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Moribundices

O moribundo morreu

Foi grande o foguetório na Beira Mar, perto de onde eu moro. Natural, tem muito avaiano feliz na cidade depois do fracasso do Figueirense que não conseguiu fazer companhia ao grande rival na série A do Brasileirão. Morrer em casa por causa da derrota deste sábado para o modesto, mas valente Duque de Caxias, foi a decepção final para esta exigente torcida que se agarrou em tudo o que é santo na esperança de ver o clube em outro patamar. As notícias que vinham de Caxias sobre a derrota do Juventude para o Atlético Goianiense, uma combinação mortal para o clube catarinense, botavam mais pregos no caixão alvinegro, ou tricolor, como queiram. Foi a morte anunciada com bastante antecedência.

Enquanto o Avaí não precisa fazer mais nada este ano a não ser tentar a façanha da vaga na Libertadores, seu adversário vai encarar um encerramento de temporada dos mais melancólicos. Ao mesmo tempo em que na Ressacada se discute a permanência ou não do técnico Silas – está viajando para um estágio no Real Madri, que luxo –, deste ou daquele jogador, os bastidores do Orlando Scarpelli convivem com os rescaldos do fracasso. Aí, trata de jogar pedra nas Genis, que são muitas. As pesadas manifestações de torcedores registradas pelas emissoras de rádio após a partida são um trailer do que vem por aí e a dimensão exata do tamanho do desgosto pela permanência na série B e pela derrota no estadual. Ganho por quem?

O único estrago provocado pelos lados do estádio avaiano, aconteceu por causa do vendaval da quinta-feira. Em compensação no Figueirense foi decretado estado de calamidade pública. Pela reação da torcida – 15 mil esperançosos foram ao Scarpelli – sobrarão apenas o goleiro Wilson e o meia Fernandes. Pelas avaliações de primeira hora não fica nem a comissão técnica.

Na verdade em 2009 os dirigentes do Figueirense abusaram da sorte e só fizeram crescer a sujeira sob o tapete. Sem nunca admitir os erros do departamento de futebol e tomando decisões erradas a cada problema de vestiário. O sucesso de temporadas anteriores mascarou as fragilidades internas do clube que acabou tomando o rumo errado desde o começo do ano.  As lições assimiladas e ensinadas no passado ao rival foram esquecidas no presente.

Vai parecer provocação, mas juro ser mera coincidência. Estou publicando neste domingo o texto semanal do Emanuel Medeiros Vieira, que se confessa torcedor apaixonado do Avaí, e que escolheu justo este final de semana para meditar sobre o seu clube do coração.

Discussão

Comentários estão desativados para este post.

  1. Só a comissao técnica e os jogadores? E aqueles arrogantes Presidentes, tanto do Conselho como do Clube, como do Fig.Participaçoes? Ufa!, qto presidente. Quando essa turma cair na real, descer do tamanco, ser MUITO mais humilde, admitir que está na segunda divisao, as coisas ficarao mais faceis. Vao tomar liçoes de humildade com o Dr.Zunino, caso contrário, ouvirao muito: fica Prisco

    Posted by francisco gercino | novembro 21, 2009, 21:52
  2. Caro Medáglia,
    Não vou fazer comentário, até porque não se joga pedra em defunto, apenas queria que o nobre jornalista recordasse o e quando me referi à arrogancia e prepotência dos dirigentes do Figueirense. Infelizmente para sua valorosa torcida o que acabou por se confirmar hoje, nada mais foi do que um filme cujo roteiro já estava escrito e desenhado desde a queda em 2008 para a serie B; agora resta juntar os cacos, calçar os sapatos da humildade e voltar em 2010 pra tentar fazer, o que poderia ter sido feito este ano com grande facilidade.
    Respeitosamente, mais não lamentando,
    Seba Martins.

    Posted by Seba Martins | novembro 21, 2009, 23:58
  3. A torcida do Figueirense era tão ou mais arrogante que sua diretoria. Vingança é uma prato que se come quente. Que permaneça na segunda divisão até a crista abaixar.
    E como é bom ler xororô de jornalista-torcedor que vive em armário…

    Posted by Juvenal | novembro 22, 2009, 08:47
  4. Ouvi ontem, após o jogo , ou melhor, após o desastre da batalha frente ao Duque de Caxias , os comentaristas de sempre vomitando no ar os costumeiros “lugares-comuns”. Culpam o trabalho, o não-trabalho ou um trabalho errado da diretoria pela permanência do Figueirense na segunda divisão. Assim também opina o autor do texto em comento, quando cita outro lugar comum, que é “jogar a sujeira para debaixo do tapete”. Permitam-me discordar. O trabalho foi bom, só não foi recompensado com o sucesso total.Erros e tropeços são da caminhada. Isso é normal e muito comum no nosso cotidiano. Não se pode menosprezar o trabalho de uma equipe que manteve as esperanças alvinegras até a penúltima rodada. Só não vê quem não quer. Não é assim que a imprensa vai contribuir para a ascensão do nosso futebol catarina. Peço licença aos leitores e torcedores da minha terra para extravasar minha paixão além-fronteiras e soltar meu grito de campeão: VAMOS TODOS CANTAR DE CORAÇÃO: … sua imensa torcida está feliz e compartilho com vocês minha felicidade.Vasco da Gama, Vasco da grama, Vasco de quem o ama, VAAAAASCO!

    Posted by waltamir | novembro 22, 2009, 13:51
  5. É, morreu igual ao Michel Jackson, em casa, dopado, com tanto show esperando por ele.

    Posted by Fernando | novembro 22, 2009, 14:58
  6. Mas a alegria do avaizinho durou pouco. No domingo tomou de quatro. E sem vaselina!

    Posted by Alex | novembro 23, 2009, 08:41

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