discriminadas: uma creche com capacidade para 300 crianças; uma quadra polivalente coberta, com todos os equipamentos p/ eventos esportivos; reurbanização e instalação de equipamentos de lazer em toda a área estabelecida pela legislação municipal; e reestruturação do campo de futebol para as comunidades da região.
Estão previstos ainda os projetos executivos de vias locais e suas interseções com a Rua Lauro Linhares; implantação de toda infra-estrutura de saneamento básico de água, esgoto, gás, energia elétrica e telecomunicações (telefone, transmissão de dados, TV a cabo e outros), a serem instaladas junto com o sistema viário; alargamento da Rua Lauro Linhares no trecho frontal ao atual complexo penitenciário; e execução da restauração das edificações do complexo penitenciário.
O texto acima é da Diretoria de Comunicação Social da Câmara de Vereadores de Florianópolis, prodzido logo após a sessão de quarta-feira. Perfeito. Só faltou dizer como votaram os nobres edis.
Agora escrevo eu. Assisti toda a pantomima via TV AL/CMF. Apenas quatro vereadores votaram contra a aprovação da proposta que na prática muda o zoneamento da Trindade/Agronômica, região da Penitenciária, para que ali possa surgir um empreendimento imobiliário. Com a venda do terreno, alega o governo, haverá recursos e condições para que sejam construídas três novas unidades prisionais. A autorização para a venda está em lei aprovada pela Assembléia, a Câmara apenas votou a mudança de zoneamento, defendem-se os vereadores vendilhões
Perguntinhas: o Fundo Penitenciário serve pra que? É preciso negociar, alterar plano diretor, entregar ao ramo imobiliário uma área nobre de uma cidade tão carente de parques e equipamentos de lazer? Em troca do que? Um campinho de futebol e uma creche?
Ano passado reformaram a peso de ouro o kartódromo de Ingleses, utilizado uma vez por ano para gozo de meia dúzia de aficionados de um esporte que não nos diz nada. Fizeram pior: construíram outro kartódromo, quase ao lado do antigo, no Sapiens Parque. Ali, mentem autoridades e amigos do Rei, teremos uma arena multiuso, o mais novo xodó de Prefeitos desinformados. Misturam alhos com bugalhos, o público com o privado. Conheço várias arenas e centros multiuso, todos à imagem e semelhança dos seus idealizadores. Custam muito, servem pra muito pouco.
Tem dinheiro sobrando pra essa gastança. Sai dinheiro a rodo, milhões, para projetos megalômanos como exibições de showbol por toda Santa Catarina e espetáculos importados.
Isso é crime. Os moradores da Trindade e Agronômica serão vítimas de mais um, graças a ação predadora e conivente da Câmara de Vereadores que até hoje não mexeu uma palha para a construção de um parque municipal. E não é por falta de espaço, mas pela defesa de outros interesses. Parque custa barato e não rende.
O problema, Mário Medaglia, é que certas decisões dos Prefeitos e Governadores de plantão, pela magnitude de suas conseqüências, teriam, se a nossa democracia fosse verdadeira, de ser amplamento discutidas com a sociedade. Em Florianópolis e Santa Catarina, não há nenhuma preocupação das autoridades nesse sentido: decide-se e pronto; e o “poveco”- eles devem, no privado, às gargalhadas, usar tal palavra-, de dois em dois anos, comparece às urnas, sempre confiante de que é o condutor do seu destino…
PS: Errei na grafia da palavra: “amplamente”.
Não dá vontade de chorar?
Ôi Mário, vc tem razão, as Arenas Multiuso são tão “multi” qeu não servem pra nada!Uma vergonha, a primeira foi a de Joinville e as seguintes foram sendo construidas com os mesmos erros da primeira!Serve pra dar painel artistico pros artistas amigos de Luiz XV …Imagine quanto não entrou pro Juarez Machado o painel da Arena Multiuso de Joenville.A Arena Multiuso de S.Jose está entregue as traças!!Se acabando!
A coisa tá feia. Como mudar isso? Votando? Em quem? Sinceramente, é difícil evitar a desilusão. Só o que conta são os interesses próprios. É essa corrupção enraizada na cultura do nosso povo. E não é coisa de rico não, é em qualquer classe. No país onde as leis “não pegam”, só podia dar nisso mesmo.
MARIO
QUERO SABER ONDE VÃO COLOCAR OS PRESOS.POIS JA EXISTE FALTA DE CADEIAS
OK VÃO FAZER COM ESTE ESPAÇO
MAIS QUE GOVERNO INCOPETENTE
PAULO DUTRA
Tudo por um mandato. Isto mesmo. Que se venda o Estado e seu patrimônio constituido ao longo dos tempos e por todos os governadores para fazer caixa para uma campanha a cargo de senador.
[...] Vendilhões [...]
Quando os caras são eleitos parece que algo mágico acontece, e eles passam a falar outra língua… começam a sofrer de amnésia, falta de vergonha na cara, de ética, de valores, de pudores… É algum tipo de doença que se manifesta quando a pessoa ocupa a “cadeira”, seja ela do legislativo, judiciário ou executivo. A cadeira corrompe. E basta sentar uma única vez. É impressionante!
A democracia tem dessas coisas. A maioria votou nestes que aí estão. Aparentemente meia dúzia de gatos-pingados é que se revolta com ações deste tipo. poderia até ser uma dúzia, mas sem o ativismo da imprensa, que deixou de existir desde que o “rei” assumiu o estado, as coisas para as minorias tornaram-se muito difíceis.
Costumo repetir o seguinte: Não adianta atacarmos as consequências. Temos que atacar as causas. No meu entendimento, as consequências são os políticos que só enxergam o próprio bolso e a manutenção do poder a qualquer preço. As causas são as relações promíscuas dos políticos com as grandes redes de comunicação. Acabem ou diminuam o poder dos grupos midiáticos (não condundir com liberdade de imprensa ou de jornalistas) e teremos alguma melhora na nossa “democracia”.
[...] das Flores movimenta praça Fernando Machado Vendilhões 27/11/09 Por Mário Medaglia (DeOlhoNaCapital, [...]
Estamos literalmente PHLODIDOS. Uma camarilha de vendilhões, súcia de safados, mestres em sugarem o leite das fartas tetas da Viúva. O erário virou a casa-da-mãe-joana bolinada pela mão-grande os amigos do rei. Minha amada Ilha, quem te viu, viu! Pois, ninguém mais há de te ver, ao menos viva. A corja a cada dia corta mais um tubo, e nem a UTI dá mais conta de te manter viva. Parabéns Medaglia. Parabéns aos comentaristas que nos dão a sensação que ao menos nesse universo paralelo chapa branca não se cria.
Mário Medaglia,
Vamos dar nomes aos bois !
Tem que nominar quais foram os vendilhões e quem foi contra !
Carlos: a lista dos “a favor” é grande. Fiquemos com quem votou contra o projeto: Renato Geske (PR), Ricardo Vieira (PC do B), Aurélio Valente e e João Amin (PP)
Prezado Mario,
O zoneamento anterior da area, agora alterada foi atraves de Projeto de Lei de minha autoria, quando Vereador. Gostaria de parabenizar os Vereadores que ainda conseguem mostrar um sentimento de indignacao e defesa da Cidade. Tambem deixo o registro que nos entristece do representante do PT, ver. Marcio.Parabens a vc e ao Cesar por manterem esse espaco de discussao e defesa da cidade. Abcs de seu amigo Ricardo Baratieri